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Maison Vaticana

junho 5, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Aqui vai uma sugestão de um ótimo Bed&Breakfast em Roma, que tem preços especiais para brasileiros: Maison Vaticana.

A zona do Vaticano é uma das melhores para ficar em Roma: você esta pertinho do centro, de Trastevere, do Pantheon, Campo de’ Fiori, tem várias lojas ao redor, e… está a três minutos da entrada dos Museus Vaticanos! Esta zona é também muito segura.

Aqui você não vai ter problemas com a língua, pois a Gisele é brasileira.

MA Gisele - Maison Vaticana

Gisele

Escreva para ela: info@maisonvaticana.com para peguntar a disponibilidade dos quartos.

Olhe que bonitinho:
1 - Maison Vaticana
Maison Vaticana – Quarto com cama de casal
9 - Maison Vaticana
 Quarto com cama de casal

 

5 - Maison Vaticana
Maison Vaticana – Um quarto com cama de solteiro

 

MA bagno - Maison Vaticana

Um banheiro

mv10 - Maison Vaticana
Chuveiro

Importante: para garantir a reserva é preciso do nome completo de um dos hospedes e de um número de cartão de crédito, e a data de validade do mesmo. Não descontam-se nenhum valor, é só para que se feche o quarto. Normalmente, o pagamento é efetuado em especie ao momento do check in. Cancelamento em atè 7 dias antes da data de check in, sem penalidades, em caso contrario descontam-se o valor de uma noite.

Esta política é válida na maior parte dos hotéis na Europa.

Uma recomendação importante para os viajantes portugueses é que planejem sua viagem com pelo menos 3 meses de antecedência se quiserem guias e ou lugar na Gisele, pois Roma é uma cidade muito procurada e não dá para deixar para a última hora!

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

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23 Monumentos do Fórum Romano

junho 2, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Monumentos do Fórum Romano

Este artigo dará uma noção básica de 23 monumentos do Fórum Romano, de modo que você adquira uma ideia do que te espera aqui em Roma. A grande maioria das pessoas diz “Nossa, eu não imaginava que a área arqueológca fosse tão grande!”. De fato esta cidade é única por causa da herança do Império Romano. Neste artigo podem ter termos não utilizados no nosso quotidiano, mas não se preocupe. Aqui com a nossa guia, você vai adquirir uma boa base para compreender o Fórum Romano e o significado dos monumentos que chegaram até nós.

Monumentos do Fórum Romano – e Coliseu

arco const colosseo - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano e Coliseu em Roma

Muita gente nem imagina que esta preciosa área arqueológica possui a beleza de 12 hectares!

A área visitável é tão vasta, que o ticket nos permite de ver o Coliseu (onde você não passará menos do que uma hora) em um dia e o Foro (e Palatino!), no outro. Se vier sem guia, aproveite este tempo para visitá-lo com calma, pois é sem dúvida, uma tarefa árdua!

Este pequeno post tenta esclarecer algumas dúvidas e dar uma orientação superficial sobre o que espera por você nesta preciosa área arqueológica que é o Fórum Romano.
foro romano2+copy - 23 Monumentos do Fórum Romano
Mapa do Fórum Romano

1) Coliseu

Anfiteatro Flavio, construção finalizada em 80d.C. pelos Flavios. Lugar para um número de espectadores entre 55.000 e 73.000, a maior arena da sua época. Veja post completo na  página https://www.romaemportugues.com.br/o-coliseu-para-brasileiros/

Colosseo - 23 Monumentos do Fórum Romano

2) Arco de Constantino

entre 315 e 325 d.C., esta maciça construção erguida pelo senado comemorou os 10 ou 20 anos do imperador Constantino no poder. A sua construção, com elementos de outros monumentos de diferentes épocas do império contém os relevos redondos de Adriano e retangulares de Marco Aurélio, com cenas de sacrifícios típicas da cultura pagã, é de extraordinária importância histórica.

A escrita polêmica “instinctu divinitatis” (por inspiração divina) da inscrição nos surpreende, pois no ano de 313d.C. Constantino havia dado liberdade de culto aos cristãos e à nós chegou a lenda que o imperador realizou este importante passo na história do mundo ocidental por causa de um sonho que teve antes da famosa batalha de Ponte Milvio, onde ele mudava os estandartes do seu exército por cruzes e vencia o imperador Maxêncio. Ainda segundo a lenda, Constantino de fato trocou os estandartes do seu exército um dia antes da batalha e venceu a batalha, passando à história como o primeiro imperador cristão.

arco constantino - 23 Monumentos do Fórum Romano
Arco de Constantino (315-325 d.C.)
tondi adrianei2 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Relevos do período do imperador Adriano (117 – 138d.C)
retangulo marcoaurelio - 23 Monumentos do Fórum Romano
Relevos do período do imperador Marco Aurélio  (161 – 180 d.C.)

Em 325, Constantino organizou o Conselho de Nicéia (na atual Turquia), onde foram estabelecidas algumas importantes questões relativas à nova religião, além de organizar o calendário, oficializando a data da Pásqua e a promulgação da lei canônica.

Deve ter sido impressionante ver o etíope Abebe Bikila vencer a maratona dos Jogos Olímpicos de 1960 de Roma, passando descalço pelo Arco de Constantino!

3) Templo de Vênus e Roma

135 d.C., gigantesca estrutura dedicada às deusas Vênus e Roma, realizada pelo imperador Adriano (117-138). A área ocupada era de 100m x 145m. Parte deste templo foi englobado na construção da Igreja de Francesca Romana, o que permitiu a conservação da rica decoração interior.

VEnere ROma - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: Templo de Vênus e Roma

4) Arco de Tito

81 d.C., comemora a massiva repressão da revolta na Judéia, no ano de 71 d.C. Interessante o relevo interior do arco, que mostra o castiçal de sete braços e as trombas de prata sendo trazidas como espólios desta conquista. Este monumento foi massiçamente restruturado por Valadier, no século XIX. Aqui se nota como parte do foro escavado no passado não levou em consideração as camadas
medievais (este arco foi propriedade da família Frangipane, que ocupou o coliseu desde que os jogos cessaram em Roma, no VI século d.C.).

