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Fra Angelico

março 21, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Chamado de “Padroeiro de todas as Artes” pelo Papa João Paulo II em 1982, seria ingênuo pensar ao Fra Angelico (Guido di Pietro) como um padre fechado dentro dos muros de um mosteiro, pois sua carreira de pintor causou uma enorme ressonância.

“Non mihi sit laudi, quod eram velut alter Apelles;
sed quod lucra tuis omnia, Christe, dabam:
altera nam terris opera extant, altera coelo.

Urbs me Ioannem flos tulit Etruriae.”

“Não venham a mim os elogios, que fui apenas como um outro Apelles;
se fiz algum bem, foi dedicado ao seu povo, ó Cristo;
alguns trabalhos se manifestam no reino terreno, outros nos reinos dos céus.
A cidade que é a flor da Toscana me pôs ao mundo como João.”

Epitáfio na sepultura de Fra Angelico, na Basilica di Santa Maria Sopra Minerva, escrito pelo Papa Nicolau V

O apelido “Angelico” ficou consolidado após o uso de Vasari, nas Vidas.

 

 lisabelle3 - Fra Angelico
Anunciação, ~1434, Louvre, foto de lisabelle
Padre Domenicano, ele foi um dos primeiros a compreender e utilizar o alcance da nova visão arquitetônica de Brunelleschi e as pinturas de Masaccio. O seu trabalho contempla uma grande atenção às construções em perspectiva e à figura humana, mas ao mesmo tempo mantendo o misticismo da utilização da luz. O melhor exemplo é a “Coroação da Virgem” (1434), hoje no Louvre, onde notamos o extremo rigor espacial, acentuado pelo utilizo racional da luz, que percorre todos os objetos e materiais da cena pintada com uma exatidão típica dos pintores flamingos.
JF Anunciation - Fra Angelico
Anunciação, Fra Angelico, 1440,  Museo di San Marco, foto de Jim Forest

Podemos ver hoje uma grande coleção das suas pinturas no Convento de São Marco de Firenze.

Em 1437, Cosimo de’ Medici mandou restruturar toda a estrutura e Fra Angelico pintou um episódio da Bíblia em cada capela, como objeto de meditação. Aqui podemos ver como o pintor elimina todos os detalhes decorativos para se concentrar na essência, na mensagem de cada episódio; vemos a luz característica de Fra Angelico: brilhante, com a representação da cruz como emanação divina, realçando detalhes coloridos com o ouro (típico do simbolismo medieval).

JF Fra+Angelico+cell+fresco+at+San+Marco - Fra Angelico
Crucificação, foto de Jim Forest

 

Prof - Fra Angelico
Ressurreição, foto Prof Richard Mortel

 

Em Maio de 1446, Fra Angelico veio à Roma com seu aluno Benozzo Gozzoli, chamado pelo Papa Eugênio IV para decorar a Capela Maior de São Pedro (basílica constantiniana) , que tinha sido destruída. Os temas aqui escolhidos tinham sido episódios da vida de Santo Estevão e São Lourenço.

A vinda à Roma contribuiu para que Fra Angelico sofresse a sugestiva grandiosidade da Roma Imperial e a incluísse no seu trabalho de cunho cristão, acompanhando o zeitgeist do Renascimento com grande sucesso.

Angelico morreu no dia 18 de fevereiro, 1455 em Roma. Podemos ver sua sepultura hoje na igreja de Santa Maria sopra Minerva, em cujo convento havia trabalhado entre 1453 e 1454.

P1050835 - Fra Angelico
A sepultura do Beato Angelico, na Santa Maria Sopra Minerva
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As Catacumbas de Domitilla

março 16, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

«Anima Dolcissima»
epitáfio em lastra funerária das Catacumbas de Domitilla

O caminho da arte para que se chegasse na qualidade de um trabalho artístico do nível da Capela Sistina foi parte de uma grande percurso ético e religioso que ocorreu no mundo romano, com a chegada do cristianismo.
As catacumbas não serviam como esconderijos; eram simplesmente lugares onde os primeiríssimos cristãos enterravam os mortos, na espera do juízo final, da ‘nova vida’ após a morte.
A palavra catacumba vem do grego, “kata” e “kumbe” e pode ser traduzida como “na cavidade”.
As catacumbas foram realizadas por motivos a) práticos; b) econômicos e c) higiênicos.
P1030988 - As Catacumbas de Domitilla
Giulia (e eu), companheira fiel de excursões pelos quatro cantos de Roma!

Neste contexto encontramos sinais das mais antigas simbologias utilizadas por estes primeiros cristãos, que, sim, eram perseguidos por uma série de razões que não cabe discutir aqui neste momento, e que para assegurar o “sono” dos seus caros em contraposição à incineração dos corpos.

Os defuntos eram enterrados tratados com bálsamos e envolvidos em tecido, para depois serem depositados nos loculi das catacumbas, que aos poucos se transformavam em imensas (mas quando digo “imensas”, falo de 17km de ruas subterrâneas) galerias cavadas nos hipogeus de terrenos que eram normalmente doados ou emprestados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo e que dispunham de espaços para realizar estes “cemitérios primitivos”.

As catacumbas foram desde o início adornadas com alguns símbolos, que eram naturalmente ligados às religiões pagãs, e é isso que eu adoro ir apreciar nestes fantásticos lugares: a transformação do simbolismo pagão no simbolismo da nova religião!

P1040009light - As Catacumbas de Domitilla
O “bom pastor”
Durante os séculos VIII e IX, as catacumbas foram abandonadas e a memória da sua existência ficou perdida na noite dos tempos, até o século XVI, quando foram casualmente re-descobertas!

 

P1040012light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Em particular, as catacumbas de Domitilla, perteciam à Flavia Domitilla, que era parente do Imperador Domiziano (81-96), que por sua vez não era “nem um pouco cristão”, aliás ele foi responsável por cruéis perseguições aos cristãos durante o seu reinado, e Flávia foi exilada na Ilha de Ventotene!
Relembro aqui, que as piores perseguições aos cristãos ocorreram sob Nero, Décio, Valeriano e Diocleciano.

 

P1040015light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Papa Damásio (305 – 384) mandou construir uma basílica no ano de 366 nas Catacumbas de Domitilla, que é o que vemos hoje quando descemos ao primeiro andar da estrutura hipogea. Depois do abandono do IX século, ela foi descoberta somente em 1902-1903, pelo Monsenhor Wilpert.
Interessante observar as incisões nas colunas na frente do altar, que formavam um cibório que continha no seu interior os espólios dos santos mártires soldados Nereu e Aquileu.

 

P1040019light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

A estrutura da basílica foi reconstruída após a sua descoberta no século XX, e possui pequenas janelas no alto; entretanto, os arqueólogos que estudam estas catacumbas afirmam que a estrutura original possuía grandes janelas que iluminavam o seu interior.

O Hipogeu dos Flávios foi construído entre os anos de 390 e 395, remodelando (para não dizer “destruindo”) antigas estruturas existentes no interior destas catacumbas.

P1040026light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla
O hipogeu dos Flávios possui uma planta retangular em um dos corredores, onde acredita-se que na parte interna às catacumbas foram depostos os corpos de seus escravos; os loculi maiores, deveriam conter os espólios dos integrantes da família.

