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A Necrópole Etrusca de Cerveteri

maio 1, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Meus mais profundos agredecimentos ao prefeito Alessio Pascucci, ao Assessor Lorenzo Croci e à Agência de Comunicação Quinto Elemento, de Patrizia Notarnicola e Francesca Romana, que me convidaram para passar um dia inesquecível visitando a Necrópole Etrusca de Cerveteri e o Museu, com o fantástico, genial e perfeito guia Daniele.

 

Os etruscos: um povo que teve o seu apogeu durante o VI século a.C., quando Roma dava seus primeiros passos; um povo de comerciantes, navegadores e brilhantes artesãos, engenheiros e arquitetos que os historiadores pensaram que tivesse a sua origem na Ásia Menor, tão singular era a sua aparição na aurora da história da civilização da península itálica. Foram eles que deram o nome ao Mar “Tirreno”, que na língua etrusca quer dizer “etrusco”.

P1090196light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Paisagem mediterrânea de sonho, na área arqueológica da Necrópole Etrusca de Cerveteri

Dito em modo muito concreto, enquanto os romanos não sabiam o que tinha a 25 km da cidade que haviam acabado de fundar, os etruscos comerciavam no Vale do Reno, importavam cerâmicas da Grécia e mantinham importantes contatos comerciais com Cartago – este povo representava uma potência do primeiro milênio antes de Cristo no Mediterrâneo.

P1090156 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Necrópole Etrusca de Cerveteri

Esta civilização ocupava o que é hoje o centro da Itália, Toscana, Umbria e norte do Lácio, com colônias na Emilia-Romagna.

P1090143 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Tumba etrusca, Necrópole Etrusca de Cerveteri
P1010811light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Stenografando” as interessantíssimas informações que o nosso guia nos passou
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Explorando o fantástico interior das tumbas!

A cidade etrusca era planificada de cabo a rabo; nada era deixado ao acaso. Todas possuiam bastiões para se defender, ruas pavimentadas e sobretudo rede de esgoto! Aliás, foram os etruscos que “ensinaram” os romanos a realizar todo o tipo de obra de engenharia e arquitetura quando ocuparam o trono da recém-nascida Roma, com o rei Tarquinio Prisco (reinado: 616a.C. – 579 a.C.).

P1010841light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Paisagem linda e misteriosa, esta necrópole!

A famosa “toga” (vestido dos senadores e homens importantes) dos romanos era, originalmente, etrusca – até o nome “ROMA” pode ter a sua origem na palavra etrusca rumen, que significa “rio”.

P1010829light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Dromus”, o corredor da entrada da tumba etrusca, com cipreste decorativo ao lado

Uma outra importante característica dos etruscos era a posição da mulher na sociedade: a mulher etrusca tinha um status parecido com o da mulher espartana, isto é, eram mais livres, estudavam, e participavam ativamente na sociedade.

Na cidade de Cerveteri, pode-se visitar a Necrópole Etrusca – Necropole della Banditaccia – para entrar em contato com esta maravilhosa cultura, que foi inicialmente dominada com a famosa tomada de Veio pelos romanos de Furio Camillo, em 396 a.C..

P1090130 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Eu, com meu grupo durante o Press Tour pela necrópole, super bem organizado pelo Quinto Elemento, que faz a comunicação da cidade de Cerveteri.

A necrópole de Cerveteri fica apenas a 45 minutos de Roma e hoje em dia é um lugar maravilhoso para se aprender sobre a cultura etrusca. No centro da cidadezinha tem o Museu Etrusco, que aconselhamos visitar depois da excursão à necrópole.

