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Basílica São Paulo Fora dos Muros

fevereiro 19, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

A Basílica São Paulo Fora dos Muros (em italiano San Paolo fuori le Mura, em latim Sancti Pauli extra muros) deve seu nome ao fato de estar fora dos muros aurelianos (o muro que protegia a antiga cidade, construído em ~275 d.C.) e ao fato de conter o corpo do Apóstolo Paulo, que chegou em Roma no ano de 61 d.C., e sofreu seu martírio em 67 d.C., na “palude Salvia”, a menos de 2 quilômetros da basílica.

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

Apóstolo Paulo, Capítolo XIII, Epístola aos Corintos
4 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
A fachada, depois da reconstrução do incêndio de 1823, foto de Cristiano
P1000604 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
São Paulo com a espada no pátio da frente de São Paulo Fora dos Muros

 

P1000602 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
As janelas de alabastro filtram a luz, criando uma atmosfera mística, São Paulo Fora dos Muros


O lugar onde hoje vemos a basílica era uma antiga necrópole romana e ali foi depositado o seu corpo, o mesmo que aconteceu com o corpo do Apóstolo Pedro.

Dado que a partir da morte de Paulo a sua tumba tinha se transformado em um lugar de culto, o Imperador Constantino mandou aumentar a Basílica, de modo que pudesse receber dignamente os tantos peregrinos que aqui vinham em peregrinação.

É importante ver esta igreja, pois ela nos permite ter uma visão do que deve ter sido a antiga basílica de São Pedro (também chamada de Basílica Constantiniana), antes que seus alicerces cedessem e o Papa Júlio II iniciasse a construção da nova basílica, em 1506.

3 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
A nave central, foto de Cristiano
A superfície da basílica de cinco naves conta com as dimensões de 131,66 m de comprimento, 65 m de largura e 30m de altura e perde somente para a Basílica de São Pedro! A sua estrutura é sustentada por uma verdadeira “floresta” de colunas de granito, 80 no total.
Do IVº ao VIIIº século
 
Durante os séculos, os Papas nunca pararam de decorá-la e embelezá-la. Leão, o Grande (440-661) mandou realizar mosaicos no Arco do Trinfo, restruturar o teto; foi ele que mandou iniciar a série de retratos dos papas, tradição mantida até hoje, outra razão pela qual esta igreja é famosa. São 265 os retratos dos Papas que adornam o alto das naves e dos transeptos.
No século VI, o Papa Simmaco mandou construir um habitáculo para receber os peregrinos mais pobres. Desde o Papa Gregório II (715-731) temos a presença fixa de monges beneditinos nesta basílica; Leão III (795-816) mandou consertar os danos causados após o terremoto de 801.
1 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
São Paulo com sua espada, foto de Cristiano
 
Do IXº ao XIº século
O Papa João VII (872-882) mandou erguer a cinta murária para proteger a basílica e a sua abadia e Gregório VII (pontificado de 1073-1085), que tinha sido abate aqui antes de se tornar Papa, mandou elevar o piso do transepto e construir um campanário (destruído no século XIX), além da maravilhosa porta de entrada, composta por 54 painéis de prata.
5 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Altar, foto de Cristiano
 
No século XIII a basílica se enriqueceu muito de obras de arte. Papa Honório III (1216-1227) mandou reconstruir o mosaico da abside (de 12 metros de altura por 24 de largura) e em 1285 Arnolfo di Cambio construiu o maravilhoso cibório:
 
baldacchino doppio - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Cibório de Arnolfo di Cambio, fotos minhas
 
O famoso pátio:
 
patio SPII - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Pátio, Basílica São Paulo Fuori Le Mura, foto minha
patio SP - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Pátio, Basílica São Paulo Fora dos Muros, foto minha
patio SP detalhe - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Detalhe de coluna do Pátio da Basílica São Paulo Fora dos Muros (Fuori Le Mura), foto minha
Neste século também foi realizado o candelabro pascoal de 6m, em mármore, inspirado pelos  antigos sarcófagos romanos, com incisões de histórias do Novo Testamento.
 
2 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Papa Francesco, foto de Cristiano
 
A partir do século XIV, com a volta da comemoração dos jubileus, a sua fama aumentou e muitos peregrinos têm vindo visitar a igreja desde então.
Gregório XIII  mandou construir o balaústre ao redor da tumba do santo e em 1600, Clemente VIII mandou elevar o altar maior. Em 1625 Urbano VIII financiou com o grande arquiteto Carlo Maderno a restruturação da Capela de São Lourenço.
No ano santo de 1725, Bento XIII pediu ao arquiteto Antonio Canevari para construir um novo  pórtico; além disso ele construiu a Capela do Crucifixo para expor o crucifixo em madeira policromática do florentino Tino da Caimano, do século XIV. Ainda hoje podemos ver nesta capela um mosaico do século XIII, bem como uma estátua-relíquia de São Paulo em madeira policromática que “sobreviveram” o incêndio de 1823.
P1000598 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Pátio, Basílica São Paulo Fora dos Muros, foto minha
O incêndio de 1823
Na noite entre 15 e 16 de Julho de 1823 um incêndio devastou a basílica, deixando em pé apenas o cibório e alguns mosaicos; o transepto ficou em pé por milagre. O Papa Leão XII se encarregou do enorme trabalho de restauro, com grande ajuda internacional: o czar Nicolau I doou blocos de lápis lázuli e malaquita, que foram utilizadas para decorar o transepto e o rei Fouad I do Egito  doou colunas e alabastro, com o qual fizeram as janelas, que filtram a luz e doam à esta basílica uma incrível atmosfera mística.
Em 1854, o Papa Pio IX consagrou a “nova” basílica em presença de vários cardeais e bispos que tinham vindo à Roma para a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição.

