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O Museu Arqueológico de Siracusa

agosto 2, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Não dá para não falar duas coisinhas sobre o Museu Arqueológico de Siracusa, mais conhecido como “ah, o Paolo Orsi” entre os siracusanos.

 

museu siracusa portugues - O Museu Arqueológico de Siracusa
Gorgone do Templo de Apollo, Museu Arqueológico de Siracusa

Isso por que na virada do século XIX ao século XX, quando importantes cartas eram jogadas no mundo da arqueologia, um certo Paolo Orsi, do norte da Itália, veio à Siracusa e trabalhou por quase meio século dando voz a espaço e tempo que há milênios tinham sido esquecidos pelo Homem.

Todo o período anterior à colonização grega (necrópoles de Pantalica, Caltagirone, que nos conta das relações da população sícula com o mundo mediterrâneo) até o período do Império Bizantino, passando por catacumbas cristãs foi minuciosamente estudado pelo Orsi; em poucas palavras, este homem desvendou dimensões que até então nunca tinham sido ousadas neste território.

Dito isso, o museu existe desde 1878 e conta hoje com mais de 18.000 peças que representam a maior coleção da Sicília, e uma das maiores, neste gênero, da Europa.

Para enfrentar os 9.000m quadrados, aconselho uma granita de amêndoas e um café, antes de começar!

A “nova” sede do museu, inaugurada em 1988, é dividida em três áreas que representam faixas de tempo diferentes três planos diferentes.

“Começando pelo começo”, isto é, pelo setor A, aprendemos um pouco da curiosíssima formação geológica da Sicília e dos povos que aqui habitaram entre o Paleolítico e a Idade do Ferro. Tem também o molde de um elefante-anão.

Maravilhosas as cerâmicas do período entre o IV° e o III° milênio:

museu siracusa portugues 2 - O Museu Arqueológico de Siracusa
Cerâmica do período Neolítico no Museu Arqueológico de Siracusa

 

museu siracusa portugues 3 - O Museu Arqueológico de Siracusa
Cerâmica e fragmentos com desenhos abstratos, período Neolítico
museu siracusa portugues 4 - O Museu Arqueológico de Siracusa
Fiquei louca com a estes vasos: formas, cores e decoração!!!
O setor B abrange o período da colonização grega, o Kouros de Lentini que eu tanto queria ver e pedaços de templos, com a maquete, de modo que entendamos melhor o que vemos em Ortigia.
museu siracusa portugues templo apolo - O Museu Arqueológico de Siracusa
Reconstrução do Templo de Apolo e… ói que maravilha de gárgula que este templo tinha!
museu siracusa portugues 5 - O Museu Arqueológico de Siracusa
Admirada perante tanta beleza!
museu siracusa portugues kouros lentini - O Museu Arqueológico de Siracusa
Conferindo a escrição em grego na coxa do Kouros: VI – V séc. a.C.
A nossa guia nos disse que a palavra siciliana “caruso“, que quer dizer “garoto”, vem de Kouros: termo moderno utilizado para definir as esculturas deste período que significam “rapaz”, em grego – as esculturas completas eram acompanhadas pelo inconfundível e maravilhoso sorriso arcaico!
O setor C é dedicado às colônias de Siracusa com pequenos ídolos, figuras e oferendas e vasos com figuras pretas;
museu siracusa portugues vaso Atico - O Museu Arqueológico de Siracusa
O setor D foi inaugurado em 2006 e possui estatuária, objetos, parte de monumentos, produção de manufatura e monumentos funerários desde o período helenístico até a conquista romana.
Para os interessados no período paleocristão, no setor F temos o importante sarcófago, “La Rotonda di Adelfia”,  com cenas esculpidas do antigo e novo testamentos e a inscrição de Euskia, testemunha já no V século a devoção à Santa Lucia, também descoberta por Orsi

Na saída, aconselho escolher um bom restaurante para comer a pasta alle sarde com um Bianco D’Alcamo!

Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Horários de Abertura
Segundas: fechado
De terça a sábado: 9.00 – 18.00
Domingos e feriados: 9.00 – 13.00
Tickets
Inteiro € 8,00
Meio (18-25 anos)   € 4,00
Gratuito para menores de 18 anos
Site oficial: http://www.regione.sicilia.it/beniculturali/museopaoloorsi/
Endereço: Viale Teocrito, 66 – 96100 Siracusa
GPS: N 37.075480 – E 15.286016

Mais sobre a Sicília: Siracusa, Catânia, Trapani, Segesta, Palermo,  Selinunte,  Ginostra (ilhas Eólias) e Culinária na Sicília, uma introdução básica

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Museu Etrusco com guia de turismo em português

abril 29, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria relaciono algumas dicas para quem deseja conhecer o Museu Etrusco com guia em português. Fico muito feliz com a quatidade de viajantes que retornam à Roma, querendo conhecer mais profundamente a cidade, “além do Coliseu e da CapelaSistina”, pois esta cidade realmente oferece uma infinidade de atrações.

Museu Etrusco guia de roma 10 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Eu com minha amiga dos tempos pré-históricos da PUC, com a sua família

Museu Etrusco da Villa Giulia

Parada “quase obrigatória” para a segunda vez de quem vem à Roma é o Museu Etrusco da Villa Giulia – como toda a Itália, uma guia de turismo que fale português é extremamente importante para ajudar na leitura de um material tão denso e pouco legível aos olhos do viajante curioso.

Museu Etrusco guia de roma 6 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Afresco da necrópoles de Tarquínia, completamente remontado no
interior do Museu Etrusco de Villa Giulia
A “Villa Giulia” é uma mansão renascentista que passou pelas mãos dos mais geniais arquitetos, com partecipação pouco importante do Vasari, “correção” de Michelangelo, mas esta maravilhosa mansão tem a assinatura do Vignola, exatamente na metade do século XVI. Papa Júlio III, que mandou construí-la, investiu tanta dedicação e dinheiro neste projeto, mas infelizmente morreu quase imediatamente depois da finalização da monumental construção, sem poder aproveitá-la. Mas vamos ver o que nos espera!

Este terreno tinha pertencido ao Cardeal Del Monte, o famoso mecenas de Caravaggio,depois à famosa família Borgia, e na época era tão longe de tudo que era um terreno cultivado.

Museu Etrusco guia de roma 7 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Cerâmica grega encontrada nas tumbas etruscas, símbolo do
poder dos príncipes etruscos
A típica mansão, ou villa, era divida em uma parte privativa, com arquitetura refinadíssima para recebimentos, e outra com cultivação da terra.
Assim que entramos, a primeira coisa que vemos além do pátio central, são os afrescosdo deambulatório, ou seja, do corredor com teto abobadado com grotescas, isto é, figuras fantásticas e arabescos.

Mas vamos logo pegar o corredor da esquerda e entrar no museu, que em primeiro lugar nos propõe um mapa para nos esclarecer onde ficava a Etrúria. E se olharmos com atenção este mapinha tão inocente, vamos logo perceber a fantástica posição geográfica de Roma em relação à antiga “piscina” chamada Mar Mediterrâneo.

Museu Etrusco guia de roma - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Mapa da ocupação etrusca
Podemos acompanhar o desenvolvimento do que nos resta como testemunhas desta civilização quase exclusivamente através das suas sepulturas. O povo vilanoviano desta região, através do contato com os gregos, da sua habilidade em trabalhar o ferro e, impossível não presumir uma natural engenhosidade, teve uma rápida ascenção como monarquia tassalocrática do Mediterrâneo e que conhecemos hoje como etruscos.
A coleção do museu nos mostra as maravilhosas urnas funerárias “bicônicas”, ânforas e em “forma

de caixa”, típicas do povo vilanoviano, população autóctona do final da Idade do Bronze e que ocupava as zonas que se desenvolveram posteriormente nas cidades da confederação etrusca.

Museu Etrusco guia de roma 9 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Urna “bicônica” em cerâmica
O famoso “bucchero”, vasos realizados em cerâmica com um procedimento especial de queima, são abundantes na coleção. Interessante também poder observar a quantidade de vasos de importantes artistas gregos encontrados na Etrúria, verdadeira loucura que demonstra a riqueza dos príncipes e nobreza etruscas do ápice do seu desenvolvimento, no VI séc a.C.. Imprescindíveis os esclarecimentos de uma guia de turismo sobre o misterioso alfabeto dos etruscos, para fazer com que o quebra-cabeça deste povo começe a se tornar legível na nossa cabeça!

 

Museu Etrusco Museus Vaticanos - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Pequeno vaso em bucchero no Museu Etrusco

 

Imperdível o “Sarcófago dos Esposos” peça em enormes proporções em cerâmica do ano 520 a.C., encontrada literalmente despedaçada em 400 partes e pacientemente remontada por mãos de hábeis restauradores que nos conta mais do que como eram os etruscos, mas de como “queriam ser vistos” pelos outros, além da especial relação homem-mulher deste povo.

 

Museu Etrusco guia de roma 5 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
O famoso sarcófago dos esposos
(difícil de fotografar por causa do reflexo da vetrine!)

