Roma e Florença em Português - Passeios em Roma com guia credenciada oficial em português.
  • Serviços
  • Turismo na Toscana
  • Itália
  • Subterrâneos
  • Passeios no Vaticano
  • Onde ficar em Roma
Visitas Guiadas Roma
    Passeios no Vaticano
Turismo na Toscana
Pontos turísticos de Roma
Subterrâneos
Onde ficar em Roma
Contato
    Sobre mim
Roma e Florença em Português - Passeios em Roma com guia credenciada oficial em português.
  • Visitas Guiadas Roma
    • Passeios no Vaticano
  • Turismo na Toscana
  • Pontos turísticos de Roma
  • Subterrâneos
  • Onde ficar em Roma
  • Contato
    • Sobre mim
centro histórico de Roma, italia para brasileiros, roma ao ar livre, tours com guia na Italia, viagem incentivo Italia

Villa Borghese com guia em português

maio 27, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Quem vier pela primeira vez passar mais do que quatro dias em Roma, tem tempo suficiente para passar um final de tarde na maravilhosa admirando o Pincio e a Villa Borghese com guia em português!

vista pincio villa borghese - Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese subida pelo Pincio

Onde fica a Villa Borghese em Roma

Mais um fantástico espaço que nos permite de viver uma continuidade urbanística de mais de 2000 anos, o Pincio é a colina de onde temos a panorâmica estonteante da Piazza del Popolo, logo abaixo e a cúpola de São Pedro ao longe; fica entre os Muros Aurelianos e a Villa Medici, hoje esplêndido centro de cultura francesa de Roma.

Villa Borghese tour portugues - Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese

O enorme parque da Vila Borghese, na parte de trás do Pincio, tem uma área de aproximadamente 80 hectares e é completamente arborizado com plátanos plantados no período do Cardeal Scipione Borghese (1577-1633) e pinheiros.

 

  

piazza popolo - Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese com guia em português

Um dos leões da fonte da Piazza del Popolo

O que ver no Parque da Vila Borghese com guia em português

O parque conta também com o cenográfico lago artificial com um pequeno templo dedicado a Esculápio circundado por um jardim inglês com plantas exóticas, bananeira, ciprestes e bambús e representa um verdadeiro monumento natural no panorama magnífico da cidade eterna.

Pequenos templos realizados no século XVIII, uma natureza completamente “organizada” para servir à contemplação e ócio foram cuidadosamente planejadas aqui. O Jardim inglês com o laguinho, o jardim secreto da família, o pomar da família são os lugares mais característicos desta vila, que vale muito à pena conhecer com guia em português. Isso por que é bom entender o contexto no qual os jardins foram feitos, quem eram os Borghese, e o que a realização da mansão e parque significaram e significam hoje para a cidade de Roma.

Naturalmente um dos pontos altos do parque é o jardim típico italiano realizado entre 1610 e 1633, o parque dos Dainos, e a mansão da família Borghese, que hoje contém a famosa coleção, que falamos num outro post!

VIlla Borghese lago templo esculapio - Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese, Templino de Esculápio, final do século XVIII

Casina Valadier VIlla Borghese portugues - Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese, Casino de VIlla Borghese

A deliciosa Casina Valadier, do século XIX.

O Globe Theatre da Vila Borghese, excentricidade romana

O parque também possui uma curiosa costrução inspirada no Globe Theatre do Shakespeare, dirigida pelo famoso Gigi Proietti e um picadeiro, antiga zona onde a família Borghese caçava, hoje serve como palco para shows no verão – vi Gilberto Gil aqui, centenas de anos atrás!

Aviario Villa Borghese roma portugues - Villa Borghese com guia em português

Villa Borghese , Aviário

Aviário da Villa Borghese.
Villa borghese jardim italiano - Villa Borghese com guia em português

Jardins  italianos da Villa Borghese

A Villa Borghese é fonte de inspiração para a realização de jardins, é um lugar onde corpo e alma respiram profundamente a beleza do Barroco em pleno século XX, é um passeio que você não pode perder! E se for apaixonado por arte, como ir embora de Roma sem ter visto as esculturas de Bernini ou as preciosidades de Caravaggio da Galleria Broghese?!?!

Para o seu roteiro personalizado na Itália com guia em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Share:
Reading time: 3 min
curiosidades de Roma, dicas de Roma, idade media em roma, igrejas, igrejas de roma, italia para brasileiros, tours com guia na Italia, viagem incentivo Italia

A técnica dos mosaicos medievais

maio 20, 2015 by Patricia Carmo Baltazar 2 Comentários

Roma pode ser vista sob infinitos pontos de vista. Para quem ama a mosaicos medievais, é um prato cheio. Para quem não a conhece, será fácil se apaixonar.

post dedicado à Fátima e à Socorro

Uma das técnicas mais amadas e desenvolvidas pelos romanos foi o mosaico. Neste post vou falar um pouquinho desta técnica durante a Idade Média, pois temos uma série imperdível de obrasprimas aqui que seria um pecado não ver!

cavallini - A técnica dos mosaicos medievais
Mosaico de São Paulo Fora dos Muros,
realizado entre 1216 e 1227

Mosaicos Medievais em Roma

Interessante uma observação de Filarete (escultor e arquiteto que viveu na primeira metade do século XV) sobre a queda de pedidos de trabalhos em mosaicos, pois “o custo era muito alto, o tempo para aprender a técnica, longo, assim como o tempo para executá-la”. Filarete também nos informa que para cada cor eram necessárias cinco tonalidades diferentes de pastilhas – e conclui dizendo que “a qualidade das pastilhas de ouro já não era a mesma de antigamente!”

O lugar onde tradicionalmente se produziam as pastilhas era Veneza!

Arco triunfale Sta Maior - A técnica dos mosaicos medievais
Mosaicos Medievais – Arco triunfal e ábside de Santa Maria Maior

A grande vantagem desta técnica, é que dura muito mais do que o afresco, que já tem uma vida bem longa, se pensar que temos afrescos do século XI onde as figuras ainda podem ser reconhecidas!

Por exemplo, observe a fachada de Santa Maria in Trastevere: a parte superior em afresco e a faixa sobre as janelas arqueadas, em mosaico.

mosaico santa maria trastevere - A técnica dos mosaicos medievais
Mosaico, fachada da Santa Maria in Trastevere

O reboque necessário para receber as pastilhas é constituido por duas camadas, que medem ambas entre 2 e 7 cm. O material era composto por uma espécie de cimento impermeável, pedrinhas de origem vulcânica e cal virgem.  A camada inferior é mais lisinha; a camada superior, que entra em contato com as pastilhas, levemente mais áspera, para facilitar a aderências de pastilhas mais pesadas (de cerâmica, por exemplo) e para obter efeitos de reflexo de luz no caso de pastilhas de vidro.

mosaico trastevere - A técnica dos mosaicos medievais
Mosaico, Santa Cecilia

Uma das dificuldades na realização do mosaico é o tempo de secagem do reboque. Lógico, para que o artista possa inserir as pastilhas, a superfície que está sendo trabalhada não pode secar rápido demais, se não ele não consegue finalizar o preenchimento do desenho.

Em um décimo de metro quadrado da fachada de São Marco foram contadas 800 pastilhas! Haja rapidez e técnica para retardar a secagem do reboque!

mosaico roma guia turismo - A técnica dos mosaicos medievais
Pavão, San Clemente

Quanto às pastilhas, a maior parte era feita de pasta vítrea, mas também poderiam ser de mármore, cerâmica ou outras pedras duras. E você pode imaginar que os estudiosos de mosaico ainda estão debatendo vivamente sobre a quantidade de tonalidades de cada cor?! No caso de Santa Maria Maior, contam aproximadamente oito tons de azul, quatro de vermelho, sete de violeta, oito de verde e quatorze entre branco e cinza!

mosaico guia de roma latrao - A técnica dos mosaicos medievais
Mosaico absidal da Catedral de Roma

Em Roma encontramos uma gama ainda maior, o que nos faz pensar que a qualidade da mão de obra romana era realmente especial!

Basilica Santa Prassede Sao Zenao - A técnica dos mosaicos medievais
Basílica de Santa Prassede

Quando vier à Roma, não perca a oportunidade de aprofundir suas curiosidades sobre esta técnica maravilhosa com uma guia de turismo competente, que vai deixar você literalmente de boca aberta!

E ainda falta falar das pastilhas de metais preciosos e sobre a iconografia – isso é assunto pra muitas horas!

Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Share:
Reading time: 3 min
arqueologia, escultura, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, museus de roma, viagem na Italia com guia em português

Museu Etrusco com guia de turismo em português

abril 29, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria relaciono algumas dicas para quem deseja conhecer o Museu Etrusco com guia em português. Fico muito feliz com a quatidade de viajantes que retornam à Roma, querendo conhecer mais profundamente a cidade, “além do Coliseu e da CapelaSistina”, pois esta cidade realmente oferece uma infinidade de atrações.

Museu Etrusco guia de roma 10 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Eu com minha amiga dos tempos pré-históricos da PUC, com a sua família

Museu Etrusco da Villa Giulia

Parada “quase obrigatória” para a segunda vez de quem vem à Roma é o Museu Etrusco da Villa Giulia – como toda a Itália, uma guia de turismo que fale português é extremamente importante para ajudar na leitura de um material tão denso e pouco legível aos olhos do viajante curioso.