5) Igreja de Francesca Romana

fundada no século IX sobre um antigo oratório e re-batizada como Santa Maria Nova no X século, esta baasílica englobou um pedaço do Templo de Vênus e Roma. Durante o século XII foi construído o campanário que vemos ainda hoje e decorada a ábside.
A igreja mudou de nome para Francesca Romana com a translação da relíquia da Santa para este lugar no século XV.
Importante no seu interior (acessível pelo lado da rua Fori Imperiali) os afrescos da primeira capela à direita, atribuídos a Melozzo da Forlí, que representam alguns doutores da igreja.

6) Basílica de Maxêncio

308 – 312  d.C. – Basílica iniciada por Maxêncio e terminada por Constantino, foi a última basílica nestas proporções construída no antigo Foro. Nesta basílica supõe-se que era utilizada pelo prefeito de Roma. Este gigantesco edifício possuía uma planta baixa de 100m x 60m, com uma nave central de ~35m.
O nicho central abrigava uma estátua do imperador Massênxio (depois adaptada às feições do imperador Constantino), cuja cabeça media 2,60m e que se encontra hoje nos Museus Capitolinos.

basi massen - 23 Monumentos do Fórum Romano
As imponentes arcadas da basílica de Massênxio – desde sempre emocionaram
especialmente os arquitetos e engenheiros!

7) Templo de Rômulo

306-312 d.C., templo iniciado pelo Imperador Maxêncio e dedicado a seu filho, Rômolo, morto prematuramente.
Depois da batalha de Maxêncio e Constantino, o templo foi restruturado entre os anos de 312-337 e eventualmente dedicado a Júpiter Stator.

P1040305light - 23 Monumentos do Fórum Romano
Templo de Rômulo, com o impressionante portão de entrada em bronze do IV século
e com as colunas em pórfido vermelho

8) Casa das sacerdotisas Vestais

restauro depois de vários incêndios atribuído à Júlia Domna, esposa de Setímio Severo (193-211 d.C.). Imagina-se que fosse uma grande casa com dois andares, que abrigava aproximandamente 30 sacerdotisas de origem nobre – 6 eram responsáveis pelo “fogo do estado” – que entravam para a vida religiosa quando tinham aproximadamente 9 anos, passavam por 10 anos de formação, para executar a importante função por 30 anos.

Vesta casa - 23 Monumentos do Fórum Romano
Casa das Vestais

9) Templo das Vestais

O rei sabino Numa Pompílio (754 a.C. – 673 a.C.), é o tradicional fundador deste culto em Roma. As três colunas do templo redondo que vemos hoje são o resultado de um restauro realizado por Júlia Domna (fim do III século, início do IV).

Vesta - 23 Monumentos do Fórum Romano
Templo de Vesta

10) Templo do Divo Júlio

(aedes Divi Iulii) – A decisão deste templo foi realizada em 42 a.C. por iniciativa do senado depois da morte dos assassino s de Júlio César.  A realização do templo foi feita por Otaviano, filho adotivo de César, em 18 de Agosto de 29 a.C..

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Flores e moedas sobre o resto do altar de Júlio César

11) Basílica Emília

179 a.C., Lépido e Nobiliore. Restaurada durante os anos, destruída pelo feroz incêndio causado por Alarico, em 410 d.C.. Segundo o Prof. Coarelli, este edifício coberto exercia diversas funções civis (bolsa de valores, tribunal), servia como praça pública para o povo durante os dias de muito sol ou chuva.

12) Templo de Cástor e Pólux

484 a.C. – As três colunas que vemos hoje são o que sobraram do restauro do ano VI d.C. O edifício foi realizado como um voto pela vitória dos romanos contra os latinos.

Castor Pollux - 23 Monumentos do Fórum Romano
As três colunas que sobreviveram o tempo: Templo de Cástor e Pólux

13) Basílica Júlia

54a.C., iniciada por Júlio César, mais um projeto finalizado por Augusto. Esta basílica com 5 naves e 3 andares tinha como função principal a atividade jurídica . O espaço interior era dividido por tecidos, que permitiam a discussão de diversos julgamentos contemporaneamente.

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Fórum Romano: Os restos dos degraus da Basílica Júlia

14) Coluna de Foca

Erguida pelo imperador bizantino Foca em 608 d.C., esta coluna comemora a doação do Pantheon ao Papa Bonifácio IV.

Foca - 23 Monumentos do Fórum Romano
Coluna de Foca com a Cúria de Júlio César no fundo

15) Curia de Júlio César

iniciada por Júlio César em 54 a.C., foi acabada por Augusto em 29 a.C.. O fato deste edifício ter chegado até nós sem grandes danos se deve ao fato da sua transformação na igreja San Adriano pelo papa Honório I (625-638).

16) Templo de Saturno

498 a.C., iniciado durante o período dos antigos reis e finalizado já durante o período republicano, é um dos mais antigos do Foro (junto com Vesta e Pólux). Originalmente abrigava o tesouro do Estado (Saturno é ligado à agricultura). Aqui eram celebradas as Saturnalia, as festas de fim-de-ano.

5 - 23 Monumentos do Fórum Romano
As imponentes 8 colunas que ficaram em pé do Templo de Saturno!

17) Miliarium Aureum

Coluna erguida por Augusto com as medidas das principais estradas romanas do império.

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Miliário Áureo, a base que restou

18) Vulcanal

pequeno monumento (12 m²) em pedra de tufo e em parte construído diretamente na rocha, de idade arcaica, do período de rei Tito Tácio (? 750 – ~745 a.C.), considerada a ara (altar) dedicado por este rei ao deus Vulcano (deus romano do fogo, filho de Júpiter e Juno; correspondente ao deus Hefesto da mitologia grega). As novas interpretações o identificam com restos do antigo altar de Saturno, cujo templo do início do século V se encontra muito perto.