 

A reconstrução da sepultura de Tarquínia, descoberta em 1873, é também uma das principais atrações deste museu. Maravilhosos afrescos nos contam sobre a visão da vida após a morte dos etruscos, a simbologia da escolha dos animais e das cores representadas têm uma função importante, que como todo o resto pode ser melhor explicado com uma boa guia de turismo que fale português e acompanhe você nesta aventura de contato com uma civilização distante de nós 2.700 anos.

Fascinante o que sobrou do Santuário de Pyrgi, no porto que se extendia por uma área de dez hectares e que deu trabalho por 50 anos aos arqueólogos da “Universidade La Sapienza”!

Museu Etrusco guia de roma4 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
As lâminas de ouro, tratado assinado entre etruscos e fenícios

A coleção nos mostra uma série de objetos utilizados pelos povos antigos, como vasos, jarras, copos e instrumentos de limpeza corporal que nos permitem finalmente descobrir a função de curiosas manufaturas que vemos não só neste museu.

Museu Etrusco guia de roma 8 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
O fantástico Apolo de Vulca, artista do VI séc a.C.
Outras preciosidades que cobrem aspectos da importante vida religiosa dos etruscos serão desvendadas aqui com a gente.

Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Museus em Roma:

Museus Vaticanos
Palácio Altemps
Museu do Palatino
Museus Capitolinos
Museu Etrusco
Galleria Borghese
Museu Barraco
Palácio Máximo

 

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

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Colina Celio, afrescos do período imperial

março 2, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Muito provavelmente você já se perguntou o porquê da falta de afrescos do período imperial de Roma. As vicissitudes da cidade fizeram com que o pouco que tem, fosse “enterrado” para dar lugar à novos espaços com o crescimento da cidade.

Por isso tanta gente vai à Pompéia e Ostia. Quem acompanha o blog ou os posts do Facebook  vê o quanto falo de Ostia, pois é muito perto de Roma e essa zona arqueológica tem a grande vantagem de ainda ‘não ter sido descoberta pelas massas’, um lugar ótimo para quem gosta de arqueologia.
afresco casas romanas5 - Colina Celio, afrescos do período imperial
Os queridíssimos Marina e José Carlos
curtindo os afrescos das Casas Romanas
Em Roma, temos um fantástico sito arqueológico ‘meio escondido’ na colina chamada Celio,  as “Casas Romanas do Celio”, onde podemos saborear um pouquinho de afrescos e pavimentos com mosaicos, mantidos em modo excelente pela instituição que toma conta dele.
afresco casas romanas7 - Colina Celio, afrescos do período imperial
Afrescos do período imperial – A famosa sala com a figura do Orante
Este sítio arqueológico foi descoberto no final do século XIX. O último, maravilhoso, restauro, é de 2002.
afresco casas romanas9 - Colina Celio, afrescos do período imperial
A sala dos Genios

Aqui moraram dois santos mártires, João e Paulo na segunda metade do IV século.

Coisa muito comum, a casa dos mártires se transformou em um lugar de culto, onde posteriormente surgiu uma basílica, a linda basílica de São João e Paulo.
mosaico pavimental casas romanas - Colina Celio, afrescos do período imperial
O pavimento antigo com pastilhas policromáticas
Hoje podemos caminhar pelo interior desta grande residência antiga que até parece um labirinto e admirar afrescos do III século.

No andar inferior da antiga domus tem um pequeno museu com preciosidades encontradas durante o restauro.

museu casas romanas - Colina Celio, afrescos do período imperial
Aqui os bacini, isto é, as inserções originais em cerâmica da decoração do campanário da igreja

Para compreender as cidades italianas e seu patrimônio são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

Endereço:
Clivo di Scauro
Horário: 10.00 às 13.00 e 15.00 às 18.00
Fecho: 3as e 4as
Tickets:  inteiro: € 6 e reduzido: € 4
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Os aquedutos de Roma

janeiro 21, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Um dos temas mais impressionantes para quem vem à Roma é a abundância de água e fontes. No centro-histórico de Roma existem algums exemplos que podem ser observados na zona arqueológica; a maior parte dos aquedutos de Roma pode ser admirada no famoso Parque dos Aquedutos, que faz parte do Parque da Appia Antica, em uma área que se extende por 240.000 m2.

Os aquedutos de Roma

aquedutos romanos parque guia brasileira - Os aquedutos de Roma

Passeios alternativos em Roma

“Quem considerar cuidadosamente a quantidade de água para uso público das
termas, piscinas, fontes, casas, jardins e mansões do campo vai perceber a distância
entre a qual a água viaja, os condutores que foram construídos, os montes que foram perfurados, os vales que foram superados… e reconhecerão que 
nunca existiu no mundo uma obra tão maravilhosa.”

Plinio il Vecchio (23d.C. – 79 d.C.), livros XXXI e XXXII do Naturalis Historia 
Post dedicado à minha prima Ana Teresa Jardim

 

palatino aqueodotto - Os aquedutos de Roma

Passeios alternativos em Roma – o aqueduto do Palatino em Roma

Aquedotto apelidado de “Neroniano”

Noções básicas e história dos aquedutos romanos

Se voce passar por outras cidades européias, como por exemplo Nîmes (este aqueduto é Patrimônio UNESCO desde 1985, no sul da França)  Colônia ( Alemanha), Segóvia (Espanha),  ou tantas outras, vai poder ver ruínas da grandiosidade dos aquedutos da Roma Antiga. Se  for à Palestina ou Turquia, também vai ver estes monumentos realizados nas antigas colônias romanas.

Tá, Patricia, fantástico, mas por onde passava a água no interior destas arcadas?
Ó, fiz um desenho, é fácil, veja como era composta cada arcada e por onde passava a água:

interior aqueduto small - Os aquedutos de Roma

Desenho do funcionamento de um aqueduto romano

Aquedutos de Roma – Lá em cima, no interior do condutor passava a água!

Naturalmente os romanos tinham pensado também na impermeabilização do interior do condutor com um material chamado cocciopesto, que era como uma espécie de cimento.
Tá entendendo a maravilha que é um aqueduto romano?!

Aquedto Claudia - Os aquedutos de Roma

Aquedutos de Roma

Arco di Dolabella, parte do Aqueduto Claudia, utlilizado como moradia na Idade Média

Sesto Giulio Frontino foi um curator aquarum, um cargo altíssimo na antiguidade; Frontino era responsável pela inteira rede hídrica do império no ano de 97 d.C., no período de Nerva. O  curator aquarum resolvia suas questões diretamente com o imperador, sem intermediários, tão importante era a sua função!

Nós tivemos a sorte de que um livro de Frontino (“De Aquaeductibus urbis Romae”) chegou até nós com informações extremamente precisas sobre a situação das águas do seu tempo, quando a população de Roma chegava a 1.200.000 habitantes.

palatino aqueodotto2 - Os aquedutos de Roma

Aquedutos de Roma – visitas guiadas com guias credenciadas em português

Aquedutos de Roma – Água Claudia entrando no Palatino

 

Lista dos aquedutos antigos em Roma

Seguem algumas características dos aquedutos, aqui propostos em ordem cronológica, como no livro de Frontino:

– Aqueduto Água Appia: realizado em 312 a.C pelo censor Appio Claudio Cieco. O comprimento era de 16km a partir da fonte, entre o VIII e o IX milho da Via Prenestina. A capacidade deste aqueduto era de 73.000m³ por dia.

parque Aqueduto romano guia brasileira - Os aquedutos de Roma

Passeios alternativos em Roma – Parque dos aquedutos

Aquedutos de Roma – Aqueduto “Água Appia”

– Aqueduto Anio Vetus: realizado em 272 a.C. pelo censor Manio Curio Dentato. Comprimento: 63 km, com água do rio Aniene, ao leste de Roma. Capacidade máxima: 175.920m³ por dia.

– Aqueduto Água Marcia: Realizado pelo pretor Quintus Marcius Rex em 144 a.C.. Água também do Aniene, mas de uma zona mais ao norte em relação ao Anio Vetus. As suas arcadas percorriam m pedaço de Muros Aurelianos; media 91km de comprimento e tinha uma capacidade de 187.600m³ por dia.

parque aquedutos romanos guia brasileira - Os aquedutos de Roma

Córrego do parque dos aquedutos de Roma

– Aqueduto Água Tepula:  Água da região dos lagos, nas proximidades da cidade que hoje chamamos de Marino, foi fundado em 125 a.C. pelos censores Servilio Cepione e Cassio Longino. Diferente a nominação deste aqueduto, que não levava o nome de quem tinha ordenado a sua contrução, mas se referia à sua elevada temperatura (“tepula”, tiepida, que quer dizer morna). A sua capacidade era de 17.800m³ por dia.