Museu Etrusco guia de roma 6 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Afresco da necrópoles de Tarquínia, completamente remontado no
interior do Museu Etrusco de Villa Giulia
A “Villa Giulia” é uma mansão renascentista que passou pelas mãos dos mais geniais arquitetos, com partecipação pouco importante do Vasari, “correção” de Michelangelo, mas esta maravilhosa mansão tem a assinatura do Vignola, exatamente na metade do século XVI. Papa Júlio III, que mandou construí-la, investiu tanta dedicação e dinheiro neste projeto, mas infelizmente morreu quase imediatamente depois da finalização da monumental construção, sem poder aproveitá-la. Mas vamos ver o que nos espera!

Este terreno tinha pertencido ao Cardeal Del Monte, o famoso mecenas de Caravaggio,depois à famosa família Borgia, e na época era tão longe de tudo que era um terreno cultivado.

Museu Etrusco guia de roma 7 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Cerâmica grega encontrada nas tumbas etruscas, símbolo do
poder dos príncipes etruscos
A típica mansão, ou villa, era divida em uma parte privativa, com arquitetura refinadíssima para recebimentos, e outra com cultivação da terra.
Assim que entramos, a primeira coisa que vemos além do pátio central, são os afrescosdo deambulatório, ou seja, do corredor com teto abobadado com grotescas, isto é, figuras fantásticas e arabescos.

Mas vamos logo pegar o corredor da esquerda e entrar no museu, que em primeiro lugar nos propõe um mapa para nos esclarecer onde ficava a Etrúria. E se olharmos com atenção este mapinha tão inocente, vamos logo perceber a fantástica posição geográfica de Roma em relação à antiga “piscina” chamada Mar Mediterrâneo.

Museu Etrusco guia de roma - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Mapa da ocupação etrusca
Podemos acompanhar o desenvolvimento do que nos resta como testemunhas desta civilização quase exclusivamente através das suas sepulturas. O povo vilanoviano desta região, através do contato com os gregos, da sua habilidade em trabalhar o ferro e, impossível não presumir uma natural engenhosidade, teve uma rápida ascenção como monarquia tassalocrática do Mediterrâneo e que conhecemos hoje como etruscos.
A coleção do museu nos mostra as maravilhosas urnas funerárias “bicônicas”, ânforas e em “forma

de caixa”, típicas do povo vilanoviano, população autóctona do final da Idade do Bronze e que ocupava as zonas que se desenvolveram posteriormente nas cidades da confederação etrusca.

Museu Etrusco guia de roma 9 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Urna “bicônica” em cerâmica
O famoso “bucchero”, vasos realizados em cerâmica com um procedimento especial de queima, são abundantes na coleção. Interessante também poder observar a quantidade de vasos de importantes artistas gregos encontrados na Etrúria, verdadeira loucura que demonstra a riqueza dos príncipes e nobreza etruscas do ápice do seu desenvolvimento, no VI séc a.C.. Imprescindíveis os esclarecimentos de uma guia de turismo sobre o misterioso alfabeto dos etruscos, para fazer com que o quebra-cabeça deste povo começe a se tornar legível na nossa cabeça!

 

Museu Etrusco Museus Vaticanos - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Pequeno vaso em bucchero no Museu Etrusco

 

Imperdível o “Sarcófago dos Esposos” peça em enormes proporções em cerâmica do ano 520 a.C., encontrada literalmente despedaçada em 400 partes e pacientemente remontada por mãos de hábeis restauradores que nos conta mais do que como eram os etruscos, mas de como “queriam ser vistos” pelos outros, além da especial relação homem-mulher deste povo.

 

Museu Etrusco guia de roma 5 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
O famoso sarcófago dos esposos
(difícil de fotografar por causa do reflexo da vetrine!)

 

A reconstrução da sepultura de Tarquínia, descoberta em 1873, é também uma das principais atrações deste museu. Maravilhosos afrescos nos contam sobre a visão da vida após a morte dos etruscos, a simbologia da escolha dos animais e das cores representadas têm uma função importante, que como todo o resto pode ser melhor explicado com uma boa guia de turismo que fale português e acompanhe você nesta aventura de contato com uma civilização distante de nós 2.700 anos.

Fascinante o que sobrou do Santuário de Pyrgi, no porto que se extendia por uma área de dez hectares e que deu trabalho por 50 anos aos arqueólogos da “Universidade La Sapienza”!

Museu Etrusco guia de roma4 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
As lâminas de ouro, tratado assinado entre etruscos e fenícios

A coleção nos mostra uma série de objetos utilizados pelos povos antigos, como vasos, jarras, copos e instrumentos de limpeza corporal que nos permitem finalmente descobrir a função de curiosas manufaturas que vemos não só neste museu.

Museu Etrusco guia de roma 8 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
O fantástico Apolo de Vulca, artista do VI séc a.C.
Outras preciosidades que cobrem aspectos da importante vida religiosa dos etruscos serão desvendadas aqui com a gente.

Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Museus em Roma:

Museus Vaticanos
Palácio Altemps
Museu do Palatino
Museus Capitolinos
Museu Etrusco
Galleria Borghese
Museu Barraco
Palácio Máximo

 

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

Share:
Reading time: 5 min
barroco em roma, Caravaggio, italia para brasileiros, quadro a oleo, viagem à italia

Caravaggio

fevereiro 4, 2015 by Patricia Carmo Baltazar 3 Comentários

A vida de uma pessoa depois de ter visto seu primeiro Caravaggio nunca vai ser a mesma.

“(…) Emblemas claros, imagem perfeita da desgraça incurável da idéia que tudo o que faz o diabo,
 é feito de maneira excelente!(…)”
 
Flores do Mal, C. Beaudelaire, 1857

Caravaggio   Reipouso durante a Fuga ao Egitto - Caravaggio
Descanso na Fuga para o Egito, 1597, 135,5 × 166,5 cm

Personalidade definida como “extravagante” por um de seus mecenas, o Cardeal Del Monte,
Caravaggio foi um Jimmy Hendrix, um Jim Morrison, uma Janis Joplin ou uma Amy Winehouse; mas viveu entre 1571 e 1610. Claro, a vida de uma pessoa que nasce para subir no pódio ao lado de Michelangelo e Leonardo Da Vinci não poderia ser simples!

Caravaggio   Martirio di San Matteo - Caravaggio
Martírio de São Mateus, 1600, 323×343 cm

Personalidade genial e de sangue quente, teve seu trabalho valorizado somente trezentos anos após a sua morte, quando o histórico da arte Roberto Longhi lembrou ao mundo, que não teriam existido Ribera, Delacroix, Vermeer ou Rembrandt, se Caravaggio não tivesse aberto a estrada!

Sabemos que sua formação aconteceu na oficina de Peterzano (aluno de Tiziano), em Milão.

Na escola de Milão, Caravaggio não só aprende a técnica excelente do seu maestro, mas aprende a olhar para os sentimentos como um evento extremamente introspectivo, a pintar a natureza mais parecida com o que os olhos vêem; as sombras passaram a ser inseridas com a intenção de reforçar o efeito do chiaroscuro (claro-escuro) e de escrutinar a natureza do Homem e do mundo que o circunda.

Sabemos que em 1590 Caravaggio já estava em Roma e  trabalhava na oficina de Cavalier D’Arpino, um pintor manierista com uma carreira estável e de sucesso; sua vida era muito dura, seu tempo dividido entre doenças, vícios e a pintura, acompanhados de muita miséria.

Caravaggio bacchino malato - Caravaggio
Bacchino Malato, 1593-4, 67×53 cm

Durante o um período no hospital, acredita-se que pintou o famoso “Bacchino malato“, em torno aos anos de 1593-95.

Tudo mudou quando o Cardeal Del Monte o levou para casa, lhe deu um salário e o apresentou para a alta sociedade romana. Peraí, tudo não, pois a essência do nosso roqueiro continuava a mesma: prostitutas, bebedeiras, brigas e um currículo de boletins de ocorrência na polícia que só aumentava. E Caravaggio pintava… é deste período a maravilhosa “Madonna dei Pellegrini”, retrato de sua amiga Lena com seu filho de três anos.

Caravaggio Virgem Pelegrinos - Caravaggio
Virgem dos Peregrinos, 1604-06, 260×150 cm

Seguem Fanciullo con canestro di frutta, I bari, Maddalena penitente, San Francesco di Assisi in estasi, I musici, San Francesco in Meditazione, Ragazzo morso da un ramarro, Suonatore di liuto, Fuga in Egitto, Canestro di frutta, Bacco, Buona Ventura, a famosa Medusa, Santa Caterina d’Alessandria, Davide e Golia, Sacrificio di Isacco, San Giovanni Battista, Marta e Maria Maddalena, Ritratto di Maffeo Barberini, Narciso, Giuditta e Oloferne, Vocazione di San Matteo, Martirio di San Matteo, Crocefissione di San Paolo, Crocefissione di San Pietro, Incredulità di San Tommaso, Cenna in Emmaus, San Matteo e l’angelo, San Giovanni Battista, Cattura di Cristo, Amore vincit Omnia, Incoronazione di spine, Sacrificio di Isacco, Deposizione di Cristo, Morte della Vergine, Madonna con bambino e Sant’Anna, Madonna dei Pellegrini, Ritratto di Papa Paolo V.

Em 1606, depois de muitas brigas acontece o pior, e Caravaggio fica gravemente ferido depois de uma briga, mas seu oponente, um tal de Ranuccio, morreu.

