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Luisa Bruni Coleção 2013

dezembro 18, 2013 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

É um bom momento para contar as últimas peripécias de uma das melhores designer de jóias que a Itália tem neste momento: Luisa Bruni. Confira a seguir itens de Luisa Bruni Coleção 2013

splash rainbow vernice - Luisa Bruni Coleção 2013
Luisa Bruni Coleção 2013 – “Splash Rainbow”, prata esmaltada

Seguindo com consistência seu trabalho conceitual iniciado alguns anos atrás, depois da sólida formação em Belas Artes e depois na Escola de Arte da Casa da Moeda de Roma, onde Luisa aperfeiçoou as técnicas de baixo relevo, não nos resta que admirar a produção de 2013 da “Senhora dos Anéis”.

splash superpop - Luisa Bruni Coleção 2013
Luisa Bruni Coleção 2013 – “Resinplink”, prata e resina colorida

A série “Plink” de 2012, que tem como ponto de partida a água, se desenvolveu em criações em prata esmaltada, e a nova série “Gratachecca” (que quer dizer “raspadinha”, é aquela que a gente come na praia!) chegou para conquistar o coração de quem ama jóias e a qualidade única do design Made in Italy.

s%C3%A9rie raspadinha - Luisa Bruni Coleção 2013
Luisa Bruni Coleção 2013 – “Gratachecca” (raspadinha), em prata e resina colorida
Naturalmente, o trabalho manual envolvido no processo de criação é complexo e exige a maestria de técnicas de escultura e domínio sobre diferentes materiais. Veja algumas imagens da mesa de trabalho da nossa artista com a mão na massa:
making of 2 - Luisa Bruni Coleção 2013
Modelar a resina: técnica difícil e extremamente tóxica para a designer!
making of splash - Luisa Bruni Coleção 2013
O brilhante resultado final!
Muito especial, seria encomendar alianças que a nossa maestra realiza com um toque todo especial e selar seu noivado na nossa romântica Itália!
fedi LB - Luisa Bruni Coleção 2013
Alianças de Luisa Bruni
fedi LB 3 - Luisa Bruni Coleção 2013
Aliança de Luisa Bruni
fedi LB 4 - Luisa Bruni Coleção 2013
Aliança de Luisa Bruni
Ou, simplesmente um solitário em ouro branco e diamante como esse, para selar seu noivado na Itália!
solitario - Luisa Bruni Coleção 2013
Solitário, ouro branco e diamante
Luisa Bruni se mudou há um ano de Roma para Torino.
Suas jóias são vendidas na loja:
ALTERNATIVES gallery 
Via della Chiesa Nuova 10
06 6830 8233
Inverno: Fecho às 2as
Terça-Sábado
10.00h – 19.00h
Verão, fecho aos Sábados
2a à 6a
10.00h – 19.00h
Seguem os contatos para quem deseja fazer uma jóia sob encomenda: www.luisabruni.com, escreva para lb@luisabruni.com!
Luisa fala e e escreve espanhol na perfeição!
 
io - Luisa Bruni Coleção 2013
A designer Luisa Bruni
 
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dicas de Roma, Uncategorized

Reveillon 2013-2014 Roma

dezembro 16, 2013 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

O Reveillon 2013-2014 Roma vai ter concerto com Malika Ayane, Nina Zilli , Niccolò Fabi e Daniele Silvestri num palco com 40m de comprimento e 20 metros de profundidade no Circo Massimo!

Neste ano, a escolha de eventos está caprichadíssima, com eventos para todos os gostos e bolsos!

rainbow corso - Reveillon 2013-2014 Roma
Via del Corso (aos domingos não circulam carros)


– Festa de Reveillon 2013-2014 Roma: Castelo de Ponte Milvio


Endereço: Via di Casal di Tor di Quinto, 1
Infos e Pré-vendas: 06.98875854 – 333.1818498 – 3428911419 – 3476304510
Ceia às 20.30h: € 130

Buffet com mesa às 21.00h: € 120
Buffet às 21.00: € 120
Disco: Ingresso a partir das 23.00: € 55
Disco: Ingresso  a partir das 00.30: € 40

– Festa de Réveillon Vegana em Roma 2013-2014: Jantar Vegano e festa com música ao vivo anos ’80

 

Jantar e festa organizada pelos animalistas de Roma e pela franchising Universo Vegano
Laser Club, Via Matteo Bartoli, 256 
METRO B – Parada Laurentina – zona EUR Laurentina
€35,00 – Ingresso da ore 20,30

Brinde e Discoteca: €20,00 – Ingresso a partir das 23:00h

Pagamento de sinal para reserva: pierpaolocirillo@animalisti.it – segreteria@animalisti.it – www.animalisti.it – 06.780.41.71 – 338.48.18.226 ou nas seguintes Associações: Associazione (Via Tommaso Inghirami, 82 –Metro A, Colli Albani – Roma – todos os dias úteis das 9h-19h), ou no nosso quiosque informativo (terças e quintas das 9.30h às 19.00h; sábados e domingos das 13h-19h) no Largo dei Lombardi (Via del Corso pertinho da via della Croce – metrô A, Spagna).

– Vegano também o reveillon do Rewild, cruelty-free club, que é um club vegano – detalhes do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/182747821751185/?source=1
Via Giovannipoli, 18 
00145 Roma

Metrô B Garbatella, metro B San Paolo, ou ônibus 715

Menú completo (excluso bebidas): € 30

Para reservas:
06.97613910 (depois das 20:00h)
380.3279309 – 347.7130164

– Dica de Reveillon para quem tem crianças em Roma: Rainbow Magicland

 

Preços:
Ingresso + Jantar Castello: € 150
Ingresso + Buffet: €60
Ingresso 40€
Endereço: Via della Pace (Valmontone – Roma)

Telefone: 0698875854 – 3331818498 – 3428911419 – 3476304510
Site oficial do evento: https://www.magicland.it/ (Google Chrome não vê o site, precisa abrir com Mozilla Firefox ou outro browser!)

Réveillon Rainbow: o reino dos sonhos!

Parque de diversões para crianças nos arredores de Roma. 
Início: das 19:00h às 05:00h – crianças com menos de 1 ano não pagam ingresso

Aconselha-se para quem está com crianças os seguintes espetáculos: “Il Regno dei Piccoli”, o espetáculo das “WinX” e o show de “Bombo e Gattobaleno” (arcobaleno quer dizer arco-íris; “Gattobaleno” é uma corruptela de gato com arco-íris).
Vários hóspedes ilustres italianos, música e DJ sets. Às crianças foram reservadas três salões musicais com diferentes tipos de música: house, eletrônica, pop, salsa, happy-revival etc.

Para os pais terá um show  “Tutti pazzi per il musical”, além do “Stunt Show” na arena e espetáculo pirotécnico da meia-noite.