– Aqueduto Água Iulia: realizado por Agrippa, o general que era o braço direito de Augusto, em 33a.C.. O condutor foi realizado para ser utilizado junto com a Água Tepula. A capacidade era de 48.240m³.

guia brasileira passeio aquedutos romanos - Os aquedutos de Roma

Parque dos aqeuedutos de Roma – a Roma verdadeira e alternativa

Aquedutos de Roma

– Aqueduto Água Virgem: talvez o mais famoso dos aquedutos hoje em dia, pois é responsável pelo transporte da água que iriga a Fontana di Trevi. Realizado por Agrippa, no ano de 19a.C.. O seu nome é ligado à lenda de uma jovem que teria mostrado uma fonte de água para os soldados do famoso general nos arredores de Roma, quando estes estavam com muita sede e não conheciam uma fonte para beber água. Foi aí que esta moça mostrou a fonte aos soldados e em homenagem a este acontecimento, Agrippa mandou contruir o condutor. Originalmente este aqueduto alimentava as Termas de Agrippa, nas redondezas do Pantheon. A capacidade deste aqueduto era de 100.160m³. Este aqueduto funciona ainda hoje, dizem que é a melhor água de Roma. Eu a bebo muito em Trastevere.

onde passa agua aqueduto roma guia brasileira - Os aquedutos de Roma

Parque dos aquedutos de Roma – passeios alternativos da Roma verdadeira

– Aqueduto Água Alsietina: ao contrário da Água Virgem, essa água era considerada de péssima qualidade por Frontino. O condutor foi realizado por Augusto em 2a.C. e sua fonte eram os lagos de Martignano e Bracciano e chegavam em Roma depois de percorrer 32km. A baixa capacidade de 15.680m³  se deve ao fato de ter sido construído com a única função de alimentar a naumachia de Augusto, isto é, os lagos artificiais construídos para a realização de jogos de batalhas navais para a diversão do povo. A curiosidade é que os arqueólogos e históricos ainda estão procurando o exato local da famosa naumachia de Augusto!

– Aqueduto Água Claudia: obra iniciada pelo famoso Calígola no ano de 38d.C. e terminada  em 52d.C.. O nosso Calígula não nos desaponta e realizou uma obra “faraônica”, pois o seu aqueduto trazia água através do canal de 68km, 15 dos quais sobre a terra. A fonte deste aqueduto estava no XXXVIII milho da Via Sublacense. Os últimos 10km antes de entrar em Roma são “uma das características mais impressionantes dos arredores de Roma”, segundo o grande Prof. Coarelli. Este aqueduto foi incluído nos Muros Aurelianos. A capacidade deste aqueduto era de 184.280m³

– Aqueduto Anio Novus: o Aniene Novo foi construído junto com o condutor de Água Claudia e boa parte do seu percurso o acompanhava. O comprimento total era de 86km e a capacidade, 189.520m³ , o maior de todos.

– Aqueduto Água Traiana: é um dos dois aquedutos construídos depois da redação de Frontino, e infelizmente temos menos informações precisas a respeito deste condutor. Construído em 109d.C., servia a zona de Trastevere e as Termas de Traiano. A nascente era perto do lago de Bracciano e seu comprimento era de 32km.

– Aqueduto Alexandrino: na cronologia das construções, foi o último realizado, graças ao imperador Alexandre Severo, em torno ao ano de 226d.C.. A nascente ficava a 38km de Roma, ao norte de uma cidadezinha que hoje chamamos de Colonna. Sua função era alimentar as Termas Alexandrinas do Campo Marzio.

Curiosidade: A capacidade total dos nove antigos aquedutos era de 992.200m³ por dia. Se calculamos a população por capacidade, temos o resultado de 1000 litros de água por habitante; os dados de 1968 cairam para 468 litros por habitante.

Quem sabe um dia neste planeta vamos compreender que a água é o bem mais grandioso que temos à disposição!

Parafraseando Tom Jobim, “Roma não é para principiantes”. Relembro que a profissão de guia de turismo na Itália é regulamentada, portanto é necessário que o profissional escolhido seja um GUIA  – e não ACOMPANHANTE –  credenciado. Reserve aqui a sua guia de turismo profissional que fala português; você vai aproveitar muito mais os seus passeios!

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A Basílica de São Clemente

dezembro 31, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

A Basílica de São Clemente

Perto do Coliseu, seguindo pela rua Labicana, encontramos um dois maiores tesouros que Roma possui: a Basílica de São Clemente.

sao clemente navelight - A Basílica de São Clemente
Nave central da Basílica de São Clemente

 

Dados da história e arquitetura de São Clemente

A igreja foi construída sobre uma domus (domus ecclesia, onde os cristãos se encontravam para orar até o ano de 313). Acredita-se que seja a própria casa do Papa São Clemente, o quarto papa da Igreja Católica, no período de 92 a 97, mártire durante o império de Domiciano.

A igreja esconde dois andares de subterrâneos fantásticos, o primeiro do IV século, a chamada Basílica Antiga ou Basílica Inferior e mais embaixo ainda, existe um Mitreu e parte dos armazéns do período de Nero.

Esta contrução é um dos melhores exemplos das diversas camadas sobre as quais a cidade de Roma foi construída e chegou até nós – em outras palavras, para entender o “tamanho da encrenca” que é Roma, a visita à essa basílica é fundamental.

A Basílica Superior é a que vemos hoje, quando entramos e foi construída no final do XI século, logo depois o incêndio de 1084 dos normanos. Atrás da “maquiagem” do final do barroco, ainda podemos ver a estrutura românica do século XII no pátio da entrada.

Interior e subterrâneos de Sâo Clemente

O seu interior possui 3 naves divididas por 16 colunas de antigos monumentos, alternadas entre lisas e com canaluras, ábside com mosaico. O pavimento é cosmatesco.

sao clemente colunas - A Basílica de São Clemente
Basílica de São Clemente, com suas colunas lisas e com caneluras

O maravilhoso mosaico  tem o tema do “Triunfo da Cruz“, e é considerado um dos mais refinados da escola romana da primeira metade do século XII.

À esquerda do crucifixo temos Maria, à direita, o apóstolo João.

sao clemente mosaico - A Basílica de São Clemente
Mosaico da ábside de São Clemente

Neste mosaico vemos o crucifixo decorado com doze pombas brancas, que representam os apóstolos. O crucifixo está apoiado numa planta, um acanto, que irrigada pelo sange de Cristo faz com que cresçam ramos que se desenvolvem em espirais e abrangem cenas de vida quotidiana.

sao clemente mosaico detalhe - A Basílica de São Clemente
Mosaico da ábside de São Clemente, detalhe vida quotidiana

Bem embaixo, à direita e à esquerda vemos duas figuras grande de dois cervos, que matam a sede no rio. Essa imagem pode ser uma representação do Salmo 42:1 “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!”. Olhem como esses animais foram maravilhosamente representados na difícil técnica do mosaico, na sua tridimensionalidade e vivacidade:

sao clemente mosaico det2light - A Basílica de São Clemente
Mosaico da ábside de São Clemente, detalhe da representação do cervo.


Embaixo da complexa representação do crucifixo e do acanto, temos as doze ovelhas de Cristo, com no centro o Agnus Dei.
Abaixo do mosaico, temos um afresco do século XIV que representa a Virgem e os apóstolos.

sao clemente afresco light - A Basílica de São Clemente
Ábside de São Clemente, detalhe do afresco embaixo do mosaico


Nave esquerda:

Uma outra maravilha desta basílica é a Capela de Santa Catarina, realizado em ~1428-1431 pelo grande Masolino da Panicale e com eventual ajuda do também grande Masaccio (que eu AMO!).

sao clemente santa catarna - A Basílica de São Clemente
Capela de Santa Catarina, Basílica de São Clemente

Nesta capela foi representado o ciclo da vida da Santa Catarina de Alexandria, um crucifixo, os apóstolos e na parede à direita eventos relativos à vida de Santo Ambrósio.

Na nave da direita:
Temos na Capela de São Domingos alguns afrescos de com cenas da vida do santo, atribuídos ao Sebastiano Conca (1680-1674).

Logo vemos uma pequena loja, onde pode-se comprar guias, cartões postais e outras coisas, além de ser o acesso aos andares inferiores.

A Basílica Inferior é acessível através de uma  escada que é acompanhada por diversos fragmentos na parede em mármore e cópias em gesso, peças que foram encontradas nas excavações da basílica e do mitreu.

Basilica inferiore Clemente - A Basílica de São Clemente
A impressionante entrada da basílica inferior de São Clemente

No nártex (parte anterior à entrada da basílica), temos um afresco doo IX° século com o “Cristo bendito e santos”, que está quase desaparecendo!

Neste “andar” , infelizmente somente alguns fragmentos de afrescos chegaram até nós. O mais importante deles, é o famoso ciclo de São Sisino.

Alessio Santo Roma sao clemente - A Basílica de São Clemente
Vida de Santo Aleixo, Basílica Inferior de São Clemente, foto Wikipedia

A dificuldade em nos orientar aqui embaixo, é um resultado da construção da Basílica Superior, onde os espaços entre as colunas foram preenchidos com tijolos, de modo que pudesse sustentar o peso da nova basílica! Com um pouco de imaginação, conseguimos “intuir” o espaço amplo das três naves, da antiga ábside e do seu cibório, 29m de largura.

Confesso que fico orgulhosa da manutenção desta igreja /área arqueológica, pois é muito bem iluminado, o que faz com que a visita seja agradável, pois quem sofre de claustrofobia nunca pode se sentir bem em um espaço subterrâneo e sem janelas – isso é mais um incentivo para visitá-la!