 

P1040083light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

Um dos afrescos mais interessantes que encontramos aqui é o de “Amor e Psiquê“, que são um ótimo exemplo de ponte iconográfica entre o mundo pagão e a aurora do mundo cristão: a alma se salva depois de provas árduas superadas durante a vida.

P1040090light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

A vasta simbologia que encontramos nos afrescos e a história que estas paredes nos contam se tornam legíveis quando uma guia nos acompanha durante o emocionante percurso; estas linhas não são nada além de uma pincelada que tenta incentivar a visita às catacumbas, como parte fundamental de uma visita à Roma.

P1040128light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

P1040129light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

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Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040147light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040155light - As Catacumbas de Domitilla
Detalhe de túmulo, Catacumbas de Domitilla

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

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Entrada: € 8,00 ou € 5,50 (crianças)
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O Jardim das Peônias

março 15, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

O Centro Botânico Moutan (Jardim das Peônias) é um jardim que possui a coleção mais rica e mais completa do mundo de peônias chinesas herbáceas, fora da China.

moutan 01 - O Jardim das Peônias

 

Tundra Ice combined - O Jardim das Peônias
 Foto de Tundra Ice

O jardim nasceu de uma paixão que dura há vinte anos por esta flor e representa um verdadeiro cantinho chinês no coração da zona rural do Lazio.

A história da maior coleção do mundo de peônias chinesas começou em 1990, quando um engenheiro quis projetar o jardim de sua própria casa e começou a procurar uma ideia original.

Intrigado com a peônia, ele plantou os primeiros exemplares, que para o olho destreinado pareciam arbustos pequenos e sem graça. Na Primavera os arbustos começaram a crescer e os pequenos botões cresceram mais e mais; a primeira flor foi uma surpresa totalmente inesperada.

Dancesmith - O Jardim das Peônias
Foto de Dancesmith

Em seguida, ele começou a estudar e logo iniciou uma busca frenética de todas as espécies e variedades de peônias conhecidas e cultivadas na China.

RLA+at+Phillips+Garden2 - O Jardim das Peônias
Foto de RLA at Phillips Garden

O jardim das peônias reúne mais de 150 mil plantas de 600 variedades diferentes, pertencentes a quase todas as espécies conhecidas, e também a maioria dos híbridos naturais cultivados. A coleção tem também uma variedade muito rara, que cresce na natureza nas mais remotas regiões do continente asiático; aqui, estas peônias vivem em um habitat ideal e coexistem em uma extensão de 15 hectares.

broken thoughts2 - O Jardim das Peônias
Foto de Mark Lindner

Durante a floração, o jardim das peônias é um espetáculo incomparável pelo seu charme, beleza e perfume: milhares de flores em diferentes formas desabrocham em toda a escala cromática do branco puro ao púrpura, quase preto, passando pelos tons mais delicadas e incomuns de rosa, em infinitas combinações de formas, perfumes e cores.

anita - O Jardim das Peônias
Foto de Anita

Se você visitar o Centro das Peônias na Primavera, vai poder seguir caminhos destinados a observar as melhores cores, aromas e efeitos visuais sob diferentes perspectiva – e vai tirar uma foto com o nariz cheio de pólen, como eu fiz na primeira vez, depois de tanto cheirar peônias!

 

Samantha+Forsberg - O Jardim das Peônias
Foto de Samantha Forsberg

Desde 1996 ele plantou em um terreno de 15 hectares de cultivo plantas matrizes de diferentes regiões da Ásia, que representa a maior coleção do mundo de peônias, fora do território chinês.

stormbirdstudio - O Jardim das Peônias
Foto de  stormbirdstudio

O Centro Botânico Moutan de Peônias é o único jardim temático no mundo e é aberto a qualquer pessoa que deseje visitá-lo.

vanhookc - O Jardim das Peônias
Foto de vanhookc

Endereço e Horário:
O Centro Botânico Moutan de Peônias está localizado na Vitorchiano (Viterbo), na SS Ortana 46 Loc A Bola.

Posso organizar um passeio com motorista ao Jardim, com parada para almoço típico em restaurante na cidade dos papas.  Escreva um email para Roma em Português

Para chegar lá: a partir da auto-estrada A1, saída Orte. Orte-Viterbo, direção Viterbo, até a saída Vitorchiano. Em seguida, siga as instruções. O centro fica a 500m.

Para mais informações: tel +39.0761.300490

Março: Seg a Sáb 9:30-13:00 / 14:30-17:30

Abril, Maio:  9:30-13:00 / 14:30 – 18:00

Junho a Setembro: Seg a Sex 9:30-13:00 / 14:30-16:30

Outubro a Fevereiro: Seg, Ter: 9:30-13:00 / 14:30-16:30 – Qua, Qui, Sex: 9:30-13:00

Site oficial do Jardim das Peônias: http://www.centrobotanicomoutan.it/

Sarah's+Yard - O Jardim das Peônias
Foto de Sarah’s Yard

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Basílica de Santa Maria Maior

março 7, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

No ano de 452 foi construída a maior basílica dedicada à Virgem: Santa Maria Maggiore ou Santa Maria Maior em português (Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana – Basílica de Santa Maria Maior) que é hoje uma das quatro Basílicas Patriarcais.

 Basílica de Santa Maria Maior: história e arquitetura

 
Santa Maria Maior City Tour portugues - Basílica de Santa Maria Maior

Em 432, logo após o Concílio de Êfeso (que reconheceu a divina natureza de Cristo), o Papa Sisto III, comportando-se como um monarca, mandou construir essa basílica, consagrada no ano de 440.

Diz a lenda que a própria Virgem apareceu num sonho ao Papa Libério (segundo a tradição, o primeiro fundador desta igreja) e a um patrício chamado João, mandando construir uma basílica dedicada à ela. Tal basílica deveria ser construída “no lugar onde amanhecesse uma colina com neve”. Ora, era dia 4 de Agosto, um calorão, seria impossível que caísse neve em Roma naquele período. No dia seguinte, foi vista a neve sobre a colina onde vimos hoje a maravilhosa e imponente basílica de Santa Maria Maggiore.

A planta é original do V século (com 80m de comprimento por 35m de largura), mas a fachada, a decoração interna e as capelas foram constantemente ampliadas e restruturadas nos anos.

Decoração interior

Dividida em 3 naves e com uma dupla série de colunas iônicas. Entre 1288 e 1292, Nicolau IV empurrou a abside de alguns metros para trás, para dar espaço ao coro. As naves laterais foram remodeladas durante o renascimento pelo arcebispo da basílica, Cardeal Guillaume d’Estouteville na metade do século XV.

P1000221light - Basílica de Santa Maria Maior
Interior da Basílica de Santa Maria Maggiore, decoração enriquecida ao longo dos anos
P1000222LIGHT - Basílica de Santa Maria Maior
Detalhe de nós do pavimento cosmatesco

Mosaicos do interior da basílica

Estes mosaicos são considerados o primeiro ciclo de representações narrativas realizado no interior de uma igreja romana: sombras, degradês e representação fiel dos espaços e volumes, além da clara diferença entre o trabalho de figura e fundo nos mostram como a antiga pintura romana influenciou este trabalho.

Mosaicos do arco do triunfo – V século

O mosaico do arco do triunfo é também original do V século, já com uma grande influência bizantina. Representam cenas da infância de Cristo Redentor.