Condenado à decapitação, começa a fuga que vai ter um triste fim em 1610, numa praia a 40km de Roma.

Protegido pela família Colonna, Caravaggio chega em 1607 a Nápoles, onde morou e pintou intensivamente por um ano (memorável a tela Le sete Opere di Misericordia).

Caravaggio   Deposicao Cristo - Caravaggio
Deposição de Cristo, 1602-4, 300 x 203cm

Somente a obtenção de um título de cavaleiro (e com a consequente imunidade adquirida) poderia salvá-lo. A fiel família Colonna ajuda Caravaggio a chegar em Malta, onde pinta a Decollazione di San Giovanni Battista (uma tela de 1608 que mede 5,20m X 3,61). Com essa pintura, Caravaggio obtém o famigerado título de Cavaliere di Grazie.

natividade com santos guia brasileira roma - Caravaggio
 “Natividade com os santos Lourenço e Francisco de Assis”, ~ 1600-1610 – tela roubada do oratório de S. Lourenço, Palermo, ainda desaparecida.

Entre 1600 e 1610, Caravaggio pintou uma cena de natividade.  Como ver um quadro de Caravaggio? Neste caso, observe, por exemplo, como essa representação do grande maestro exalta a pobreza e a naturalidade dos personagens, fazendo com que as pinceladas a óleo pareçam uma fotografia aos nossos olhos pós-modernos. O barulho faz-se silêncio e a malinconia é lida na linguagem corporal e nos olhares dos personagens ao redor do recém-nascido. O duro jogo de luzes e sombras é aliviado graças à presença etérea do anjo que, pairando no ar, dá a confirmação certeira da origem divina deste menino-deus.

Mas, voltando à nossa história, o que acontece?! Em vez de suspirar aliviado e pensar nos milhares de outros quadros que poderia pintar para que pudéssimos admirar a sua inteligência, sensibilidade e habilidade, se mete em outra briga, mas desta vez com um nobre! Neste momento descobrem  que Caravaggio tinha sido condenado à morte, e ele é preso. Como um super-herói, escapa da prisão e vai à Sicilia, mas a este ponto ele é duplamente perseguido e seu título de cavaliero é revocado. Siracusa, Messina e Palermo o recebem e ele pinta a Adorazione dei Pastori,  La Resurrezione di Lazzaro e La Natività.

De Palermo, retorna à Nápoles, onde é massacrado pelos fiéis do nobre maltês com quem ele tinha comprado a briga. Alguns até pensaram que ele tinha morrido, mas o nosso Bruce Willis não morre facilmente e inaugura una nova estação na sua pintura com Santa Orsola e com o Davide con la testa di Golia.

caravaggio grafiti - Caravaggio
Grafiti com detalhe de obra de Caravaggio, em Trastevere

No meio-tempo seus protetores de Roma estavam quase conseguindo que papa Paulo V assinasse a sua graça.

Caravaggio morreu em circunstâncias pouco claras em Porto Ercole e foi enterrado numa fossa comum do cemitério de São Sebastião.

Em 2002 foi erguido um monumento em homenagem ao grande pintor. Oito anos depois foram exumados espólios deste cemitério numa tentativa de identificar os restos de Caravaggio. Vários laboratórios científicos confirmam o achamento, que foi posteriormente enviado de volta à Porto Ercole, e estão agora no interior de um forte.

Intrigas e relações delicadas entre os séculos XVI e XVII. E se essa imagem que ficou para nós do Caravaggio tivesse sido construída pelo poder por que ele era um personagem que incomodava muita gente com a sua pintura? Ah, para desvendar este mistério, saber por quais ruas caminhava, e tudo o que se sabe sobre este gênio, entre em contato e reserve já o seu tour “Caravaggio”!
Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

Se alguém gamar no Caravaggio, pode ver o filme feito pelo inglês Derek Jarman (1986) https://www.youtube.com/watch?v=N_TAZbRwxY8.

Share:
Reading time: 6 min
arqueologia, historia do cristianismo, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, Museus, museus de roma, viagem na Italia com guia em português

A Via Appia Antiga

novembro 6, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

Um museu a céu aberto. A famosa Via Appia Antiga já foi chamada assim, com esta expressão moderníssima em 1850, por Luigi Canina, responsável pelas “Antiguidades de Roma” do governo pontifício dessa época.

“Todos os caminhos levam a Roma”

Appia Antiga Guia de Roma portugues2 - A Via Appia Antiga
Adoro fazer picnics com as amigas e explorar a Via Appia Antiga!
A construção desta estrada foi iniciada no ano de 312 a.C, por ordem do censor Appio Claudio Ceco. No ano de 268 a.C., a sua extensão chegava a Benevento (277km de Roma) e em 191 a.C., a Brindisi (520 km de Roma), onde existia o porto através do qual se comerciava com a Grécia e com o oriente.

 

Via Appia antiga - A Via Appia Antiga
Basalto da Via Appia Antiga

O início desta estrada é uma viagem no tempo, pois nos leva ao período dos reis (753 a.C. – 509 a.C.): a tradição diz que aqui existia um bosque sagrado onde Numa Pompilio pedia conselhos à Ninfa Egéria a respeito das leis sagradas de Roma, e, mais para frente, durante o período republicano (509 a.C – 44 a.C.), os sacerdotes do culto da Magna Mater lavavam a estátua da deusa no antigo rio Almone, que passava por aqui.

Appia Antiga Guia de Roma portugues - A Via Appia Antiga
Para “viciados em Arte e História” a Via Appia Antiga é um paraíso terrestre!
Nós percorreremos a Via Appia Antiga a partir da Porta Sebastiana, onde tem o “Museu delle Mura”, em direção ao sul, às colinas albanesas (região dos lagos), para mencionar alguns dos monumentos que chegaram até nós através de mais de dois mil anos de história. Vamos lá!
passeio via appia guia portugues vista Aerea - A Via Appia Antiga
Não se espante com a quantidade de monumentos funerários que encontraremos no nosso caminho, pois uma das antigas leis romanas, as doze tábuas (ano 450 a.C.), proibía a construção de sepulturas no interior dos muros de proteção da cidade (que coincidia quase 100% com o limite sagrado da cidade, que se chama “pomério”). Appio Claudio foi o primeiro que desejou ter a sua sepultura na “sua” estrada, e com isso lançou uma moda entre as famílias abastadas. A coisa divertida é que os monumentos funerários eram de tamanha beleza, que muitos nobres daquele tempo sentiaram-se inspirados a construir grandes mansões perto deles.
monumentos appia antiga - A Via Appia Antiga
Monumentos sobre a Appia Antica, linda foto de Luana Bungaro
Tumba de Geta
No número 41 da Via Appia Antica (lado esquerdo com as costas para os muros aurelianos) existe o monumento funerário de Geta, filho do imperador Setímio Severo. A construção original era realizada em calcestruzzo (o cemento romano cuja “receita” ainda hoje não foi desvendada) e era composta por uma base quadrada sobre a qual se apoiavam diversos andares com superfícies que diminuiam a medida que se elevavam. Naturalmente esta estrutura era completamente revestida de travertino (o mármore branco aqui do Lácio).
A contrução que encontramos hoje aqui é muito curiosa, pois além de ter sido completamente desnudadado revestimento marmóreo, no topo desta espécie de estrutura piramidal encontra- se uma estrutura com caráter de habitação, construída nos primeiros anos do século XVI.
Infelizmente este monumento só pode ser observado do exterior, pois ele ainda é propriedade privada; este fato não constitui uma exceção que dificulta o trabalho do Ministério dos Bens Culturais de Roma.
Igreja “Domini, quo vadis?” (“Senhor, para onde vais?”) ou Santa Maria in Palmis

A bifurcação com a Via Ardeatina, é um lugar importante, pois diz a lenda que neste lugar Pedro encontrou Cristo quando estava indo embora de Roma para fugir às perseguições aos cristãos do período do Imperador Nero (~68 d.C.). Exatamente neste ponto, Pedro teria perguntado a Cristo: “Senhor, para onde vais?”; e Cristo respondeu “Vou à Roma, para ser crucificado pela segunda vez”. Quando Pedro ouviu esta resposta, envergonhou- se de estar fugindo da morte na cruz, retornou à Roma, e de fato, foi crucificado no Circo do Nero – e como bem sabemos, de cabeça para baixo!

Domini Quo Vadis guiaderoma - A Via Appia Antiga
A igreja de Domini Quo Vadis, na Via Appia Antiga

 

A denominação da igreja “in Palmis” ou “do Passo” se refere à uma tradição medieval de venerar uma pedra com duas impressões de pés que se encontra nesta igreja, que acredita-se serem dos pés de Cristo.

Domini Quo Vadis guiaderoma  - A Via Appia Antiga
As impressões dos pés de Cristo, dentro da igreja Quo Vadis
Seguindo pela Via della Caffarella, passa-se por longos muros para chegar à uma outra propriedade privada com uma casinha colonial e com o chamado

Templo do deus Redícolo , dedicado à divindade que fez com que Aníbal retrocedesse com seu exército (XXX ano). Na verdade trata-se do Monumento funerário de Annia Regilla, esposa de Heródes Ático (século II d.C.). Esta é uma construção de beleza singela, onde notamos duas tonalidades diferentes de tijolos que compõem a base retangular com tímpano.