– Programa Reveillon 2013-2014 Roma Mansão na Villa Appia Antica
 
capodanno villa appia antica - Reveillon 2013-2014 Roma
 
METRÔ A (fermata Arco di Travertino).
Para informações: 
Endereço: Via Appia Antica, 288 A – Roma
Telefone: 067184815 – 3386897505
 
Grande Gala em Roma. Ceia em mansão antiga (do IV séc a.C., 30.000m quadrados de área verde, piscina e estacionamento) em uma das ruas mais antigas e chiques do mundo: a Via Appia.
 
As comemorações  iniciam às 20:30h com aperitivo de bem-vindos e música ao vivo swing. Às 21h, no salão de jantar, música ao vivo (jazz,  blues, e rock) até à meia-noite. Espetáculo pirotécnico e depois DJ set.
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arqueologia, barroco em roma, guia brasileira em roma

Praça Navona, pérola do Barroco!

dezembro 12, 2013 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Praça Navona, vista da Fonte de Netuno

A Praça Navona é uma das praças mais famosas do mundo, criada no século XVII, praticamente pelos grande escultores e arquitetos Bernini e Borromini, para o Papa Inocêncio X Pamphilj.

praca navona estadio domiciano - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona hoje, antigamente Estádio de Domiciano

A sua forma (um grande retângulo com os lados menores arredondados) se deve ao antigo estádio de Domiciano, sobre o qual foi construída. Apesar de Bernini e Borromini serem os protagosnistas deste espetáculo, o que vemos hoje é o resultado do trabalho de vários gênios que trabalharam juntos durante o século XVII.

A visão do Papa Inocêncio X, que pediu aos gênios Bernini de construir a fonte central, ao Borromini, de construira Igreja de Santa Inês; a Rainaldi, de construir o palácio Pamphilj.

praca navona fonte netuno - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praca Navona, Fonte do Netuno

As fontes menores da Praça Navona

Das fontes menores, a “Fonte dos Mouros” foi realizada pelo grande Giacomo della Porta mais pra frente, durante o papado de Gregório X Buoncompagni (século XVI), sobre desenho de Bernini.

A “Fonte do Netuno” permaneceu por muitos séculos somente uma bacia, como aquela da fonte dos Mouros. Somente no século XIX foi realizada uma licitação! Vencida por Antonio della Bitta, este escultor realizou o Netuno. As figuras marinhas secundárias (cavalos marinhos, sereias, putos) foram relizadas pelo escultor Zappalá.

praca navona roma portugues - Praça Navona, pérola do Barroco!

Praça Navona de noite, espetáculo garantido!

A Praça Navona na Antiguidade

Vamos começar do início: na antiguidade,  aqui existia o estádio de Domiciano, que tinha sido construído  no ano de 86 d.C! O estádio tinha 276m de comprimento, 106 de largura e capacidade para 30.000 expectadores. Era maravilhosamente decorado com estátuas…

praca navona maquete - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona, maquete do antigo estádio de Domiciano

Não é verdade a lenda metropolitana que diz que durante a antiguidade também aconteciam batalhas navais nesta praça. O que realmente acontecia, era um alagamento da praça no mês de Agosto. Isso aliviava o calor: se tapavam os ralos da fontes, e a água alagava a praça.
Entre 1810 e 1839 realizaram-se corridas de cavalos.

A Navona é um dos melhores exemplos do que os artistas criaram durante o período barroco. Aqui contribuíram artistas do calibre de Bernini, Borromini e Rainaldi (Igreja de Santa Agnes) e Pietro da Cortona.

embaixada brasileira roma navona - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praça Navona, Embaixada Brasileira e Igreja de Santa Inês

A Praça Navona durante o Barroco

A praça foi realizada com a ideia de celebrar a grandiosidade da família Pamphilj (do Papa Inocêncio X), em clara competição com as famílias Barberini e Farnese. Por isso ordenou a construção do Palácio e da fonte. Para a realização da praça fosse perfeita foram demolidos vários edifícios medievais.

Quem não podia ficar de fora da importante escolha dos trabalhos a serem reliazados foi a superpotente Donna Olimpia Maidalchini. Donna Olímpia, mulher de personalidade fortíssima e cunhada do Papa exercia uma forte influência sobre ele. Para saber melhor quem foi essa figura, leia o post http://tinyurl.com/o6shhrt).

A Igreja de Santa Inês na Praça Navona

A Igreja de Santa Agnese (Inês) foi construída no lugar onde a santa sofreu seu martírio durante as perseguições de Diocleciano. Ela tinha apenas 12 anos. Existem várias lendas sobre a sua história. Logo após a sua morte, por causa da sua idade, a santa ficou famosíssima. Vou tentar dar uma breve ideia sobre a sua vida e seu martírio.

A linda menina chamada Agnes se recusava a se casar, dizendo que tinha feito o voto de castidade a Jesus. O prefeito Simprônio condenou-a a viver junto com as castas sacerdotisas vestais, que protegiam a cidade. Quando ela se recusou, ele a mandou arrastar nua pelas ruas, e viver em um bordel. Enquanto era martirizada, seus cabelos cresciam e os homens que se aproximavam dela para violentá-la, ficavam cegos.

praca navona fonte quatro rios - Praça Navona, pérola do Barroco!
Praca Navona, Fonte QUatro Rios e Igreja de Santa Inês

Tendo sobrevivido à essas torturas, Agnes foi definitivamente condenada à morte. Amarrada a um poste ao qual tentaram colocar fogo, mas o fogo não pegava, e não queimavam a santa. A este ponto, um oficial pegou a sua espada e a decapitou. O sangue derramado no chão atraiu rapidamente outros cristãos, que embeberam suas roupas com ele. Agnes foi posteriormente enterrada em catacumbas, na Via Nomentana.

A  igreja foi edificada sobre o bordel onde Diocleciano tinha mandado trancar a santa. Desde o período medieval já existia lá uma igreja dedicada à ela.

Curiosidades e observações finais da Praça Navona

Voltando à fonte central, uma das fofocas mais famosas a respeito dela, é sobre a rivalidade dos grandes arquitetos barrocos Bernini e Borromini: em duas das alegorias dos rios,  Bernini teria expressado o seu desdenho pelo grande Borromini, representando o rio Nilo com uma faixa tapando seus olhos para não ver a igreja e o rio da Prata com a mão protegendo a sua cabeça com medo que a cúpola de Borromini caísse sobre a sua cabeça; mas estas são mais lendas metropolitanas, já que a Igreja foi realizada DEPOIS da fonte! Interessante notar que  o Nilo foi representado com os olhos tampados pela faixa, por que as duas nascentes ainda não tinham sido encontradas.

Origem do nome da Praça Navona

O primeiro nome da praça foi “in Agone” (que vem do grego agones, que quer dizer jogos), já que o antigo estádio era utilizado para competições entre atletas. 

Com o tempo ocorreu a corruptela do topônimo em Praça in Agone , depois Praça Nagona para depois se transformar em Praça Navona!