P1010767 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
A discretíssima entrada de uma das tumbas mais bonitas da necrópole, a Tumba dos Relevos (impossível de fotografar seu interior, pois tem um vidro para proteger a sua conservação), aqui uma foto, só para não dizer que não tentei!!!
P1090183 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Tumba dos Relevos, Necrópole Etrusca de Cerveteri

A jovem, moderna e inteligente junta do atual prefeito Alessio Pascucci e de seu braço direito, o acessor Lorenzo Croci, está introduzindo novidades importantes durante o ano de 2014, que comemora o retorno de um importantíssimo vaso etrusco que foi roubado e vendido a um museu no exterior, mas graças a um pequeno fragmento que atesta inequivocavelmente a sua origem na cidade de Cerveteri, está “voltando” pra casa – estamos falando da famosa Cratera de Eufronio – e o 10º aniversário da Necrópole de Cerveteri na lista de patrimônios UNESCO.

P1090176 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
A grande novidade: projeções que nos ajudam a imaginar como era a decoração da tumba (os objetos hoje se encontram no Museu Etrusco de Cerveteri, por óbvias questões de conservação)

 

P1090177 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Mini-espetáculo interativo: projeção nas paredes do interior da tumba para ajudar a imaginação retornar a mais de 2.500 anos atrás!
P1010891light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Museu Etrusco de Cerveteri, visita obrigatória para quem passa pela região!
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Museu Etrusco de Cerveteri
P1010884light - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Museu Etrusco de Cerveteri

Muito mais do que valer a pena visitar a necrópole de Cerveteri, é um verdadeiro must realizar esta excursão, além de experimentar as maravilhas da enogastronomia típicas desta zona, como os vinhos da Vinícola Onorati (Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, Vermentino, Duca di Ceri Riserva, Duca di Ceri Rosso, Duca di Ceri Bianco, Muggiasco Novello, além do azeite da zona, “Olio Extravergine d’Oliva”) – veja endereço da vinícola no final deste post.

vini - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Os maravilhosos vinhos da região!

 

disegni appunti - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Lugar de grande inspiração para quem gosta de desenhar!
patbynotarnicol - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
“Stenografando”, desenhando e fotografando – Cerveteri é uma paixão!!!

Para passeios com guia em português, escreva para Roma em Português

daniele pat - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Amei o nosso guia, Daniele, Doutor em Arqueologia, além de ter nascido nesta zona!


Endereços e links relativos aos post sobre a Necrópole de Cerveteri:

unesco - A Necrópole Etrusca de Cerveteri

Necrópole da Banditaccia
Endereço: Piazza Mario Moretti, 00052 Cerveteri – Cap. 00053 Roma
Infos: (+39) 06.99552637

Horário de abertura: 8,30-18,30 (de 3a a Domingo).
Fechado: Segundas-feiras, 1º Janeiro e 25 Dezembro.

Preços dos ingressos: inteiro € 6,00, meio € 3,00; combinado inteiro (necropoli E museo) € 8,00, combinado meio (necropoli E museo) € 4,00.

Serviços locais: livraria, cafeteria, lojinha; parcial acesso aos cadeirantes

Vinícola de Cerveteri (Roma):

Azienda Vitivinicola Onorati
Via Pianceresi, 6 – Ceri (Cerveteri) – Roma – Tel.: 0039 06 99 20 7012
http://www.vinionorati.it/it/home.aspx – info[at]vinionorati.it

Uma outra sugestão vai para os tantos viajantes que têm feito o percurso do Lácio à Toscana, ou vice-versa, é de parar para dormir no maravilhoso agriturismo:

Casale Sasso – bed&breakfast – do Senhor Ubaldo Sforzini
Loc. Due Casette – Via Monte Li Pozzi, 17 – Tel. (cel.): 0039 348 284 98 09
http://www.casalesasso.com/language/en/

P1090220 - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Prefeito e Acessor no meio; blogueiros, jornalistas e documentaristas convidados ao Press Tour de Cerveteri, organizado pelo Quinto Elemento
 
Para quem não conseguir ir à Cerveteri, aqui o endereço do Museu Etrusco de Villa Giulia, com uma escelente coleção:
Museu Etrusco de Villa Giulia

Piazzale di Villa Giulia, 9 
00196 Roma, Italia 
tel. (+39) 06 3226571 e fax (+39) 06 3202010
E-mail: sba-em@beniculturali.it