P1000224light - Basílica de Santa Maria Maior
Arco do triunfo na Basílica de Santa Maria Maior, foto minha

 

Mosaicos da abside – Jacopo Torriti

No mosaico da abside podemos apreciar uma obra-prima do grande maestro. Em ocasião do deslocamento da abside, no século XIII, ordenado pelo Papa Nicolau IV.

Baldaquino

Imponente baldaquino com colunas de pórfido vermelho, decoradas por motivos floreais em bronze de Fernando Fuga. É tão grande que esconde uma parte do mosaico da abside!

P1000214light - Basílica de Santa Maria Maior
Baldaquino, visto da parte inferior do altar, Santa Maria Maggiore
deco anjo abside - Basílica de Santa Maria Maior
Anjo, decoração na frente do baldaquino, Santa Maria Maggiore
P1000213light - Basílica de Santa Maria Maior
Imagem em mármore de Pio IX, aos pés do baldaquino
PioIX - Basílica de Santa Maria Maior
 Pio IX em seu mantô ricamente decorado por rendas, em mármore. Aos pés do baldaquino.
Embaixo do baldaquino, podemos ver a relíquia da igreja: um pedaço do comedouro onde Jesus foi depositado quando nasceu. Está numa caixa de vidro, com a estrutura em prata:
P1000209light - Basílica de Santa Maria Maior
Relíquia da Basílica de Santa Maria Maggiore

 

Piso

O pavimento cosmatesco é o original do século XII, das mãos de Ferdinando Fuga. Foi restaurado no século XVIII.

pavimento maggiore - Basílica de Santa Maria Maior
Detalhe do pavimento cosmatesco

 

Capela de Sisto V Peretti (1585-1591) – também chamada de Capela Sistina

Capela leva o nome do Papa que realizou inúmeros trabalhos de restauro em Roma durante o seu breve pontificado, transformando Roma em um grande canteiro de obras.

Batistério

O batistério é majestoso, um trabalho de Flaminio Ponzio durante o período barroco.

teto fondo fontebattesimale - Basílica de Santa Maria Maior

Basílica de Santa Maria Maior

Nave esquerda

Na nave esquerda, são duas as capelas que merecem ser vistas atentamente:
– Capela Sforza, planta de Giacomo della Porta, talvez originalmente um desenho de Michelangelo

– Capela Paolina.

Relíquias

Nesta basílica encontramos importantes relíquias: os espólios de São Mateus e São Jerônimo.

Santa Maria Maggiore pianta PT - Basílica de Santa Maria Maior
Planta baixa aproximativa da Basílica de Santa Maria Maggiore

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.
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Endereço Basílica de Santa Maria Maggiore: Piazza di S. Maria Maggiore, 42

Horário de abertura: 07h – 19h

Como chegar na Basílica: A basílica fica a poucos minutos da estação Termini (metrô A e B). Os ônibus 16, 70, 71, 360, 649 e 714 passam aqui perto.

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Qual a melhor época para visitar Roma?

março 3, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Neste post discutimos temas relacionados a qual seria a melhor época para visitar Roma.

48 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Melhor época para visitar Roma: qual seria a melhor época para sua viagem?

Roma é marcada por importantes eventos do calendário católico e fatos importantes da sua história. Quanto planejar a sua viagem, se puder dar uma olhada nestas datas, vai poder escolher estar aqui durante eventos que podem te interessar particularmente! Aproveito para relembrar também de dar uma olhada na página do Jardim de Ninfa, lugar que merece uma visita e que tem aberturas ao público limitadíssimas durante o ano.

45 - Qual a melhor época para visitar Roma?

Carnaval e Páscoa mudam todos os anos, por isto não vão estar nesta lista.
Estejam atentos à Páscoa aqui, pois é um feriado importantíssimo, que além das tradicionais celebrações na Praça São Pedro (para quem se interesse), aqui comemora-se a segunda-feira de Páscoa: a chamada de “Pasquetta”. A Pasquetta é um grande dia de festa onde as famílias fazem viagens aos arredores para comer em restaurantes ou um pic-nic na Natureza (aqui deveria escrever “convescote”, por amor ao meu bisavô!).

Todas as épocas do ano são boas para visitar Roma e todas têm vantagens e desvantagens.

De Janeiro à Março, ainda faz frio e não há flores; às vezes até chove, mas museus e monumentos são muito mais agradáveis pelo menor fluxo de turistas. O por-do sol acontece entre às 15 e às 19:30h, só em Março mesmo começamos a ter mais horas de luz.

De Abril à Julho-Agosto temos várias florescências que fazem com que a cidade esteja ainda mais linda,  temos dias longos e festividades relacionadas à espera da Primavera, o Jardim das Rosas abre, em Julho temos o Rio Tibre com as famosas barraquinhas, que ainda não decidi se gosto ou não gosto, temos a abertura noturna de vários monumentos, como por exemplo as três semanas em que abre o Castel Sant’Angelo, e um lugar que já é sugestivo se transforma numa viagem no tempo à enésima potência…. mas o calor é muito grande, quem tem pressão baixa ou não é muito das temperaturas quentes pode não apreciar a cidade neste período.

Setembro-Dezembro é o segundo semestre de alta estação com uma leve queda do turismo europeu em Novembro, o que faz de novo com que os monumentos e museus estejam menos cheios e até o meio de Novembro a temperatura e os dias são lindos, apesar das árvores já estarem com perdendo folhas a partir do final de Outubro. Em Outubro existem as “ottobrate”, ou “outubradas”, que são dias que parecem de verão até o famoso “Verão de São Martim” (11 de Novembro), onde realmente os dias podem ser lindos e surpreendetemente quentes. A partir da metade de Novembro já esperamos mais chuvas, que vão nos acompanhar até o final de Março. Cada inverno é de um jeito, é o período das chuvas, mas tem inverno que chove mais e inverno que chove menos.

Roma é linda em todas as épocas do ano, você só tem que prestar atenção a não pegar os feriados para ter acesso aos principais monumentos sem se preocupar. Aí vão eles:

6 de Janeiro
Epifania. Fecha as festas natalícias com a “Befana”, celebrações na Piazza Navona.

7 de Janeiro
Festa patriótica do Tricolor – desfile dos “Corazzieri” (guarda de honra do Presidente da República Italiana) e Carabinieri a cavalo, Praça do Quirinal.

21 de Janeiro
Comemorações na Igreja de Santa Agnes Fora dos Muros.

27 de Janeiro
Dia da Memória das vítimas do Holocausto (internacional).

Fevereiro
Carnaval

Quarta-feira de cinzas
Procissões

 49 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Dicas sobre qual seria a melhor época para visitar Roma

Março – mês da Maratona de Roma – neste mês às vezes chove, mas pode fazer um tempo típico primaveril, o que faz com que os passeios ao ar livre sejam lindos; a massa de turistas ainda não chegou.

8 de Março
Dia Internacional da Mulher – muito celebrado aqui, o símbolo é a flor amarela da Mimosa.

9 de Março
Evento de benção de carros na igreja de Santa Francesca Romana (protetora dos carros).

19 de Março
Festa de San Giuseppe (São João) – também Dia dos Pais. Festeja-se João marceneiro, com o doce típico “bignè di San Giuseppe” – doce frito que deriva da tradição antiga romana; acompanha o vinho doce! Eventuais festas programadas pela prefeitura no cenário único que só Roma oferece!