Palácios da Praça Navona:
Palazzo Braschi – do final do século  XVIII,  construído onde existia o Palácio de Francesco Orsini, no século XV.
Palazzo Torres Lancellotti – construído em torno ao ano de 1552 por Pirro Ligorio.
Palazzo Pamphilj – construído entre 1644 e 1650 por Girolamo Rainaldi.
Palazzo Tuccimei ( antes chamado Cupis Ornani) – construído na segunda metade do século XVI, sobre um predinho e casas limítrofes do século anterior.

Quanto à tomar um café num bar na Praça Navona, veja antes o menú para não tomar sustos, pois o preço  muda se você senta em uma mesa ou não; aliás isso é uma regra para 99% dos bares e lanchonetes na Itália.

Não perca a essência de Roma! Para fazer seu tour com uma guia profissional em português basta pedir seu orçamento através da página https://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato

. Clique para ler sobre subterrâneos da Praça Navona.

Como chegar na Praça Navona

Para chegar na Praça Navona dos principais pontos da cidade, você tem à disposição as seguintes linhas de transporte público (feita excessão ao metrô, que não chega aqui!):

– Ônibus: 30, 492, 628, 70, 87, 81, 916

– Bonde: 8 (desça na Piazza Argentina e caminhe 10 minutos).

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guia de Roma em português, igrejas, igrejas de roma, italia para brasileiros

Bocca della verità

janeiro 14, 2013 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

A “Bocca della Verità” é uma grande máscara de mármore pavonazzetto (mármore branco com estrias de cor violácea escura, como na cauda dos pavões), em exposição no pronaos (termo utilizado para designar a antecâmera do templo grego, podemos aqui simplificar, dizendo que seria a área retangular logo antes da entrada da igreja) da Igreja de Santa Maria em Cosmedin, desde 1632.

(Se você gostar de mármores, leia o artigo sobre os mármores antigos!)

Bocca della verità

bocca della verita - Bocca della verità
A famosa máscara da Bocca della Verità

A “mascarona” representa um rosto masculino com barba; olhos, nariz e boca são cavidades na placa de mármore. O rosto foi interpretado ao longo dos anos com representação de diferentes personagens: Júpiter-Amon, o deus Oceano, um oráculo ou um fauno.

interno cosmedin - Bocca della verità
O fantástico interior da Igreja de Santa Maria in Cosmedin, com o pavimento Cosmatesco

Na Roma Antiga, a máscara era uma espécie de ralo, que naquela época tinham comumente a forma de uma divindade pluvial.

Durante a Idade Média, a máscara atingiu uma fama legendária: acredita-se que seja este o objeto mencionado no século XI nos primeiros Mirabilia Urbis Romae (uma guia medieval para pelegrinos!), onde à Bocca foi atribuido o poder de pronunciar oráculos. Nesta guia estava escrito: Ad sanctam Mariam in Fontana, templum Fauni; quod simulacrum locutum est Iuliano et decepit eum (“Na Igreja de Santa Maria em Fontana encontra-se o templo do Fauno. Esta  máscara si pronunciou a Juliano e o enganou”).

Um texto alemão do século XII conta de um mito sobre o Imperador Juliano, que se declarou pagão apesar de sua fé católica, descrevendo detalhadamente como o diabo, através daquela boca tivesse segurado longamente a sua mão, que por sua vez teria engando uma mulher e na frente da máscara teria que jurar a sua boa fé, prometendo-lhe de recuperar a sua reputação e de dar-lhe muita proteção se ele voltasse a instituir o culto pagão no Império Romano.

Ainda na Idade Media, uma legenda contava como Virgilio mago (um mago de uma lenda desenvolvida no norte da Europa) construiu a Bocca della Verità para que os maridos e esposas pusessem à prova a fidelidade do cônjuge.

No século XV, viajantes italianos e alemães se lembram, bastante convencidos, que esta pedra “chamada lápide da verdade tinha antigamente o poder de  mostrar se uma mulher tivesse traído seu marido”.

Em uma outra lenda alemã do XV século, encontramos uma estória sobre a máscara que não ousou morder a mão de uma imperatriz romana que, mesmo que tivesse de fato traído o seu marido imperial, a engana com a sua lógica. Legenda ou fato? Mistérios de Roma…

Boatos populares conhecidos falavam de uma mulher infiel que tinha sido levada à Bocca della Verità pelo marido que suspeitava da sua esposa, para colocá-la à prova, mas que tinha conseguido salvar a sua mão com a sua inteligência: pediu ao amante que no dia em que fosse levada pelo marido para a prova de fogo se apresentar no local, fingir-se de louco e abraçá-la na frente de todos.
Assim, a mulher pode jurar tranquilamente ao inserir a mão na Bocca, que tinha sido abraçada somente por seu marido e por aquele homem que todos tinham visto, mesmo sendo culpada de adultério.

O nome Bocca della Verità apareceu em 1485 e a escultura tem sido desde então mencionada entre as curiosidades romanas, tendo sido reproduzida em desenhos e estampas. Daí podemos dizer que originalmente a escultura estava posicionada fora do pórtico da igreja e foi colocada dentro do pórtico no restauro feito pelo Papa Urbano VIII, Barberini, em 1631.

Os turistas ainda hoje formam enormes filas para serem fotografados com a mão dentro da “boca mágica”, o que nos faz pensar que esta curiosidade esteja inserida em diversas guias e até nos passeios mais curtos por Roma! Nós preferiríamos entrar na igreja, que é linda e cheia de pavimentos cosmatescos!

Monumentos importantes aqui perto: 

 

Templo de Portunus: https://www.romaemportugues.com.br/templo-de-portunus/

São Nicolau em Cárcere: https://www.romaemportugues.com.br/basilica-de-sao-nicolau-em-carcere/

Teatro Marcelo: https://www.romaemportugues.com.br/teatro-marcelo/

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

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degustação vinhos toscana, Florença, vernaccia di san gimignano

Degustação exclusiva de vinhos na Toscana

novembro 26, 2012 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Degustação de vinhos na Toscana

Há vários modo de fazer a degustação de vinhos na Toscana

A degustação de vinhos na Toscana pode ser feita em 4h, bem pertinho de Florença, por exemplo no Castelo de Verrazzano, ou pode-se passar o dia pelas pitorescas colinas repletas de vinhedos, oliveiras, alçafrão ou girassois. Certo é que esta experiência na Toscana permanecerá na sua memória como um sonho.

reserve seu passeio guia credenciada portugues - Degustação exclusiva de vinhos na Toscana

Hoje em dia existem muitas vinícolas, mas as que nós gostamos são aquelas menores, que tem uma longa tradição familiar, onde os tataravôs, bisavôs e avôs dos proprietários trabalharam a mesma terra, melhorando o vinho durante os séculos.

visita cantina degustacao vihno chianti - Degustação exclusiva de vinhos na Toscana

Degustação de vinhos na Toscana: visitando adegas do castelo que produz vinho e vinsanto no Chianti

Três modos para fazer a sua degustação no Chianti

Grosso modo podemos delinear três modos para curtir os vinhos do Chianti e as suas paisagens que lembram contos de fada:

  1. degustação simples, com duração de 4h entre saída e retorno à Florença;
  2. almoço em vinícola
  3. Passeio por castelos, almoço e degustação de vinhos

1. Degustação de 4h

degustacao vinicola chianti.jpg - Degustação exclusiva de vinhos na Toscana
Degustação devinhos no Chianti

Com a Neusa e a sua família, fomos fazer umpasseio pelo castelo com degustação para finalizar – foi um final de tarde incrível no verão.