Preço do ingresso: intero € 8,00, reduzido € 4,00


Neste museu encontra-se uma versão do famoso Fígado de Piacenza, fotografado aqui embaixo:

figado de piacenza - A Necrópole Etrusca de Cerveteri
Fígado de Piacenza,  126 x 76 x 60 mm, Museu Etrusco de Villa Giulia
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Volterra

maio 1, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Isolada, cercada por uma paisagem de gramados e riachos, colinas e vales, Volterra tem um charme muito especial.

francesco+sgroi - Volterra
Bastiões e torres de Volterra, vista de fora dos muros, foto maravilhosa de Francesco Sgroi
Hellebardius - Volterra
Foto de Hellebadius

Deve ser dito que não é exatamente à mão, e que antes de se deixar conquistar, se faz de difícil. Mas basta chegar ao topo de um morro, em cima de um rochedo que se ergue no verde e lançar os olhos em uma direção qualquer para se apaixonar e experimentar a sensação de abraçar o mundo inteiro com um único olhar. Como revelado pelo seu nome, a cidade foi fundada no período etrusco e era um centro importante da Confederação Etrusca. Tinha mineiras de cobre e prata, uma agricultura altamente desenvolvida e o Rio Cecina, que corre ali pertinho, facilitava o acesso ao mar para o comércio. A partir do IV século, Volterra também teve que se submeter à nova estrela do Mediterrâneo, Roma, até que no séc. III, entrou definitivamente na Confederação Itálica com o nome de Volaterrae.

thaiz - Volterra
Foto de thaiz_mm

Hoje a atmosfera da cidade é medieval, e já começa nos possantes muros que abraçam o núcleo urbano. Conhecida pela arte da manufatura do alabastro e pela sua gastronomia, a cidade dentro dos muros mantém ainda hoje uma pureza original.

peuplier - Volterra
Restos do teatro antigo, foto de peuplier

As muralhas que datam do século XIII, são o resultado do crescimento que começou por volta do ano mil, quando as casas começaram a se reunir em torno da antiga Igreja, a Catedral de Santa Maria. Próximo à ela
já existia então o Pratus Episcopatus, que hoje chamamos de Praça dei Priori; neste mesmo período outros edifícios começaram a ser erguidos também fora da estrutura murária, como a vila de Santa Maria, que corresponde hoje à Via Ricciarelli, e a vila de Abade, que mais tarde se tornou Via Sarti.

elle - Volterra
Gerânios florescendo na janela, tipico das cidades italianas, foto de Alessandra Elle
jmenard48 - Volterra
Ruelas de Volterra, foto de  jmenard48

Aos lados da Piazza dei Priori existe a chamada Incrociata, um grupo de torres de proporções gigantescas que testemunham a necessidade de outrora de fortalecer as defesas ao leste, oeste e norte. Nesta mesma praça, temos o Palazzo dei Priori (séc. XIII), colado à abside da Catedral.

gabriele cantini2 - Volterra
Catedral, foto de Gabriele Cantini

Apesar da localização isolada e la natureza tranquila, Volterra oferece o ano todo uma grande variedade de eventos culturais e tradicionais. Durante as duas últimas semanas de julho, por exemplo, a vila é o cenário de Volterra Teatro, evento originalmente teatral que posteriormente se transformou em um evento também dedicado à música, dança, poesia e às artes plásticas.

gabriele cantini3 - Volterra
Praça, com o Banco de Volterra, foto de Gabriele Cantini

Nas primeiras semanas de agosto tem o Volterra Jazz Festival, e no final do mês (o terceiro e quarto domingos), acontece a celebração medieval da reencenação (desde 1406); no primeiro domingo de setembro o Astiludio se repete todos os anos, um torneio entre diversos grupos de cidades italianas em costume medieval.