Via Appia Annia Regilla - A Via Appia Antiga
Monumento funerário de Annia Regilla
Retornando à nossa Appia Antica, nos aproximamos das famosas Catacumbas de San Callisto (São Calixto).
circo maxencio guia portugues - A Via Appia Antiga
 Eu, no Circo de Maxêncio
circo maxencio guia brasileira - A Via Appia Antiga
 Circo de Maxêncio
Vale a pena relembrar a origem da palavra catacumba, que vem do grego “kata´”, “nas” e “kymbas”, “cavidade”.

 

passeios roma via appia catacumbas sao calixto - A Via Appia Antiga
Via Appia Antiga

 

Iniciadas no II séc. d.C., estas catacumbas foram construídas em terrenos doados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo, de modo que os adeptos desta nova religião pudessem ser enterrados, pois o novo conceito de morte previa uma cela para o defunto, que não era mais cremado, como no culto pagão, pois a morte era vista como um sono onde a alma acordava sucessivamente para o Juízo Final, e em seguida, para a vida eterna.
Aqui foram enterrados 16 papas e mais de 50 mártires nas galerias subterrâneas, que chegam a ter uma extensão de quase 20km nos 15 hectares de terreno!

Santa Cecília também foi enterrada nestas catacumbas, mas as suas relíquias foram levadas para dentro dos muros aurelianos no ano de 821, pelo papa Pasqual I, e se encontram hoje na Basílica de Santa Cecília, em Trastevere. É interessante o afresco do IX século, com a santa que reza, um busto do Cristo e papa mártire São Urbano.

guia de roma catacumbas jonas portugues - A Via Appia Antiga

De maneira geral, os afrescos das catacumbas, apresentam-se como uma interessantíssima iconografia da passagem do culto pagão ao cristianismo; eu, particularmente, adoro todo o tipo de representação deste período: desde os afrescos, passando pelas diferentes inscrições sobre o defunto, os símbolos das corporações a qual ele pertencia, os desenhos de cestos de pães, até os “rabiscos” do bom pastor sobre mármore; a escrita “ICTUS”, que significa “peixe” em grego e cujas iniciais estão para: “Jesus Cristo, filho de Deus, salvador” – acho tudo isso emocionante demais! Aliás, é aqui mesmo que se acredita que foi pintado o afresco mais antigo com a representação do bom pastor e de figuras que rezam, os “oranti”, do final do século II, início do III século.

passeios roma via appia catacumbas sepultura papas - A Via Appia Antiga
O próximo monumento importante que encontramos é a Basílica de São Sebastião,para onde acredita-se que foram trazidos os restos mortais dos santos Pedro e Paulo durante as perseguições do ano de 258. Após o Edito de Constantino de 313, isto é, o documento através do qual os cristãos obtinham finalmente liberdade de culto, as relíquias dos dois santos votaram ao lugar onde eles tinham sido enterrados logo após o martírio, e nestes dois lugares foram contruídas as grandes basílicas de São Pedro e São Paulo Fora dos Muros.
A fachada desta basílica como a vemos hoje é o resultado da modernização feita pelo cardeal Scipione Borghese entre os anos de 1608 – 1613, iniciada pelo arquiteto Flamínio Ponzio e finalizada peor Giovanni Vasanzio.
Aqui mesmo, temos acesso à entrada das Catacumbas de São Sebastião,um dos poucos cemitérios cristãos que ficaram abertos desde o seu início ininterruptamente, o que infelizmente contribuiu para a sua deterioração.

Podemos ver alguns afrescos e as eventuais sepulturas temporâneas dos apóstolos Pedro e Paulo.

Villa Maxencio guiaderoma - A Via Appia Antiga
Villa de Massêncio – Via Appia Antiga, foto de Christina Heger
Continuamos o nosso caminho e, a mais ou menos 150m do lado esquerdo, mais precisamente no nº153, temos a Mansão (Villa) de Maxêncio, grande complexo arqueológico composto pelo Mausoléu de Rômulo, Circo de Maxêncio e o Palácio Imperial, cuja maior parte ainda deve ser escavado.
Quanto ao Circo, 513m x 90m, podemos dizer que é um dos exemplares deste tipo de construção que chegou até nós em “excelente” estado: da arquitetura podemos ver algumas torres e os “estábulos”, estrutura de onde partiam as carroças para a competição. A spina, estrutura que dividia o circo longitudinalmente, era decorada com esculturas, edículas e com o obelisco que hoje vemos na Praça Navona (transportado pelo grande Lorenzo Bernini para adornar a famosíssima Fonte dos Quatro Rios).

A capacidade deste circo era de 10.000 pessoas, e infelizmente da arquibancada não sobrou muita coisa.

passeios roma via appia mausoleu romolo - A Via Appia Antiga

Passamos por um quadripórtico, que serve de entrada ao Mausoléu de Rômulo, estrutura realizada para o filho de Maxêncio, morto prematuramente, e que depois serviu também para outros membros da família imperial. Esta curiosa estrutura de forma redonda tem 33m de diâmetro e originalmente possuia nichos ao longo do seu perímetro e era coberta por uma cúpula com olho central.

Saímos deste curioso e rico complexo arqueológico para encontrar a 200m, do mesmo lado, a famosíssima Tumba de Cecilia Metella, um verdadeiro emblema da Via Appia Antica! Este mausoléu realizado aproximadamente no ano de 50a.C. foi contruído sobre uma base quadrada e revestida de placas de mármores travertino, sobre a qual se eleva um corpo cilíndrico de 29,5m de diâmetro e 11m de altura.
Uma grande lápide de mármore no exterior da construção nos informa a quem foi dedicada esta construção: Cecilia, filha de Metello Crético (que conquistou a ilha de Creta) e esposa de Crasso, general de Júlio César na Gália.
Os “merlos” medievais foram inseridos pelos Caetani, família que ocupou o monumento durante o século XIV, transformando-o em forte e castelo. Muitos elementos marmóreos que foram encontrados durante as escavações da Via Appia foram recolhidos e se encontram no interior deste monumento, que é um curioso museu, pois é utilizado pelo Ministério dos Bens Culturais assim como chegou até nós: sem teto.
Interessante as janelas bíforas (veja exemplo abaixo) da única parede que ainda está de pé, da Alta Idade Média, a cela sepulcral no interior do cilindro, que é considerado uma das construções mais antigas com o uso de tijolos!
IMG 20141019 181650 - A Via Appia Antiga
Cecilia Metella, com os dois pares de janelas bíforas na Via Appia Antiga
Na frente da Tumba de Cecilia Metella, temos as paredes perimetrais da antiga igreja gótica de São Nicola em Capo di Bove, uma das raras testemunhas deste período em Roma.
passeios roma via appia igreja sao nicolau - A Via Appia Antiga
Igreja de São Nicolau, na frente de Cecilia Metella Via Appia Antiga
A 300m deste monumento à direita, tem uma lojinha onde fazem excelentes sanduíches, para matar a fome se a longa caminhada tiver aberto o seu apetite!
Depois do lanche, estamos prontos para entrar no chamado V milho*  e ver monumentos do final do período republicano misturados com outros do auge do império, todos de personagens desconhecidos (ou meno de pouca relevância histórica); alguns monumentos possuem retratos e inscrições sobre os defuntos.
À esquerda notaremos uma estrutura monumental em forma de pirâmide e à direita túmulos atribuídos aos Horácios e Curiácios, no trecho conhecido como Cluiliae,onde teria acontecido a luta mítica entre representantes das cidades rivais de Roma e Alba Longa, depois da qual Roma assumiu definitivamente a supremacia da Liga Latina.

Nós, pobres mortais, continuamos a caminhar sobre os milenares paralelepípedos de silício sem ter acesso a inúmeros outros monumentos que ainda se encontram em propriedades particulares, atrás de muros altos que impedem a contemplação do viajante.

circo maxencio guia brasileira - A Via Appia Antiga
Via Appia Antiga

Vamos finalizar daqui a 400m a nossa longa visita à rua mais antiga e linda do mundo ocidental tendo à esquerda a Villa deiQuintilli: a maior, mais rica e bonita mansão (villa) dos arredores de Roma, que pertenceu aos irmãos Quintilli e que desde o século XIV nos presenteia com inúmeras obras de arte durante as escavações. Os refinados irmãos tinham morado na Ásia Menor e, quando retornaram à Roma, trouxeram inúmeras obras de arte, com as quais adornavam a majestosa mansão. A inveja do imperador Cômodo fez com que ele os condenasse e confiscasse os seus bens, passando a ser o dono da esplêndida villa!
Durante a alta idade média a mansão foi englobada num ninfeo, que é o que vemos do lado da Appia Antica. Este sítio arqueológico pode ser explorado em um outro dia. Para mais informações leia o post: Villa dei Quintilli.

 

Este é um dos passeios mais especiais de Roma, pois uma das maiores expressões do gênio romano foram os aquedutos e as famosas estradas, as “vie consolari”, que permitiam com que os homens se deslocassem por longas distâncias via terra, o que até então acontecia somente por viagens de navios através de rios ou mares. A enorme rede de estradas romanas deu origem ao famoso ditado “todas os caminhos levam à Roma“.

 

P1010398light - A Via Appia Antiga
Por que os aperitivos nunca são suficientes!

* O “milho” é uma medida de distâncias antigas e que varia entre 1 e 2 metros, dependendo do período histórico. A palavra miglio vem da expressão latina  milia passuum, que era equivalente a mille passus, isto é, mil passos, que correspondia a 1,48m na antiguidade.