19) Arco de Setímio Severo

203 a.C., arco triunfal com três arcadas que homenageia Settimio Severo e o filho Caracalla pela vitória em Parti (na maior parte corresponde ao que é hoje a antiga Pérsia).

settimio severo - 23 Monumentos do Fórum Romano
Arco de Setímio Severo

20) Templo de Vespasiano

As três colunas é o que vemos hoje do antigo templo dedicado ao imperador Vespasiano, divinizado depois da sua morte, no ano de 79 d.C.
Segundo uma fonte do período de Ghirlandaio (metade do século XVI), estas colunas se encontravam como as vemos hoje; no início do século XIX, com os escavos de Valadier de 1811 os capitéis estavam quase cobertos de terra!

vespasiano - 23 Monumentos do Fórum Romano
Três coluas que sobreviveram ao tempo, Templo de Vespasiano
Giove Tonante Piranesi 1 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Aqui uma incisão de Piranesi (1720 – 1778), onde vemos o que aconteceu com o abandono do foro em 1300 anos!

21) Templo da Concórdia

iniciado por Lúcio Furio Camilo (filho do grande Marco Fúrio Camilo que entre outras coisas foi o responsável pela conquista dos  etruscos na batalha de Veio, em 396 a.C.) em 367 a.C., este templo foi construído para comemorar a reconciliação entre patrícios e plebeus. Alguns capitéis de encontram no Antiquário do Palatino; um pedaço de arquitrave se encontra nos Museus Capitolinos.

22) Tabulário

edifício construído em 78 a.C. pelo arquiteto Lúcio Cornélio, por ordem de Catulo (magistrado que viveu de 123 a.C. a 61 a.C..) que continha os arquivos do estado.

vespasiano 2 - 23 Monumentos do Fórum Romano
À esquerda o Templo de Saturno, no meio as três colunas do Templo de Vespasiano, ao fundo o Tabulário e embaixo à direita, restos da coluna do Miliário Áureo

23) Prisão Marmetina

é a prisão mais antiga de Roma, constituída de grutas que foram cavadas na própria rocha, as mais antigas entre os séculos VIII e VII a.C. Hoje vemos a Igreja de São José dos Marceneiros, do século  XVI.

P1040632 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: A cúpola de Santa Martina e Luca, atrás da Cúria de Júlio César
Por incrível que pareça, esta breve descrição de como se orientar no Foro é realmente muito pouco; a intenção deste post é simplesmente mostrar o quanto é rica, grande e complexa esta área arqueológica e que para desfrutá-la ao máximo, nada melhor do que uma guia com experiência para pode desvendá-lo e entendê-lo. De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo profissional que fale português.
Como pular a fila para comprar os tickets para o Coliseu e área arqueológica? Compre no novo site oficial responsável pelos tickets: http://www.coopculture.it/colosseo-e-shop.cfm – imprima o comprovante e vá diretamente à retirar os bilhetes quando chegar lá!
O ticket para o Coliseu é válido também para a visita do Foro Romano, que é uma das preciosidades de Roma: uma área arqueológica de extrema importância para a história do mundo ocidental que, ao mesmo tempo que nos dá tantas informações sobre o maior império do Ocidente, nos abre um leque de dúvidas onde arqueólogos trabalham incansavelmente desde o século XVIII.
Considere pegar uma guia para explicar o contexto do Fórum Romano, os monumentos, a arquitetura e os materiais de construção, além de mil curiosidades importantes para realmente fazer a sua excursão render!  O que acontece com o pessoal que chega aqui sem guia, é que assim que ouve português, começa a serguir a guia e o grupo, mas  naturalmente temos sempre que dizer que os tours que organizamos são privativos e não podemos aceitar pessoas de última hora, num grupo que reservou com antecedência uma guia privativa!

Para agendar uma visita com uma guia, nos ajude a te ajudar rapidamente, preenchendo os dados da sua viagem nesta página.

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A Necrópole Etrusca de Cerveteri

maio 1, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Meus mais profundos agredecimentos ao prefeito Alessio Pascucci, ao Assessor Lorenzo Croci e à Agência de Comunicação Quinto Elemento, de Patrizia Notarnicola e Francesca Romana, que me convidaram para passar um dia inesquecível visitando a Necrópole Etrusca de Cerveteri e o Museu, com o fantástico, genial e perfeito guia Daniele.

 

Os etruscos: um povo que teve o seu apogeu durante o VI século a.C., quando Roma dava seus primeiros passos; um povo de comerciantes, navegadores e brilhantes artesãos, engenheiros e arquitetos que os historiadores pensaram que tivesse a sua origem na Ásia Menor, tão singular era a sua aparição na aurora da história da civilização da península itálica. Foram eles que deram o nome ao Mar “Tirreno”, que na língua etrusca quer dizer “etrusco”.

P1090196light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Paisagem mediterrânea de sonho, na área arqueológica da Necrópole Etrusca de Cerveteri

Dito em modo muito concreto, enquanto os romanos não sabiam o que tinha a 25 km da cidade que haviam acabado de fundar, os etruscos comerciavam no Vale do Reno, importavam cerâmicas da Grécia e mantinham importantes contatos comerciais com Cartago – este povo representava uma potência do primeiro milênio antes de Cristo no Mediterrâneo.

P1090156 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Necrópole Etrusca de Cerveteri

Esta civilização ocupava o que é hoje o centro da Itália, Toscana, Umbria e norte do Lácio, com colônias na Emilia-Romagna.

P1090143 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Tumba etrusca, Necrópole Etrusca de Cerveteri
P1010811light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Stenografando” as interessantíssimas informações que o nosso guia nos passou
P1010792light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Explorando o fantástico interior das tumbas!

A cidade etrusca era planificada de cabo a rabo; nada era deixado ao acaso. Todas possuiam bastiões para se defender, ruas pavimentadas e sobretudo rede de esgoto! Aliás, foram os etruscos que “ensinaram” os romanos a realizar todo o tipo de obra de engenharia e arquitetura quando ocuparam o trono da recém-nascida Roma, com o rei Tarquinio Prisco (reinado: 616a.C. – 579 a.C.).

P1010841light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Paisagem linda e misteriosa, esta necrópole!

A famosa “toga” (vestido dos senadores e homens importantes) dos romanos era, originalmente, etrusca – até o nome “ROMA” pode ter a sua origem na palavra etrusca rumen, que significa “rio”.

P1010829light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Dromus”, o corredor da entrada da tumba etrusca, com cipreste decorativo ao lado

Uma outra importante característica dos etruscos era a posição da mulher na sociedade: a mulher etrusca tinha um status parecido com o da mulher espartana, isto é, eram mais livres, estudavam, e participavam ativamente na sociedade.