Michele+De+Nichilo - Volterra
Volterranos em custo em festa medieval, foto de Michele De Nichilo

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Outras cidades da Toscana:
Firenze: http://guiaderoma.blogspot.it/2012/10/centro-historico-de-firenze.html
Siena: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/04/guia-de-siena-em-portugues.html
San Gimignano: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/05/san-gimignano.html

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Guia de Siena em português

abril 27, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Rodeada por colinas cobertas de oliveiras e vinhas, situada em uma área de grande beleza e charme, Siena é uma das cidades mais bonitas da Toscana e uma das mais visitadas em todo o território italiano. É universalmente conhecida pelo seu património artístico e pelo famoso “Palio”, a corrida de cavalos. A beleza do seu centro histórico foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1995.

O percurso proposto por nós abrange a Basílica de São Domingo, onde fica a relíquia de Santa Catarina; vamos passear nas ruas medievais e ver a praça da sede do Banco mais antigo da Europa; o interior da inesquecível Catedral, a Praça do Campo (considerada umas das praças mais bonitas da nossa terra), onde desvendaremos os segredos do Palio, a famosa corrida de cavalos que acontece todos os anos em Siena. 
 
Ventilejos - Guia de Siena em português
Piazza del Campo, foto de Giorgos Vintzileos
 
A cidade é cortada por grande avenidas e ruas estreitas que levam à praça “del Campo”, um dos símbolos da cidade com seus prédios de grande atração cultural: o Duomo e o Hospital Santa Maria della Scala.

 

cinotti - Guia de Siena em português
Siena vista de Montechiaro, foto de Antonio Cinotti
Segundo a lenda, Siena foi fundada por Senio e Aschio ao fim de um longo, mitológico “Palio”. Os cavalos de cada competidor eram um branco e outro preto, que se transformaram nas cores do brasão de Siena e são o símbolo do caráter da cidade. A História, por outro lado, nos fala de uma aldeia de origem etrusca, que sucessivamente se tornou um forte romano importante na fronteira, criada no tempo do imperador Augusto com o nome de Saena Julia.
 
Capper - Guia de Siena em português
Torre del Mangia e Piazza del Campo, vistas de cima, foto de Phillip Capper
 
Em torno dos séculos X e XI Siena se encontrou localizada no centro de importantes rotas comerciais, graças ao poder do bispo na época do Império Carolíngio; naquele tempo Siena expandiu seu território e consolidou as suas primeiras alianças, tornando-se uma importante cidade medieval, do ponto de vista político e econômico.

Ventilejos2 - Guia de Siena em português
Simbologia única no interior da Catedral de Siena, foto de Giorgos Vintzileos
 
hovistoninavolare - Guia de Siena em português
Sonho gótico senese: o maravilhoso interior do Duomo de Siena, foto de Ho Visto Nina Volare
 
Depois de uma guerra memorável, teve fim a sua “idade do ouro”. Siena perdeu a sua independência para os poderosos Medici, donos do mundo naqueles anos, e para Carlos V (1559): a república de Siena foi forçada a entregar seus bens e adquiriu o papel secundário de uma pequena cidade toscana, sob o domínio da rival e odiada Florença, capital do Grão-Ducado da Toscana.
 
Munro - Guia de Siena em português
Fachada da Catedral de Siena, foto de Carol Munro

É hoje é uma das cidades com a mais alta qualidade de vida na Itália. A arte é o que mais a caracteriza, tornando-se uma das cidades mais turísticas visitadas no mundo: Piazza del Campo, o Duomo, Palazzo Municipal e a Torre del Mangia são apenas algumas das suas maravilhas!

A Piazza del Campo é um dos mais belos exemplos de arquitetura civil; idealmente é o ponto de encontro dos três montes sobre os quais surgiu a cidade. Ela foi originalmente um grande gramado, por isso o nome “campo”: tem uma forma semicircular, como uma concha. A praça representa o coração da cidade, foi o lugar da feira e palco de momentos políticos importantes.

A construção do Duomo de Siena foi iniciada no século XII. A simbologia representada na sua fachada é extremamente curiosa, pois tenta conciliar as filosofias do oriente com o ocidente, judia, cristã e naturalmente não falta a iconografia pagã.