Saimos às 16h do hotel.   A visita ao castelo dura mais ou menos 40 minutos. Em seguida degustamos a gastronomia típica da região, acompanhada por três cálices de vinho diferentes produzidos aqui mesmo.

mesa degustacao radda chianti guia brasileira - Degustação exclusiva de vinhos na Toscana
À mesa no Chianti, prontos para iniciar a degustação!

A maior parte dos europeus toma o vinho diretamente no balcão, sem petiscos; por essa razão nós reservamos mesa e agendamos a degustação! Olha só que cantinho num dos pátios do castelo, charmosíssimo, que nos reservaram.

O mais clássico e perto de Florença é o Castello de Verrazano!

2. Almoço em Vinícola

Almoçar nas vinícolas é uma das coisas mais gostosas para curtio o Chianti em ritmo relax.

Terá sempre uma visita para explorar os vinhedos ou partes do castelo, dependendo do local escolhido, e depois sentamos à mesa para degustar o vinho e ter um verdadeiro almoço toscano!

almocar vinicola chianti - Degustação exclusiva de vinhos na Toscana
Almocar em vinícola no Chianti

3. Passeio e degustação, 8h de Chianti: almoço e degustação

Passar um dia inteiro no Chianti é um dia destinado a ser lembrado por você como um sonho! O passeio nos permite tempo para apreciar as famosas colinas que nos embalam e nos fazem sonhar outros tempos vividos por estas terras com cavalheiros e castelos.

Fazemos várias paradas, a serem decididas quantas degustações serão feitas, e, naturalmente escolhemos o menú e reservamos com antecedência o local do almoço.

Exemplo do que que foi degustado em vinícola muito especial, nos arredores de San Gimignano:
Degustamos  4 vinhos toscanos: Vernaccia di San Gimignano DOCG Vernaccia, Chianti DOCG, acompanhado por bruschetas com azeite extra virgem, pão, azeitonas e queijo pecorino.   À mesa no Chianti

queijos frios degustacao castelo albola guia credenciada 1 - Degustação exclusiva de vinhos na Toscana
À mesa no Chianti

Em outras vinícolas temos também especialidades da zona com açafrão, produto que fez com que esta zona prosperasse com as suas exuberantes plantações desta especiaria, que naturalmente acompanha vinhos produzidos aqui: Vernaccia, Chiant Classico, acompanhado de torradas com açafrão e creme de queijo, bruschetta com azeite extra virgem, queijo com geléia e mel. Para a sobremesa Cantuccini e Vin Santo, aguardente de Vernaccia e Açafrão.

Relembro que fazemos serviços exclusivamente particulares, para tanto visite a página https://www.romaemportugues.com.br/turismo-na-toscana/ para ter uma panorâmica dos clássicos “mais pedidos”, ou escreva um email https://www.romaemportugues.com.br/contato/ para solicitar uma programação sob medida!

Bem vindos à mesa no Chianti!

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Habemus Papam de Nanni Moretti

abril 20, 2012 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Quanto é difícil, às vezes, na vida, assumir responsabilidades. Um novo emprego, um novo cargo com pessoas que precisam ser orientadas, verificar a qualidade de produtos que saem de uma empresa… imaginem a trajetória padre, bispo, arcebispo, cardeal, Papa…. Habemus Papam é um filme de Nanni Moretti que fala desta questão em termos muito humanos no ambiente da Igreja Católica, que é sede de um poder importante religioso E estado no nosso planeta.
É… não deve ser fácil chegar lá!

Habemus Papam pics 809 - Habemus Papam de Nanni Moretti
Habemus Papam

Com muito humor e muita “italianidade”, Nanni Moretti enfrenta este difícil tema para os italianos, que vivem uma situação singular no mundo ocidental: ter dentro de casa um poder político e outro religioso ditando ordens. Humor e surrealismo inatos aos romanos do início ao fim, pincelados por jóias do quotidiano contemporâneo, como a popularidade dos ataques de pânico na nossa sociedade.

As reconstruções da Basílica de São Pedro são ótimas, o pavimento cosmatesco da Capela Sistina não foi realizado por alguma razão, mas isso você vai ver com a gente quando chegar lá! É um lindo passeio pela “minha Roma”, centro, pontes, o bairro de Prati, o italiano falado com sotaque estrangeiro típico de Roma… para quem conhece, é um bom jeito de matar a saudade; para que está indo, uma boa apresentação da minha “Lindona”.

Leia o post sobre Quem eram os Cosmatas!

Informações Técnicas
Título no Brasil: Habemus Papam
Título Original: Habemus Papam
País de Origem: Itália / França
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 2011
Estréia no Brasil: 16/03/2012
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Nossa Filmes
Direção: Nanni Moretti

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guia brasileira

OS MÁRMORES ANTIGOS

janeiro 17, 2012 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

Quem viaja à Roma, não pode ficar indiferente à quantidade de mármore usado nas construções da cidade, nas esculturas, nos detalhes em todo o lugar. De onde vieram esses mármores antigos? Quais são as pedreiras principais e qual a história deste material?

Os Mármores Antigos de Roma

Graças a este lindo trabalho com um resumo interessantíssimo das relações que envolveram a extração do mármore e o seu comércio no tempo dos romanos.

marmores antigos guia de roma portugues - OS MÁRMORES ANTIGOS
Variedade de mármores antigos encontrada no Palatino; no Museu do Palatino

OS MÁRMORES ANTIGOS
de Giovanni Guasparri
Superintendente da Seção Geológica do Museu de História Natural da Academia dos Fisiocríticos de Siena
Tradução de Patricia Carmo Baltazar

Os mármores da antiguidade constituem um dos temas mais estudados e de relevante significado histórico, artístico e científico, entre os materiais do patrimônio lapidário.
A seguir, vamos enumerar os aspectos essenciais que determinam o interesse sobre estes materiais, começando pelo valor histórico.

Neste contexto é importante salientar que mármore não é somente a rocha derivada da metamorfose de rochas carbonáticas, como nos diz a petrografia, mas sim o que entendemos sob o aspecto comercial e significado etimológico (do grego marmairo = resplender).

Mármores são todas as rochas que ao ter as suas superfícies lixadas, tornam-se brilhantes.

Entre os mármores antigos encontramos diversos tipos de rochas: das ígneas às metamórficas, às sedimentárias. Esta notável discrepância da classificação científica causa, como veremos adiante, problemas de identificação e de nomenclatura relativos à complexa história destas pedras.