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia. De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.

Visite São Lourenço Fora dos Muros: https://www.romaemportugues.com.br/basilica-de-sao-lourenco-fora-dos-muros/
sao lourenco guia de roma1 - Basílica São Paulo Fora dos Muros
Basílica São Paulo Fora dos Muros
Horário de abertura da Basílica de São Paulo Fora dos Muros:

– Abertura todos os dias das 07:00h às 18.30h, ingresso grátis.
– O pátio interno abre todos os dias das 08.00h às 18:15h, e o ingresso é de € 4,00 (meia-entrada: € 2,00).

Como chegar na Basílica de São Paulo Fora dos Muros:

– De Termini: Parada San Paolo Fuori Le Mura, metrô B (linha azul);  do rio Tibre: ônibus nº23.

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O bairro de Testaccio em Roma

janeiro 25, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Depois de desvendarmos Trastevere, não podemos deixar o bairro Testaccio de lado, também de alma romana. Aqui, a vida noturna é bem movimentada e come-se muito bem. É uma opção para quem já conhece Roma, já viu o centro e começa a conhecer outras zonas da cidade.

Este post é dedicado ao Marcelo e à sua esposa, Rosana.


P1040961 - O bairro de Testaccio em Roma
Bares e clubs: esquina de Via Galvani com Via Nicola Zabaglia


O valor de Testaccio, como não poderia deixar de ser, é histórico, enogastronômico e cultural: temos uma sede do MACRO, o Museu de Arte Contemporanea de Roma (a outra fica na Rua Reggio Emilia, para os lados da Nomentana). Estamos no bairro da Porta San Paolo dos Muros Aurelianos, ao lado da Pirâmide Cestia e do Cemitério Protestante (ou Acattolico, como também é conhecido aqui), das boates, dos barzinhos e tratorias frequentadas por romanos, e não exclusivamente por turistas, como acontece muitas vezes no centro.

MonteTestacciolight - O bairro de Testaccio em Roma
Os restos das ânforas de cerâmica empilhadas,Via Galvani
P1040965 - O bairro de Testaccio em Roma
Via Galvani


Testaccio foi um porto importante durante o período da Roma Antiga. A palavra “Testum” vem da palavra latina “testa”, que quer dizer pedaço de cerâmica.

Aqui se encontram restos dos vasos utilizados para o transporte de mármore (como nos conta o nome da rua que o delimita na sua parte Norte, a Via Marmorata), grão e vinho, que eram cuidadosamente colocados sempre no mesmo lugar, e que deram origem ao “Monte dei Cocci“: uma verdadeira colina com 700m de perímetro, 400m de altura, com uma superfície de aproximadamente 22.000m2, somando um total de 25 milhões de ânforas de cerâmica.

Graças às marcas carimbadas nas ânforas, podemos delimitar o tempo e a origem destas ânforas: entre a primeira metade do século II d.C e o III d.C.. A maior parte delas vinha da província romana de Betica, que ficava na Andalusia e continha azeite. A menor parte vinha de províncias africanas.

P1060676 - O bairro de Testaccio em Roma
Muro que divide o Cemtério Protestante e o bairro de Testaccio

Para o romano, são as famosas festas de Carnaval que aconteciam aqui, documentadas pela primeira vez no ano de 1256 e que aconteceram até aproximadamente 1470, que o ligam à esta zona.
No início do século XVI abriram os primeiros depósitos de vinho, que deveriam servir às hosterias (originalmente pousadas) que aumentavam nesta região. 

Daí à transformação a um bairro boêmio não foi difícil!

P1060681 - O bairro de Testaccio em Roma
Aos pés do Monte Testaccio!


A feira de Testaccio foi o coração do bairro por vários anos. 
Qual é o charme das feiras de Roma? Além de serem mercadorias fresquíssimas e deliciosas (o cheiro do tomate, você sente no ar!), os feirantes vendem apaixonadamente seus produtos, dando receitas de como prepará-los “Senhora, a puntarella é facílissima de preparar, faça assim (…)”. Não importa se verdura, peixe ou carne, vale sempre a pena anotar e experimentar as suas dicas! 

Desde 2012 a feira foi transferida para a Via Galvani, em 6.000 m2 de área coberta. A maioria dos feirantes permaneceu a mesma, com algumas excessões que, pela idade, resolveram aproveitar para se aposentar, como aconteceu com o vendedor de tomates, que tinha tomates das mais variadas espécies, de toda a Itália. Quem gosta de ver os verdadeiros produtos típicos, como a pasta fresca ou produtos biológicos e comer bem, vai adorar a feira no seu novo endereço!

Testaccio é o bairro do time de futebol “Roma”.

Monumentos de Testaccio:
– Fontana de Lungotevere Testaccio, feita em 1869 pelo Papa Mastai. Esquina de Via Marmorata com Lungotevere Testaccio.
– Monte dei Cocci
– Porticus Aemilia, na esquina de Via Rubatina com Lungotevere. Ruínas de um antigo armazém com estrutura em pedra de tufo. O edifício tinha dimensões de 490m X 55m, com uma superfície de 25.000 m2. A estrutura era dividida em 295 colunas, com navadas de grandeza de 8m cada uma.
– Igreja Santa Maria Liberatriz – feita na virada do século XX por um arquiteto de Turim, foi realizada em estilo românico, com fachada em tijolos e mármore travertino. O mosaico central representa o Cristo crucificado, com Maria Madalena e o Apóstolo João, que o observam.
O interior é dividido em três naves. O pavimento central tem tema geométrico em branco e preto e símbolos do zodíaco.
O afresco da ábside (fecho da abóbada) representa a Santíssima Trindade e o Milage da Encarnação, que Luciano Bartoli realizou entre 1956 e 1964.

Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

– MACRO Testaccio
Piazza Orazio Giustiniani, 4, 00153 Roma, Itália

+39 06 6710 70400
Abertura: de terça à domingo, das 16 às 22h.
Fechado: segundas-feiras; 24, 25 e 31 Dezembro; 1º Janeiro; 1º Maio
Entradas:
Inteira: 6 €
Meia: 4 €
Entradas combinadas: MACRO Via Nizza + MACRO Testaccio
Inteira: turistas: € 14,50
Meia: turistas € 12,50

Como chegar em Testaccio:
– com um táxi, do centro, dependendo do trânsito, entre 15 e 20 minutos
–  De Trastevere: Tram (bonde) número 3 ou ônibus n. 75. Do lado Lungotevere: ônibus 23 ou 280.
–  Da Estação Termini: Metrô B, parada Piramide.

Onde comer em Testaccio:
– várias pizzarias e sorveterias por quilo espalhadas pelo bairro;

– Pizzeria da Remo – ambiente ultra-descontraído e preços baixíssimos, autêntica confusão romana deliciosa. Não reservam, sempre cheio, chegue cedo para pegar seu lugar!

Piazza Santa Maria Liberatrice, 44

– Retaurante de carne: 
Angelina a Testaccio 
– jantar, após às 20h. 
Aconselha-se reservar mesa. Atmosfera rústica de sabor refinado.
Via Galvani, 24A 
06 5728 3840
Aperitivo no terraço a partir das 18h.

Fechado aos Domingos.
 
Onde tomar um aperitivo em Testaccio:

 

Enoteca Palombi

 

piazza Testaccio, 38/41

 

 
Onde dançar em Testaccio:

Radiolondra – disco bar
Via di Monte Testaccio 67 – Testaccio (fechada 2ªas e 3ºas – controlar dias de abertura!)

Akab-Cave (bar/disco)
Via Monte Testaccio, 69 (Zona Pirâmide) – Testaccio – 06 57 82 390
 
Mais Roma Noturna aqui: http://guiaderoma.blogspot.de/2010/02/night-life-em-roma.html

Recebi um pedido muito especial sobre loja de acessórios para motos do Arthur. Aqui em Testaccio tem uma loja para apaixonados pelas duas rodas!

Loja de acessórios para motos em Roma Testaccio:
Marmorata Freedom Machine
Via Marmorata, 151 – 155
00153 Roma
Testaccio, Ostiense
Telefone: 06 5746443
Horário da loja: 09:00h – 19:30h – atenção que acho que fecham para a siesta! 
Fecho: Domingos
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Bate-e-volta à Palestrina

janeiro 19, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Vale a pena fazer um bate-e-volta de Roma à Palestrina?
vista palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Vista da montanha Ginestro, com a cidade de Palestrina
Museu palestrina light - Bate-e-volta à Palestrina
Nós, felizes da vida, antes de entrar no museu!

Palestrina fica a 43 km de Roma, a 450 metros sobre o nível do mar.

A ocupação mais antiga deste território é do século VIII a.C., de acordo com sepulturas encontradas. Destas ruínas, inferimos que a sua população mantinha contato com os Etruscos e com o mundo grego do mar Egeu.

Os historiadores Tito Lívio (59 a.C. – 17 d.C.) e Dionísio de Halicarnasso (~ 60 a.C.– 7 a.C.) discutem sobre a sua relação com Roma, sobretudo sobre a data de quando foi  definitivamente submetida à ela. A cidade seguramente adquiriu importância depois da IIª Guerra Púnica (218 a.C. – 202 a.C) e foi neste período que a urbanística de Praeneste foi o palco de grandes transformações que nós podemos observar ainda hoje!

Com a queda do Império e as declarações de Teodósio (ano de ~390 ) contra os cultos pagãos, o grande monumento foi ocupado e utilizado como moradia, o que da um lado o danificava, mas do outro mantinha a sua majestosa estrutura. Seguiram invasões de bárbaros e a ocupação dos Longobardos de Ataulfo no ano de 752.

O primeiro documento que menciona o nome moderno “Palestrina” é do ano de 873.
Em 1043, o feudo passou através de mecanismos hereditários à família romana Colonna e foi o seu refúgio durante os ataques de Cola de Rienzo (um político e tribuno dos plebeus que lutava contra os privilégios da nobreza). Essa família conseguiu manter o feudo até o século XVII, sofrendo muitas invasões (dos Borgia, em 1503, e do Duque de Alba, 1553).

Foi aqui que nasceu Pierluigi da Palestrina (1525 – 1594), pai da música polifônica. Ouça “O Magnum Mysterium” de Palestrina:

Em 1630 o feudo foi definitivamente vendido por Francesco Colonna a Carlo Barberini, irmão do Papa Urbano VIII, por 775.000 escudos (que em uma cotação fictícia de hoje seria equivalente a
€ 29.062.500).

No século XVIII o território teve um grande desenvolvimento agrícola e inúmeras tropas estrangeiras passaram por aqui: alemãs (1701; 1711), espanholas (1734; 1736), napolitanas (1799) e francesas (1802).

IMG 20141114 132518 - Bate-e-volta à Palestrina
Entrada da Cattedrale di Sant’Agapito martire

Palestrina hospitou o quartel general de Giuseppe Garibaldi, em 1849 durante a segunda República Romana.

Entre  1895 e 1897, Heinrich e Thomas Mann também passaram muito tempo nesta cidade!