Os mosaicos do pavimento representam também uma das maiores riquezas de toda a Itália; foram realizados no longo percurso de 6 séculos e  contam 60 histórias cujo significado foram estudadas somente em 1977. Uma das hipóteses, é que o fio condutor destas preciosas imagens seja a redenção da alma.

 
Estacionar o carro em Siena
Os sinais para os estacionamentos são claros. Estacionar fora dos muros é grátis, dentro dos muros é difícil de encontrar estacionamento. Siga as placas para o centro e tente encontrar um lugar para parar o carro na Piazza Gramsci ou no triângulo de La Lizza (mas não às quartas-feiras, por que é interditado para a feira). Se quiser deixar o carro num estacionamento, tente o San Domenico perto do estádio.
 
As tarifas estão em torno a € 2,00/h. Atenção às 4as feiras, que por ser o dia da feira, a cidade fica mais cheia e Piazza Gramsci fica interditada.
 
Siena – Onde comer? 
Sugestão da nossa guia local: Compagnia dei Vinattieri Via delle Terme, 79, 53100 Siena – tel.: 0577 236568. 
Aconselha-se sempre reservar, sobretudo em alta estação e nos fins-de-semana.
 
Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.
Outras cidades da Toscana:
Firenze: http://guiaderoma.blogspot.it/2012/10/centro-historico-de-firenze.html
Volterra: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/04/volterra.html
San Gimignano: http://guiaderoma.blogspot.it/2014/05/san-gimignano.html
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Sorveteria artesanal no bairro de Prati

abril 19, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Sorveteria Bairro Prati em Roma

Aqui vai uma ótima dica de uma maravilhosa sorveteria artesanal no bairro Prati, para quem estiver hospedado nesse bairro de Roma.

Sorveteria artesanal no bairro Prati

Sorveterias artesanais, com sorvete produzido com ingredientes genuínos são espalhadas por toda a cidade, mesmo longe do centro histórico.  Aqui vai uma dica de uma ótima sorveteria para quem vai ficar hospedado no bairro de Prati, perto da Via Oslavia, Piazza Mazzini.

Os bairros “residenciais”, como Prati, oferecem lojas que os moradores frequentam, onde você vê muito menos turistas, como a sorveteria artesanal pluripremiada Settimo Gelo na Via Vodice, 21, 00195 Roma – é isso mesmo, tem um sorvete fantástico fora do centro!

P1020745light - Sorveteria artesanal no bairro de Prati

Esta sorveteria é uma invenção da gourmet Mirella Fiumanò, os ingredientes super-exclusivos deste maravilhoso sorvete são italianos e de agricultura biológica – isso faz toda a diferença do produto final!
O chocolate é venezuelano, da famosa zona de produção de cacau “Sur del Lago“.

P1020748light - Sorveteria artesanal no bairro de Prati

Os sabores vão dos clássicos aos mais originais, como romã, castanha ou sorbet de chocolate.

Mas não deixem de experimentar a especialidade da casa: o “Gelato Iraniano“, feito com água de rosas, pistache, amêndoas e alçafrão (olha que receita mais original!), ou o “Crema al Bergamotto” (uma fruta cítrica típica da região da Calábria, ou o sabor Flor de Hibisco.

Garanta a sua viagem na Itália com guia em português particular da mais alta qualidade; não hesite em escrever para Guia Brasileira em Roma para pedir seu orçamento.


Horário de abertura da sorveteria no verão:
Via Vodice, 21, 00195 Roma
De Terça a Domingo, das 10.00 às 23.00

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O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese

abril 8, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

O mercado das pulgas de Roma “Porta Portese” acontece todos os Domingos e você encontra um pouco de tudo aqui, a preços bem baixos.

Segue um pequeno mapa para orientação, com algumas dicas de onde passo, depois de anos de frequentação e pesquisas. Quem tem paciência de procurar, muito provavelmente vai achar, como eu, que compro camisas e calças de linho usadas, por no máximo 5 euros – chego em casa, lavo e desinfeto tudo, fica novo!