Descemos no andar mais antigo, do tempo do Imperador Nero, onde vemos parte dos armazéns e do antigo Mitreu. Essa parte já é mais precária do ponto de vista da conservação, mas vale a pena visitá-la! Sugiro imaginar afrescos nas paredes e bancos esculpidos perfeitamente, pois durante o seu funcionamento, o Mitreu era seguramente um lugar de culto muito bem decorado!

Não podemos entrar no antigo Mitreu, mas vemos através da grade os bancos laterais, reservados ao banquete ritual da religião, e no centro um altar com a representação de Mitra.

Mitreu Sao Clemente light - A Basílica de São Clemente
O Mitreu de São Clemente, foto de Wikipedia

Para compreender Roma são necesssários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento para poder sintetizar em um artigo os pontos principais de cada monumento ou igreja. Escolha uma guia profissional quando estiver em Roma pois fará uma grande diferença na sua estadia.

Horário de abertura da Basílica de São Clemente
Dias úteis: 9.00-12.30 / 15.00-18.00  
Domingos e feriados das 12.00 às 18.00
Entrada: €10

Endereço: Via Labicana, 45
Site oficial da igreja: www.basilicasanclemente.com

Reserve seu tour personalizado com guia privativa que fala português o quanto antes! Email para romaemportugues arroba gmail.com

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A Via Appia Antiga

novembro 6, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

Um museu a céu aberto. A famosa Via Appia Antiga já foi chamada assim, com esta expressão moderníssima em 1850, por Luigi Canina, responsável pelas “Antiguidades de Roma” do governo pontifício dessa época.

“Todos os caminhos levam a Roma”

Appia Antiga Guia de Roma portugues2 - A Via Appia Antiga
Adoro fazer picnics com as amigas e explorar a Via Appia Antiga!
A construção desta estrada foi iniciada no ano de 312 a.C, por ordem do censor Appio Claudio Ceco. No ano de 268 a.C., a sua extensão chegava a Benevento (277km de Roma) e em 191 a.C., a Brindisi (520 km de Roma), onde existia o porto através do qual se comerciava com a Grécia e com o oriente.

 

Via Appia antiga - A Via Appia Antiga
Basalto da Via Appia Antiga

O início desta estrada é uma viagem no tempo, pois nos leva ao período dos reis (753 a.C. – 509 a.C.): a tradição diz que aqui existia um bosque sagrado onde Numa Pompilio pedia conselhos à Ninfa Egéria a respeito das leis sagradas de Roma, e, mais para frente, durante o período republicano (509 a.C – 44 a.C.), os sacerdotes do culto da Magna Mater lavavam a estátua da deusa no antigo rio Almone, que passava por aqui.

Appia Antiga Guia de Roma portugues - A Via Appia Antiga
Para “viciados em Arte e História” a Via Appia Antiga é um paraíso terrestre!
Nós percorreremos a Via Appia Antiga a partir da Porta Sebastiana, onde tem o “Museu delle Mura”, em direção ao sul, às colinas albanesas (região dos lagos), para mencionar alguns dos monumentos que chegaram até nós através de mais de dois mil anos de história. Vamos lá!
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Não se espante com a quantidade de monumentos funerários que encontraremos no nosso caminho, pois uma das antigas leis romanas, as doze tábuas (ano 450 a.C.), proibía a construção de sepulturas no interior dos muros de proteção da cidade (que coincidia quase 100% com o limite sagrado da cidade, que se chama “pomério”). Appio Claudio foi o primeiro que desejou ter a sua sepultura na “sua” estrada, e com isso lançou uma moda entre as famílias abastadas. A coisa divertida é que os monumentos funerários eram de tamanha beleza, que muitos nobres daquele tempo sentiaram-se inspirados a construir grandes mansões perto deles.
monumentos appia antiga - A Via Appia Antiga
Monumentos sobre a Appia Antica, linda foto de Luana Bungaro
Tumba de Geta
No número 41 da Via Appia Antica (lado esquerdo com as costas para os muros aurelianos) existe o monumento funerário de Geta, filho do imperador Setímio Severo. A construção original era realizada em calcestruzzo (o cemento romano cuja “receita” ainda hoje não foi desvendada) e era composta por uma base quadrada sobre a qual se apoiavam diversos andares com superfícies que diminuiam a medida que se elevavam. Naturalmente esta estrutura era completamente revestida de travertino (o mármore branco aqui do Lácio).
A contrução que encontramos hoje aqui é muito curiosa, pois além de ter sido completamente desnudadado revestimento marmóreo, no topo desta espécie de estrutura piramidal encontra- se uma estrutura com caráter de habitação, construída nos primeiros anos do século XVI.
Infelizmente este monumento só pode ser observado do exterior, pois ele ainda é propriedade privada; este fato não constitui uma exceção que dificulta o trabalho do Ministério dos Bens Culturais de Roma.
Igreja “Domini, quo vadis?” (“Senhor, para onde vais?”) ou Santa Maria in Palmis

A bifurcação com a Via Ardeatina, é um lugar importante, pois diz a lenda que neste lugar Pedro encontrou Cristo quando estava indo embora de Roma para fugir às perseguições aos cristãos do período do Imperador Nero (~68 d.C.). Exatamente neste ponto, Pedro teria perguntado a Cristo: “Senhor, para onde vais?”; e Cristo respondeu “Vou à Roma, para ser crucificado pela segunda vez”. Quando Pedro ouviu esta resposta, envergonhou- se de estar fugindo da morte na cruz, retornou à Roma, e de fato, foi crucificado no Circo do Nero – e como bem sabemos, de cabeça para baixo!

Domini Quo Vadis guiaderoma - A Via Appia Antiga
A igreja de Domini Quo Vadis, na Via Appia Antiga

 

A denominação da igreja “in Palmis” ou “do Passo” se refere à uma tradição medieval de venerar uma pedra com duas impressões de pés que se encontra nesta igreja, que acredita-se serem dos pés de Cristo.

Domini Quo Vadis guiaderoma  - A Via Appia Antiga
As impressões dos pés de Cristo, dentro da igreja Quo Vadis
Seguindo pela Via della Caffarella, passa-se por longos muros para chegar à uma outra propriedade privada com uma casinha colonial e com o chamado

Templo do deus Redícolo , dedicado à divindade que fez com que Aníbal retrocedesse com seu exército (XXX ano). Na verdade trata-se do Monumento funerário de Annia Regilla, esposa de Heródes Ático (século II d.C.). Esta é uma construção de beleza singela, onde notamos duas tonalidades diferentes de tijolos que compõem a base retangular com tímpano.

Via Appia Annia Regilla - A Via Appia Antiga
Monumento funerário de Annia Regilla
Retornando à nossa Appia Antica, nos aproximamos das famosas Catacumbas de San Callisto (São Calixto).
circo maxencio guia portugues - A Via Appia Antiga
 Eu, no Circo de Maxêncio
circo maxencio guia brasileira - A Via Appia Antiga
 Circo de Maxêncio
Vale a pena relembrar a origem da palavra catacumba, que vem do grego “kata´”, “nas” e “kymbas”, “cavidade”.

 

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Via Appia Antiga

 

Iniciadas no II séc. d.C., estas catacumbas foram construídas em terrenos doados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo, de modo que os adeptos desta nova religião pudessem ser enterrados, pois o novo conceito de morte previa uma cela para o defunto, que não era mais cremado, como no culto pagão, pois a morte era vista como um sono onde a alma acordava sucessivamente para o Juízo Final, e em seguida, para a vida eterna.
Aqui foram enterrados 16 papas e mais de 50 mártires nas galerias subterrâneas, que chegam a ter uma extensão de quase 20km nos 15 hectares de terreno!

Santa Cecília também foi enterrada nestas catacumbas, mas as suas relíquias foram levadas para dentro dos muros aurelianos no ano de 821, pelo papa Pasqual I, e se encontram hoje na Basílica de Santa Cecília, em Trastevere. É interessante o afresco do IX século, com a santa que reza, um busto do Cristo e papa mártire São Urbano.

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De maneira geral, os afrescos das catacumbas, apresentam-se como uma interessantíssima iconografia da passagem do culto pagão ao cristianismo; eu, particularmente, adoro todo o tipo de representação deste período: desde os afrescos, passando pelas diferentes inscrições sobre o defunto, os símbolos das corporações a qual ele pertencia, os desenhos de cestos de pães, até os “rabiscos” do bom pastor sobre mármore; a escrita “ICTUS”, que significa “peixe” em grego e cujas iniciais estão para: “Jesus Cristo, filho de Deus, salvador” – acho tudo isso emocionante demais! Aliás, é aqui mesmo que se acredita que foi pintado o afresco mais antigo com a representação do bom pastor e de figuras que rezam, os “oranti”, do final do século II, início do III século.