P1040587 - OS MÁRMORES ANTIGOS
Arco de Constantino, Foro Romano

 

Acontecimentos históricos

No sentido clássico da denominação, os mármores antigos são aqueles extraídos e utilizados no período do Império Romano; na literatura específica encontram-se variedades que entraram em uso durante o Renascimento e até em época relativamente mais recente.

Os momentos mais importantes da história dos mármores antigos podem ser resumidos da seguinte maneira:

1) Desde o período tardio-republicano, os mármores chegavam à Roma exclusivamente por iniciativa privada. A sua utilização era limitada à realização de esculturas e sarcófagos. O mármore grego, em particular o Pentélico, era certamente o mais difundido mármore branco da Attica e foi com este material que o Partenon foi construído em Atenas.
Entre os séculos II e I a.C., com a conquista quase integral do leste do mediterrâneo, as monarquias helenísticas deixaram uma herança de valor cultural à classe governante romana, que se apropriou dos valores ideológicos ligados à utilização do mármore branco e das pedras coloridas. O caráter monumental da arquitetura foi assim introduzido aos santuários laciais ( Magna Mater no Palatino, Hércules, em Tivoli), nos pórticos e nos templos (Victória no Palatino ou Concórdia no Foro Romano).

diana ephesus - OS MÁRMORES ANTIGOS
Diana de Êfeso, Museus Vaticanos

Nas casas da aristocracia romana do final da República (510 – 27 a.C.), o mármore representava o status do seu proprietário. Além da utilização arquitetônica, é importante sublinhar a utilização do mármore na decoração de interiores, como por exemplo, nos pisos e paredes construídos em opus sectile (obra cortada, em latim. Trata-se de uma técnica de arte e decoração onde peças de pedras coloridas são arranjadas em painéis compondo uma imagem. A técnica é similar à do mosaico, mas ao contrário deste, que usa peças pequenas e regulares, o opus sectile emprega peças maiores de formas variadas. – Wikipedia, (n.t.)), isto é, com fragmentos de mármores inseridos nos pisos dos ambientes principais das casas, painéis com temas geométricos e figurativos (como por exemplo, o piso do Duomo de Siena, realizado depois do séc. XIV e inspirado por esta técnica antiga).

acatolico 5 - OS MÁRMORES ANTIGOS
Escultura do Cemitério Acatólico

2) O Império Romano despertou um enorme interesse pelos mármores policromáticos. Cada território do império fornecia a sua quota de pedras à Roma: a Espanha, a Gália, a Grécia, a Ásia Menor, o Egito, a Tripolitânia, a Numídia, a Mauritânia, e naturalmente, a Itália. Praticamente não existe nenhum tipo de mármore da mais remota colônia do Império que não tenha sido em algum modo utilizado em Roma, ou do qual não se tenham encontrado resquícios durante as escavações, arqueológicas ou não, no nosso tempo ou antigamente.

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Apolo do Belvedere (224cm), Museus Vaticanos (segunda metade do séc. II a.C) – cópia de original em bronze do escultor grego Leocares (entre os anos de 325-350 a.C.)

Em todas as pedreiras conhecidas dos países do Mediterrâneo e também nas últimas exploradas existiu uma atividade extrativa intensa. Na gráfica ao final da pèagina poderemos localizar as principais pedreiras. A administração e a extração nos locais mais importantes eram gerenciadas diretamente por fiduciários do império; essas pedreiras eram chamadas de imperiais. Aquelas de menor importância eram dirigidas por contratantes. A organização desta atividade era extremamente hierárquica: no nível mais alto tinha um centurião ou um procurador, até chegar aos pedreiros, que eram escravos condenados por delitos comuns (damnati ad metalla, eram denominados geralmente os indivíduos que trabalhavam como mão de obra nas pedreiras). Os mármores eram então transportados pelas naves lapidariae, que tinham uma capacidade para transportar de 100 a 300 toneladas de mármore. O destino principal era, naturalmente, Roma, e o cais era o statio marmorum de Ostia, perto da foz do rio Tibre. Daqui os mármores subiam o rio em direção aos armazéns, em particular na zona aos pés da colina do Aventino (chamada “Marmorata”), para o Campo Marzio (onde eram vendidos aos artesãos das oficinas dos marmoreiros), ou ainda para a zona entre as igrejas de Santa Maria em Vallicella e Sant’Apolinário. O rio Tibre continuou a manter a função de transporte comercial dos mármores até pelo menos a metade do século XVII, como demonstram algumas oficinas de marmoristas deste período.

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Antinoo

Restos de naves afundadas no Mediterrâneo nos nossos dias nos permitiram reconstruir as suas rotas principais. Tais achados comprovam também que as naves transportavam não somente blocos de mármore, mas também elementos arquitetônicos e outros tipos de manufaturas esculturais em diversos estados de desenvolvimento, como colunas, bases, capitélios, estatuas, sarcófagos e elementos de decoração.

guia de roma portugues palatino roma - OS MÁRMORES ANTIGOS
Opus sectile, Museo Palatino

O primeiro imperador, Augusto (63 a.C- 14 d.C.) se vangloriava de ter iniciado o seu governo em uma cidade construída em tijolos e de a ter deixado com o esplendor dos mármores policromáticos.

Cosmati1 - OS MÁRMORES ANTIGOS
Pavimento em Mosaico, dos irmãos Cosmati

3) A partir do final do séc. III, os mármores preciosos começaram a se exaurir e os preços a subir: iniciou-se um rápido declínio da época fabulosa do mármore em consequência da crise econômica do império. Foram promulgadas leis para estimular a iniciativa privada: a primeira lei foi feita por Constantino, em 320.

Depois chegou a época da decadência medieval. O cristianismo se afirmou como religião e em seu nome foram construídas e decoradas igrejas em Roma, com a utilização de mármores antigos de templos pagãos e do império; grandes basílicas, batistérios e catedrais, até de outras cidades da Itália, reciclaram estes mármores romanos. A própria Roma virou a maior pedreira de todos os mármores que tinham sido importados durante o período tardio-republicano até o V século, vendo construções antigas serem transformadas em altares, tabernáculos, púlpitos, degraus, pisos e até mesmo alicerces ou simplesmente transformadas em cálcio.

guia de roma portugues palatino opus sectile - OS MÁRMORES ANTIGOS
Exemplo de decoração parietal em opus sectile, Palatino, Museu Palatino

Os mármores abandonados em Marmorata constituíram uma pedreira inexaurível de restos de mármores antigos, desfrutada desde os últimos anos do império até o início do século XX. Esta zona foi intensamente escavada por arqueólogos desde o século XIX.