Na cidade de Cerveteri, pode-se visitar a Necrópole Etrusca – Necropole della Banditaccia – para entrar em contato com esta maravilhosa cultura, que foi inicialmente dominada com a famosa tomada de Veio pelos romanos de Furio Camillo, em 396 a.C..

P1090130 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Eu, com meu grupo durante o Press Tour pela necrópole, super bem organizado pelo Quinto Elemento, que faz a comunicação da cidade de Cerveteri.

A necrópole de Cerveteri fica apenas a 45 minutos de Roma e hoje em dia é um lugar maravilhoso para se aprender sobre a cultura etrusca. No centro da cidadezinha tem o Museu Etrusco, que aconselhamos visitar depois da excursão à necrópole.

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A discretíssima entrada de uma das tumbas mais bonitas da necrópole, a Tumba dos Relevos (impossível de fotografar seu interior, pois tem um vidro para proteger a sua conservação), aqui uma foto, só para não dizer que não tentei!!!
P1090183 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Tumba dos Relevos, Necrópole Etrusca de Cerveteri

A jovem, moderna e inteligente junta do atual prefeito Alessio Pascucci e de seu braço direito, o acessor Lorenzo Croci, está introduzindo novidades importantes durante o ano de 2014, que comemora o retorno de um importantíssimo vaso etrusco que foi roubado e vendido a um museu no exterior, mas graças a um pequeno fragmento que atesta inequivocavelmente a sua origem na cidade de Cerveteri, está “voltando” pra casa – estamos falando da famosa Cratera de Eufronio – e o 10º aniversário da Necrópole de Cerveteri na lista de patrimônios UNESCO.

P1090176 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
A grande novidade: projeções que nos ajudam a imaginar como era a decoração da tumba (os objetos hoje se encontram no Museu Etrusco de Cerveteri, por óbvias questões de conservação)

 

P1090177 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Mini-espetáculo interativo: projeção nas paredes do interior da tumba para ajudar a imaginação retornar a mais de 2.500 anos atrás!
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Museu Etrusco de Cerveteri, visita obrigatória para quem passa pela região!
P1010921light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Museu Etrusco de Cerveteri
P1010884light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Museu Etrusco de Cerveteri

Muito mais do que valer a pena visitar a necrópole de Cerveteri, é um verdadeiro must realizar esta excursão, além de experimentar as maravilhas da enogastronomia típicas desta zona, como os vinhos da Vinícola Onorati (Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, Vermentino, Duca di Ceri Riserva, Duca di Ceri Rosso, Duca di Ceri Bianco, Muggiasco Novello, além do azeite da zona, “Olio Extravergine d’Oliva”) – veja endereço da vinícola no final deste post.

vini - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Os maravilhosos vinhos da região!

 

disegni appunti - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Lugar de grande inspiração para quem gosta de desenhar!
patbynotarnicol - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Stenografando”, desenhando e fotografando – Cerveteri é uma paixão!!!

Para passeios com guia em português, escreva para Roma em Português

daniele pat - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Amei o nosso guia, Daniele, Doutor em Arqueologia, além de ter nascido nesta zona!


Endereços e links relativos aos post sobre a Necrópole de Cerveteri:

unesco - A Necrópole Etrusca de Cerveteri

Necrópole da Banditaccia
Endereço: Piazza Mario Moretti, 00052 Cerveteri – Cap. 00053 Roma
Infos: (+39) 06.99552637

Horário de abertura: 8,30-18,30 (de 3a a Domingo).
Fechado: Segundas-feiras, 1º Janeiro e 25 Dezembro.

Preços dos ingressos: inteiro € 6,00, meio € 3,00; combinado inteiro (necropoli E museo) € 8,00, combinado meio (necropoli E museo) € 4,00.

Serviços locais: livraria, cafeteria, lojinha; parcial acesso aos cadeirantes

Vinícola de Cerveteri (Roma):

Azienda Vitivinicola Onorati
Via Pianceresi, 6 – Ceri (Cerveteri) – Roma – Tel.: 0039 06 99 20 7012
http://www.vinionorati.it/it/home.aspx – info[at]vinionorati.it

Uma outra sugestão vai para os tantos viajantes que têm feito o percurso do Lácio à Toscana, ou vice-versa, é de parar para dormir no maravilhoso agriturismo:

Casale Sasso – bed&breakfast – do Senhor Ubaldo Sforzini
Loc. Due Casette – Via Monte Li Pozzi, 17 – Tel. (cel.): 0039 348 284 98 09
http://www.casalesasso.com/language/en/

P1090220 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Prefeito e Acessor no meio; blogueiros, jornalistas e documentaristas convidados ao Press Tour de Cerveteri, organizado pelo Quinto Elemento
 
Para quem não conseguir ir à Cerveteri, aqui o endereço do Museu Etrusco de Villa Giulia, com uma escelente coleção:
Museu Etrusco de Villa Giulia

Piazzale di Villa Giulia, 9 
00196 Roma, Italia 
tel. (+39) 06 3226571 e fax (+39) 06 3202010
E-mail: sba-em@beniculturali.it

Preço do ingresso: intero € 8,00, reduzido € 4,00


Neste museu encontra-se uma versão do famoso Fígado de Piacenza, fotografado aqui embaixo:

figado de piacenza - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Fígado de Piacenza,  126 x 76 x 60 mm, Museu Etrusco de Villa Giulia
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Volterra

maio 1, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Isolada, cercada por uma paisagem de gramados e riachos, colinas e vales, Volterra tem um charme muito especial.

francesco+sgroi - Volterra
Bastiões e torres de Volterra, vista de fora dos muros, foto maravilhosa de Francesco Sgroi
Hellebardius - Volterra
Foto de Hellebadius

Deve ser dito que não é exatamente à mão, e que antes de se deixar conquistar, se faz de difícil. Mas basta chegar ao topo de um morro, em cima de um rochedo que se ergue no verde e lançar os olhos em uma direção qualquer para se apaixonar e experimentar a sensação de abraçar o mundo inteiro com um único olhar. Como revelado pelo seu nome, a cidade foi fundada no período etrusco e era um centro importante da Confederação Etrusca. Tinha mineiras de cobre e prata, uma agricultura altamente desenvolvida e o Rio Cecina, que corre ali pertinho, facilitava o acesso ao mar para o comércio. A partir do IV século, Volterra também teve que se submeter à nova estrela do Mediterrâneo, Roma, até que no séc. III, entrou definitivamente na Confederação Itálica com o nome de Volaterrae.