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

Villa di Massenzio
Via Appia Antica, 153, 00179 Roma
Horário de abertura:
Ter-Dom: 10.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio
 
Cecilia Metella
Horário de abertura:
Ter-Dom: 09.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio
 
– do último domingo de outubro a 15 de fevereiro: última entrada às 15.30h e fecho às 16.30h;
– de 16 de fevereiro ao dia 15 de março: última entrada às 16.00 e fecho às 17.00;
– de 16 de março ao último sabado de março: última entrada às 16.30 e fecho às 17.30;
– do último domingo de março ao 31 agosto: última entrada às 18.15 e fecho às 19.15;
– dal 1° settembre al 30 settembre: última entrada às 18.00 e fecho às 19.00;
– dal 1° outubro ao último sabado de outobre: última entrada às 17.30 e fecho às 18.30.
Tickets:  
Ticket combinado para três monumentos,  válido por 7 dias para 3 sítios arqueológicos: Termas de Caracalla, 
Villa dei Quintili, Mausoleo di Cecilia Metella.
Inteiro:€ 6,00 e Meio: € 3,00 para cidadãos da União Européia entre os 18 e os 25 anos e docentes 
da União Européia .  
Gratuito: visitantes menores de 18.
Share:
Reading time: 13 min
catacumbas, guia de Roma em português, historia do cristianismo, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, subterrâneos de Roma, tour com guia particular, viagem na Italia com guia em português

As Catacumbas de Domitilla

março 16, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

«Anima Dolcissima»
epitáfio em lastra funerária das Catacumbas de Domitilla

O caminho da arte para que se chegasse na qualidade de um trabalho artístico do nível da Capela Sistina foi parte de uma grande percurso ético e religioso que ocorreu no mundo romano, com a chegada do cristianismo.
As catacumbas não serviam como esconderijos; eram simplesmente lugares onde os primeiríssimos cristãos enterravam os mortos, na espera do juízo final, da ‘nova vida’ após a morte.
A palavra catacumba vem do grego, “kata” e “kumbe” e pode ser traduzida como “na cavidade”.
As catacumbas foram realizadas por motivos a) práticos; b) econômicos e c) higiênicos.
P1030988 - As Catacumbas de Domitilla
Giulia (e eu), companheira fiel de excursões pelos quatro cantos de Roma!

Neste contexto encontramos sinais das mais antigas simbologias utilizadas por estes primeiros cristãos, que, sim, eram perseguidos por uma série de razões que não cabe discutir aqui neste momento, e que para assegurar o “sono” dos seus caros em contraposição à incineração dos corpos.

Os defuntos eram enterrados tratados com bálsamos e envolvidos em tecido, para depois serem depositados nos loculi das catacumbas, que aos poucos se transformavam em imensas (mas quando digo “imensas”, falo de 17km de ruas subterrâneas) galerias cavadas nos hipogeus de terrenos que eram normalmente doados ou emprestados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo e que dispunham de espaços para realizar estes “cemitérios primitivos”.

As catacumbas foram desde o início adornadas com alguns símbolos, que eram naturalmente ligados às religiões pagãs, e é isso que eu adoro ir apreciar nestes fantásticos lugares: a transformação do simbolismo pagão no simbolismo da nova religião!

P1040009light - As Catacumbas de Domitilla
O “bom pastor”
Durante os séculos VIII e IX, as catacumbas foram abandonadas e a memória da sua existência ficou perdida na noite dos tempos, até o século XVI, quando foram casualmente re-descobertas!

 

P1040012light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Em particular, as catacumbas de Domitilla, perteciam à Flavia Domitilla, que era parente do Imperador Domiziano (81-96), que por sua vez não era “nem um pouco cristão”, aliás ele foi responsável por cruéis perseguições aos cristãos durante o seu reinado, e Flávia foi exilada na Ilha de Ventotene!
Relembro aqui, que as piores perseguições aos cristãos ocorreram sob Nero, Décio, Valeriano e Diocleciano.

 

P1040015light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Papa Damásio (305 – 384) mandou construir uma basílica no ano de 366 nas Catacumbas de Domitilla, que é o que vemos hoje quando descemos ao primeiro andar da estrutura hipogea. Depois do abandono do IX século, ela foi descoberta somente em 1902-1903, pelo Monsenhor Wilpert.
Interessante observar as incisões nas colunas na frente do altar, que formavam um cibório que continha no seu interior os espólios dos santos mártires soldados Nereu e Aquileu.

 

P1040019light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

A estrutura da basílica foi reconstruída após a sua descoberta no século XX, e possui pequenas janelas no alto; entretanto, os arqueólogos que estudam estas catacumbas afirmam que a estrutura original possuía grandes janelas que iluminavam o seu interior.

O Hipogeu dos Flávios foi construído entre os anos de 390 e 395, remodelando (para não dizer “destruindo”) antigas estruturas existentes no interior destas catacumbas.

P1040026light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla
O hipogeu dos Flávios possui uma planta retangular em um dos corredores, onde acredita-se que na parte interna às catacumbas foram depostos os corpos de seus escravos; os loculi maiores, deveriam conter os espólios dos integrantes da família.

 

P1040083light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

Um dos afrescos mais interessantes que encontramos aqui é o de “Amor e Psiquê“, que são um ótimo exemplo de ponte iconográfica entre o mundo pagão e a aurora do mundo cristão: a alma se salva depois de provas árduas superadas durante a vida.

P1040090light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

A vasta simbologia que encontramos nos afrescos e a história que estas paredes nos contam se tornam legíveis quando uma guia nos acompanha durante o emocionante percurso; estas linhas não são nada além de uma pincelada que tenta incentivar a visita às catacumbas, como parte fundamental de uma visita à Roma.

P1040128light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

P1040129light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

P1040146light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040147light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040155light - As Catacumbas de Domitilla
Detalhe de túmulo, Catacumbas de Domitilla

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português
 
Entrada: € 8,00 ou € 5,50 (crianças)
Share:
Reading time: 4 min
dicas de Roma, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, viagem na Italia com guia em português

Qual a melhor época para visitar Roma?

março 3, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Neste post discutimos temas relacionados a qual seria a melhor época para visitar Roma.

48 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Melhor época para visitar Roma: qual seria a melhor época para sua viagem?

Roma é marcada por importantes eventos do calendário católico e fatos importantes da sua história. Quanto planejar a sua viagem, se puder dar uma olhada nestas datas, vai poder escolher estar aqui durante eventos que podem te interessar particularmente! Aproveito para relembrar também de dar uma olhada na página do Jardim de Ninfa, lugar que merece uma visita e que tem aberturas ao público limitadíssimas durante o ano.

45 - Qual a melhor época para visitar Roma?

Carnaval e Páscoa mudam todos os anos, por isto não vão estar nesta lista.
Estejam atentos à Páscoa aqui, pois é um feriado importantíssimo, que além das tradicionais celebrações na Praça São Pedro (para quem se interesse), aqui comemora-se a segunda-feira de Páscoa: a chamada de “Pasquetta”. A Pasquetta é um grande dia de festa onde as famílias fazem viagens aos arredores para comer em restaurantes ou um pic-nic na Natureza (aqui deveria escrever “convescote”, por amor ao meu bisavô!).

Todas as épocas do ano são boas para visitar Roma e todas têm vantagens e desvantagens.

De Janeiro à Março, ainda faz frio e não há flores; às vezes até chove, mas museus e monumentos são muito mais agradáveis pelo menor fluxo de turistas. O por-do sol acontece entre às 15 e às 19:30h, só em Março mesmo começamos a ter mais horas de luz.

De Abril à Julho-Agosto temos várias florescências que fazem com que a cidade esteja ainda mais linda,  temos dias longos e festividades relacionadas à espera da Primavera, o Jardim das Rosas abre, em Julho temos o Rio Tibre com as famosas barraquinhas, que ainda não decidi se gosto ou não gosto, temos a abertura noturna de vários monumentos, como por exemplo as três semanas em que abre o Castel Sant’Angelo, e um lugar que já é sugestivo se transforma numa viagem no tempo à enésima potência…. mas o calor é muito grande, quem tem pressão baixa ou não é muito das temperaturas quentes pode não apreciar a cidade neste período.

Setembro-Dezembro é o segundo semestre de alta estação com uma leve queda do turismo europeu em Novembro, o que faz de novo com que os monumentos e museus estejam menos cheios e até o meio de Novembro a temperatura e os dias são lindos, apesar das árvores já estarem com perdendo folhas a partir do final de Outubro. Em Outubro existem as “ottobrate”, ou “outubradas”, que são dias que parecem de verão até o famoso “Verão de São Martim” (11 de Novembro), onde realmente os dias podem ser lindos e surpreendetemente quentes. A partir da metade de Novembro já esperamos mais chuvas, que vão nos acompanhar até o final de Março. Cada inverno é de um jeito, é o período das chuvas, mas tem inverno que chove mais e inverno que chove menos.

Roma é linda em todas as épocas do ano, você só tem que prestar atenção a não pegar os feriados para ter acesso aos principais monumentos sem se preocupar. Aí vão eles:

6 de Janeiro
Epifania. Fecha as festas natalícias com a “Befana”, celebrações na Piazza Navona.