O Museo Archeologico Nazionale di Palestrina

Museus palestrina entrada - Bate-e-volta à Palestrina
Entrada do museu

 

vista palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Vista de tirar o fôlego da frente do Museu de Palestrina

O museu foi montado em 1956 dentro do Palazzo Colonna Barberini, construído em cima do santuário antigo do período helenístico da “Fortuna Primigênia”, do séc. II a.C.. O acervo é constituído por inúmeros achados: colunas com símbolos funerários (cippi), bustos, bases funerárias, estátuas e objetos de uso quotidiano, provenientes da necrópole “Colombella” e da “Selciata” (arredores de Praeneste, hoje Palestrina).

santuario fortuna palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Caprichando na pernada para descer e subir na área arqueológica na frente do museu

A nossa subida para o museu foi muito especial, pois tinham fechado uma rua, por isso passamos dentro de uma parte de um prédio da prefeitura (parte do antigo Foro de Praeneste), que tinha mosaicos que não ficam abertos ao público – o Antro delle Sorti. Como estávamos festejando os nossos aniversários, recebemos um presente muito especial: a senhora que estava cuidando daquela área naquele dia nos disse de esperar, atravessou o gramado e voltou com um balde de água.

Olhem o que ela fez:

mosaico desligado palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
O mosaico “desligado”

 

acendendo mosaico palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
“Ligando” os mosaicos com água!
acendendo mosaico palestrina3 - Bate-e-volta à Palestrina
Olhem o efeito maravilhoso do pó indo embora e o mosaico “acendendo”
acendend mosaico palestrina2 - Bate-e-volta à Palestrina
Mosaicos com temas marinhos, Palestrina
acendend mosaico palestrina3 - Bate-e-volta à Palestrina
Mosaicos com temas marinhos, Palestrina
mosaico peixes palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Mosaicos com temas marinhos, Palestrina

Na entrada do museu, temos a “Tríade Capitolina de Guidonia”, do final do II século a.C., que representa Júpiter, Juno e Minerva no trono.

O complexo do santuário da “Fortuna Primigênia” foi um lugar de culto ativo durante o II séc a.C. e representa um grande exemplo de arquitetura cenográfica antiga: a área da cidade corresponde à da cidade que vemos hoje, existiam seis terraços artificiais interligados por escadas e rampas decoradas em estilo pompeiano, com preciosas incisões votivas e exedras (“construção descoberta de planta semicircular, com assentos fixos na parte interior da curva.”, definição do site engenhariacivil.com) assimétricas. No centro tinha uma arquibancada semicircular, que foi englobada na construção do Palácio Barberini, construído no século XV pela potente família Colonna.

IMG 20141114 161859 - Bate-e-volta à Palestrina
Sala do primeiro andar do museu: beleza com sabor de antigo e manieirista

Dentro do Palácio existem afrescos dos famosos irmãos Zuccari.

museu palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Sala do térreo do museu

 

Sergio+D'Afflitto testa femminile - Bate-e-volta à Palestrina
Busto de mulher, foto Sergio D’Afflitto

Uma das salas mais interessantes é  dedicada aos cultos antigos realizados em Praeneste. Outra sala imperdível é a sala com os  grandes mosaicos helenísticos (ano ~ 80 a.C., de dimensões: 5,85 x 4,31 m) com o “Mosaico do Nilo”, que veio do Foro de Praeneste e que representa cenas do Egito Antigo como a cheia do Rio, e a Alessandria, com (muito provavelmente) o palácio dos Ptolomeus. A simples visão deste grande e exímio mosaico é já razão para vir à Palestrina!

mosaico nilo palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
“Mosaico do Nilo”, nós três, abobalhadas da beleza deste mosaico

Temos ainda mil coisas pra ver: esculturas e objetos relativos ao culto da Deusa Fortuna, além de outras esculturas do período helenístico e cópias de obras-primas gregas. A maior parte destes trabalhos foi realizado entre os séculos II a.C. III d.C. e são testemunhas do culto à deusa da fertilidade na antiga Praeneste.   Outros achados nos contam como no final do II a. C ocorreu um precoce sincretismo entre a Deusa Fortuna Primigênia e a divinidade oriental Ísis (em mármore Bigio, isto é, de cor cinza).

SANTUArio preneste maquete - Bate-e-volta à Palestrina
A maquete no último andar do antigo Santuário da Deusa Fortuna Primigênia

Aproveite também para ver um dos famosos rilievi Grimani, aqui temos a javali fêmea com filhote, falei destes relevos no post sobre a Exposição “Augusto”.

javali museu palestrina - Bate-e-volta à Palestrina
Fêmea de javali

Outras maravilhas de Palestrina contam com o Museu Diocesano de Arte Sacra, Museu della Resistenza e dos Onze Mártires; a Porta do Sol (o antigo portão de entrada da Palestrina de 1642, também realizado pela família Barberini), e se for Primavera ou verão, podemos passear no Parque Natural da Valle della Cannucceta!

Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Museo Archeologico Nazionale di Palestrina
Endereço: Palazzo Barberini, Piazza della Cortina
Tel. 06/9538100 Fax 06/9538100
Horário de abertura: 9.00-20.00 (até o pôr-do-sol) 
Entradas:
Inteira € 5,00; 
Meia € 2,50 (18-24 anos)
Grátis para menoresde 18 anos e maiores de 65 com passaporte europeu

Museu Diocesano de Arte Sacra
Palazzo Vescovile, Via Roma 23 – Palestrina
Tel. 069534428 – Fax. 069538116
Horário de abertura:
– Quintas e Domingos: das 15:30 às 18:30
– Sextas e Sábados: 9:30 – 12:30 e 15:30 – 18:30
– Durante Julho e Agosto as aberturas de tarde são: 16:00 – 19:00

Entradas:

Inteira € 4,00
Meia: € 3,00
Museu della Resitenza e degli Undici Martiri
Via Pedemontana – 00036 Palestrina (RM)
tel: 06 9573176
Visitas sob reserva: +39 06/95302272-271
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arqueologia, viagem na Italia com guia em português

Visitar Pompéia com guia em português

janeiro 17, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria falamos sobre um bate e volta de Roma a Pompéia com guia em português.