30 de Março
Fim da hora legal em Roma. A partir de hoje até dia 26 de Outubro, a diferença de hora entre o Brasil e a Itália é de 5 horas!

46 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Qual a melhor época para visitar Roma

Sexta-feira da Paixão
Feriado com a procissão do Papa entre Coliseu e Palatino.

Domingo de Páscoa
Ao meio-dia, o “Urbi et Orbi” do Papa, na Praça São Pedro

Pasquetta
Segunda-feira depois da Páscoa

Abril
De Abril à Novembro o Jardim de Ninfa, passeio lindo aqui nos arredores, é aberto ao público. Veja no post os pouco dias de abertura durante o ano de 2014 para poder programar a sua viagem com esta visita!
Começa a florescência do Jardim das Peônias

21 de Abril
Aniversário de Roma! Dia oficial da fundação da cidade por Remo e Rômolo em 753 a.C.. Comemorações no Capitólio.

25 de Abril
Libertação da Itália – Feriado italiano em memória da libertação dos nazistas.

51 - Qual a melhor época para visitar Roma?

Melhor época para visitar Roma


1º de Maio – Maio é mês de Campeonato de Tênis em Roma

Dia do Trabalhador (internacional).

Exposições de Arte na Via Margutta; feira de Antiguidades na Via dei Coronari.

Florescência das rosas do roseto da prefeitura, Via di Valle Murcia.

11 de Maio
Dia das mães.

angelo2 - Qual a melhor época para visitar Roma?

Junho
Festa das Flores em Genzano, na região dos Lagos. Vale a pena dar um pulo e dar uma olhada. É uma festa onde os moradores realizam cópias de quadros famosos alternados com motivos decorativos utilizando apenas flores, na rua principal da cidade, formando um verdadeiro tapete de flores! A origem desta festa é cristã, relacionado a Corpus Domini, no ano 1778 (manuscrito anônimo de 1824, “Storia dell’origine dell’Infiorata” na Biblioteca Nazionale di Roma).

Este também é o mês da Feira da Indústria e Comércio em Roma.

2 de Junho
Dia da Repúlbica Italiana.

8 de Junho
Pentecoste.

23 e 24 de Junho
Festa do Apóstolo João – comemorações no bairro de San Giovanni.

29 de Junho
Festa dos Santos Pedro e Paulo, padroeiros de Roma.

angelo5 - Qual a melhor época para visitar Roma?


Julho – Agosto – calorão à vista. Roupas de tecidos leves são a melhor pedida. Lembre-se de usar saias ou bermudas abaixo dos joelhos e de ter os ombros cobertos para poder entrar nas igrejas de Roma – sobretudo nos Museus Vaticanos e na Basílica de São Pedro. Algumas igrejas são “levemente” flexíveis quanto à esta regra, mas a maioria não é; se usar camiseta regata, tenha um lenço de seda na bolsa que cubra os ombros e as costas, para poder entrar sem problemas nas igrejas!

Comemorações anuais de cultura do grande evento “Estate Romana”.

15-30 Julho
Período da festa “Dei Noantri” de Trastevere.

angelo4 - Qual a melhor época para visitar Roma?


5 de Agosto
Chuva de pétalas da Capela Paolina da Basílica de Santa Maria Maggiore em comemoração à lenda da construção da basílica.

15 de Agosto
Assunção de Maria. Em Roma, “Ferragosto” – feriado mega-galático aqui em Roma. Quase tudo fechado!

26 de Agosto
Fim do horário de verão. Temos de novo 3h de diferença entre o Brasil e a Itália.

angelo6 - Qual a melhor época para visitar Roma?
Qual seria a melhor época para visitar Roma para seu perfil de viagem?!


Agosto – Setembro
Festa da “Porchetta di Ariccia”, churrasco de leitão ricamente temperado à moda de Castelli, com sálvia e menta. É um ótimo momento para fazer um passeio até os Lagos! Neste período tem também a Festa do Fungo Porcino (e quem não gosta?!).

Outubro
A Festa da Uva existe e é aqui, em Marino, na região dos Lagos! Você é louco (a) por castanhas?A Festa das Castanhas acontece neste mês, também na região dos Lagos!

angelo7 - Qual a melhor época para visitar Roma?

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Novembro
Festa da Polenta na região dos Lagos!

1º de Novembro
Todos os Santos. Esta comemoração dedicada aos mártires da Igreja teve seu início no Século IV!

8 de Dezembro
Dia da Imaculada Conceição. O Papa leva uma coroa de flores à Coluna de Maria, ao lado da Piazza de Spagna.

Gostou das dicas? Comente logo a seguir,em sua opinião qual é a melhor época para visitar Roma!?

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Maratona de Roma

fevereiro 28, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Maratona de Roma 2016: 16 DE ABRIL

– site oficial: http://www.maratonadiroma.it/?lang=en
– Inscrições: https://mymdr.it/?!e/=/en/ 

“Corre, Luli, corre!”
post dedicado à Luli, amiga maratoneta de Ribeirão Preto

 

colosseo marcia - Maratona de Roma
Interior do Coliseu

A Maratona de Roma é uma corrida a pé de comprimento padrão com largada e chegada na Via dei Fori Imperiali. O percurso 2014 ainda não foi anunciado no site oficial, aqui vai uma panorâmica geral da Maratona de Roma.

New Balance ROma - Maratona de Roma
New Balance 890 V4 que será lançado em Março de 2014 para a Maratona de Roma (ainda não foi anunciado em qual loja -> aqui uma panorâmica completa das lojas de Roma, inclusive a Footlocker, famosa pelos tênis)

O percurso é plano na sua maior parte plano (70%) e atravessa o centro histórico de Roma. Prossegue em direção ao Rio Tibre, passa pela Mesquita de Roma ao norte e pela Basílica de São Paulo Fora dos Muros, ao sul. Dado o grande número de atletas que participam, é considerado o evento esportivo mais frequentado da Itália. A primeira edição da prova, em sua forma atual, foi realizada em 1995.

O comprimento de uma maratona foi fixado em 42 km 195m pela IAAF em 1921. O percurso de Roma tem quotas de altitude que se mantêm entre 5 e 12 m sobre o nível do mar, e a temperatura é excelente, em torno a 5ºC e 17ºC, no final de Março.

A cada 5 km existem juízes; os tempos são cronometrados através de um chip colocado atrás dos números de cada corredor.

O início é na Via dei Fori Imperiali, uma avenida muito larga e que permite conter os muitos participantes, sem congestionamento. Depois os atletas passam por Piazza Venezia e descem a Via del Teatro Marcello, até à Bocca della Verità. Segue-se uma subida ao longo do majestoso Circo Máximo, Aventino e Pirâmide de Céstia. Passa-se por Testaccio.

bocca verita - Maratona de Roma
Bocca della Verità – Igreja de Santa Maria in Cosmedin

A rota segue pelo Tibre ao norte do Porto de Ripetta, até chegar à Ponte Cavour, atravessando o Borgo Mazzini, um bairro novo e arborizado, do período da unificação da Itália. Depois de passar pela grande Piazza Cavour, se vá de novo em direção ao sul, direção Castel Sant’Angelo para pegar a via da Conciliação, que é já considerada extraterritorial, isto é, que pertence ao estado Vaticano (e acaba na frente da Basílica de São Pedro).