P1050297 - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese
Mercado das pulgas de Roma: Vincenzo com seus produtos genuínos da Calábria

Segue o percurso que gosto de fazer, com a minha pausa que já posso chamar de tradicional, no stand dos produtos calabreses que adoro: para quem come queijo e salame, vem tudo da produção pessoal do Senhor Vincenzo.

Eu adoro comprar os biscoitos salgados “taralucci” para comer com o molho de apertitivo que ele faz (super picante!!!); mas ele tem também mil outras coisas, todas boas!  Uma vez ele me deu um tomate (que ele tinha trazido para fazer um sanduíche para ele mesmo), que era tão bom, mas tão bom, que guardei as sementes para secá-las e plantar na minha horta.

P1050281light - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese

Aí vai o meu mapinha, com algumas produtos que se encontram pelo caminho:

portaportese - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese

Eu entro normalmente pelo portão de Porta Portese; tem muita gente que prefere entrar por Viale Trastevere, parada do bonde “Praça Ippolito Nievo”.

Bom, seguindo pela minha entrada você encontra à direita (dx) e à esquerda (sx):

– (dx) (sx) roupas usadas por € 1 – € 3 – €5; sapatos novos de couro – eu diria que nesta linha reta vão ter uns 3 stands com sapatos.
– (dx) bolsas de couro e jeans

P1050293light - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese
Mercado das pulgas de Roma

– (dx) artesanato, bijuterias, pulseirinhas de couro
– (dx) óculos, chapéus, eletrônicos, lanternas de led (!)
– (sx) mais roupas usadas, às vezes coisas ótimas de linho puro!
– (dx) livros infantis (sx) lenços

A rua bifurca e á direita tem uma pequena subida: é o paraíso das bicicletas e acessórios por ótimos preços!

Continuando pela rua principal, embaixo:

– (dx) contas para fazer bijuterias
– altura do número 36 (dx) – Produtos calabreses do Vincenzo:

2014 04 06+13.40.15 - O mercado das pulgas de Roma: Porta Portese
As amigas com o Vincenzo

– (dx) e (sx), seguimos com roupas para crianças, utensílios mil para a cozinha, roupas (e muitos stands com roupas novas também!)

Aqui viro à direita em direção à Via Ippolito Nievo, onde continuam ofertas de roupas (novas e usadas), objetos para a casa, móveis antigos restaurados.

Quando chego na próxima bifurcação, vou de novo à direira, pela Via Napoleone Parboni, onde temos mil tranqueiras, e um cara à direita, metade da rua, que diz vender objetos de culturas da Oceania, tranqueiras eletrônicas e chinesas.

Aí viro à esquerda na Angelo Bargone, que tem ótimos livros usados de Arte, Arquitetura e História da Arte, cds, dvds (mais ou menos por todo o caminho!),  pratarias e artigos de papelaria antigos e máquinas fotográficas – não sei em quais condições.

Depois disso tenho sempre muita sede e fome – o negócio é voltar pra casa para almoçar, começando pelas delícias calabresas como aperitivo!!! Bom passeio!

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Os muros aurelianos

março 28, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria, convido vocês a conhecerem um pouco mais sobre os muros aurelianos.

Passeio de Arqueologia em Roma

Aureliano (Lúcio Domício Aureliano 270-275 d.C.) vestiu a púrpura imperial no ano 270 d.C. aclamado pelas tropas da Panônia.

Turismo Roma Museu Criancas guia portugues - Os muros aurelianos


A Panônia era uma província do Império Romano que incluia a parte ocidental da Hungria, a província austríaca de Burgenland, Viena, a parte norte da Croácia e Eslovénia. Ela era originalmente parte da província romana da Ilíria (Illyricum Inferior) e foi dividida após a revolta dálmata.