Vale a pena fazer um bate e volta de roma a Pompéia?

P1020836 - Visitar Pompéia com guia em português
Bate e volta de Roma a Pompéia – Um guia da nossa equipe explica o Teatro Grande e depois faz o teste de acústica
 

“Visitar Pompeia é uma experiência indescritível. Conhecer a cultura dos habitantes, a história de Pompeia e as técnicas de preservação dos restos humanos é essencial para quem se interessa um pouco pela cultura do povo latino. É um passeio que deve ser incluído no roteiro de quem vai à Itália, mas é imprescindível a presença de um guia, nada teria valor se não fosse pelo conhecimento e pela companhia de um guia, nesse caso, eu indico os guias oferecidos pela Patrícia que foram fundamentais para o sucesso de minha viagem.

Eu particularmente gostei de todos os guias oferecidos e amei poder conhecer Roma e Pompeia, espero voltar com meus filhos e netos.
Bjs

Fátima”

Visite também a antiga cidade da foz do Rio Tibre, Ostia Antiga!

 

P1020859 - Visitar Pompéia com guia em português
Explicações fundamentais no interior de uma Domus

Como já mencionei em outros posts, esta é uma pergunta difícil para mim, e aprendo muito com os meus clientes, que vêm com o tempo precioso contado e que deve ser aproveitado ao máximo! Eu moro aqui há tempo demais para poder avaliar certas coisas. Fátima, como Celso, Pablo, Alexandre e inúmeros outros clientes que me pediram orientação para serem guiados em Pompéia, me relatam que um bate-e-volta é absolutamente importante para quem vem à Roma.

765117 - Visitar Pompéia com guia em português
Foto de Vascoplanet
Aqui vai o relato de viagem de Celso, que veio em  2012 à Roma e fez  bate-e-volta à Nápoles e Pompéia com um serviço de transfer.

 

P1020912 - Visitar Pompéia com guia em português
Essas enormes pedras nos cruzamentos, por que?
Essa e mil outras curiosidades explicadas com profissionalidade e bom humor!

 

765119 - Visitar Pompéia com guia em português
Afrescos de Pompéia, foto de Vascoplanet

O bate-e-volta de Pompéia, quando feito com um carro com motorista para facilitar a viagem, pode incluir Herculano e Nápoli. Com o trem, visita-se facilmente a partir de Nápoles.

Foi o que Celso fez com a sua família:

“Celso Lara5 de março de 2012 03:46
Fizemos esta viagem para Pompei sugerida pela Patricia e realmente é impressionante. Vale muito a pena. Ida para a Itália com uma passagem por Pompei é essencial e pode ser viagem de um dia, como fizemos saindo de Roma pela manha, um passeio de 2 horas por Pompei com guia, uma boa pizza napolitana e retorno a Roma. Fica aí a dica. Vale a pena!”. 


Este comentário está no post: https://www.romaemportugues.com.br/pompei-e-ercolano-para-quem-esta-em-napoles/

Reserve já a sua visita com uma guia italiana que aprendeu português para atender o viajante de língua portuguesa e evite filas! Escreva um email para  Roma em Português.

765118 - Visitar Pompéia com guia em português
Afrescos de Pompéia, foto de Vascoplanet

Como funciona o tour com guia em Pompéia?

Os meus colegas de Nápoli, com um alto nível de formação e uma boa dose necessária de paixão pelo que fazem, acompanham viajantes de língua portuguesa há anos. O percurso clássico segue pelo Teatro Grande, Teatro Piccolo, pelas Botteghe (oficinas), casas privadas, com seus afrescos e mosaicos em excelente estado de conservação, as ruas principais, as Lupanare (bordéis), as Termas, o Foro, os Templos, os moldes em gesso, a Basílica, até a Porta Marina. Duração mínima: 2h.
Para fazer um tour na Itália com guia de turismo em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.
Mas se você gosta mesmo de arqueologia, não perca a oportunidade de visitar com uma guia de turismo o Teatro de Ostia Antiga e a cidade onde ele foi construido! https://www.romaemportugues.com.br/ostia-antiga/
 

 

capitolio ostia antiga guia De roma - Visitar Pompéia com guia em português

 

 Capitólio de Ostia Antiga

 

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arqueologia, barroco em roma, guia brasileira em roma

Praça Navona, pérola do Barroco!

dezembro 12, 2013 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Praça Navona, vista da Fonte de Netuno

A Praça Navona é uma das praças mais famosas do mundo, criada no século XVII, praticamente pelos grande escultores e arquitetos Bernini e Borromini, para o Papa Inocêncio X Pamphilj.

praca navona estadio domiciano - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona hoje, antigamente Estádio de Domiciano

A sua forma (um grande retângulo com os lados menores arredondados) se deve ao antigo estádio de Domiciano, sobre o qual foi construída. Apesar de Bernini e Borromini serem os protagosnistas deste espetáculo, o que vemos hoje é o resultado do trabalho de vários gênios que trabalharam juntos durante o século XVII.

A visão do Papa Inocêncio X, que pediu aos gênios Bernini de construir a fonte central, ao Borromini, de construira Igreja de Santa Inês; a Rainaldi, de construir o palácio Pamphilj.

praca navona fonte netuno - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praca Navona, Fonte do Netuno

As fontes menores da Praça Navona

Das fontes menores, a “Fonte dos Mouros” foi realizada pelo grande Giacomo della Porta mais pra frente, durante o papado de Gregório X Buoncompagni (século XVI), sobre desenho de Bernini.