7 de Janeiro
Festa patriótica do Tricolor – desfile dos “Corazzieri” (guarda de honra do Presidente da República Italiana) e Carabinieri a cavalo, Praça do Quirinal.

21 de Janeiro
Comemorações na Igreja de Santa Agnes Fora dos Muros.

27 de Janeiro
Dia da Memória das vítimas do Holocausto (internacional).

Fevereiro
Carnaval

Quarta-feira de cinzas
Procissões

 49 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Dicas sobre qual seria a melhor época para visitar Roma

Março – mês da Maratona de Roma – neste mês às vezes chove, mas pode fazer um tempo típico primaveril, o que faz com que os passeios ao ar livre sejam lindos; a massa de turistas ainda não chegou.

8 de Março
Dia Internacional da Mulher – muito celebrado aqui, o símbolo é a flor amarela da Mimosa.

9 de Março
Evento de benção de carros na igreja de Santa Francesca Romana (protetora dos carros).

19 de Março
Festa de San Giuseppe (São João) – também Dia dos Pais. Festeja-se João marceneiro, com o doce típico “bignè di San Giuseppe” – doce frito que deriva da tradição antiga romana; acompanha o vinho doce! Eventuais festas programadas pela prefeitura no cenário único que só Roma oferece!

30 de Março
Fim da hora legal em Roma. A partir de hoje até dia 26 de Outubro, a diferença de hora entre o Brasil e a Itália é de 5 horas!

46 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Qual a melhor época para visitar Roma

Sexta-feira da Paixão
Feriado com a procissão do Papa entre Coliseu e Palatino.

Domingo de Páscoa
Ao meio-dia, o “Urbi et Orbi” do Papa, na Praça São Pedro

Pasquetta
Segunda-feira depois da Páscoa

Abril
De Abril à Novembro o Jardim de Ninfa, passeio lindo aqui nos arredores, é aberto ao público. Veja no post os pouco dias de abertura durante o ano de 2014 para poder programar a sua viagem com esta visita!
Começa a florescência do Jardim das Peônias

21 de Abril
Aniversário de Roma! Dia oficial da fundação da cidade por Remo e Rômolo em 753 a.C.. Comemorações no Capitólio.

25 de Abril
Libertação da Itália – Feriado italiano em memória da libertação dos nazistas.

51 - Qual a melhor época para visitar Roma?

Melhor época para visitar Roma


1º de Maio – Maio é mês de Campeonato de Tênis em Roma

Dia do Trabalhador (internacional).

Exposições de Arte na Via Margutta; feira de Antiguidades na Via dei Coronari.

Florescência das rosas do roseto da prefeitura, Via di Valle Murcia.

11 de Maio
Dia das mães.

angelo2 - Qual a melhor época para visitar Roma?

Junho
Festa das Flores em Genzano, na região dos Lagos. Vale a pena dar um pulo e dar uma olhada. É uma festa onde os moradores realizam cópias de quadros famosos alternados com motivos decorativos utilizando apenas flores, na rua principal da cidade, formando um verdadeiro tapete de flores! A origem desta festa é cristã, relacionado a Corpus Domini, no ano 1778 (manuscrito anônimo de 1824, “Storia dell’origine dell’Infiorata” na Biblioteca Nazionale di Roma).

Este também é o mês da Feira da Indústria e Comércio em Roma.

2 de Junho
Dia da Repúlbica Italiana.

8 de Junho
Pentecoste.

23 e 24 de Junho
Festa do Apóstolo João – comemorações no bairro de San Giovanni.

29 de Junho
Festa dos Santos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma.

angelo5 - Qual a melhor época para visitar Roma?


Julho – Agosto – calorão à vista. Roupas de tecidos leves são a melhor pedida. Lembre-se de usar saias ou bermudas abaixo dos joelhos e de ter os ombros cobertos para poder entrar nas igrejas de Roma – sobretudo nos Museus Vaticanos e na Basílica de São Pedro. Algumas igrejas são “levemente” flexíveis quanto à esta regra, mas a maioria não é; se usar camiseta regata, tenha um lenço de seda na bolsa que cubra os ombros e as costas, para poder entrar sem problemas nas igrejas!

Comemorações anuais de cultura do grande evento “Estate Romana”.

15-30 Julho
Período da festa “Dei Noantri” de Trastevere.

angelo4 - Qual a melhor época para visitar Roma?


5 de Agosto
Chuva de pétalas da Capela Paolina da Basílica de Santa Maria Maggiore em comemoração à lenda da construção da basílica.

15 de Agosto
Assunção de Maria. Em Roma, “Ferragosto” – feriado mega-galático aqui em Roma. Quase tudo fechado!

26 de Agosto
Fim do horário de verão. Temos de novo 3h de diferença entre o Brasil e a Itália.

angelo6 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Qual seria a melhor época para visitar Roma para seu perfil de viagem?!


Agosto – Setembro
Festa da “Porchetta di Ariccia”, churrasco de leitão ricamente temperado à moda de Castelli, com sálvia e menta. É um ótimo momento para fazer um passeio até os Lagos! Neste período tem também a Festa do Fungo Porcino (e quem não gosta?!).

Outubro
A Festa da Uva existe e é aqui, em Marino, na região dos Lagos! Você é louco (a) por castanhas?A Festa das Castanhas acontece neste mês, também na região dos Lagos!

angelo7 - Qual a melhor época para visitar Roma?

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português

Novembro
Festa da Polenta na região dos Lagos!

1º de Novembro
Todos os Santos. Esta comemoração dedicada aos mártires da Igreja teve seu início no Século IV!

8 de Dezembro
Dia da Imaculada Conceição. O Papa leva uma coroa de flores à Coluna de Maria, ao lado da Piazza de Spagna.

Gostou das dicas? Comente logo a seguir,em sua opinião qual é a melhor época para visitar Roma!?

Share:
Reading time: 7 min
arqueologia, arredores de roma, Caravaggio, igrejas, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, viagem na Italia com guia em português

Bate-e-volta à Palestrina

janeiro 19, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Vale a pena fazer um bate-e-volta de Roma à Palestrina?
vista palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Vista da montanha Ginestro, com a cidade de Palestrina
Museu palestrina light - Bate-e-volta à Palestrina
Nós, felizes da vida, antes de entrar no museu!

Palestrina fica a 43 km de Roma, a 450 metros sobre o nível do mar.

A ocupação mais antiga deste território é do século VIII a.C., de acordo com sepulturas encontradas. Destas ruínas, inferimos que a sua população mantinha contato com os Etruscos e com o mundo grego do mar Egeu.

Os historiadores Tito Lívio (59 a.C. – 17 d.C.) e Dionísio de Halicarnasso (~ 60 a.C.– 7 a.C.) discutem sobre a sua relação com Roma, sobretudo sobre a data de quando foi  definitivamente submetida à ela. A cidade seguramente adquiriu importância depois da IIª Guerra Púnica (218 a.C. – 202 a.C) e foi neste período que a urbanística de Praeneste foi o palco de grandes transformações que nós podemos observar ainda hoje!

Com a queda do Império e as declarações de Teodósio (ano de ~390 ) contra os cultos pagãos, o grande monumento foi ocupado e utilizado como moradia, o que da um lado o danificava, mas do outro mantinha a sua majestosa estrutura. Seguiram invasões de bárbaros e a ocupação dos Longobardos de Ataulfo no ano de 752.

O primeiro documento que menciona o nome moderno “Palestrina” é do ano de 873.
Em 1043, o feudo passou através de mecanismos hereditários à família romana Colonna e foi o seu refúgio durante os ataques de Cola de Rienzo (um político e tribuno dos plebeus que lutava contra os privilégios da nobreza). Essa família conseguiu manter o feudo até o século XVII, sofrendo muitas invasões (dos Borgia, em 1503, e do Duque de Alba, 1553).

Foi aqui que nasceu Pierluigi da Palestrina (1525 – 1594), pai da música polifônica. Ouça “O Magnum Mysterium” de Palestrina:

Em 1630 o feudo foi definitivamente vendido por Francesco Colonna a Carlo Barberini, irmão do Papa Urbano VIII, por 775.000 escudos (que em uma cotação fictícia de hoje seria equivalente a
€ 29.062.500).

No século XVIII o território teve um grande desenvolvimento agrícola e inúmeras tropas estrangeiras passaram por aqui: alemãs (1701; 1711), espanholas (1734; 1736), napolitanas (1799) e francesas (1802).

IMG 20141114 132518 - Bate-e-volta à Palestrina
Entrada da Cattedrale di Sant’Agapito martire

Palestrina hospitou o quartel general de Giuseppe Garibaldi, em 1849 durante a segunda República Romana.

Entre  1895 e 1897, Heinrich e Thomas Mann também passaram muito tempo nesta cidade!

O Museo Archeologico Nazionale di Palestrina

Museus palestrina entrada - Bate-e-volta à Palestrina
Entrada do museu

 

vista palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Vista de tirar o fôlego da frente do Museu de Palestrina

O museu foi montado em 1956 dentro do Palazzo Colonna Barberini, construído em cima do santuário antigo do período helenístico da “Fortuna Primigênia”, do séc. II a.C.. O acervo é constituído por inúmeros achados: colunas com símbolos funerários (cippi), bustos, bases funerárias, estátuas e objetos de uso quotidiano, provenientes da necrópole “Colombella” e da “Selciata” (arredores de Praeneste, hoje Palestrina).

santuario fortuna palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Caprichando na pernada para descer e subir na área arqueológica na frente do museu

A nossa subida para o museu foi muito especial, pois tinham fechado uma rua, por isso passamos dentro de uma parte de um prédio da prefeitura (parte do antigo Foro de Praeneste), que tinha mosaicos que não ficam abertos ao público – o Antro delle Sorti. Como estávamos festejando os nossos aniversários, recebemos um presente muito especial: a senhora que estava cuidando daquela área naquele dia nos disse de esperar, atravessou o gramado e voltou com um balde de água.