thaiz - Volterra
Foto de thaiz_mm

Hoje a atmosfera da cidade é medieval, e já começa nos possantes muros que abraçam o núcleo urbano. Conhecida pela arte da manufatura do alabastro e pela sua gastronomia, a cidade dentro dos muros mantém ainda hoje uma pureza original.

peuplier - Volterra
Restos do teatro antigo, foto de peuplier

As muralhas que datam do século XIII, são o resultado do crescimento que começou por volta do ano mil, quando as casas começaram a se reunir em torno da antiga Igreja, a Catedral de Santa Maria. Próximo à ela
já existia então o Pratus Episcopatus, que hoje chamamos de Praça dei Priori; neste mesmo período outros edifícios começaram a ser erguidos também fora da estrutura murária, como a vila de Santa Maria, que corresponde hoje à Via Ricciarelli, e a vila de Abade, que mais tarde se tornou Via Sarti.

elle - Volterra
Gerânios florescendo na janela, tipico das cidades italianas, foto de Alessandra Elle
jmenard48 - Volterra
Ruelas de Volterra, foto de  jmenard48

Aos lados da Piazza dei Priori existe a chamada Incrociata, um grupo de torres de proporções gigantescas que testemunham a necessidade de outrora de fortalecer as defesas ao leste, oeste e norte. Nesta mesma praça, temos o Palazzo dei Priori (séc. XIII), colado à abside da Catedral.

gabriele cantini2 - Volterra
Catedral, foto de Gabriele Cantini

Apesar da localização isolada e la natureza tranquila, Volterra oferece o ano todo uma grande variedade de eventos culturais e tradicionais. Durante as duas últimas semanas de julho, por exemplo, a vila é o cenário de Volterra Teatro, evento originalmente teatral que posteriormente se transformou em um evento também dedicado à música, dança, poesia e às artes plásticas.

gabriele cantini3 - Volterra
Praça, com o Banco de Volterra, foto de Gabriele Cantini

Nas primeiras semanas de agosto tem o Volterra Jazz Festival, e no final do mês (o terceiro e quarto domingos), acontece a celebração medieval da reencenação (desde 1406); no primeiro domingo de setembro o Astiludio se repete todos os anos, um torneio entre diversos grupos de cidades italianas em costume medieval.

Michele+De+Nichilo - Volterra
Volterranos em custo em festa medieval, foto de Michele De Nichilo

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Para uma guia que fale português em Firenze, Siena, Lucca ou Pisa, escreva um email para Roma em Português

Outras cidades da Toscana:
Firenze: http://guiaderoma.blogspot.it/2012/10/centro-historico-de-firenze.html
Siena: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/04/guia-de-siena-em-portugues.html
San Gimignano: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/05/san-gimignano.html

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Guia de Siena em português

abril 27, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Rodeada por colinas cobertas de oliveiras e vinhas, situada em uma área de grande beleza e charme, Siena é uma das cidades mais bonitas da Toscana e uma das mais visitadas em todo o território italiano. É universalmente conhecida pelo seu património artístico e pelo famoso “Palio”, a corrida de cavalos. A beleza do seu centro histórico foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1995.

O percurso proposto por nós abrange a Basílica de São Domingo, onde fica a relíquia de Santa Catarina; vamos passear nas ruas medievais e ver a praça da sede do Banco mais antigo da Europa; o interior da inesquecível Catedral, a Praça do Campo (considerada umas das praças mais bonitas da nossa terra), onde desvendaremos os segredos do Palio, a famosa corrida de cavalos que acontece todos os anos em Siena. 
 
Ventilejos - Guia de Siena em português
Piazza del Campo, foto de Giorgos Vintzileos
 
A cidade é cortada por grande avenidas e ruas estreitas que levam à praça “del Campo”, um dos símbolos da cidade com seus prédios de grande atração cultural: o Duomo e o Hospital Santa Maria della Scala.

 

cinotti - Guia de Siena em português
Siena vista de Montechiaro, foto de Antonio Cinotti
Segundo a lenda, Siena foi fundada por Senio e Aschio ao fim de um longo, mitológico “Palio”. Os cavalos de cada competidor eram um branco e outro preto, que se transformaram nas cores do brasão de Siena e são o símbolo do caráter da cidade. A História, por outro lado, nos fala de uma aldeia de origem etrusca, que sucessivamente se tornou um forte romano importante na fronteira, criada no tempo do imperador Augusto com o nome de Saena Julia.
 
Capper - Guia de Siena em português
Torre del Mangia e Piazza del Campo, vistas de cima, foto de Phillip Capper
 
Em torno dos séculos X e XI Siena se encontrou localizada no centro de importantes rotas comerciais, graças ao poder do bispo na época do Império Carolíngio; naquele tempo Siena expandiu seu território e consolidou as suas primeiras alianças, tornando-se uma importante cidade medieval, do ponto de vista político e econômico.

Ventilejos2 - Guia de Siena em português
Simbologia única no interior da Catedral de Siena, foto de Giorgos Vintzileos
 
hovistoninavolare - Guia de Siena em português
Sonho gótico senese: o maravilhoso interior do Duomo de Siena, foto de Ho Visto Nina Volare
 
Depois de uma guerra memorável, teve fim a sua “idade do ouro”. Siena perdeu a sua independência para os poderosos Medici, donos do mundo naqueles anos, e para Carlos V (1559): a república de Siena foi forçada a entregar seus bens e adquiriu o papel secundário de uma pequena cidade toscana, sob o domínio da rival e odiada Florença, capital do Grão-Ducado da Toscana.
 
Munro - Guia de Siena em português
Fachada da Catedral de Siena, foto de Carol Munro

É hoje é uma das cidades com a mais alta qualidade de vida na Itália. A arte é o que mais a caracteriza, tornando-se uma das cidades mais turísticas visitadas no mundo: Piazza del Campo, o Duomo, Palazzo Municipal e a Torre del Mangia são apenas algumas das suas maravilhas!