A “Fonte do Netuno” permaneceu por muitos séculos somente uma bacia, como aquela da fonte dos Mouros. Somente no século XIX foi realizada uma licitação! Vencida por Antonio della Bitta, este escultor realizou o Netuno. As figuras marinhas secundárias (cavalos marinhos, sereias, putos) foram relizadas pelo escultor Zappalá.

praca navona roma portugues - Praça Navona, pérola do Barroco!

Praça Navona de noite, espetáculo garantido!

A Praça Navona na Antiguidade

Vamos começar do início: na antiguidade,  aqui existia o estádio de Domiciano, que tinha sido construído  no ano de 86 d.C! O estádio tinha 276m de comprimento, 106 de largura e capacidade para 30.000 expectadores. Era maravilhosamente decorado com estátuas…

praca navona maquete - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona, maquete do antigo estádio de Domiciano

Não é verdade a lenda metropolitana que diz que durante a antiguidade também aconteciam batalhas navais nesta praça. O que realmente acontecia, era um alagamento da praça no mês de Agosto. Isso aliviava o calor: se tapavam os ralos da fontes, e a água alagava a praça.
Entre 1810 e 1839 realizaram-se corridas de cavalos.

A Navona é um dos melhores exemplos do que os artistas criaram durante o período barroco. Aqui contribuíram artistas do calibre de Bernini, Borromini e Rainaldi (Igreja de Santa Agnes) e Pietro da Cortona.

embaixada brasileira roma navona - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona, Embaixada Brasileira e Igreja de Santa Inês

A Praça Navona durante o Barroco

A praça foi realizada com a ideia de celebrar a grandiosidade da família Pamphilj (do Papa Inocêncio X), em clara competição com as famílias Barberini e Farnese. Por isso ordenou a construção do Palácio e da fonte. Para a realização da praça fosse perfeita foram demolidos vários edifícios medievais.

Quem não podia ficar de fora da importante escolha dos trabalhos a serem reliazados foi a superpotente Donna Olimpia Maidalchini. Donna Olímpia, mulher de personalidade fortíssima e cunhada do Papa exercia uma forte influência sobre ele. Para saber melhor quem foi essa figura, leia o post http://tinyurl.com/o6shhrt).

A Igreja de Santa Inês na Praça Navona

A Igreja de Santa Agnese (Inês) foi construída no lugar onde a santa sofreu seu martírio durante as perseguições de Diocleciano. Ela tinha apenas 12 anos. Existem várias lendas sobre a sua história. Logo após a sua morte, por causa da sua idade, a santa ficou famosíssima. Vou tentar dar uma breve ideia sobre a sua vida e seu martírio.

A linda menina chamada Agnes se recusava a se casar, dizendo que tinha feito o voto de castidade a Jesus. O prefeito Simprônio condenou-a a viver junto com as castas sacerdotisas vestais, que protegiam a cidade. Quando ela se recusou, ele a mandou arrastar nua pelas ruas, e viver em um bordel. Enquanto era martirizada, seus cabelos cresciam e os homens que se aproximavam dela para violentá-la, ficavam cegos.

praca navona fonte quatro rios - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praca Navona, Fonte QUatro Rios e Igreja de Santa Inês

Tendo sobrevivido à essas torturas, Agnes foi definitivamente condenada à morte. Amarrada a um poste ao qual tentaram colocar fogo, mas o fogo não pegava, e não queimavam a santa. A este ponto, um oficial pegou a sua espada e a decapitou. O sangue derramado no chão atraiu rapidamente outros cristãos, que embeberam suas roupas com ele. Agnes foi posteriormente enterrada em catacumbas, na Via Nomentana.

A  igreja foi edificada sobre o bordel onde Diocleciano tinha mandado trancar a santa. Desde o período medieval já existia lá uma igreja dedicada à ela.

Curiosidades e observações finais da Praça Navona

Voltando à fonte central, uma das fofocas mais famosas a respeito dela, é sobre a rivalidade dos grandes arquitetos barrocos Bernini e Borromini: em duas das alegorias dos rios,  Bernini teria expressado o seu desdenho pelo grande Borromini, representando o rio Nilo com uma faixa tapando seus olhos para não ver a igreja e o rio da Prata com a mão protegendo a sua cabeça com medo que a cúpola de Borromini caísse sobre a sua cabeça; mas estas são mais lendas metropolitanas, já que a Igreja foi realizada DEPOIS da fonte! Interessante notar que  o Nilo foi representado com os olhos tampados pela faixa, por que as duas nascentes ainda não tinham sido encontradas.

Origem do nome da Praça Navona

O primeiro nome da praça foi “in Agone” (que vem do grego agones, que quer dizer jogos), já que o antigo estádio era utilizado para competições entre atletas. 

Com o tempo ocorreu a corruptela do topônimo em Praça in Agone , depois Praça Nagona para depois se transformar em Praça Navona!

Palácios da Praça Navona:
Palazzo Braschi – do final do século  XVIII,  construído onde existia o Palácio de Francesco Orsini, no século XV.
Palazzo Torres Lancellotti – construído em torno ao ano de 1552 por Pirro Ligorio.
Palazzo Pamphilj – construído entre 1644 e 1650 por Girolamo Rainaldi.
Palazzo Tuccimei ( antes chamado Cupis Ornani) – construído na segunda metade do século XVI, sobre um predinho e casas limítrofes do século anterior.

Quanto à tomar um café num bar na Praça Navona, veja antes o menú para não tomar sustos, pois o preço  muda se você senta em uma mesa ou não; aliás isso é uma regra para 99% dos bares e lanchonetes na Itália.

Não perca a essência de Roma! Para fazer seu tour com uma guia profissional em português basta pedir seu orçamento através da página https://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato

. Clique para ler sobre subterrâneos da Praça Navona.