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Fontana em mármore branco, no Parque de Villa Borghese em Roma

4) Durante o Renascimento, quando o gosto pela arte clássica e a destreza técnica das artes da pedra foi despertado, o uso dos mármores antigos voltou a ser um grande atrativo no revestimento de altares e capelas de família no interior das igrejas, além de novas preciosas manufaturas, como mesas, móveis e arredos, inspirados pelo opus sectile antigo, que se encontram nos principais museus e coleções de arte do mundo. Entre estas manufaturas particularmente famosas estão as da produção do Opifício das Pedras Duras de Florença, que surgiu no século XVI, por ordem da família dos Medici (o Opificio existe ainda hoje e é um departamento do Ministério dos bens Culturais, de cuja atividade principal é atuar na conservação de obras de arte, n.t.). Em Florença, por estímulo do Granducato, existiu uma grande estocagem de mármore: as coleções de arte se multiplicaram, textos foram escritos com a intenção de recuperar o significado histórico dos mármores e os léxicos técnicos dos antigos escultores.

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Fontana em travertino, Roma

5) Com o florescer do interesse pelos mármores coloridos, nasceu também, sobretudo em Roma, uma espessa rede de “procuradores” (aspas são minhas), comerciantes e artesãos ambiciosos que tentavam lucrar com a mistura de diferentes tipos de mármores antigos com outros parecidos e de qualidade inferior. Estes últimos vinham de pedreiras que recentemente tinham entrado em atividade. Por exemplo, o “giallo di Siena della Montagnola” de Siena, que começou a ser extraído a partir do século XVII (ou cuja extração começou a prosperar depois deste período), começou a substituir o “Galo Antico”, que vinha da Numídia; o granito rosa da Sardenha e o cinza de Elba substituíam os granitos do Egito.

Na onda de entusiasmo deste novo interesse que tinha sido “redescoberto”, faziam-se exposições destas manufaturas, e até o colecionismo destas peças começou a proliferar-se, sobretudo nos séculos XVIII e XIX, muitas vezes acompanhados de uma catalogação dos exemplares. A primeira pessoa que catalogou os mármores antigos foi Plínio (23-79d.C.), que dedicou um inteiro livro da sua grande obra Historia Naturalis.

Até os móveis mais preciosos eram construídos com inserções de pequenas lastras de mármore, com o objetivo de formar verdadeiras litotecas.
Entre as mais famosas coleções, podemos citar a de Faustino Corsi e a de Tommaso Belli, ambas do século XIX.

Faustino Corsi foi um advogado romano e é considerado o mais respeitado expoente do colecionismo de mármores antigos. Além de uma rica coleção composta por aproximadamente 1.000 exemplares, todos perfeitamente cortados e lucidados, deixou um abrangente tratado sobre esta matéria, que se tornou importante por tentar fundir o aspecto filológico com os conhecimentos científicos do período. A sua coleção se encontra atualmente no Museu de História Natural da Universidade de Oxford.

Também relevante é a coleção de Tommaso Belli, outro advogado romano, com uma documentação menor em relação à anterior, mas com uma coleção composta por mais ou menos 600 exemplares, hoje conservada no Museu de Geologia da Universidade “La Sapienza”, em Roma.
As coleções aqui citadas são certamente mais importantes e ricas do que aquela exposta na Academia dos Fisiocráticos de Siena, apesar desta última ter sido completada no mesmo período e se encontre para todos os efeitos inserida na história do colecionismo dos mármores antigos.

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Escultura sendo restaurada, Oficina dos Museus Vaticanos

Variedade e problemas de nomenclatura dos mármores antigos

As dinâmicas das vicissitudes históricas e a carência científica na caracterização do material determinaram uma variedade de denominações que muitas vezes complicam a identificação das pedras em questão. Uma mesma tipologia possui muitas vezes diferentes nomes (chegamos a contar até 5 nomes para um mesmo tipo de mármore), que foram sendo adicionados e que se referem às várias fases e aos diferentes especialistas através das quais passou o mármore – mão de obra extrativista, marmoreiros, escultores, arquitetos, colecionistas. Os principais motivos que ao longo do tempo influenciaram a nomenclatura dos mármores antigos serão esclarecidos nas próximas linhas através de alguns exemplos.

marcello travertino - OS MÁRMORES ANTIGOS
Em vermelho, travertino revestindo a construção em tijolos do Teatro Marcello

A denominação latina de um mármore (que é obviamente a mais antiga) deriva frequentemente do nome dos lugares de extração, que os romanos tendiam a mudar, quando chegavam. Exemplo típico é o pórfido vermelho, com a sua característica cor vermelha escura (máxima expressão da potência e prosperidade imperiais, tanto que todos os governantes desejavam mandar fazer uma representação estatuária nesta pedra): vinha do Deserto Oriental Egípcio, escavado no “Gebel Dokhan”, um relevo territorial que foi rebatizado pelos romanos como Lápis Porphyrites e depois chamado “Porfido Vermelho Antigo”, nome com o qual é comumente conhecido.

Em outros casos foi adicionado o nome do monumento no qual o mármore tinha sido esculpido ao nome original em latim. Um exemplo deste caso é o granito branco e preto, que também vinha do Deserto Oriental, Gebel Fatireh, e que em honra ao imperador Claudio, foi chamado Mons Claudianus. Então batizou-se este mármore com o nome de Marmor Claudianum e depois ainda, em “Granito del Foro”, por ter sido extensamente utilizado no complexo monumental do Fórum Traiano.

mitra4 - OS MÁRMORES ANTIGOS
Mitra, Museus Vaticanos

Outras denominações sofreram mudanças, ou melhoradições, sobretudo na época moderna, sobre a observação das características estéticas ou da textura da pedra. Assim, o mármore de Caristo (ilha do Egeu), inicialmente chamado Marmor Carystium, foi rebatizado de “Cebolinho verde” (“Cipollino Verde”) pelas suas veias verdastras e sub-paralelas, que lembram as camadas visíveis na cebola; à uma variedade de “breccia” com fragmentos finos e “variegati” (irregolares), que vem da ilha de Skyros (Grécia), foi dado o nome de “Sementesanta” (“Semesanto”), pela semelhança com um laxante em formato de confeitos coloridos, comumente dado às crianças; “Breccia Frutticolosa” foi denominada uma “breccia” “a clasti” de formato redondo que lembrava algumas frutas ou nozes; “Lumachelle”, enfim, eram todas as pedras que apresentam restos de fósseis com conchas.

13 - OS MÁRMORES ANTIGOS
Templo de Adriano em Roma, hoje sede da Câmera de Comércio de Roma

Em relação ao lugar onde se encontrava e/ou da reciclagem do material, o Marmor Scyreticum foi o mármore mais importante da ilha de Skyros (uma “breccia” marmorea de fragmentos relativamente grosseiros) foi também chamado de “Breccia das Settebasi” pelo fato de fragmentos desta pedra terem sido descobertos nos restos de uma mansão, a Vila de Settebassi, no século XVI, por sua vez uma sincretismo do nome Settimio Basso, a quem era atribuída esta construção da Via Tuscolana; o mármore de Chio (ilha do Egeu), Marmor Chium, virou “Portasanta” pela utilização moderna nos batentes da Basílica Vaticana.