A Piazza del Campo é um dos mais belos exemplos de arquitetura civil; idealmente é o ponto de encontro dos três montes sobre os quais surgiu a cidade. Ela foi originalmente um grande gramado, por isso o nome “campo”: tem uma forma semicircular, como uma concha. A praça representa o coração da cidade, foi o lugar da feira e palco de momentos políticos importantes.

A construção do Duomo de Siena foi iniciada no século XII. A simbologia representada na sua fachada é extremamente curiosa, pois tenta conciliar as filosofias do oriente com o ocidente, judia, cristã e naturalmente não falta a iconografia pagã.

Os mosaicos do pavimento representam também uma das maiores riquezas de toda a Itália; foram realizados no longo percurso de 6 séculos e  contam 60 histórias cujo significado foram estudadas somente em 1977. Uma das hipóteses, é que o fio condutor destas preciosas imagens seja a redenção da alma.

 
Estacionar o carro em Siena
Os sinais para os estacionamentos são claros. Estacionar fora dos muros é grátis, dentro dos muros é difícil de encontrar estacionamento. Siga as placas para o centro e tente encontrar um lugar para parar o carro na Piazza Gramsci ou no triângulo de La Lizza (mas não às quartas-feiras, por que é interditado para a feira). Se quiser deixar o carro num estacionamento, tente o San Domenico perto do estádio.
 
As tarifas estão em torno a € 2,00/h. Atenção às 4as feiras, que por ser o dia da feira, a cidade fica mais cheia e Piazza Gramsci fica interditada.
 
Siena – Onde comer? 
Sugestão da nossa guia local: Compagnia dei Vinattieri Via delle Terme, 79, 53100 Siena – tel.: 0577 236568. 
Aconselha-se sempre reservar, sobretudo em alta estação e nos fins-de-semana.
 
Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.
Outras cidades da Toscana:
Firenze: http://guiaderoma.blogspot.it/2012/10/centro-historico-de-firenze.html
Volterra: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/04/volterra.html
San Gimignano: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/05/san-gimignano.html
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Sorveteria artesanal no bairro de Prati

abril 19, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Sorveteria Bairro Prati em Roma

Aqui vai uma ótima dica de uma maravilhosa sorveteria artesanal no bairro Prati, para quem estiver hospedado nesse bairro de Roma.

Sorveteria artesanal no bairro Prati

Sorveterias artesanais, com sorvete produzido com ingredientes genuínos são espalhadas por toda a cidade, mesmo longe do centro histórico.  Aqui vai uma dica de uma ótima sorveteria para quem vai ficar hospedado no bairro de Prati, perto da Via Oslavia, Piazza Mazzini.

Os bairros “residenciais”, como Prati, oferecem lojas que os moradores frequentam, onde você vê muito menos turistas, como a sorveteria artesanal pluripremiada Settimo Gelo na Via Vodice, 21, 00195 Roma – é isso mesmo, tem um sorvete fantástico fora do centro!

P1020745light - Sorveteria artesanal no bairro de Prati

Esta sorveteria é uma invenção da gourmet Mirella Fiumanò, os ingredientes super-exclusivos deste maravilhoso sorvete são italianos e de agricultura biológica – isso faz toda a diferença do produto final!
O chocolate é venezuelano, da famosa zona de produção de cacau “Sur del Lago“.

P1020748light - Sorveteria artesanal no bairro de Prati

Os sabores vão dos clássicos aos mais originais, como romã, castanha ou sorbet de chocolate.

Mas não deixem de experimentar a especialidade da casa: o “Gelato Iraniano“, feito com água de rosas, pistache, amêndoas e alçafrão (olha que receita mais original!), ou o “Crema al Bergamotto” (uma fruta cítrica típica da região da Calábria, ou o sabor Flor de Hibisco.

Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.


Horário de abertura da sorveteria no verão:
Via Vodice, 21, 00195 Roma
De Terça a Domingo, das 10.00 às 23.00

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O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese

abril 8, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

O mercado das pulgas de Roma “Porta Portese” acontece todos os Domingos e você encontra um pouco de tudo aqui, a preços bem baixos.

Segue um pequeno mapa para orientação, com algumas dicas de onde passo, depois de anos de frequentação e pesquisas. Quem tem paciência de procurar, muito provavelmente vai achar, como eu, que compro camisas e calças de linho usadas, por no máximo 5 euros – chego em casa, lavo e desinfeto tudo, fica novo!

P1050297 - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese
Mercado das pulgas de Roma: Vincenzo com seus produtos genuínos da Calábria

Segue o percurso que gosto de fazer, com a minha pausa que já posso chamar de tradicional, no stand dos produtos calabreses que adoro: para quem come queijo e salame, vem tudo da produção pessoal do Senhor Vincenzo.

Eu adoro comprar os biscoitos salgados “taralucci” para comer com o molho de apertitivo que ele faz (super picante!!!); mas ele tem também mil outras coisas, todas boas!  Uma vez ele me deu um tomate (que ele tinha trazido para fazer um sanduíche para ele mesmo), que era tão bom, mas tão bom, que guardei as sementes para secá-las e plantar na minha horta.

P1050281light - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese

Aí vai o meu mapinha, com algumas produtos que se encontram pelo caminho:

portaportese - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese

Eu entro normalmente pelo portão de Porta Portese; tem muita gente que prefere entrar por Viale Trastevere, parada do bonde “Praça Ippolito Nievo”.

Bom, seguindo pela minha entrada você encontra à direita (dx) e à esquerda (sx):

– (dx) (sx) roupas usadas por € 1 – € 3 – €5; sapatos novos de couro – eu diria que nesta linha reta vão ter uns 3 stands com sapatos.
– (dx) bolsas de couro e jeans

P1050293light - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese
Mercado das pulgas de Roma

– (dx) artesanato, bijuterias, pulseirinhas de couro
– (dx) óculos, chapéus, eletrônicos, lanternas de led (!)
– (sx) mais roupas usadas, às vezes coisas ótimas de linho puro!
– (dx) livros infantis (sx) lenços

A rua bifurca e á direita tem uma pequena subida: é o paraíso das bicicletas e acessórios por ótimos preços!