A partir daqui começa um trecho com menos história: o caminho de volta para o norte ao longo da Via Bastioni, Via della Giuliana, Piazza Mazzini para chegar novamente à altura do Rio Tibre-Oberdan. Logo se chega à ciclovia que fica às margens do rio Tibre!

No 13ºkm tem uma leve subida, onde se deixa o rio, para passar na frente do Foro Itálico, também chamado Foro di Mussolini (enorme complexo poliesportivo, inaugurado em 1932, onde foi realizada a Olimpíada de 1960).

42 - Maratona de Roma
Ponte e Castel Sant’Angelo

Os corredores de maratona voltam a rumar pro nordeste para encarar mais uma pequena subida, cruzar um trecho do anel viário ao leste de Roma, e entrar no Viale Tor di Quinto e depois na Avenida do Foro Itálico. No 18º km entra-se no Viale della Moschea, uma descida de 450m, que corre ao longo da histórica mesquita de Roma, para chegar no 20º km, ao longo da Via dei Campi Sportivi.

acatolico 2 - Maratona de Roma
A Pirâmide Cestia, vista do interior do Cemitério Acatólico ou Protestante

O percurso segue para a Aqua Acetosa, para depois retornar ao Tibre e alí seguir o rio por um longo trecho. O 25º km passa pela passagem Ripetta (onde existiu o Porto de Ripetta, que recebia originalmente madeira, carvão e vinho), para subir pela “Calçada da Ripetta”. O 27º km volta a ter muita história e entra de novo no centro, onde as ruas são estreitas, com a urbanização visionária do Papa Sisto V. Aqui, você vai correr nos pontos mais interessantes da capital: Piazza Navona , Panteão, Piazza Venezia retorno à Via del Corso, que vai direto à Piazza del Popolo ao norte, rumo ao 30º km.

DSC08826 - Maratona de Roma
Vista do alto do Castel Sant’Angelo, com as queridas de Americana

Retorna-se pela Via del Babuino, que leva à teatral Piazza di Spagna, com a igreja Trinità dei Monti ao alto, ruas menores que contornam a famosa Fontana di Trevi, sobre os paralelepípedos:ceste último é o trecho mais acidentado da maratona – não só o mais pitoresco! Depois retorna-se à Piazza Venezia e se traça por 3km o caminho inicial, Teatro de Marcelo, Circus Máximo e Pirâmide.

Após o 35º km, continua-se em direção ao sul pela Via Ostiense, para contornar a Basílica de São Paulo Fora dos Muros(37 km), e voltar a rumar norte pela Via Ostiense. Diz-se que aqui começa a parte mais técnica: os atletas enfrentam uma escalada que os leva ao Monte Aventino (40 º km), para logo em seguida iniciar uma descida suave de 360m de comprimento pela linda e arborizada avenida Viale Aventino.

Depois da avenida de San Gregorio, com o monte Palatino no alto e o Arco de Constantino, encontramos a subida mais difícil do percurso, com a curva que abraça o Coliseu, e que leva novamente ao Viale dei Fori Imperiali, ao final.

Naturalmente eu proporia uma série de mudanças neste percurso :), como por exemplo em forma de cruz grega, como se fosse uma basílica, de modo que se pudesse apreciar os quatro lados da cidade: Norte, Sul, Leste e Oeste. Muito provavelmente isto teria consequências à organização que nem posso imaginar – por isso fico quieta no meu canto e ofereço passeios a pé, mas sem correr!

Se você ficou entusiasmado com o roteiro, inscreva-se para correr, mas não siga a pé com esta descrição, pois sem a proteção da organização da maratona, este percurso não é nem um pouco adequado para ser feito!

Alexandre, maratonista de Ribeirão Preto, correu em 2013 e trouxe a família inteira para Roma!

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

Site oficial da Maratona de Roma: http://www.maratonadiroma.it/

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Onze Restaurantes Top em Roma

fevereiro 22, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Come-se muito bem em Roma, entretanto é muito difícil dar sugestões, pois são tantos os detalhes envolvidos em uma refeição, que um restaurante que adoro pode não ser apreciado por você. Aqui compartilho 11 restaurantes Top em Roma que gosto e recomendo.

“Depois de um bom almoço, podemos perdoar qualquer pessoa,
até mesmo os nossos parentes.”
Oscar Wilde
rist roma - Onze Restaurantes Top em Roma
O que posso dizer com certeza é que meu paladar foi muito bem exercitado nos últimos 15 anos: não como comida congelada e não aconselho lugares onde os doces são industrializados; tem que ser tudo feito na raça! Outra coisa, tendo a desaconselhar restaurantes famosos durante os anos ’70-’80 (tem um em particular que sempre me perguntam, mas não vou mencionar nenhum aqui), pois como diz o ditado “quem faz a fama”… 


Faz muito tempo que gostaria de escrever alguma coisa sobre gorjetas na Itália e acho que combina com este post. Já vi muitas recomendações de agências aos clientes, onde está escrito que “a Itália não é como os Estados Unidos”, por isso não precisa deixar gorjeta. Errado. O brasileiro está chegando aos poucos aqui e aos poucos o italiano está conhecendo o seu caráter. Se quiser ser amado como os americanos o são (é muito melhor ser amado do que ver o prestador de serviços torcer o nariz pela sua nacionalidade), é necessário deixar gorjeta: 10% nos restaurantes é o mínimo para inciar uma boa relação. Aos motoristas que fizerem os transfers, aos funcionários de hotel e até mesmo às guias, a gorjeta nunca é demais e vai ajudar a fazer a fama do brasileiro como um povo ‘generoso’, e podemos assim esperar um dia que sejamos amados na Itália. 

Quanto à questão da gorjeta, nunca vem incluida na conta, como no Brasil. Se deixarem 10%, está de bom tamanho. Se o serviço tiver sido excelente, os garçons vão ficar felizes de ganharem um pouquinho a mais!

P1010518 - Onze Restaurantes Top em Roma
 
Restaurantes Top em Roma para PEIXE / PASTA:
 
La Rosetta – chef Massimo Riccioli, conheço-o pessoalmente, é uma estrela internacional. Aproveitem para experimentar o melhor vinho branco do mundo, que ele tem e apreça: O Gravner Breg 
Via Della Rosetta 8/9
Horário abertura: todos os dias almoço e jantar 
Reservas pelo telefone: +39 06 68.61.002 – +39 06 68.30.88.41
Ou por email:  booking@larosetta.com
 
Osteria Der Belli
Piazza di Sant’Apollonia, 11 
Tel.: +39 06 580 3782
CARNE / PASTA:
 
Angelina A Testaccio
Via Galvani, 24A  
Tel.: 06 5728 3840
Aberto todos os dias para o jantar a partir das 20:00h  –
Aperitivo no terraço a partir das 18.00 
Brunch aos Domingos, a partir de Outubro
A partir de Setembro abertos também para o almoço de 2a à sábado
 
Restaurantes Top em Roma para COZINHA ITALIANA:
 
La Tartaruga Cantina
Via del Monte della Farina 53
Tel.: 06 686-9473
Fechado aos Domingos
 
Papà Giovanni
Especialidades com tartufo
Via dei Sardi, 2-6
Tel: 06 68 65 308
Fechado aos Domingos
 
Trattoria Da Gildo – a minha preferida em Trastevere
Via della Scala, 31.
Aberto para almoço e jantar; dia do repouso semanal: quintas-feiras.
Sextas-feiras, fins-de-semana e feriados aconselhamos a reservar. Mesas na rua.