Precisa-se tomar cuidado com algumas denominações geográficas que parecem indicar a origem de alguns tipos de mármore: o mármore antigo usado para decorar a tumba de Dante em Ravenna (1483), um mármore vermelho escuro “brecciato”, foi denominado “Africanone” pelos cidadãos de Ravenna; na verdade trata-se de um mármore de Iaso, na Asia Menor, e por isso chamado na antiguidade de Marmor Iassense ou Marmore Carium; um outro exemplo parecido é o da “breccia” de marmore de Teos (na Turquia), chamada Marmor Lucullaeum ou Marmo Africano, onde o primeiro nome deriva de “Lucullo”, o cônsul que o introduziu em Roma, enquanto que o segundo nome foi dado posteriormente pela tonalidade escura da pedra.).

Metodologia e objetivo da pesquisa

A pesquisa destes materiais têm adquirido sempre maior importância e envolve dois campos: o humanístico (em particular a arqueologia e história da arte) e o científico (especialmente nas disciplinas das ciências da terra, algumas vezes com bons resultados até no âmbito da integração de duas culturas). A Arqueometria e a Conservação dos monumentos de pedra são as disciplinas mais interessadas nas pesquisas dos mármores antigos.
A arqueometria tem como objetivo principal a catalogação dos materiais ou objetos escavados de valor histórico, artístico e arquitetônico; a catalogação científica dos materiais é o primeiro passo para descobrir ao outro principal objetivo desta ciência, isto é, a origem da pedra (pedreira ou lugar geologicamente compatível). A Conservação dos monumentos em pedra é a disciplina mais importante que sustenta cientificamente os trabalhos de restauro de objetos de valor artístico e arquitetônico, de cuja primeira fase de estudo coincide com os mesmos objetivos da arqueometria: é importante conhecer bem um material para poder restaurá-lo e é importante conhecer bem a sua origem para poder eventualmente poder substituí-lo. Estas duas disciplinas são complementares, se considerarmos a conservação e o restauro segundo as modernas concepções, onde ambas pressupõem uma fase de reconhecimento do objeto de arte para depois iniciar a intervenção técnica (em harmonia com o dito de Cesare Brandi), isto é, o conhecimento das vissicitudes históricas dos materiais do objeto que se pretende conservar. Em outras palavras, precisa-se prever um momento de pesquisa arqueométrica propedêutica no trabalho de conservação das manufaturas.

Em muitos casos, para a identificação de um litotipo, pode ser suficiente um simples exame macroscópico. Para a classificação da sua composição mineralógica e da sua estrutura, realizamos os métodos analíticos típicos da Petrografia, que por sua vez utiliza principalmente a análise das seções sutis no microscópio de polarização. Os mármores antigos, sobretudo nos casos de semelhança das características macroscópicas e microscópicas, como por exemplo nos mármores brancos das estátuas em Pentélico, Pario, Imezioe Lunense, a análise petrográfica pode não ser suficiente algumas vezes para a identificação do litotipo. Nestes casos, nos voltamos à geoquímica através da determinação da quantidade de elementos menores ou de isótopos em cada pedra e sucessivamente confrontamos os resultados com os dados disponíveis na literatura.

fig2 - OS MÁRMORES ANTIGOS
Mapa do mediterrêneo e seus mármores

Lorenzo Lazzarini contribuiu decisivamente para a identificação de exemplares da coleção de mármores antigos da Academia dos Fisiocráticos de Siena e publicou em 2004 um tratado sobre o assunto que traz importantes contribuições aos conhecimentos arqueométricos, com base na importância dos dados objetivos representados na classificação petrográfica dos principais litotipos. Neste trabalho, a cultura científica se insere com perfeição na cultura histórica, em virtude da incomparável experiência adquirida pelo autor durante as excursões realizados nos últimos trinta anos nos antigos lugares de extração. Algumas das contribuições bibliográficas mais significativas deste trabalho são citadas aqui para quem desejar se aprofundar no assunto:

BIBLIOGAFIA DE REFERÊNCIA

G. BORGHINI (a cura di), Marmi antichi. De Luca, Roma, 2001.
M. DE NUCCIO, L. UNGARO (a cura di), I marmi colorati della Roma Imperiale. Catalogo della
mostra (Roma 28 settembre-19 gennaio 2003). Marsilio, Venezia, 2002.
R. GNOLI, Marmora Romana. Dell’Elefante, Roma, 1988.
L. LAZZARINI, C. SANGATI, I più importanti marmi e pietre colorati usati dagli antichi. In: L.
Lazzarini (a cura di), Pietre e marmi antichi. Cedam, Padova, 2004, pp. 73-100.
L. LAZZARINI, La diffusione e il riuso dei più importanti marmi romani nelle province imperiali.
In: L. Lazzarini (a cura di), Pietre e marmi antichi. Cedam, Padova, 2004, pp. 101-122.
L. LAZZARINI, F. ANTONELLI, La determinazione dell’origine delle pietre e dei marmi in
antico. In: L. Lazzarini (a cura di), Pietre e marmi antichi. Cedam, Padova, 2004, pp. 55-63.
L. LAZZARINI, F. ANTONELLI, L’identificazione del marmo costituente manufatti antichi. In: L.
Lazzarini (a cura di), Pietre e marmi antichi. Cedam, Padova, 2004, pp. 66-71.
M. MARIOTTINI, Per una storia del collezionismo dei marmi antichi. In: L. Lazzarini (a cura di),
Pietre e marmi antichi. Cedam, Padova, 2004, pp. 135-189.
C. NAPOLEONE (a cura di), Delle pietre antiche. Il trattato sui marmi romani di Faustino Corsi.
Franco Maria Ricci, Milano, 2001.
P. PENSABENE (a cura di), Marmi antichi II. Cave e tecnica di lavorazione, provenienza e
distribuzione. L’Erma di Bretschneider, Roma, 1998.

O estudo dos mármores antigos atualmente é curado pela ASMOSIA (Association for the Study of Marble and Other Stones In Antiquity).

images - OS MÁRMORES ANTIGOS Todas as fotos Patricia Carmo, salvo as excessões com nomes e links aos respectivos autores.
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Praça de Espanha em Roma: arte e arquitetura Barroca

dezembro 30, 2011 by Patricia Carmo Baltazar 2 Comentários

A Praça de Espanha, com a escadaria da Trinità dei Monti é uma das praças mais famosas de Roma. O nome da praça se refere ao edifício da embaixada do país ibérico junto à Santa Sede.

turismo roma praca espanha - Praça de Espanha em Roma: arte e arquitetura Barroca

No centro da praça tem a Fontana della Barcaccia (“barco feio”), realizada no início do período barroco, esculpida por Pietro Bernini.

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Monumentos da Praça de Espanha e história da Praça

O tema do barquinho que está afundando se refere ao marco de uma das piores inundações do Rio Tibre. Anos antes tinha sido encontrado um barco exatamente onde vemos a escultura hoje. Urbano VIII comissionou esta fontana a Pietro Bernini, que é alimentada pelo mesmo aqueduto da Fontana di Trevi.