Continuando pela rua principal, embaixo:

– (dx) contas para fazer bijuterias
– altura do número 36 (dx) – Produtos calabreses do Vincenzo:

2014 04 06+13.40.15 - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese
As amigas com o Vincenzo

– (dx) e (sx), seguimos com roupas para crianças, utensílios mil para a cozinha, roupas (e muitos stands com roupas novas também!)

Aqui viro à direita em direção à Via Ippolito Nievo, onde continuam ofertas de roupas (novas e usadas), objetos para a casa, móveis antigos restaurados.

Quando chego na próxima bifurcação, vou de novo à direira, pela Via Napoleone Parboni, onde temos mil tranqueiras, e um cara à direita, metade da rua, que diz vender objetos de culturas da Oceania, tranqueiras eletrônicas e chinesas.

Aí viro à esquerda na Angelo Bargone, que tem ótimos livros usados de Arte, Arquitetura e História da Arte, cds, dvds (mais ou menos por todo o caminho!),  pratarias e artigos de papelaria antigos e máquinas fotográficas – não sei em quais condições.

Depois disso tenho sempre muita sede e fome – o negócio é voltar pra casa para almoçar, começando pelas delícias calabresas como aperitivo!!! Bom passeio!

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Os muros aurelianos

março 28, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria, convido vocês a conhecerem um pouco mais sobre os muros aurelianos.

Passeio de Arqueologia em Roma

Aureliano (Lúcio Domício Aureliano 270-275 d.C.) vestiu a púrpura imperial no ano 270 d.C. aclamado pelas tropas da Panônia.

Turismo Roma Museu Criancas guia portugues - Os muros aurelianos


A Panônia era uma província do Império Romano que incluia a parte ocidental da Hungria, a província austríaca de Burgenland, Viena, a parte norte da Croácia e Eslovénia. Ela era originalmente parte da província romana da Ilíria (Illyricum Inferior) e foi dividida após a revolta dálmata.


P1030917light - Os muros aurelianos
Pedaço de Muro Aureliano visto do alto da torre de Porta Sebastiana
 

Muros aurelianos

Hoje, os muros Aurelianos representam o maior e mais representativo muro do período clássico de todas as cidades europeias; por isso foram os muros mais restaurados, estudados e representados em quadros nos últimos 18 séculos. Sim, dezoito séculos!

Os muros aurelianos foram iniciados em 271 e concluídos em 276; são também conhecidos como “os muros do medo”, dado que respondiam à emergência de proteger a cidade da ameaça bárbara.

Museu Muros Guia portugues - Os muros aurelianos
Uma amiga que foi comigo passear no caminho de ronda dos muros (:


Ao longo do tempo, eles mudaram de aparência, de acordo com as necessidades de defesa e ataque utilizada pelos povos que tentavam conquistar Roma; adaptaram-se às mais modernas técnicas de arquitetura militar.

acatolico 5 - Os muros aurelianos
Pedaço de Muro Aureliano visto do interior do Cemitério Acatólico ou Protestante


Os muros aurelianos possuiam 6 metros de altura e ~3,5m de largura; 18km de extensão, com uma torre de controle a cada 30, originalmente.


O primeiro restauro consistente dos muros foi feito pelo Imperador Onório para proteger a cidades da invasão dos Godos (401-402): a altura dos muros foi duplicada e foi construído um novo caminho para as rondas.
No V século, o número de torres dos muros era de 383, com 116 corpos de defesa e certamente não sem as necessárias latrinas!

P1030921light - Os muros aurelianos
Caminho de ronda dos muros aurelianos visto de cima (entrada pelo Museus dos Muros Aurelianos)


Mais restauros foram realizados durante o VI século (por Belisario) e ao longo dos anos, até o séc. XIX, pelos papas.

Muitas vezes, monumentos existentes eram englobados na costrução, como a Pirâmide Cestia e o cemitério conhecido como “Protestante ou “Acatólico.

P1070470light - Os muros aurelianos
Parada millitar que fotografei em 2011!


O portão para a entrada à Piazza del Popolo foi durante 1500 anos o mais importante ingresso na cidade de Roma.

Os restauros importantes entre os séculos XVI e XVII foram realizados sob o ordem de Papa Pio IV por Baccio Bigio, em 1561-1562 e sob odem de Papa Alexandre VII, por Bernini, para a chegada triunfal de Christina da Suécia, no dia 23 de Dezembro de 1655.  

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.


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Museo delle Mura
Via di Porta San Sebastiano, 18, 00179 Roma
Tel.: 06 0608


Horários

Terças-Domingos 9.00-14.00
24 e 31 Dezembro 9.00 – 14.00

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Fra Angelico

março 21, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Chamado de “Padroeiro de todas as Artes” pelo Papa João Paulo II em 1982, seria ingênuo pensar ao Fra Angelico (Guido di Pietro) como um padre fechado dentro dos muros de um mosteiro, pois sua carreira de pintor causou uma enorme ressonância.

“Non mihi sit laudi, quod eram velut alter Apelles;
sed quod lucra tuis omnia, Christe, dabam:
altera nam terris opera extant, altera coelo.

Urbs me Ioannem flos tulit Etruriae.”

“Não venham a mim os elogios, que fui apenas como um outro Apelles;
se fiz algum bem, foi dedicado ao seu povo, ó Cristo;
alguns trabalhos se manifestam no reino terreno, outros nos reinos dos céus.
A cidade que é a flor da Toscana me pôs ao mundo como João.”

Epitáfio na sepultura de Fra Angelico, na Basilica di Santa Maria Sopra Minerva, escrito pelo Papa Nicolau V

O apelido “Angelico” ficou consolidado após o uso de Vasari, nas Vidas.

 

 lisabelle3 - Fra Angelico
Anunciação, ~1434, Louvre, foto de lisabelle
Padre Domenicano, ele foi um dos primeiros a compreender e utilizar o alcance da nova visão arquitetônica de Brunelleschi e as pinturas de Masaccio. O seu trabalho contempla uma grande atenção às construções em perspectiva e à figura humana, mas ao mesmo tempo mantendo o misticismo da utilização da luz. O melhor exemplo é a “Coroação da Virgem” (1434), hoje no Louvre, onde notamos o extremo rigor espacial, acentuado pelo utilizo racional da luz, que percorre todos os objetos e materiais da cena pintada com uma exatidão típica dos pintores flamingos.
JF Anunciation - Fra Angelico
Anunciação, Fra Angelico, 1440,  Museo di San Marco, foto de Jim Forest

Podemos ver hoje uma grande coleção das suas pinturas no Convento de São Marco de Firenze.