Olhem o que ela fez:

mosaico desligado palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
O mosaico “desligado”

 

acendendo mosaico palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
“Ligando” os mosaicos com água!
acendendo mosaico palestrina3 - Bate-e-volta à Palestrina
Olhem o efeito maravilhoso do pó indo embora e o mosaico “acendendo”
acendend mosaico palestrina2 - Bate-e-volta à Palestrina
Mosaicos com temas marinhos, Palestrina
acendend mosaico palestrina3 - Bate-e-volta à Palestrina
Mosaicos com temas marinhos, Palestrina
mosaico peixes palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Mosaicos com temas marinhos, Palestrina

Na entrada do museu, temos a “Tríade Capitolina de Guidonia”, do final do II século a.C., que representa Júpiter, Juno e Minerva no trono.

O complexo do santuário da “Fortuna Primigênia” foi um lugar de culto ativo durante o II séc a.C. e representa um grande exemplo de arquitetura cenográfica antiga: a área da cidade corresponde à da cidade que vemos hoje, existiam seis terraços artificiais interligados por escadas e rampas decoradas em estilo pompeiano, com preciosas incisões votivas e exedras (“construção descoberta de planta semicircular, com assentos fixos na parte interior da curva.”, definição do site engenhariacivil.com) assimétricas. No centro tinha uma arquibancada semicircular, que foi englobada na construção do Palácio Barberini, construído no século XV pela potente família Colonna.

IMG 20141114 161859 - Bate-e-volta à Palestrina
Sala do primeiro andar do museu: beleza com sabor de antigo e manieirista

Dentro do Palácio existem afrescos dos famosos irmãos Zuccari.

museu palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Sala do térreo do museu

 

Sergio+D'Afflitto testa femminile - Bate-e-volta à Palestrina
Busto de mulher, foto Sergio D’Afflitto

Uma das salas mais interessantes é  dedicada aos cultos antigos realizados em Praeneste. Outra sala imperdível é a sala com os  grandes mosaicos helenísticos (ano ~ 80 a.C., de dimensões: 5,85 x 4,31 m) com o “Mosaico do Nilo”, que veio do Foro de Praeneste e que representa cenas do Egito Antigo como a cheia do Rio, e a Alessandria, com (muito provavelmente) o palácio dos Ptolomeus. A simples visão deste grande e exímio mosaico é já razão para vir à Palestrina!

mosaico nilo palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
“Mosaico do Nilo”, nós três, abobalhadas da beleza deste mosaico

Temos ainda mil coisas pra ver: esculturas e objetos relativos ao culto da Deusa Fortuna, além de outras esculturas do período helenístico e cópias de obras-primas gregas. A maior parte destes trabalhos foi realizado entre os séculos II a.C. III d.C. e são testemunhas do culto à deusa da fertilidade na antiga Praeneste.   Outros achados nos contam como no final do II a. C ocorreu um precoce sincretismo entre a Deusa Fortuna Primigênia e a divinidade oriental Ísis (em mármore Bigio, isto é, de cor cinza).

SANTUArio preneste maquete - Bate-e-volta à Palestrina
A maquete no último andar do antigo Santuário da Deusa Fortuna Primigênia

Aproveite também para ver um dos famosos rilievi Grimani, aqui temos a javali fêmea com filhote, falei destes relevos no post sobre a Exposição “Augusto”.

javali museu palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Fêmea de javali

Outras maravilhas de Palestrina contam com o Museu Diocesano de Arte Sacra, Museu della Resistenza e dos Onze Mártires; a Porta do Sol (o antigo portão de entrada da Palestrina de 1642, também realizado pela família Barberini), e se for Primavera ou verão, podemos passear no Parque Natural da Valle della Cannucceta!

Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Museo Archeologico Nazionale di Palestrina
Endereço: Palazzo Barberini, Piazza della Cortina
Tel. 06/9538100 Fax 06/9538100
Horário de abertura: 9.00-20.00 (até o pôr-do-sol) 
Entradas:
Inteira € 5,00; 
Meia € 2,50 (18-24 anos)
Grátis para menoresde 18 anos e maiores de 65 com passaporte europeu

Museu Diocesano de Arte Sacra
Palazzo Vescovile, Via Roma 23 – Palestrina
Tel. 069534428 – Fax. 069538116
Horário de abertura:
– Quintas e Domingos: das 15:30 às 18:30
– Sextas e Sábados: 9:30 – 12:30 e 15:30 – 18:30
– Durante Julho e Agosto as aberturas de tarde são: 16:00 – 19:00

Entradas:

Inteira € 4,00
Meia: € 3,00
Museu della Resitenza e degli Undici Martiri
Via Pedemontana – 00036 Palestrina (RM)
tel: 06 9573176
Visitas sob reserva: +39 06/95302272-271
Share:
Reading time: 6 min
arqueologia, barroco em roma, guia brasileira em roma

Praça Navona, pérola do Barroco!

dezembro 12, 2013 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Praça Navona, vista da Fonte de Netuno

A Praça Navona é uma das praças mais famosas do mundo, criada no século XVII, praticamente pelos grande escultores e arquitetos Bernini e Borromini, para o Papa Inocêncio X Pamphilj.

praca navona estadio domiciano - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona hoje, antigamente Estádio de Domiciano

A sua forma (um grande retângulo com os lados menores arredondados) se deve ao antigo estádio de Domiciano, sobre o qual foi construída. Apesar de Bernini e Borromini serem os protagosnistas deste espetáculo, o que vemos hoje é o resultado do trabalho de vários gênios que trabalharam juntos durante o século XVII.

A visão do Papa Inocêncio X, que pediu aos gênios Bernini de construir a fonte central, ao Borromini, de construira Igreja de Santa Inês; a Rainaldi, de construir o palácio Pamphilj.

praca navona fonte netuno - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praca Navona, Fonte do Netuno

As fontes menores da Praça Navona

Das fontes menores, a “Fonte dos Mouros” foi realizada pelo grande Giacomo della Porta mais pra frente, durante o papado de Gregório X Buoncompagni (século XVI), sobre desenho de Bernini.

A “Fonte do Netuno” permaneceu por muitos séculos somente uma bacia, como aquela da fonte dos Mouros. Somente no século XIX foi realizada uma licitação! Vencida por Antonio della Bitta, este escultor realizou o Netuno. As figuras marinhas secundárias (cavalos marinhos, sereias, putos) foram relizadas pelo escultor Zappalá.

praca navona roma portugues - Praça Navona, pérola do Barroco!

Praça Navona de noite, espetáculo garantido!

A Praça Navona na Antiguidade

Vamos começar do início: na antiguidade,  aqui existia o estádio de Domiciano, que tinha sido construído  no ano de 86 d.C! O estádio tinha 276m de comprimento, 106 de largura e capacidade para 30.000 expectadores. Era maravilhosamente decorado com estátuas…

praca navona maquete - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona, maquete do antigo estádio de Domiciano

Não é verdade a lenda metropolitana que diz que durante a antiguidade também aconteciam batalhas navais nesta praça. O que realmente acontecia, era um alagamento da praça no mês de Agosto. Isso aliviava o calor: se tapavam os ralos da fontes, e a água alagava a praça.
Entre 1810 e 1839 realizaram-se corridas de cavalos.

A Navona é um dos melhores exemplos do que os artistas criaram durante o período barroco. Aqui contribuíram artistas do calibre de Bernini, Borromini e Rainaldi (Igreja de Santa Agnes) e Pietro da Cortona.

embaixada brasileira roma navona - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona, Embaixada Brasileira e Igreja de Santa Inês

A Praça Navona durante o Barroco

A praça foi realizada com a ideia de celebrar a grandiosidade da família Pamphilj (do Papa Inocêncio X), em clara competição com as famílias Barberini e Farnese. Por isso ordenou a construção do Palácio e da fonte. Para a realização da praça fosse perfeita foram demolidos vários edifícios medievais.

Quem não podia ficar de fora da importante escolha dos trabalhos a serem reliazados foi a superpotente Donna Olimpia Maidalchini. Donna Olímpia, mulher de personalidade fortíssima e cunhada do Papa exercia uma forte influência sobre ele. Para saber melhor quem foi essa figura, leia o post http://tinyurl.com/o6shhrt).

A Igreja de Santa Inês na Praça Navona

A Igreja de Santa Agnese (Inês) foi construída no lugar onde a santa sofreu seu martírio durante as perseguições de Diocleciano. Ela tinha apenas 12 anos. Existem várias lendas sobre a sua história. Logo após a sua morte, por causa da sua idade, a santa ficou famosíssima. Vou tentar dar uma breve ideia sobre a sua vida e seu martírio.