Como chegar na Praça Navona

Para chegar na Praça Navona dos principais pontos da cidade, você tem à disposição as seguintes linhas de transporte público (feita excessão ao metrô, que não chega aqui!):

– Ônibus: 30, 492, 628, 70, 87, 81, 916

– Bonde: 8 (desça na Piazza Argentina e caminhe 10 minutos).

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arqueologia, Bernini, guia de turismo na Italia

Castel Sant’Angelo – arquitetura e história

maio 21, 2013 by admin 2 Comentários

Castel Sant’Angelo é o monumento que vamos ver hoje em todos os seus detalhes históricos, arquitetônicos! Em pleno ritmo de primavera, os jasmins perfumam as ruas na nova luz que chega transformando o que conhecemos em imagens novas, que não nos cansam de encantar com a sua beleza eterna.

Castel Sant’Angelo, pequena introdução

Castel Sant’Angelo é um dos tantos monumentos romanos com uma história incrível, de beleza imponente e mágica, de sabor antigo e cenográfico do centro de Roma – um dos meus preferidos!

santangelo costas - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
Castel Sant’Angelo visto com “il passetto” – ligação com o Vaticano

Esta construção aparentemente insólita aos nossos olhos era até muito comum na antiga Roma, e deve a sua forma aos etruscos.

Acredita-se também que a maior inspiração arquitetônica para este monumento tenha sido um grande mausoléu do IV séc. a.C., às margens do mar Egeu, localizado numa cidade antiga que se chamava Cária, na Anatólia. Este mausoléu era uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e é também conhecido como Mausoléu de Halicarnasso; infelizmente hoje não podemos apreciar mais do que as suas fundações.

castelsantangelo dietro - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
Castel Sant’Angelo, foto minha

O Imperador Adriano (que reinou no periodo de 117dC – 138dC) teve seu principado caracterizado pela tolerância em relação aos cristãos e proteção dos escravos (através de uma reforma legislativa promovida pelo imperador em pessoa), valorização da arte, cultura e filosofia.  A Villa Adriana é um exemplo de valorização das artes, pois foi construida com paixão e amor pela memória, com citações arquitetônicas que o imperador tinha conhecido nas suas várias viagens pela Grécia e Egito.

Até o Pantheon, construido por Agrippa foi reconstruido pelo imperador Adriano e adquiriu a forma que nós conhecemos hoje.

DSC08826 - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
No alto do Castel Sant’Angelo, com Suzana e Marcia (cúpola de São Pedro no fundo)

História e arquitetura do Castel Sant’Angelo

O Castel Sant’Angelo foi construido entre 76 e 138 pelo Imperador Adriano como mausoléu para a sua família. O material da construção foi o peperino (pedra de origem vulcânica, típica aqui na região do Lácio) e uma espécie de cemento desenvolvido pelos romanos.

castel pat - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
Castel Sant’Angelo e Ponte Sant’Angelo com a iluminação noturna – foto minha

O túmulo tem a forma de um cilindro chato (64m de diâmetro e 20m de altura) e a construção de peperino era coberta por lastras de travertino, o mármore do Lácio. A base sobre a qual o cilindro se apoia é um quadrado de aproximadamente 85 metros de comprimento e 15m de altura. No alto do cilindro, existia uma quadriga, representando o Imperado Adriano como Deus-Sol.  No centro do monumento encontra-se as tumbas da família Antonina, a família à qual pertencia o Imperador Adriano, com a seguinte inscrição escrita pelo próprio:

angelo1 - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
Angelo da ponte de Castel Sant’Angelo, das oficinas de Bernini

“Anima vagula blandula – Hospes comesque corporis – Quae nunc abibis in loca – Pallidula rigida nudula – Nec ut soles dabis iocos”, que quer dizer mais ou menos “Pequena e tenra alma vagante, hóspede e companheira do corpo, agora pálida e rígida desapareces, sem poder mais brincar como outrora”. Lá dentro, encontramos muitos membros da família Antonino, como a esposa do imperador, Sabina, o imperador Antonino Pio e sua esposa Faustina Maior, assim como três dos seus filhos, Lucio Hélio César, imperadores Cômodo e Marco Aurélio (e filhos), imperadores Setímio Severo e sua esposa Júlia Domna, bem como seus filhos e por último os imperadores Geta e Caracalla.

PonteSantAngelo JimmyHarris - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
Ponte Sant’Angelo, foto de Jimmy Harris

A importância da localização geográfica deste mausoléu foi um fato importantíssimo na história deste monumento. A proximidade ao túmulo de um certo Pedro (sim, o Apostolo de Jesus), que muitas pessoas do mundo todo conhecido vinham a visitar em peregrinação, e sobretudo o fato de ter sido englobado nos Muros Aurelianos do final do III séc. d.C . fizeram com que este monumento chegasse quase íntegro até nós!  Imagine que o Mausoléu de Augusto, que fica a poucas centenas de metros deste monumento mas foi totalmente abandonado e hoje encontra-se muito degradada por estar numa posição sem relevância no desenvolvimento urbanístico da cidade de Roma!

Por 150 anos o mausoléu foi mesmo um mausoléu, até que seu destino foi marcado sob o imperadores Honório (395-423) e Arcádio (395-408), quando foi envolvido nos muros aurelianos. A partir deste momento, as características da construção se demonstram fantásticas para ajudar a proteger a cidade dos constantes ataques que sofria, transformando-a em uma fortaleza.

angelo2 - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história
Angelo da ponte de Castel Sant’Angelo, das oficinas de Bernini

O nome com o qual conhecemos hoje este monumento, Castel Sant’Angelo, foi dado no ano de 590, quando em Roma teve um surto de peste negra e o Papa Gregório I, desesperado, organizou uma procissão em uma tentativa de acabar com a doença na cidade. O trajeto da procissão passava pelo mausoléu de Adriano, e no momento em que o Papa e os fiéis se aproximavam ao imponente monumento, diz a lenda, Gregório I viu o Arcanjo Miguel aparecer no céu enterrando sua espada na parte superior do monumento, como sinal de que a peste seria vencida. Mas não é que a peste acabou mesmo depois da procissão? A partir daí, os romanos começaram a chamar de Castel Sant’Angelo o mausoléu de Adriano.