No séc XVIII, esta praça era a entrada principal de Roma, por isto contava com inúmeras pousadas, que os viajantes adoravam encontrar tão rapidamente depois da longa viagem – por isto, esta região era conhecida como o “bairro dos estrangeiros”.

Bem no cantinho à direita da escadaria, você vê a casa onde morou o poeta inglês John Keats, que morreu em 1821. Hoje a casa foi transformada em um museu dedicado à sua memória e do poeta Percy Bysshe Shelley.
No canto esquerdo da escadaria, tem uma casa de chá, a Babington’s, fundada em 1893.

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A escadaria de Espanha

A extravagante escadaria de 135 degraus foi inaugurata pelo Papa Bento XIII, durante o ano Jubileu de 1725. Ela foi realizada graças a um financiamento francês para ligar a Embaixada Burbônica Espanhola à Igreja da Trindade dos Montes.

O projeto leva o nome de Francesco De Sanctis, vencedor da licitação com a sugestão dos terraços enfeitados com canteiros, os quais durante a primavera são ricamente adornados com muitas flores. O efeito cenografico é perfeito: à medida que nos aproximamos, mais vontade temos de subir seus degraus até o obelisco que está lá em cima e nos aproximar da igreja.

Aí esta’ mais uma característica da arquitetura barroca: longas e profundas perspectivas que acabam em construções monumentais.

A Igreja Trindade dos Montes na Praça de Espanha

praca espanha igrejas guia de roma portugues - Praça de Espanha em Roma: arte e arquitetura Barroca

Carlo VIII, rei da França, mandou construir a igreja em 1495 com uma grande navada com seis capelas de cada lado.
A façada de Carlo Maderno, como vemos hoje, foi finalizada no final do séc. XVI, quando Sisto V fez a rua da igreja, a Via Sistina. O convento ao lado e a igreja foram entregues aos Irmãos Menores da Ordem de São Francisco de Paola.
No interior encontramos algumas obrasprimas, como a “Deposição”, e a “Assunção” de Daniele da Volterra ( seguidor de Michelangelo).

As redondezas da Praça de Espanha: o Café Greco

Bem em frente da Praça de Espanha, nasce a Via dei Condotti. Esta rua chamada assim pela canalização que recolhia a água da chuva. Aqui você encontra o histórico Caffè Greco, que foi fundado em 1760. Este café é famoso por ter sido sempre um ponto de encontro de artistas e intelectuais. Aqui vão uns nomes de ilustres visitantes, para você ter uma idéia: Stendhal, Goethe, Byron, Liszt, Keats, e Hans Christian Andersen. Vale a pena entrar e tomar um café só para ver a decoração original do período em que foi fundado. Aviso também que neste caso, o preço é “normal”, isto é, para todos os bolsos!

cafe historico roma tour personalizado guia portugues - Praça de Espanha em Roma: arte e arquitetura Barroca
P1050752 - Praça de Espanha em Roma: arte e arquitetura Barroca
A taça do cappuccino, que pedi com leite de soja e eles já tem!

Indo em direção à Coluna dedicada à Virgem Maria, você chega na Via Frattina, com as lojas chiquíssimas. Aqui há o Palazzo di Propaganda Fide (Prédio da Propagação da Fé), que pertence à Santa Sede. Inicialmente esta construção foi progetada por Bernini, mas o Papa Inocêncio X o substituiu com o arquiteto Borromini em 1644. Aqui aprendemos como reconhecer o inconfundível estilo do Borromini! A divisão de uma superficie em côncava e convexa: o movimento creado destas intercalações faz deste edifício um dos mais interessantes exemplos de arquitetura barroca em Roma.

Lojas da Praça de Espanha

Lojas para fazer ótimas compras perto da Piazza di Spagna:

  • Roberto Cavalli , Dolce e Gabbana, Versace,  Yves Saint Laurent , Amina Rubinacci, Gucci , Ermenegildo Zegna , Gattinoni , Roberto Cavalli,  Loro Piana, Moschino, Fendi.
praca espanha lojas moncler - Praça de Espanha em Roma: arte e arquitetura Barroca

Lojas na via delle Carrozze : Mila Schon , Valentino , Nautica,  Il Portone.
Nia & Co  na via Vittoria.

Para o guia de compras que eu fiz, veja  a página https://www.romaemportugues.com.br/compras-no-centro-de-roma/

Sapatos e acesórios nos arredores: Furla, Yamamay, Nazareno Gabrielli ,  Cesare Paciotti, Louis Vuitton.

Onde é e Como chegar na Praça de Espanha

  • Metrô A – estação Piazza di Spagna
  • Ônibus: 160, 490, 71, 80, 85, 913, S06 (com este último se desce aos pés do Capitólio e seria aconselhável pegar na Via del Corso o 62, 63, 492, 51 ou 628)
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O Pantheon de Roma

dezembro 24, 2011 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Pantheon Roma em português, centro histórico de Roma com guia em português
O Pantheon de Roma, que em grego quer dizer “todos os deuses”) é um edificio da Roma Antiga, construido em homenagem a todos os deuses do Olimpo. Os habitantes de Roma o apelidaram de la Rotonna (“la Rotonda”), apelido que pegou também à praça em frente.
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500 mil bolinhas coloridas na Praça de Espanha

dezembro 13, 2011 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

«Rosso-Trevi» volta a atacar! 500 mil bolinhas coloridas na Praça de Espanha, jogadas do alto da igreja de Trinità dei Monti . Quem foi? Graziano Cecchini, o “pintor” da Fontana de Trevi

palline 1 - 500 mil bolinhas coloridas na Praça de Espanha

 

Meio milhão de bolinhas de plástico coloridas foram jogadas na famosa escadaria, pulando e descendo até a fontana da “Barchetta” de Piazza de Spagna, surpreendendo os turistas!

O senhor artista que tinha “pintado” a Fontana de Trevi disse que esta era uma performance artística com o objetivo de documentar o problema da Arte Contemporanea na Itália. Nas suas palavras “Os politicos nos contam mentiras que não são nem de direita nem de esquerda”, referindo-se à falta de fundos para a Arte na Itália.
O nosso herói foi levado à delegacia, junto com outras tres pessoas.

Durante a performance, foram destribuidos flyers com o titolo “Os irmãos da Italia estao de saco cheio” (a frase “irmãos da Italia” se referia a um verso do Hino Nacional Italiano, apelidado de “Hino de Mameli”).
Cecchini disse que os lixeiros que tinham chegado massiçamente para remover as bolinhas da Praça tinham chegado “3 vezes”, como era possível “que não construissem estruturas para reciclar o lixo? Quem são os novos mafiosos? São as pessoas que dizem não às novas tecnologias. Eu estou protestando contra isso através da arte”.

E no meio de tudo isso, os turistas fotografavam animadamente e recolhiam bolinhas de lembrança…

palline fontana - 500 mil bolinhas coloridas na Praça de Espanha
500 mil bolinhas coloridas na Praça de Espanha

Notícia de Janeiro de 2008

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Sobre mim

Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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