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O próximo monumento importante que encontramos é a Basílica de São Sebastião,para onde acredita-se que foram trazidos os restos mortais dos santos Pedro e Paulo durante as perseguições do ano de 258. Após o Edito de Constantino de 313, isto é, o documento através do qual os cristãos obtinham finalmente liberdade de culto, as relíquias dos dois santos votaram ao lugar onde eles tinham sido enterrados logo após o martírio, e nestes dois lugares foram contruídas as grandes basílicas de São Pedro e São Paulo Fora dos Muros.
A fachada desta basílica como a vemos hoje é o resultado da modernização feita pelo cardeal Scipione Borghese entre os anos de 1608 – 1613, iniciada pelo arquiteto Flamínio Ponzio e finalizada peor Giovanni Vasanzio.
Aqui mesmo, temos acesso à entrada das Catacumbas de São Sebastião,um dos poucos cemitérios cristãos que ficaram abertos desde o seu início ininterruptamente, o que infelizmente contribuiu para a sua deterioração.

Podemos ver alguns afrescos e as eventuais sepulturas temporâneas dos apóstolos Pedro e Paulo.

Villa Maxencio guiaderoma - A Via Appia Antiga
Villa de Massêncio – Via Appia Antiga, foto de Christina Heger
Continuamos o nosso caminho e, a mais ou menos 150m do lado esquerdo, mais precisamente no nº153, temos a Mansão (Villa) de Maxêncio, grande complexo arqueológico composto pelo Mausoléu de Rômulo, Circo de Maxêncio e o Palácio Imperial, cuja maior parte ainda deve ser escavado.
Quanto ao Circo, 513m x 90m, podemos dizer que é um dos exemplares deste tipo de construção que chegou até nós em “excelente” estado: da arquitetura podemos ver algumas torres e os “estábulos”, estrutura de onde partiam as carroças para a competição. A spina, estrutura que dividia o circo longitudinalmente, era decorada com esculturas, edículas e com o obelisco que hoje vemos na Praça Navona (transportado pelo grande Lorenzo Bernini para adornar a famosíssima Fonte dos Quatro Rios).

A capacidade deste circo era de 10.000 pessoas, e infelizmente da arquibancada não sobrou muita coisa.

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Passamos por um quadripórtico, que serve de entrada ao Mausoléu de Rômulo, estrutura realizada para o filho de Maxêncio, morto prematuramente, e que depois serviu também para outros membros da família imperial. Esta curiosa estrutura de forma redonda tem 33m de diâmetro e originalmente possuia nichos ao longo do seu perímetro e era coberta por uma cúpula com olho central.

Saímos deste curioso e rico complexo arqueológico para encontrar a 200m, do mesmo lado, a famosíssima Tumba de Cecilia Metella, um verdadeiro emblema da Via Appia Antica! Este mausoléu realizado aproximadamente no ano de 50a.C. foi contruído sobre uma base quadrada e revestida de placas de mármores travertino, sobre a qual se eleva um corpo cilíndrico de 29,5m de diâmetro e 11m de altura.
Uma grande lápide de mármore no exterior da construção nos informa a quem foi dedicada esta construção: Cecilia, filha de Metello Crético (que conquistou a ilha de Creta) e esposa de Crasso, general de Júlio César na Gália.
Os “merlos” medievais foram inseridos pelos Caetani, família que ocupou o monumento durante o século XIV, transformando-o em forte e castelo. Muitos elementos marmóreos que foram encontrados durante as escavações da Via Appia foram recolhidos e se encontram no interior deste monumento, que é um curioso museu, pois é utilizado pelo Ministério dos Bens Culturais assim como chegou até nós: sem teto.
Interessante as janelas bíforas (veja exemplo abaixo) da única parede que ainda está de pé, da Alta Idade Média, a cela sepulcral no interior do cilindro, que é considerado uma das construções mais antigas com o uso de tijolos!
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Cecilia Metella, com os dois pares de janelas bíforas na Via Appia Antiga
Na frente da Tumba de Cecilia Metella, temos as paredes perimetrais da antiga igreja gótica de São Nicola em Capo di Bove, uma das raras testemunhas deste período em Roma.
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Igreja de São Nicolau, na frente de Cecilia Metella Via Appia Antiga
A 300m deste monumento à direita, tem uma lojinha onde fazem excelentes sanduíches, para matar a fome se a longa caminhada tiver aberto o seu apetite!
Depois do lanche, estamos prontos para entrar no chamado V milho*  e ver monumentos do final do período republicano misturados com outros do auge do império, todos de personagens desconhecidos (ou meno de pouca relevância histórica); alguns monumentos possuem retratos e inscrições sobre os defuntos.
À esquerda notaremos uma estrutura monumental em forma de pirâmide e à direita túmulos atribuídos aos Horácios e Curiácios, no trecho conhecido como Cluiliae,onde teria acontecido a luta mítica entre representantes das cidades rivais de Roma e Alba Longa, depois da qual Roma assumiu definitivamente a supremacia da Liga Latina.

Nós, pobres mortais, continuamos a caminhar sobre os milenares paralelepípedos de silício sem ter acesso a inúmeros outros monumentos que ainda se encontram em propriedades particulares, atrás de muros altos que impedem a contemplação do viajante.

circo maxencio guia brasileira - A Via Appia Antiga
Via Appia Antiga

Vamos finalizar daqui a 400m a nossa longa visita à rua mais antiga e linda do mundo ocidental tendo à esquerda a Villa deiQuintilli: a maior, mais rica e bonita mansão (villa) dos arredores de Roma, que pertenceu aos irmãos Quintilli e que desde o século XIV nos presenteia com inúmeras obras de arte durante as escavações. Os refinados irmãos tinham morado na Ásia Menor e, quando retornaram à Roma, trouxeram inúmeras obras de arte, com as quais adornavam a majestosa mansão. A inveja do imperador Cômodo fez com que ele os condenasse e confiscasse os seus bens, passando a ser o dono da esplêndida villa!
Durante a alta idade média a mansão foi englobada num ninfeo, que é o que vemos do lado da Appia Antica. Este sítio arqueológico pode ser explorado em um outro dia. Para mais informações leia o post: Villa dei Quintilli.

 

Este é um dos passeios mais especiais de Roma, pois uma das maiores expressões do gênio romano foram os aquedutos e as famosas estradas, as “vie consolari”, que permitiam com que os homens se deslocassem por longas distâncias via terra, o que até então acontecia somente por viagens de navios através de rios ou mares. A enorme rede de estradas romanas deu origem ao famoso ditado “todas os caminhos levam à Roma“.

 

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Por que os aperitivos nunca são suficientes!

* O “milho” é uma medida de distâncias antigas e que varia entre 1 e 2 metros, dependendo do período histórico. A palavra miglio vem da expressão latina  milia passuum, que era equivalente a mille passus, isto é, mil passos, que correspondia a 1,48m na antiguidade.

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

Villa di Massenzio
Via Appia Antica, 153, 00179 Roma
Horário de abertura:
Ter-Dom: 10.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio
 
Cecilia Metella
Horário de abertura:
Ter-Dom: 09.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio
 
– do último domingo de outubro a 15 de fevereiro: última entrada às 15.30h e fecho às 16.30h;
– de 16 de fevereiro ao dia 15 de março: última entrada às 16.00 e fecho às 17.00;
– de 16 de março ao último sabado de março: última entrada às 16.30 e fecho às 17.30;
– do último domingo de março ao 31 agosto: última entrada às 18.15 e fecho às 19.15;
– dal 1° settembre al 30 settembre: última entrada às 18.00 e fecho às 19.00;
– dal 1° outubro ao último sabado de outobre: última entrada às 17.30 e fecho às 18.30.
Tickets:  
Ticket combinado para três monumentos,  válido por 7 dias para 3 sítios arqueológicos: Termas de Caracalla, 
Villa dei Quintili, Mausoleo di Cecilia Metella.
Inteiro:€ 6,00 e Meio: € 3,00 para cidadãos da União Européia entre os 18 e os 25 anos e docentes 
da União Européia .  
Gratuito: visitantes menores de 18.
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São João em Latrão

julho 2, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Construída pelo imperador Constantino sobre uma domus do III século em torno ao ano de 315, a catedral de São João em Latrão é dedicada aos Santos João Evangelista e João Batista.

Essa sim é a Catedral de Roma, a mãe de todas as igrejas!

cattedrale - São João em Latrão
A catedral de Roma: São João em Latrão

São João em Latrão

A imponente fachada de Galilei substituiu a simplicidade de uma estrutura de tijolos que tinha sido realizada por ordem do Papa Alexandre III, na segunda metade do século XII. O interior de cinco naves foi remodelado por Borromini, onde posteriormente Bernini colocou estátuas colossais dos apóstolos. Sobre cada nicho, temos à esquerda cenas do Antigo Testamento e à direita, cenas do Novo Testamento (desenhos de Alessandro Algardi).

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Pavimento cosmatesco na nave central; nichos com os 12 apóstolos
e no chão o brasão da família Colonna

Já no início do V século a basílica foi depredada por visigodos e vândalos, dando início às grandes transformações que ela passaria.
A estrutura que vemos hoje foi continuamente restruturada e ampliada nos séculos por arquitetos como Domenico Fontana (transepto Nord e pórtico com loggia, Borromini (Inocêncio X), Galilei (Clemente XII, fachada) e Vespignani (ábside e coro, Leone XIII).

Nave lateral sao joao latrao catedral roma - São João em Latrão
Nave lateral

Com a queda do império romano, a basílica de São João em Latrão teve um destino parecido com o da cidade de Roma: caiu em ruínas e só pode ser recuperada no ano de 774, quando Carlos Magno veio ser batizado em Roma!