Tel. 06-5800733. Falem com Caterina ou Leonora!

Paris
Piazza San Callisto, 7a
Almoço: das 12:30h às 15:00h
Jantar: 19:30 às 23:0h
Fecho: 2as no almoço
Infos e reservas: 06.5815378
Mesas ao ar livre.
 
Restaurantes Top em Roma para COZINHA INTERNACIONAL:
 
Imago Restaurant (Michelin)
Piazza Trinita dei Monti 6
Tel. +39 06 69934726 Fax. +39 06 6789991 E-mail: imago@hotelhassler.it
Horários: das 19:00 às 22:30, todos os dias
Terno obrigatório para os homens.

 

Ristorante I Sofa’ di Via Giulia & Roof Top Restaurant
Cozinha internacional, italiana e bistrot
Via Giulia 62
Tel.: 06 686611

 

La Pergola
Rome Cavalieri, Waldorf Astoria Hotels & Resorts
Via Alberto Cadlolo 101
Tel: 06 3509 1
De 3as aos sábados: das 19:30h às 23.30h
Terno obrigatório para os homens.
e last but not least, para quem não come carne, experimente o
 
VEGETARIANO :
 
Margutta RistorArte desde 1979
Via Margutta 118

 

Almoço: das 12:30h às 15:30h

 

Jantar: 19:30 às 23:30h 

 

Tel.: 06 32650577

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

 

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Conhecer Capri

fevereiro 21, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Visitar Capri com guia em português

Capri é uma ilha do Mediterrâneo com extensão de 10km² onde podemos chegar através de vários portos: de Nápoles, Sorrento, etc. As suas belezas naturais são o que fizeram desta ilha um dos pingos de terra no oceano mais famosos do mundo; aqui há grutas com cores maravilhosas (a mundialmente famosa Gruta Azul), e por esta razão a ilha de Capri foi frequentada desde a Antiguidade por imperadores, o que faz com que ela seja do ponto de vista histórico também muito importante. O programa clássico é chegar e fazer o passeio de barco antes de subir ao topo da ilha, almoçar as maravilhas mediterrâneas, para depois seguir o passeio no centrinho de Capri.

 

Ideal é fazer esta excursão a partir de Nápoles, para quem está conhecendo a magnífica “Campania“, que é como se chama a região das cidades de Nápoles, Pompéia, Capri, Amalfi, Sorrento, Herculano, Paestum, Campi Flegrei…
A partir de Roma é uma excursão aconselhada para grupos ou jovens, com muita vontade de passar 3h de estrada para ir e o mesmo para voltar – que, para nós que moramos aqui são várias horas, considerando que a partir do porto de Nápoles pega-se o hidrofoil para chegar em Capri e tudo isso envolve uma logística com bastante tempo. Dito isso, vou mostrar aqui as fotos de um bate e volta com um grupo de meninas super-animadas de Vitória que fizemos em 2014.

Fretei um microônibus particular pras amigas da Catarina, e lá fomos! 

 
David Pritch - Conhecer Capri
                                            foto de David Pritchard                                                      


Primeiramente vale a pena esclarecer que Capri não é uma praia, mas uma ilha! Não é realístico pensar e fazer um tour “rapidinho” à Capri e depois fazer a Costiera Amalfitana, etc. Para chegar  à Capri é necessário contar com o hidrofoil que parte do porto de Nápoles, com horários mais ou menos regulares, e o mesmo para o retorno!

Capri - Conhecer Capri
Veja a distância da ilha de Capri em relação à Nápoles

Para quem está em Roma, é passeio que dura o dia inteiro, para curtir.

O nosso percurso em português oferece uma panorâmica do centro histórico a partir da Piazzetta, Jardins de Augusto, o jardim do monastério de São Tiago, e o mirante de Tragara. 


Propomos também um passeio de barco que dura uma hora para admirar a paisagem marinha maravilhosa desta região, onde vemos a gruta branca, gruta verde e a gruta do coral. 


P1030236 - Conhecer Capri
Eu e o grandioso capitão que nos levou para o passeio ao redor da ilha!
 
passeio Capri - Conhecer Capri
A habilidade do capitão nos permite de entrar em marcha ré dentro das grutas para apreciar as formações rochosas e apreciar a cor da água

 

Capri guia portugues - Conhecer Capri
Obviamente as meninas adoraram!
 
Birnardo Faraglione - Conhecer Capri
O famoso Faraglione, foto de Birnardo dos Jardins de Augusto
 
Pablo+Monteagudo5 - Conhecer Capri
Passeio de barco para ver as grutas, foto de Pablo Monteagudo
 
P1030212 - Conhecer Capri
A espuma do nosso motor deixando os rochedos maciços para trás!
 
Gema+Merina - Conhecer Capri
Gruta do coral, foto de Gema Merina
 
Quem tiver a possibilidade de passar um ou dois dias na ilha e nadar (como na foto aqui embaixo), pode se considerar uma pessoa de muita sorte! Ver toda essa água é muito inspirador, o primeiro instinto é cair nela na hora, coisa que não podemos fazer num passeio de um dia, infelizmente!
 
IMG 20140926 133732 - Conhecer Capri
Duas crianças nadando atrás de rochedos

 

ho+visto+nina+volare - Conhecer Capri
Jardins de Augusto, de ho visto Nina volare
 
A visita à Capri pode ser feita a partir de Nápoles, cruzeiros estacionados no porto, ou Roma (naturalmente é muito prático visitar Capri a partir de Sorrento e Amalfi).
 
O ideal é reservar um dia inteiro para esta excursão, pois com o hydrofoil o horário da excursão é muito elástico, pois depende de várias condições: se têm muitos cruzeiros estacionados, se é alta estação…  Pompei/Capri é um clássico, mas eu, pessoalmente desaconselho esta correria – não é pensável conhecer tudo em uma ou duas viagens, por isso a melhor coisa é tranquilizar-se em relação ao tempo e escolher sabendo que vai ter que voltar pra ver o resto!
A maior parte dos passeios na Itália não são feitos para ser vistos correndo, pois são como a maravilhosa comida mediterrânea, devem ser sa-bo-re-a-dos.

 

Luca+Di+Ciaccio - Conhecer Capri
Foto de Luca Di Ciaccio
 
A ilha é famosa por várias razões. A característica mais peculiar à ela são as cavernas que se formaram no seu perímetro, sobretudo pela sua diversidade.
Os imperadores Tibério e Augusto passaram muito tempo aqui, até Calígola veio à ilha quando era jovem.
 
Muitas vezes a famosa Gruta Azul está fechada, seja pelo vento, seja pelo mar bravo. Não se desanime, pois o passeio ao redor da ilha é maravilhoso, e voce vai ficar super  satisfeito  de ter vindo até aqui mesmo assim.
 
Pablo+Monteagudo - Conhecer Capri
Foto de Pablo Monteagudo
 
Reserve tempo para comer com vista! A baía de Nápoles é encantadora, com Sorrento à direita e Procida à esquerda, por isso aconselho aproveitar cada minuto! Se você comer peixe, vai se sentir em casa; se for vegetariano, vai ter alternativas como a famosa salada grega, com queijo de cabra e cebola de Tropea, ou as verduras grelhadas que salvam os vegetarianos em várias ocasiões!
 