A linda menina chamada Agnes se recusava a se casar, dizendo que tinha feito o voto de castidade a Jesus. O prefeito Simprônio condenou-a a viver junto com as castas sacerdotisas vestais, que protegiam a cidade. Quando ela se recusou, ele a mandou arrastar nua pelas ruas, e viver em um bordel. Enquanto era martirizada, seus cabelos cresciam e os homens que se aproximavam dela para violentá-la, ficavam cegos.

praca navona fonte quatro rios - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praca Navona, Fonte QUatro Rios e Igreja de Santa Inês

Tendo sobrevivido à essas torturas, Agnes foi definitivamente condenada à morte. Amarrada a um poste ao qual tentaram colocar fogo, mas o fogo não pegava, e não queimavam a santa. A este ponto, um oficial pegou a sua espada e a decapitou. O sangue derramado no chão atraiu rapidamente outros cristãos, que embeberam suas roupas com ele. Agnes foi posteriormente enterrada em catacumbas, na Via Nomentana.

A  igreja foi edificada sobre o bordel onde Diocleciano tinha mandado trancar a santa. Desde o período medieval já existia lá uma igreja dedicada à ela.

Curiosidades e observações finais da Praça Navona

Voltando à fonte central, uma das fofocas mais famosas a respeito dela, é sobre a rivalidade dos grandes arquitetos barrocos Bernini e Borromini: em duas das alegorias dos rios,  Bernini teria expressado o seu desdenho pelo grande Borromini, representando o rio Nilo com uma faixa tapando seus olhos para não ver a igreja e o rio da Prata com a mão protegendo a sua cabeça com medo que a cúpola de Borromini caísse sobre a sua cabeça; mas estas são mais lendas metropolitanas, já que a Igreja foi realizada DEPOIS da fonte! Interessante notar que  o Nilo foi representado com os olhos tampados pela faixa, por que as duas nascentes ainda não tinham sido encontradas.

Origem do nome da Praça Navona

O primeiro nome da praça foi “in Agone” (que vem do grego agones, que quer dizer jogos), já que o antigo estádio era utilizado para competições entre atletas. 

Com o tempo ocorreu a corruptela do topônimo em Praça in Agone , depois Praça Nagona para depois se transformar em Praça Navona!

Palácios da Praça Navona:
Palazzo Braschi – do final do século  XVIII,  construído onde existia o Palácio de Francesco Orsini, no século XV.
Palazzo Torres Lancellotti – construído em torno ao ano de 1552 por Pirro Ligorio.
Palazzo Pamphilj – construído entre 1644 e 1650 por Girolamo Rainaldi.
Palazzo Tuccimei ( antes chamado Cupis Ornani) – construído na segunda metade do século XVI, sobre um predinho e casas limítrofes do século anterior.

Quanto à tomar um café num bar na Praça Navona, veja antes o menú para não tomar sustos, pois o preço  muda se você senta em uma mesa ou não; aliás isso é uma regra para 99% dos bares e lanchonetes na Itália.

Não perca a essência de Roma! Para fazer seu tour com uma guia profissional em português basta pedir seu orçamento através da página https://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato

. Clique para ler sobre subterrâneos da Praça Navona.

Como chegar na Praça Navona

Para chegar na Praça Navona dos principais pontos da cidade, você tem à disposição as seguintes linhas de transporte público (feita excessão ao metrô, que não chega aqui!):

– Ônibus: 30, 492, 628, 70, 87, 81, 916

– Bonde: 8 (desça na Piazza Argentina e caminhe 10 minutos).

Share:
Reading time: 6 min
guia de turismo na Italia

Praça del Popolo

fevereiro 1, 2013 by admin Nenhum comentário

A Praça del Popolo uma das praças mais lindas de Roma, ao pé da colina Pincio. Papa Pasquale II (1050-1118) mandou construir ao lado da entrada do Muro Aureliano uma capela, com dinheiro do povo romano, a chamada Santa Maria del Popolo. A igreja foi construida sobre a tumba da família Domizi, que era a família do Imperador Nero. 

piazza popolo guia brasileira - Praça del Popolo
Piazza del Popolo

Entre 1472 e 1477, a basílica adquiriu um aspecto renascimental, e em 1655-1660, Lorenzo Bernini a reformou com o típico estilo barroco, que observamos hoje. 

piazza popolo3 - Praça del Popolo
Na sombra do obelisco de Piazza del Popolo


Dentro desta pequena igreja encontramos verdadeiros tesouros da pintura: de Caravaggio, temos a Conversão de São Paulo e Crucificação de São Pedro; afrescos de Pinturicchio, a Assunção de Anibale Carracci, além do mágico dedo de Raffaello Sanzio(Capela dos Chigi) e de Bramante; esculturas de Andrea Bregno e Bernini. 

O convento ao lado da igreja hospedou Martinho Lutero, quando veio à Roma.

P1040476 - Praça del Popolo
Piazza del Popolo, visto do alto do Pincio

As duas chiese gemelle, igrejas gêmeas, Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli, deram um novo aspecto à praça. Estas igrejas marcam a origem das ruas, respectivamente, à Via del Babuino e Via del Corso e foram construidas por ordem de Papa Alessandro VII, e acabadas depois da morte deste Papa, em 1667. Estas igrejas que dão um toque profundamente barroco à praça, foram iniciadas pelo arquiteto Carlo Rainaldi e finalizadas por Bernini e Fontana – todos estes arquitetos estiveram envolvidos na transformação da Basílica de São Pedrocomo nós a vemos hoje, bem como a Praça São Pedro.

P1010116 - Praça del Popolo
Piazza del Popolo, do centro da praça
O chamado obelisco Flamínio foi trazido do Egito (época de Ramsés II Merenptah, 1232-1220 a.C.) e pelos antigos romanos sob Augusto para adornar o Circo Máximo. Ele foi colocado no meio da praça por desejo do Papa Sisto V, em 1589.

A forma elíptica da praça que vemos hoje, foi dada pelo arquiteto neoclássico Giuseppe Valadier, no final do séc XIX. Olhando para o portão , de costas para as igrejas gêmeas, vemos à esquerda uma fontana com Netuno e tritões; à direita outra fontana com a deusa Roma com duas alegorias dos rios de Roma, o Tibre e o Aniene. Aos pés da deusa, vemos a loba capitolina que amamenta os gêmeos. Valadier foi também o responsável pelo inserimento dos 4 leões em mármore travertino, que imitam os verdadeiros leões em granito egípcios, nos 4 ângulos do obelisco.

Leia também o post sobre a Igreja Santa Maria del Popolo:

stama popolo - Praça del Popolo

– faça seu passeio com uma guia em português

Share:
Reading time: 2 min
Page 3 of 3«123

Sobre mim

Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

Busca no Blog

Visita guiada aos Museus Vaticanos, Capela Sistina e Basilica de S. Pedro com guia particular

Visita guiada aos Museus Vaticanos, Capela Sistina e Basilica de S. Pedro com guia particular

setembro 13, 2011

Reveillon 2013 em Roma

outubro 25, 2012

Reveillon 2012

novembro 17, 2011

Bate-e-volta a Lanciano

setembro 15, 2013

O Coliseu para brasileiros

fevereiro 4, 2010

Assuntos tratados

afresco afrescos romanos agua arqueologia arredores de roma barroco em roma bate e volta Bernini Caravaggio centro histórico de Roma comer em roma compras em roma curiosidades de Roma dicas de Roma escultura Florença guia brasileira guia brasileira em roma guia de Roma em português guia de turismo na Italia historia do cristianismo idade media em roma igrejas igrejas de roma italia para brasileiros italia serviços turísticos Museus museus de roma passeio cultural roma Passeios alternativos em Roma roma ao ar livre sicilia subterrâneos de Roma Toscana tour com guia particular tours com guia na Italia trastevere Uncategorized viagem incentivo Italia viagem na italia viagem na italia com guia viagem na Italia com guia em português viagem à Italia com guia visita guiada em Roma visita guiada Museus Vaticanos

Página Fan no Facebook

Protegido contra cópia

Protected by Copyscape

Guias de turismo particulares em outras cidades européias

Rafaella em Hamburgo:
http://viagemhamburgo.com/

Nicole e Pacelli em Berlim:
http://www.agendaberlim.com/

Camilian em Munique;
http://www.destinomunique.com.br/

Cristina em Barcelona:
http://www.soldebarcelona.es/

Rita, no Porto
http://www.oportoencanta.com

Priscila e Rafael em Lisboa
https://www.cultuga.com.br

Andrea em Madri:
http://www.descubramadrid.com

Osimar em Paris:
osimarpinheiro@gmail.com

Laura em Paris:
www.lauraemparis.com

Transfers em Paris:
http://www.telmafrancetour.com/

Monica em Londres:
http://www.inlondonlondon.com/
Tina em Londres
https://londrespravoce.com/contato/

Gisele na Suécia
http://viajarpelaeuropa.eu/

Juliana na Suíça:
http://www.euandopelomundo.com/

Magê em Milão
http://www.milaonasmaos.it/

Posts recentes

  • Melhores sorvetes de Roma fevereiro 26, 2021
  • Curso história online Itália setembro 5, 2020
  • Visitar Bolonha! novembro 27, 2019
  • Canova, Eterna Beleza novembro 3, 2019
  • Museu das Termas de Diocleciano outubro 24, 2019

Arquivo do blog

Load More...
Siga meu Instagram!
© 2017 copyright PREMIUMCODING //Todos os direitos reservados
Blog com conteúdo original, estudado e trabalhado movida por uma grande paixão. Antes de utilizar este conteúdo, por favor entre em contato.