Em 1437, Cosimo de’ Medici mandou restruturar toda a estrutura e Fra Angelico pintou um episódio da Bíblia em cada capela, como objeto de meditação. Aqui podemos ver como o pintor elimina todos os detalhes decorativos para se concentrar na essência, na mensagem de cada episódio; vemos a luz característica de Fra Angelico: brilhante, com a representação da cruz como emanação divina, realçando detalhes coloridos com o ouro (típico do simbolismo medieval).

JF Fra+Angelico+cell+fresco+at+San+Marco - Fra Angelico
Crucificação, foto de Jim Forest

 

Prof - Fra Angelico
Ressurreição, foto Prof Richard Mortel

 

Em Maio de 1446, Fra Angelico veio à Roma com seu aluno Benozzo Gozzoli, chamado pelo Papa Eugênio IV para decorar a Capela Maior de São Pedro (basílica constantiniana) , que tinha sido destruída. Os temas aqui escolhidos tinham sido episódios da vida de Santo Estevão e São Lourenço.

A vinda à Roma contribuiu para que Fra Angelico sofresse a sugestiva grandiosidade da Roma Imperial e a incluísse no seu trabalho de cunho cristão, acompanhando o zeitgeist do Renascimento com grande sucesso.

Angelico morreu no dia 18 de fevereiro, 1455 em Roma. Podemos ver sua sepultura hoje na igreja de Santa Maria sopra Minerva, em cujo convento havia trabalhado entre 1453 e 1454.

P1050835 - Fra Angelico
A sepultura do Beato Angelico, na Santa Maria Sopra Minerva
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As Catacumbas de Domitilla

março 16, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

«Anima Dolcissima»
epitáfio em lastra funerária das Catacumbas de Domitilla

O caminho da arte para que se chegasse na qualidade de um trabalho artístico do nível da Capela Sistina foi parte de uma grande percurso ético e religioso que ocorreu no mundo romano, com a chegada do cristianismo.
As catacumbas não serviam como esconderijos; eram simplesmente lugares onde os primeiríssimos cristãos enterravam os mortos, na espera do juízo final, da ‘nova vida’ após a morte.
A palavra catacumba vem do grego, “kata” e “kumbe” e pode ser traduzida como “na cavidade”.
As catacumbas foram realizadas por motivos a) práticos; b) econômicos e c) higiênicos.
P1030988 - As Catacumbas de Domitilla
Giulia (e eu), companheira fiel de excursões pelos quatro cantos de Roma!

Neste contexto encontramos sinais das mais antigas simbologias utilizadas por estes primeiros cristãos, que, sim, eram perseguidos por uma série de razões que não cabe discutir aqui neste momento, e que para assegurar o “sono” dos seus caros em contraposição à incineração dos corpos.

Os defuntos eram enterrados tratados com bálsamos e envolvidos em tecido, para depois serem depositados nos loculi das catacumbas, que aos poucos se transformavam em imensas (mas quando digo “imensas”, falo de 17km de ruas subterrâneas) galerias cavadas nos hipogeus de terrenos que eram normalmente doados ou emprestados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo e que dispunham de espaços para realizar estes “cemitérios primitivos”.

As catacumbas foram desde o início adornadas com alguns símbolos, que eram naturalmente ligados às religiões pagãs, e é isso que eu adoro ir apreciar nestes fantásticos lugares: a transformação do simbolismo pagão no simbolismo da nova religião!

P1040009light - As Catacumbas de Domitilla
O “bom pastor”
Durante os séculos VIII e IX, as catacumbas foram abandonadas e a memória da sua existência ficou perdida na noite dos tempos, até o século XVI, quando foram casualmente re-descobertas!

 

P1040012light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Em particular, as catacumbas de Domitilla, perteciam à Flavia Domitilla, que era parente do Imperador Domiziano (81-96), que por sua vez não era “nem um pouco cristão”, aliás ele foi responsável por cruéis perseguições aos cristãos durante o seu reinado, e Flávia foi exilada na Ilha de Ventotene!
Relembro aqui, que as piores perseguições aos cristãos ocorreram sob Nero, Décio, Valeriano e Diocleciano.

 

P1040015light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Papa Damásio (305 – 384) mandou construir uma basílica no ano de 366 nas Catacumbas de Domitilla, que é o que vemos hoje quando descemos ao primeiro andar da estrutura hipogea. Depois do abandono do IX século, ela foi descoberta somente em 1902-1903, pelo Monsenhor Wilpert.
Interessante observar as incisões nas colunas na frente do altar, que formavam um cibório que continha no seu interior os espólios dos santos mártires soldados Nereu e Aquileu.

 

P1040019light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

A estrutura da basílica foi reconstruída após a sua descoberta no século XX, e possui pequenas janelas no alto; entretanto, os arqueólogos que estudam estas catacumbas afirmam que a estrutura original possuía grandes janelas que iluminavam o seu interior.

O Hipogeu dos Flávios foi construído entre os anos de 390 e 395, remodelando (para não dizer “destruindo”) antigas estruturas existentes no interior destas catacumbas.

P1040026light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla
O hipogeu dos Flávios possui uma planta retangular em um dos corredores, onde acredita-se que na parte interna às catacumbas foram depostos os corpos de seus escravos; os loculi maiores, deveriam conter os espólios dos integrantes da família.

 

P1040083light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

Um dos afrescos mais interessantes que encontramos aqui é o de “Amor e Psiquê“, que são um ótimo exemplo de ponte iconográfica entre o mundo pagão e a aurora do mundo cristão: a alma se salva depois de provas árduas superadas durante a vida.

P1040090light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

A vasta simbologia que encontramos nos afrescos e a história que estas paredes nos contam se tornam legíveis quando uma guia nos acompanha durante o emocionante percurso; estas linhas não são nada além de uma pincelada que tenta incentivar a visita às catacumbas, como parte fundamental de uma visita à Roma.

P1040128light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

P1040129light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

P1040146light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040147light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040155light - As Catacumbas de Domitilla
Detalhe de túmulo, Catacumbas de Domitilla

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Sobre mim

Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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