Castel Sant’Angelo no Renascimento

A partir do papado de Alexandre VI (1492-1503), este monumento passeou a ter uma área com função de prisão. No decorrer dos séculos seguintes foi constantemente reformado  e cuidado, com a adição dos aposentos papais (Paolo III Farnese), caracterizados por um luxo difícil de imaginar, com uma série de afrescos requintados de Perin Del Vaga, e serviu como refúgio aos tesouros do Vaticano, pois aos poucos, com foram construidos bastioes e o antigo “monumento funerario” de um grande imperado for sendo transformado em um forte!

Venha passear conosco e conhecer o interior deste pedaço importantíssimo da história do Ocidente! No alto deste monumento tem uma lanchonete com uma das mais lindas vistas de Roma (para mim, a mais bonita!), pois nós vamos subir até o topo e ver o arcanjo Miguel de pertinho!

Peça seu orçamento para fazer este e muitos outros passeios  em Roma com a gente!

DSC08827 - Castel Sant'Angelo - arquitetura e história

Castel Sant’Angelo, lá no alto

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O Pantheon de Roma

dezembro 24, 2011 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Pantheon Roma em português, centro histórico de Roma com guia em português
O Pantheon de Roma, que em grego quer dizer “todos os deuses”) é um edificio da Roma Antiga, construido em homenagem a todos os deuses do Olimpo. Os habitantes de Roma o apelidaram de la Rotonna (“la Rotonda”), apelido que pegou também à praça em frente.
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arqueologia, guia de Roma em português

Templo de Portunus

dezembro 22, 2010 by admin Nenhum comentário

A zona do Foro Boário, onde fica o Templo de Portunus, é uma zona importantíssima desde a noite dos tempos da Idade do Bronze pois este ponto representava uma encruzilhada onde existia o comércio de gado séculos antes da fundação da cidade de Roma.

Portunus - Templo de Portunus

Lateral do Templo de Portunus, Foro Boário

Templo de Portunus em Roma

O Templo de Portunus chegou até nós em excelente estado de conservação, portanto se você vem à Roma para ver o que esta cidade tem a oferecer de preciosidades arqueológicas, essa é uma delas. A coisa surpreendente, é que este templo, como o templo de Hércules, não ficam fechados em uma zona cercada e com ingresso; são monumentos antiquíssimos e importantíssimos, que você encontra caminhando, sobre a calçada de uma rua.

portunus3 - Templo de Portunus

Detalhes históricos do Templo de Portunus

A construção deste templo aconteceu entre os anos de 80-70 a.C., (os arqueólogos encontraram indícios nas fundações que ele teria sido construído sobre um templo ainda mais antigo, do IV- III séc. a.C.) e dedicado a Pórtuno (Portunus), divindade protetora do porto fluvial, pois o rio Tibre passa aqui na frente!

templo portunus foro boario guia particular roma portugues - Templo de Portunus

No século IX d.C. o templo foi  convertido em igreja e dedicado à Santa Maria Egipcíaca (padroeira das prostitutas; tem uma razão, mas a história é longa, contamos pra vocês aqui!).
No século XVI o edifício passou a uma ordem de monges armenos que realizou algumas reformas, construindo diversos edifícios colados nos seus muros; tudo isso foi demolido durante o regime fascista, nos anos 30 do século XX, quando abriram a “Via del Mare”, a estrada que leva à Ostia.

portunus2 - Templo de Portunus

Arquitetura do Templo de Portunus

O templo romano é composto por colunas da ordem iônicas e a curiosidade aqui é que com excessão das colunas do pronao,(parte retangular anterior à entradado templo) que são de mármore travertino, as semi-colunas são feitas de tufo (uma pedra lávica com tonalidade escura) e foram revestidas para parecer mármore; assim como os capitéis, foram finalizados em um tipo de gesso, mais resistente do que o normal – se tiver um binóculo, vai vê-las encaixadas no topo das colunas!

capitel templo  portunus - Templo de Portunus

O seu interior tem ainda afrescos medievais  que contam estórias da vida da Santa Egipcíaca e uma tela do pintor Frederico Zuccari com a santa.

templo portunos interior - Templo de Portunus
Interior e afrescos do Templo de Portunus, foto de Mirta Zambonini

O templo fica bem na frente da famosa Bocca della Verità e pode ser admirado somentepor fora, pois em raríssimas ocasiões é possível entrar na antiga igreja-templo. Este canto de Roma, o Foro Boário, é sem dúvida muito especial, pois aqui é a antiga encruzilhada onde vários povos se encontravam para trocar mercadorias, antes da fundação de Roma.

Endereço:
Piazza della Bocca della Verità, 00186 Roma

Para fazer um tour na Itália com guia em português não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.

Monumentos importantes aqui perto: 

Santa Maria in Cosmedin: https://www.romaemportugues.com.br/santa-maria-in-cosmedin-a-igreja-da-bocca-della-verita/

São Nicolau em Cárcere: https://www.romaemportugues.com.br/basilica-de-sao-nicolau-em-carcere/

Teatro Marcelo: https://www.romaemportugues.com.br/teatro-marcelo/

Templo de Hércules: https://www.romaemportugues.com.br/templo-de-hercules-foro-boario/

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Sobre mim

Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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