Depois do infeliz processo de Papa Formoso, em 896, a basílica sofreu graves danos com um terremoto, que destruiu boa parte do teto da nave central e da ábside.

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São João em Latrão, mosaico da ábside, de Jacopo Torriti e Jacopo da Camerino

Uma nova inauguração foi realizada pelo papa Sergio III, no início do X século, que re-batizou basílica e a dedicou a São João Batista.

No século XII a basílica passou a ser dedicada a São João Evangelista por ordem de papa Lúcio II. É também desta época o monastério de monges beneditinos no palácio de Latrão.

Entre 1297 e 1300, Giotto realizou alguns afrescos, dos quais chegou até nós somente um pequeno fragmento que representa papa Bonifácio VIII, anunciando o primeiro ano jubilar.

P1000240 - São João em Latrão

O tabernáculo, que imita a arte de Arnolfo di Cambio, foi realizado em 1367 por ordem do Papa Urbano V é adornado com afrescos de Barna da Siena (1367-68) e contém relíquias de São Pedro e Paulo na sua parte superior, dentro de uma caixa de prata; a parte inferior contém o altar sobre o qual São Pedro celebrava as missas. A lápide sepulcral aos pés do altar é do papa Martinho V.

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O órgão, sobre duas colunas de mármor giallo antico

A Catedral de Roma foi o centro do poder dos papas até o exílio de Avignon, em 1307. Foi a este edifício que São Francisco de Assis veio pedir a aprovação da sua Ordem ao Papa Honório III, que foi finalmente aprovada em 1216 – existe um monumento moderno em bronze que relembra a história do santo de Assis em um largo, na frente da catedral.

São João em Latrão passou a ter um lugar quase secundário na história a partir do retorno  dos papas de Avignon, na pessoa de Gregório IX, em consequência dos esforços de Santa Catarina.
As construções dos arredores de São Pedro vão adquirir a grande importância que têm hoje só a partir de 1377, graças à proteção militar que oferecia a proximidade ao Castel Sant’Angelo!

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23 Monumentos do Fórum Romano

junho 2, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Monumentos do Fórum Romano

Este artigo dará uma noção básica de 23 monumentos do Fórum Romano, de modo que você adquira uma ideia do que te espera aqui em Roma. A grande maioria das pessoas diz “Nossa, eu não imaginava que a área arqueológca fosse tão grande!”. De fato esta cidade é única por causa da herança do Império Romano. Neste artigo podem ter termos não utilizados no nosso quotidiano, mas não se preocupe. Aqui com a nossa guia, você vai adquirir uma boa base para compreender o Fórum Romano e o significado dos monumentos que chegaram até nós.

Monumentos do Fórum Romano – e Coliseu

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Fórum Romano e Coliseu em Roma

Muita gente nem imagina que esta preciosa área arqueológica possui a beleza de 12 hectares!

A área visitável é tão vasta, que o ticket nos permite de ver o Coliseu (onde você não passará menos do que uma hora) em um dia e o Foro (e Palatino!), no outro. Se vier sem guia, aproveite este tempo para visitá-lo com calma, pois é sem dúvida, uma tarefa árdua!

Este pequeno post tenta esclarecer algumas dúvidas e dar uma orientação superficial sobre o que espera por você nesta preciosa área arqueológica que é o Fórum Romano.
foro romano2+copy - 23 Monumentos do Fórum Romano
Mapa do Fórum Romano

1) Coliseu

Anfiteatro Flavio, construção finalizada em 80d.C. pelos Flavios. Lugar para um número de espectadores entre 55.000 e 73.000, a maior arena da sua época. Veja post completo na  página https://www.romaemportugues.com.br/o-coliseu-para-brasileiros/

Colosseo - 23 Monumentos do Fórum Romano

2) Arco de Constantino

entre 315 e 325 d.C., esta maciça construção erguida pelo senado comemorou os 10 ou 20 anos do imperador Constantino no poder. A sua construção, com elementos de outros monumentos de diferentes épocas do império contém os relevos redondos de Adriano e retangulares de Marco Aurélio, com cenas de sacrifícios típicas da cultura pagã, é de extraordinária importância histórica.

A escrita polêmica “instinctu divinitatis” (por inspiração divina) da inscrição nos surpreende, pois no ano de 313d.C. Constantino havia dado liberdade de culto aos cristãos e à nós chegou a lenda que o imperador realizou este importante passo na história do mundo ocidental por causa de um sonho que teve antes da famosa batalha de Ponte Milvio, onde ele mudava os estandartes do seu exército por cruzes e vencia o imperador Maxêncio. Ainda segundo a lenda, Constantino de fato trocou os estandartes do seu exército um dia antes da batalha e venceu a batalha, passando à história como o primeiro imperador cristão.

arco constantino - 23 Monumentos do Fórum Romano
Arco de Constantino (315-325 d.C.)
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Relevos do período do imperador Adriano (117 – 138d.C)
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Relevos do período do imperador Marco Aurélio  (161 – 180 d.C.)

Em 325, Constantino organizou o Conselho de Nicéia (na atual Turquia), onde foram estabelecidas algumas importantes questões relativas à nova religião, além de organizar o calendário, oficializando a data da Pásqua e a promulgação da lei canônica.

Deve ter sido impressionante ver o etíope Abebe Bikila vencer a maratona dos Jogos Olímpicos de 1960 de Roma, passando descalço pelo Arco de Constantino!

3) Templo de Vênus e Roma

135 d.C., gigantesca estrutura dedicada às deusas Vênus e Roma, realizada pelo imperador Adriano (117-138). A área ocupada era de 100m x 145m. Parte deste templo foi englobado na construção da Igreja de Francesca Romana, o que permitiu a conservação da rica decoração interior.

VEnere ROma - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: Templo de Vênus e Roma

4) Arco de Tito

81 d.C., comemora a massiva repressão da revolta na Judéia, no ano de 71 d.C. Interessante o relevo interior do arco, que mostra o castiçal de sete braços e as trombas de prata sendo trazidas como espólios desta conquista. Este monumento foi massiçamente restruturado por Valadier, no século XIX. Aqui se nota como parte do foro escavado no passado não levou em consideração as camadas
medievais (este arco foi propriedade da família Frangipane, que ocupou o coliseu desde que os jogos cessaram em Roma, no VI século d.C.).

5) Igreja de Francesca Romana

fundada no século IX sobre um antigo oratório e re-batizada como Santa Maria Nova no X século, esta baasílica englobou um pedaço do Templo de Vênus e Roma. Durante o século XII foi construído o campanário que vemos ainda hoje e decorada a ábside.
A igreja mudou de nome para Francesca Romana com a translação da relíquia da Santa para este lugar no século XV.
Importante no seu interior (acessível pelo lado da rua Fori Imperiali) os afrescos da primeira capela à direita, atribuídos a Melozzo da Forlí, que representam alguns doutores da igreja.

6) Basílica de Maxêncio

308 – 312  d.C. – Basílica iniciada por Maxêncio e terminada por Constantino, foi a última basílica nestas proporções construída no antigo Foro. Nesta basílica supõe-se que era utilizada pelo prefeito de Roma. Este gigantesco edifício possuía uma planta baixa de 100m x 60m, com uma nave central de ~35m.
O nicho central abrigava uma estátua do imperador Massênxio (depois adaptada às feições do imperador Constantino), cuja cabeça media 2,60m e que se encontra hoje nos Museus Capitolinos.

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As imponentes arcadas da basílica de Massênxio – desde sempre emocionaram
especialmente os arquitetos e engenheiros!

7) Templo de Rômulo

306-312 d.C., templo iniciado pelo Imperador Maxêncio e dedicado a seu filho, Rômolo, morto prematuramente.
Depois da batalha de Maxêncio e Constantino, o templo foi restruturado entre os anos de 312-337 e eventualmente dedicado a Júpiter Stator.

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Templo de Rômulo, com o impressionante portão de entrada em bronze do IV século
e com as colunas em pórfido vermelho

8) Casa das sacerdotisas Vestais

restauro depois de vários incêndios atribuído à Júlia Domna, esposa de Setímio Severo (193-211 d.C.). Imagina-se que fosse uma grande casa com dois andares, que abrigava aproximandamente 30 sacerdotisas de origem nobre – 6 eram responsáveis pelo “fogo do estado” – que entravam para a vida religiosa quando tinham aproximadamente 9 anos, passavam por 10 anos de formação, para executar a importante função por 30 anos.

Vesta casa - 23 Monumentos do Fórum Romano
Casa das Vestais

9) Templo das Vestais

O rei sabino Numa Pompílio (754 a.C. – 673 a.C.), é o tradicional fundador deste culto em Roma. As três colunas do templo redondo que vemos hoje são o resultado de um restauro realizado por Júlia Domna (fim do III século, início do IV).