P1030917light - Os muros aurelianos
Pedaço de Muro Aureliano visto do alto da torre de Porta Sebastiana
 

Muros aurelianos

Hoje, os muros Aurelianos representam o maior e mais representativo muro do período clássico de todas as cidades europeias; por isso foram os muros mais restaurados, estudados e representados em quadros nos últimos 18 séculos. Sim, dezoito séculos!

Os muros aurelianos foram iniciados em 271 e concluídos em 276; são também conhecidos como “os muros do medo”, dado que respondiam à emergência de proteger a cidade da ameaça bárbara.

Museu Muros Guia portugues - Os muros aurelianos
Uma amiga que foi comigo passear no caminho de ronda dos muros (:


Ao longo do tempo, eles mudaram de aparência, de acordo com as necessidades de defesa e ataque utilizada pelos povos que tentavam conquistar Roma; adaptaram-se às mais modernas técnicas de arquitetura militar.

acatolico 5 - Os muros aurelianos
Pedaço de Muro Aureliano visto do interior do Cemitério Acatólico ou Protestante


Os muros aurelianos possuiam 6 metros de altura e ~3,5m de largura; 18km de extensão, com uma torre de controle a cada 30, originalmente.


O primeiro restauro consistente dos muros foi feito pelo Imperador Onório para proteger a cidades da invasão dos Godos (401-402): a altura dos muros foi duplicada e foi construído um novo caminho para as rondas.
No V século, o número de torres dos muros era de 383, com 116 corpos de defesa e certamente não sem as necessárias latrinas!

P1030921light - Os muros aurelianos
Caminho de ronda dos muros aurelianos visto de cima (entrada pelo Museus dos Muros Aurelianos)


Mais restauros foram realizados durante o VI século (por Belisario) e ao longo dos anos, até o séc. XIX, pelos papas.

Muitas vezes, monumentos existentes eram englobados na costrução, como a Pirâmide Cestia e o cemitério conhecido como “Protestante ou “Acatólico.

P1070470light - Os muros aurelianos
Parada millitar que fotografei em 2011!


O portão para a entrada à Piazza del Popolo foi durante 1500 anos o mais importante ingresso na cidade de Roma.

Os restauros importantes entre os séculos XVI e XVII foram realizados sob o ordem de Papa Pio IV por Baccio Bigio, em 1561-1562 e sob odem de Papa Alexandre VII, por Bernini, para a chegada triunfal de Christina da Suécia, no dia 23 de Dezembro de 1655.  

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.


De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo que fala português.


Museo delle Mura
Via di Porta San Sebastiano, 18, 00179 Roma
Tel.: 06 0608


Horários

Terças-Domingos 9.00-14.00
24 e 31 Dezembro 9.00 – 14.00

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arte em roma, italia para brasileiros, italia serviços turísticos, viagem na Italia com guia em português

Fra Angelico

março 21, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Chamado de “Padroeiro de todas as Artes” pelo Papa João Paulo II em 1982, seria ingênuo pensar ao Fra Angelico (Guido di Pietro) como um padre fechado dentro dos muros de um mosteiro, pois sua carreira de pintor causou uma enorme ressonância.

“Non mihi sit laudi, quod eram velut alter Apelles;
sed quod lucra tuis omnia, Christe, dabam:
altera nam terris opera extant, altera coelo.

Urbs me Ioannem flos tulit Etruriae.”

“Não venham a mim os elogios, que fui apenas como um outro Apelles;
se fiz algum bem, foi dedicado ao seu povo, ó Cristo;
alguns trabalhos se manifestam no reino terreno, outros nos reinos dos céus.
A cidade que é a flor da Toscana me pôs ao mundo como João.”

Epitáfio na sepultura de Fra Angelico, na Basilica di Santa Maria Sopra Minerva, escrito pelo Papa Nicolau V

O apelido “Angelico” ficou consolidado após o uso de Vasari, nas Vidas.