Aconselho a focaccia antes de iniciar; um branco “della casa” pode dar conta do recado, se não entender de vinhos ou não quiser gastar tanto.
 
Eu trouxe um monóculo e confesso que apesar do peso na (enorme) bolsa também é  recompensado cada minuto, pois chegar nos Jardins de Augusto (onde a entrada custa €1) e observar os rochedos, a vegetação e a água com ele é um luxo!
 
Pablo+Monteagudo4 - Conhecer Capri
Foto de Pablo Monteagudo
 
Até os gatos da ilha são dóceis, e famosos pelo seu caráter. São lindos de verdade!
 
P1030279 - Conhecer Capri
Gato maravilhoso e simpático!
 
Eu comi no Capris, e achei muito boa a salada, além da vista privilegiada!
 
IMG 20140926 143704 - Conhecer Capri
Focaccia típica napoletana 
 
IMG 20140926 144206 - Conhecer Capri
Meus colegas foram de Isalata di Mare
 
 
IMG 20140926 144216 - Conhecer Capri
Eu fiquei com a opção vegetariana: Isalata Greca
 
Uma coisa muito especial de Capri são os perfumes da Carthusia, que existe desde 1948, com uma lenda que volta ao tempo, no ano de 1380, quando Giovanna D’Angiò veio à ilha e um padre preparou perfumes com flores da ilha para recebê-la – vale um pulo e umas comprinhas um lugar tão especial!
 
P1030293 - Conhecer Capri
Entrada da Carthusia
 
Uma outra coisa típica da ilha são os limões, que quando crescem podem atingir o tamanho de uma romã que a gente tem que segurar com duas mãos! Todos os produtos da ilha que contém limão são genuínos, sem agrotóxicos e deliciosos! Experimente a granita… e com esta vista maravilhosa, quero ver se no dia seguinte não vai acordar pensado que tudo o que viveu foi um sonho!
 
P1030326 - Conhecer Capri
Eu e minha granita de limão.

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

 
Restaurante Capris
Via Roma, 38 – 80073 Capri
Tel +39 081.837.7108
 
Carthusia, perfumaria histórica de Capri
www.carthusia.it
Factory: Viale Matteotti, 2d – Capri
Showroom: Via Federico Serena, 28 – Capri
Via Camerelle, 10 – Capri
Anacapri: Viale Axel Munthe, 26
Sorrento: Corso Italia, 117
Aeroporto Capodichino – Napoli
Via della Tartana SNC – Positano
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arqueologia, historia do cristianismo, idade media em roma, igrejas, igrejas de roma, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, viagem na Italia com guia em português

Basílica São Paulo Fora dos Muros

fevereiro 19, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

A Basílica São Paulo Fora dos Muros (em italiano San Paolo fuori le Mura, em latim Sancti Pauli extra muros) deve seu nome ao fato de estar fora dos muros aurelianos (o muro que protegia a antiga cidade, construído em ~275 d.C.) e ao fato de conter o corpo do Apóstolo Paulo, que chegou em Roma no ano de 61 d.C., e sofreu seu martírio em 67 d.C., na “palude Salvia”, a menos de 2 quilômetros da basílica.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

Apóstolo Paulo, Capítolo XIII, Epístola aos Corintos
4 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
A fachada, depois da reconstrução do incêndio de 1823, foto de Cristiano
P1000604 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
São Paulo com a espada no pátio da frente de São Paulo Fora dos Muros

 

P1000602 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
As janelas de alabastro filtram a luz, criando uma atmosfera mística, São Paulo Fora dos Muros


O lugar onde hoje vemos a basílica era uma antiga necrópole romana e ali foi depositado o seu corpo, o mesmo que aconteceu com o corpo do Apóstolo Pedro.

Dado que a partir da morte de Paulo a sua tumba tinha se transformado em um lugar de culto, o Imperador Constantino mandou aumentar a Basílica, de modo que pudesse receber dignamente os tantos peregrinos que aqui vinham em peregrinação.

É importante ver esta igreja, pois ela nos permite ter uma visão do que deve ter sido a antiga basílica de São Pedro (também chamada de Basílica Constantiniana), antes que seus alicerces cedessem e o Papa Júlio II iniciasse a construção da nova basílica, em 1506.

3 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
A nave central, foto de Cristiano
A superfície da basílica de cinco naves conta com as dimensões de 131,66 m de comprimento, 65 m de largura e 30m de altura e perde somente para a Basílica de São Pedro! A sua estrutura é sustentada por uma verdadeira “floresta” de colunas de granito, 80 no total.
Do IVº ao VIIIº século
 
Durante os séculos, os Papas nunca pararam de decorá-la e embelezá-la. Leão, o Grande (440-661) mandou realizar mosaicos no Arco do Trinfo, restruturar o teto; foi ele que mandou iniciar a série de retratos dos papas, tradição mantida até hoje, outra razão pela qual esta igreja é famosa. São 265 os retratos dos Papas que adornam o alto das naves e dos transeptos.
No século VI, o Papa Simmaco mandou construir um habitáculo para receber os peregrinos mais pobres. Desde o Papa Gregório II (715-731) temos a presença fixa de monges beneditinos nesta basílica; Leão III (795-816) mandou consertar os danos causados após o terremoto de 801.
1 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
São Paulo com sua espada, foto de Cristiano
 
Do IXº ao XIº século
O Papa João VII (872-882) mandou erguer a cinta murária para proteger a basílica e a sua abadia e Gregório VII (pontificado de 1073-1085), que tinha sido abate aqui antes de se tornar Papa, mandou elevar o piso do transepto e construir um campanário (destruído no século XIX), além da maravilhosa porta de entrada, composta por 54 painéis de prata.
5 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Altar, foto de Cristiano
 
No século XIII a basílica se enriqueceu muito de obras de arte. Papa Honório III (1216-1227) mandou reconstruir o mosaico da abside (de 12 metros de altura por 24 de largura) e em 1285 Arnolfo di Cambio construiu o maravilhoso cibório:
 
baldacchino doppio - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Cibório de Arnolfo di Cambio, fotos minhas
 
O famoso pátio:
 
patio SPII - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Pátio, Basílica São Paulo Fuori Le Mura, foto minha
patio SP - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Pátio, Basílica São Paulo Fora dos Muros, foto minha
patio SP detalhe - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Detalhe de coluna do Pátio da Basílica São Paulo Fora dos Muros (Fuori Le Mura), foto minha
Neste século também foi realizado o candelabro pascoal de 6m, em mármore, inspirado pelos  antigos sarcófagos romanos, com incisões de histórias do Novo Testamento.
 