Vesta - 23 Monumentos do Fórum Romano
Templo de Vesta

10) Templo do Divo Júlio

(aedes Divi Iulii) – A decisão deste templo foi realizada em 42 a.C. por iniciativa do senado depois da morte dos assassino s de Júlio César.  A realização do templo foi feita por Otaviano, filho adotivo de César, em 18 de Agosto de 29 a.C..

ara divus iulius - 23 Monumentos do Fórum Romano
Flores e moedas sobre o resto do altar de Júlio César

11) Basílica Emília

179 a.C., Lépido e Nobiliore. Restaurada durante os anos, destruída pelo feroz incêndio causado por Alarico, em 410 d.C.. Segundo o Prof. Coarelli, este edifício coberto exercia diversas funções civis (bolsa de valores, tribunal), servia como praça pública para o povo durante os dias de muito sol ou chuva.

12) Templo de Cástor e Pólux

484 a.C. – As três colunas que vemos hoje são o que sobraram do restauro do ano VI d.C. O edifício foi realizado como um voto pela vitória dos romanos contra os latinos.

Castor Pollux - 23 Monumentos do Fórum Romano
As três colunas que sobreviveram o tempo: Templo de Cástor e Pólux

13) Basílica Júlia

54a.C., iniciada por Júlio César, mais um projeto finalizado por Augusto. Esta basílica com 5 naves e 3 andares tinha como função principal a atividade jurídica . O espaço interior era dividido por tecidos, que permitiam a discussão de diversos julgamentos contemporaneamente.

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Fórum Romano: Os restos dos degraus da Basílica Júlia

14) Coluna de Foca

Erguida pelo imperador bizantino Foca em 608 d.C., esta coluna comemora a doação do Pantheon ao Papa Bonifácio IV.

Foca - 23 Monumentos do Fórum Romano
Coluna de Foca com a Cúria de Júlio César no fundo

15) Curia de Júlio César

iniciada por Júlio César em 54 a.C., foi acabada por Augusto em 29 a.C.. O fato deste edifício ter chegado até nós sem grandes danos se deve ao fato da sua transformação na igreja San Adriano pelo papa Honório I (625-638).

16) Templo de Saturno

498 a.C., iniciado durante o período dos antigos reis e finalizado já durante o período republicano, é um dos mais antigos do Foro (junto com Vesta e Pólux). Originalmente abrigava o tesouro do Estado (Saturno é ligado à agricultura). Aqui eram celebradas as Saturnalia, as festas de fim-de-ano.

5 - 23 Monumentos do Fórum Romano
As imponentes 8 colunas que ficaram em pé do Templo de Saturno!

17) Miliarium Aureum

Coluna erguida por Augusto com as medidas das principais estradas romanas do império.

MIliarium - 23 Monumentos do Fórum Romano
Miliário Áureo, a base que restou

18) Vulcanal

pequeno monumento (12 m²) em pedra de tufo e em parte construído diretamente na rocha, de idade arcaica, do período de rei Tito Tácio (? 750 – ~745 a.C.), considerada a ara (altar) dedicado por este rei ao deus Vulcano (deus romano do fogo, filho de Júpiter e Juno; correspondente ao deus Hefesto da mitologia grega). As novas interpretações o identificam com restos do antigo altar de Saturno, cujo templo do início do século V se encontra muito perto.

19) Arco de Setímio Severo

203 a.C., arco triunfal com três arcadas que homenageia Settimio Severo e o filho Caracalla pela vitória em Parti (na maior parte corresponde ao que é hoje a antiga Pérsia).

settimio severo - 23 Monumentos do Fórum Romano
Arco de Setímio Severo

20) Templo de Vespasiano

As três colunas é o que vemos hoje do antigo templo dedicado ao imperador Vespasiano, divinizado depois da sua morte, no ano de 79 d.C.
Segundo uma fonte do período de Ghirlandaio (metade do século XVI), estas colunas se encontravam como as vemos hoje; no início do século XIX, com os escavos de Valadier de 1811 os capitéis estavam quase cobertos de terra!

vespasiano - 23 Monumentos do Fórum Romano
Três coluas que sobreviveram ao tempo, Templo de Vespasiano
Giove Tonante Piranesi 1 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Aqui uma incisão de Piranesi (1720 – 1778), onde vemos o que aconteceu com o abandono do foro em 1300 anos!

21) Templo da Concórdia

iniciado por Lúcio Furio Camilo (filho do grande Marco Fúrio Camilo que entre outras coisas foi o responsável pela conquista dos  etruscos na batalha de Veio, em 396 a.C.) em 367 a.C., este templo foi construído para comemorar a reconciliação entre patrícios e plebeus. Alguns capitéis de encontram no Antiquário do Palatino; um pedaço de arquitrave se encontra nos Museus Capitolinos.

22) Tabulário

edifício construído em 78 a.C. pelo arquiteto Lúcio Cornélio, por ordem de Catulo (magistrado que viveu de 123 a.C. a 61 a.C..) que continha os arquivos do estado.

vespasiano 2 - 23 Monumentos do Fórum Romano
À esquerda o Templo de Saturno, no meio as três colunas do Templo de Vespasiano, ao fundo o Tabulário e embaixo à direita, restos da coluna do Miliário Áureo

23) Prisão Marmetina

é a prisão mais antiga de Roma, constituída de grutas que foram cavadas na própria rocha, as mais antigas entre os séculos VIII e VII a.C. Hoje vemos a Igreja de São José dos Marceneiros, do século  XVI.

P1040632 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: A cúpola de Santa Martina e Luca, atrás da Cúria de Júlio César
Por incrível que pareça, esta breve descrição de como se orientar no Foro é realmente muito pouco; a intenção deste post é simplesmente mostrar o quanto é rica, grande e complexa esta área arqueológica e que para desfrutá-la ao máximo, nada melhor do que uma guia com experiência para pode desvendá-lo e entendê-lo. De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo profissional que fale português.
Como pular a fila para comprar os tickets para o Coliseu e área arqueológica? Compre no novo site oficial responsável pelos tickets: http://www.coopculture.it/colosseo-e-shop.cfm – imprima o comprovante e vá diretamente à retirar os bilhetes quando chegar lá!
O ticket para o Coliseu é válido também para a visita do Foro Romano, que é uma das preciosidades de Roma: uma área arqueológica de extrema importância para a história do mundo ocidental que, ao mesmo tempo que nos dá tantas informações sobre o maior império do Ocidente, nos abre um leque de dúvidas onde arqueólogos trabalham incansavelmente desde o século XVIII.
Considere pegar uma guia para explicar o contexto do Fórum Romano, os monumentos, a arquitetura e os materiais de construção, além de mil curiosidades importantes para realmente fazer a sua excursão render!  O que acontece com o pessoal que chega aqui sem guia, é que assim que ouve português, começa a serguir a guia e o grupo, mas  naturalmente temos sempre que dizer que os tours que organizamos são privativos e não podemos aceitar pessoas de última hora, num grupo que reservou com antecedência uma guia privativa!

Para agendar uma visita com uma guia, nos ajude a te ajudar rapidamente, preenchendo os dados da sua viagem nesta página.

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A Necrópole Etrusca de Cerveteri

maio 1, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Meus mais profundos agredecimentos ao prefeito Alessio Pascucci, ao Assessor Lorenzo Croci e à Agência de Comunicação Quinto Elemento, de Patrizia Notarnicola e Francesca Romana, que me convidaram para passar um dia inesquecível visitando a Necrópole Etrusca de Cerveteri e o Museu, com o fantástico, genial e perfeito guia Daniele.

 

Os etruscos: um povo que teve o seu apogeu durante o VI século a.C., quando Roma dava seus primeiros passos; um povo de comerciantes, navegadores e brilhantes artesãos, engenheiros e arquitetos que os historiadores pensaram que tivesse a sua origem na Ásia Menor, tão singular era a sua aparição na aurora da história da civilização da península itálica. Foram eles que deram o nome ao Mar “Tirreno”, que na língua etrusca quer dizer “etrusco”.

P1090196light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Paisagem mediterrânea de sonho, na área arqueológica da Necrópole Etrusca de Cerveteri

Dito em modo muito concreto, enquanto os romanos não sabiam o que tinha a 25 km da cidade que haviam acabado de fundar, os etruscos comerciavam no Vale do Reno, importavam cerâmicas da Grécia e mantinham importantes contatos comerciais com Cartago – este povo representava uma potência do primeiro milênio antes de Cristo no Mediterrâneo.

P1090156 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Necrópole Etrusca de Cerveteri

Esta civilização ocupava o que é hoje o centro da Itália, Toscana, Umbria e norte do Lácio, com colônias na Emilia-Romagna.

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Tumba etrusca, Necrópole Etrusca de Cerveteri
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“Stenografando” as interessantíssimas informações que o nosso guia nos passou
P1010792light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Explorando o fantástico interior das tumbas!

A cidade etrusca era planificada de cabo a rabo; nada era deixado ao acaso. Todas possuiam bastiões para se defender, ruas pavimentadas e sobretudo rede de esgoto! Aliás, foram os etruscos que “ensinaram” os romanos a realizar todo o tipo de obra de engenharia e arquitetura quando ocuparam o trono da recém-nascida Roma, com o rei Tarquinio Prisco (reinado: 616a.C. – 579 a.C.).

P1010841light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Paisagem linda e misteriosa, esta necrópole!

A famosa “toga” (vestido dos senadores e homens importantes) dos romanos era, originalmente, etrusca – até o nome “ROMA” pode ter a sua origem na palavra etrusca rumen, que significa “rio”.

P1010829light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Dromus”, o corredor da entrada da tumba etrusca, com cipreste decorativo ao lado

Uma outra importante característica dos etruscos era a posição da mulher na sociedade: a mulher etrusca tinha um status parecido com o da mulher espartana, isto é, eram mais livres, estudavam, e participavam ativamente na sociedade.

Na cidade de Cerveteri, pode-se visitar a Necrópole Etrusca – Necropole della Banditaccia – para entrar em contato com esta maravilhosa cultura, que foi inicialmente dominada com a famosa tomada de Veio pelos romanos de Furio Camillo, em 396 a.C..

P1090130 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Eu, com meu grupo durante o Press Tour pela necrópole, super bem organizado pelo Quinto Elemento, que faz a comunicação da cidade de Cerveteri.

A necrópole de Cerveteri fica apenas a 45 minutos de Roma e hoje em dia é um lugar maravilhoso para se aprender sobre a cultura etrusca. No centro da cidadezinha tem o Museu Etrusco, que aconselhamos visitar depois da excursão à necrópole.

P1010767 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
A discretíssima entrada de uma das tumbas mais bonitas da necrópole, a Tumba dos Relevos (impossível de fotografar seu interior, pois tem um vidro para proteger a sua conservação), aqui uma foto, só para não dizer que não tentei!!!
P1090183 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Tumba dos Relevos, Necrópole Etrusca de Cerveteri

A jovem, moderna e inteligente junta do atual prefeito Alessio Pascucci e de seu braço direito, o acessor Lorenzo Croci, está introduzindo novidades importantes durante o ano de 2014, que comemora o retorno de um importantíssimo vaso etrusco que foi roubado e vendido a um museu no exterior, mas graças a um pequeno fragmento que atesta inequivocavelmente a sua origem na cidade de Cerveteri, está “voltando” pra casa – estamos falando da famosa Cratera de Eufronio – e o 10º aniversário da Necrópole de Cerveteri na lista de patrimônios UNESCO.

P1090176 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
A grande novidade: projeções que nos ajudam a imaginar como era a decoração da tumba (os objetos hoje se encontram no Museu Etrusco de Cerveteri, por óbvias questões de conservação)

 

P1090177 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Mini-espetáculo interativo: projeção nas paredes do interior da tumba para ajudar a imaginação retornar a mais de 2.500 anos atrás!
P1010891light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Museu Etrusco de Cerveteri, visita obrigatória para quem passa pela região!
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Museu Etrusco de Cerveteri
P1010884light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Museu Etrusco de Cerveteri

Muito mais do que valer a pena visitar a necrópole de Cerveteri, é um verdadeiro must realizar esta excursão, além de experimentar as maravilhas da enogastronomia típicas desta zona, como os vinhos da Vinícola Onorati (Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, Vermentino, Duca di Ceri Riserva, Duca di Ceri Rosso, Duca di Ceri Bianco, Muggiasco Novello, além do azeite da zona, “Olio Extravergine d’Oliva”) – veja endereço da vinícola no final deste post.

vini - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Os maravilhosos vinhos da região!

 

disegni appunti - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Lugar de grande inspiração para quem gosta de desenhar!
patbynotarnicol - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Stenografando”, desenhando e fotografando – Cerveteri é uma paixão!!!

Para passeios com guia em português, escreva para Roma em Português

daniele pat - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Amei o nosso guia, Daniele, Doutor em Arqueologia, além de ter nascido nesta zona!


Endereços e links relativos aos post sobre a Necrópole de Cerveteri:

unesco - A Necrópole Etrusca de Cerveteri

Necrópole da Banditaccia
Endereço: Piazza Mario Moretti, 00052 Cerveteri – Cap. 00053 Roma
Infos: (+39) 06.99552637

Horário de abertura: 8,30-18,30 (de 3a a Domingo).
Fechado: Segundas-feiras, 1º Janeiro e 25 Dezembro.

Preços dos ingressos: inteiro € 6,00, meio € 3,00; combinado inteiro (necropoli E museo) € 8,00, combinado meio (necropoli E museo) € 4,00.

Serviços locais: livraria, cafeteria, lojinha; parcial acesso aos cadeirantes

Vinícola de Cerveteri (Roma):

Azienda Vitivinicola Onorati
Via Pianceresi, 6 – Ceri (Cerveteri) – Roma – Tel.: 0039 06 99 20 7012
http://www.vinionorati.it/it/home.aspx – info[at]vinionorati.it

Uma outra sugestão vai para os tantos viajantes que têm feito o percurso do Lácio à Toscana, ou vice-versa, é de parar para dormir no maravilhoso agriturismo:

Casale Sasso – bed&breakfast – do Senhor Ubaldo Sforzini
Loc. Due Casette – Via Monte Li Pozzi, 17 – Tel. (cel.): 0039 348 284 98 09
http://www.casalesasso.com/language/en/

P1090220 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Prefeito e Acessor no meio; blogueiros, jornalistas e documentaristas convidados ao Press Tour de Cerveteri, organizado pelo Quinto Elemento
 
Para quem não conseguir ir à Cerveteri, aqui o endereço do Museu Etrusco de Villa Giulia, com uma escelente coleção:
Museu Etrusco de Villa Giulia

Piazzale di Villa Giulia, 9 
00196 Roma, Italia 
tel. (+39) 06 3226571 e fax (+39) 06 3202010
E-mail: sba-em@beniculturali.it

Preço do ingresso: intero € 8,00, reduzido € 4,00


Neste museu encontra-se uma versão do famoso Fígado de Piacenza, fotografado aqui embaixo:

figado de piacenza - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Fígado de Piacenza,  126 x 76 x 60 mm, Museu Etrusco de Villa Giulia
De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.
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Os muros aurelianos

março 28, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria, convido vocês a conhecerem um pouco mais sobre os muros aurelianos.

Passeio de Arqueologia em Roma

Aureliano (Lúcio Domício Aureliano 270-275 d.C.) vestiu a púrpura imperial no ano 270 d.C. aclamado pelas tropas da Panônia.

Turismo Roma Museu Criancas guia portugues - Os muros aurelianos


A Panônia era uma província do Império Romano que incluia a parte ocidental da Hungria, a província austríaca de Burgenland, Viena, a parte norte da Croácia e Eslovénia. Ela era originalmente parte da província romana da Ilíria (Illyricum Inferior) e foi dividida após a revolta dálmata.


P1030917light - Os muros aurelianos
Pedaço de Muro Aureliano visto do alto da torre de Porta Sebastiana
 

Muros aurelianos

Hoje, os muros Aurelianos representam o maior e mais representativo muro do período clássico de todas as cidades europeias; por isso foram os muros mais restaurados, estudados e representados em quadros nos últimos 18 séculos. Sim, dezoito séculos!

Os muros aurelianos foram iniciados em 271 e concluídos em 276; são também conhecidos como “os muros do medo”, dado que respondiam à emergência de proteger a cidade da ameaça bárbara.

Museu Muros Guia portugues - Os muros aurelianos
Uma amiga que foi comigo passear no caminho de ronda dos muros (:


Ao longo do tempo, eles mudaram de aparência, de acordo com as necessidades de defesa e ataque utilizada pelos povos que tentavam conquistar Roma; adaptaram-se às mais modernas técnicas de arquitetura militar.

acatolico 5 - Os muros aurelianos
Pedaço de Muro Aureliano visto do interior do Cemitério Acatólico ou Protestante


Os muros aurelianos possuiam 6 metros de altura e ~3,5m de largura; 18km de extensão, com uma torre de controle a cada 30, originalmente.


O primeiro restauro consistente dos muros foi feito pelo Imperador Onório para proteger a cidades da invasão dos Godos (401-402): a altura dos muros foi duplicada e foi construído um novo caminho para as rondas.
No V século, o número de torres dos muros era de 383, com 116 corpos de defesa e certamente não sem as necessárias latrinas!

P1030921light - Os muros aurelianos
Caminho de ronda dos muros aurelianos visto de cima (entrada pelo Museus dos Muros Aurelianos)


Mais restauros foram realizados durante o VI século (por Belisario) e ao longo dos anos, até o séc. XIX, pelos papas.

Muitas vezes, monumentos existentes eram englobados na costrução, como a Pirâmide Cestia e o cemitério conhecido como “Protestante ou “Acatólico.

P1070470light - Os muros aurelianos
Parada millitar que fotografei em 2011!


O portão para a entrada à Piazza del Popolo foi durante 1500 anos o mais importante ingresso na cidade de Roma.

Os restauros importantes entre os séculos XVI e XVII foram realizados sob o ordem de Papa Pio IV por Baccio Bigio, em 1561-1562 e sob odem de Papa Alexandre VII, por Bernini, para a chegada triunfal de Christina da Suécia, no dia 23 de Dezembro de 1655.  

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.


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Museo delle Mura
Via di Porta San Sebastiano, 18, 00179 Roma
Tel.: 06 0608


Horários

Terças-Domingos 9.00-14.00
24 e 31 Dezembro 9.00 – 14.00

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Sobre mim

Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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