2 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Papa Francesco, foto de Cristiano
 
A partir do século XIV, com a volta da comemoração dos jubileus, a sua fama aumentou e muitos peregrinos têm vindo visitar a igreja desde então.
Gregório XIII  mandou construir o balaústre ao redor da tumba do santo e em 1600, Clemente VIII mandou elevar o altar maior. Em 1625 Urbano VIII financiou com o grande arquiteto Carlo Maderno a restruturação da Capela de São Lourenço.
No ano santo de 1725, Bento XIII pediu ao arquiteto Antonio Canevari para construir um novo  pórtico; além disso ele construiu a Capela do Crucifixo para expor o crucifixo em madeira policromática do florentino Tino da Caimano, do século XIV. Ainda hoje podemos ver nesta capela um mosaico do século XIII, bem como uma estátua-relíquia de São Paulo em madeira policromática que “sobreviveram” o incêndio de 1823.
P1000598 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Pátio, Basílica São Paulo Fora dos Muros, foto minha
O incêndio de 1823
Na noite entre 15 e 16 de Julho de 1823 um incêndio devastou a basílica, deixando em pé apenas o cibório e alguns mosaicos; o transepto ficou em pé por milagre. O Papa Leão XII se encarregou do enorme trabalho de restauro, com grande ajuda internacional: o czar Nicolau I doou blocos de lápis lázuli e malaquita, que foram utilizadas para decorar o transepto e o rei Fouad I do Egito  doou colunas e alabastro, com o qual fizeram as janelas, que filtram a luz e doam à esta basílica uma incrível atmosfera mística.
Em 1854, o Papa Pio IX consagrou a “nova” basílica em presença de vários cardeais e bispos que tinham vindo à Roma para a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição.

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia. De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

Visite São Lourenço Fora dos Muros: https://www.romaemportugues.com.br/basilica-de-sao-lourenco-fora-dos-muros/
sao lourenco guia de roma1 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Basílica São Paulo Fora dos Muros
Horário de abertura da Basílica de São Paulo Fora dos Muros:

– Abertura todos os dias das 07:00h às 18.30h, ingresso grátis.
– O pátio interno abre todos os dias das 08.00h às 18:15h, e o ingresso é de € 4,00 (meia-entrada: € 2,00).

Como chegar na Basílica de São Paulo Fora dos Muros:

– De Termini: Parada San Paolo Fuori Le Mura, metrô B (linha azul);  do rio Tibre: ônibus nº23.

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Basílica de Santa Maria Sopra Minerva

fevereiro 12, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 2 Comentários

Das mais de 400 igrejas de Roma, somente uma foi realizada em estilo gótico: a Basílica de Santa Maria Sopra Minerva.

«Como é possível que o universo seja finito?»

Giordano Bruno, De l’infinito, universo e mondi (1584) 

Post dedicado à gentil companhia de Carlos e Andrea Ilha
P1000125 - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
Basílica de Santa Maria Sopra Minerva, fachada
sopraminerva6 - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
O elefantinho de Bernini/ Ercole Ferrata

Esta maravilhosa igreja com origem no VIII século tem o títolo e honra de uma basilica minor, isto é, reconhecimento por atividades na comunidade, beleza artística da arquitetura, história e trabalho pastoral diferenciado.
No mundo inteiro existem 1.600 com este títolo, 540  estão na Itália.

Em 1576 Giordano Bruno chegava de Nola para se hospedar neste monastério dominicano.
Esta igreja foi o palco de eventos importantes durante a Contrarreforma: dia 09 de Fevereiro de 1600, o Tribunal da Santa Sé condenava aqui Giordano Bruno à fogueira.

sopraminerva - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
Altar da Basílica de Santa Maria Sopra Minerva

No ano 2000, comemoração dos 400 anos do assassínio de Giordano Bruno pela condenação da Inquisição, Papa João Paulo II fez o mea culpa em nome da Igreja, classificando a “morte atroz” de GB  como  “Um triste episódio da história cristã que causa profunda decepção” (arquivo histórico do Jornal CS).

A basílica foi construída em cima de um antigo oratório do século VIII dedicado à Virgem, que o Papa Zacarias tinha concedido à freiras basilianas que tinham fugido do Oriente no ano de 750.

No final do século adicionou-se o ‘Minervum’, já que embaixo da igreja existia um templo dedicado à Minerva, aliás, eram três templos que se encontravam nos subterrâneos da igreja.

sopraminerva navecentral - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
Nave central

Em 1280, sob o pontificado de Nicolau III, o oratório foi completamente reconstruído e iniciou-se a contrução da grande igreja em estilo gótico com três naves. Supõe-se que Fra Sisto Fiorentino e Fra Ristoro tenham realizado o projeto, com apoio do Papa Bonifácio VIII e dos próprios fiéis.

Stuart Richmond*, da Simon Frase University no Canadá, nos convida a fazer uma experiência sensorial no interior deste tipo de arquitetura, com um olhar que passe atravesso a “ressonância” de Wittgenstein e que permita de nos abandonarmos aos altos arcos agudos e blocos de pedras dos quais somos circundados para viver uma plena compreensão estética e sensorial do espaço arquitetônico, captando as razões que levaram o espírito dos arquitetos daquele tempo a realizar tais construções.

sopraminerva colonna - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
Capela Colonna
Mesmo com o transferimento do Papa à Avignon (1309-1377), os trabalhos de construção da igreja continuaram e na metade do século XIV. Logo após a realização da abside, do cruzeiro e das naves laterais ela foi reaberta aos fiéis para o culto.

Em 1453 o conde Francesco Orsini mandou finalizar a fachada e a nave da direita. No século XVI Giuliano da Sangallo reformou o coro e no século XVII, Maderno aumentou a ábside, modificou o arco triunfal, revestiu o interior com decorações barrocas e também mudou a fachada.

cristo santa maria minerva - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
Entre as tantas preciosidades desta igreja
tem um Cristo atribuido ao grande Michelangelo à esquerda do altar.

Depois de alguns trabalhos de reconstrução no seu interior em 1600, a igreja ganhou uma aparência barroca. No século XVIII a decoração da fachada, que tinha ficado de tijolinhos, foi revestida pelos arquitetos Raguzzini e Marchionni, que acentuaram o caráter barroco da construção.

Apesar história da construção desta igreja trazer muitas cicatrizes, a basílica é um dos inúmeros tesouros de Roma que devem ser visitados.

A Praça de Santa Maria Sopra Minerva 
Em 1667 o Papa Alexandre VII Chigi decide colocar um obelisco achado dois anos antes na praça para embelezá-la. O obelisco, original egípcio, dedicado ao Faraó Ofra no século VI a.C., é desenhado por Bernini e realizado por Ercole Ferrata.
A fachada 
A fachada foi construída em 1400 e ficou simplesmente em tijolos até 1725, até que o Papa Bento XIII decidiu fazer o acabamento. Entre os tantos projetos da licitação, ele escolheu o mais simples, um revestimento com pintura.

* “Resonance and the Photographing of Medieval Architecture”, Revista Paideusis, 2007. O artigo pode ser lido em inglês aqui: http://journals.sfu.ca/paideusis/index.php/paideusis/article/view/135/87.

Segue uma sugestão percurso breve no interior da igreja:

planta baixa santa maria minerva - Basílica de Santa Maria Sopra Minerva
Basílica de Santa Maria Sopra Minerva

1) Monumento funerário de Diotisalvi Neroni, da escola de Andrea Bregno.
2) Capela Caffarelli, São Domingos, do Cavalier D’Arpino; teto: Cenas da vida de São Domingos, de Gaspare Celio.
3) Teto e sub-arco com afrescos de Girolamo Muziano (o mesmo que supervisionou os maravilhosos afrescos do teto da galeria dos mapas, nos Museus Vaticanos).
Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.
4) “Anunciação” de Antoniazzo Romano, 1485. Teto de Cesare Nebbia, que também trabalhou com Girolamo Muziano nos Museus Vaticanos.
5) Capela Penafort. (à direita) Sepultura de Giovanni de Coca, de Andrea Bregno. Afresco de Cristo entre dois anjos, atribuído da Melozzo da Forlì e Antoniazzo Romano.

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Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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