 

 lisabelle3 - Fra Angelico
Anunciação, ~1434, Louvre, foto de lisabelle
Padre Domenicano, ele foi um dos primeiros a compreender e utilizar o alcance da nova visão arquitetônica de Brunelleschi e as pinturas de Masaccio. O seu trabalho contempla uma grande atenção às construções em perspectiva e à figura humana, mas ao mesmo tempo mantendo o misticismo da utilização da luz. O melhor exemplo é a “Coroação da Virgem” (1434), hoje no Louvre, onde notamos o extremo rigor espacial, acentuado pelo utilizo racional da luz, que percorre todos os objetos e materiais da cena pintada com uma exatidão típica dos pintores flamingos.
JF Anunciation - Fra Angelico
Anunciação, Fra Angelico, 1440,  Museo di San Marco, foto de Jim Forest

Podemos ver hoje uma grande coleção das suas pinturas no Convento de São Marco de Firenze.

Em 1437, Cosimo de’ Medici mandou restruturar toda a estrutura e Fra Angelico pintou um episódio da Bíblia em cada capela, como objeto de meditação. Aqui podemos ver como o pintor elimina todos os detalhes decorativos para se concentrar na essência, na mensagem de cada episódio; vemos a luz característica de Fra Angelico: brilhante, com a representação da cruz como emanação divina, realçando detalhes coloridos com o ouro (típico do simbolismo medieval).

JF Fra+Angelico+cell+fresco+at+San+Marco - Fra Angelico
Crucificação, foto de Jim Forest

 

Prof - Fra Angelico
Ressurreição, foto Prof Richard Mortel

 

Em Maio de 1446, Fra Angelico veio à Roma com seu aluno Benozzo Gozzoli, chamado pelo Papa Eugênio IV para decorar a Capela Maior de São Pedro (basílica constantiniana) , que tinha sido destruída. Os temas aqui escolhidos tinham sido episódios da vida de Santo Estevão e São Lourenço.

A vinda à Roma contribuiu para que Fra Angelico sofresse a sugestiva grandiosidade da Roma Imperial e a incluísse no seu trabalho de cunho cristão, acompanhando o zeitgeist do Renascimento com grande sucesso.

Angelico morreu no dia 18 de fevereiro, 1455 em Roma. Podemos ver sua sepultura hoje na igreja de Santa Maria sopra Minerva, em cujo convento havia trabalhado entre 1453 e 1454.

P1050835 - Fra Angelico
A sepultura do Beato Angelico, na Santa Maria Sopra Minerva
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As Catacumbas de Domitilla

março 16, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

«Anima Dolcissima»
epitáfio em lastra funerária das Catacumbas de Domitilla

O caminho da arte para que se chegasse na qualidade de um trabalho artístico do nível da Capela Sistina foi parte de uma grande percurso ético e religioso que ocorreu no mundo romano, com a chegada do cristianismo.
As catacumbas não serviam como esconderijos; eram simplesmente lugares onde os primeiríssimos cristãos enterravam os mortos, na espera do juízo final, da ‘nova vida’ após a morte.
A palavra catacumba vem do grego, “kata” e “kumbe” e pode ser traduzida como “na cavidade”.
As catacumbas foram realizadas por motivos a) práticos; b) econômicos e c) higiênicos.
P1030988 - As Catacumbas de Domitilla
Giulia (e eu), companheira fiel de excursões pelos quatro cantos de Roma!

Neste contexto encontramos sinais das mais antigas simbologias utilizadas por estes primeiros cristãos, que, sim, eram perseguidos por uma série de razões que não cabe discutir aqui neste momento, e que para assegurar o “sono” dos seus caros em contraposição à incineração dos corpos.

Os defuntos eram enterrados tratados com bálsamos e envolvidos em tecido, para depois serem depositados nos loculi das catacumbas, que aos poucos se transformavam em imensas (mas quando digo “imensas”, falo de 17km de ruas subterrâneas) galerias cavadas nos hipogeus de terrenos que eram normalmente doados ou emprestados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo e que dispunham de espaços para realizar estes “cemitérios primitivos”.

As catacumbas foram desde o início adornadas com alguns símbolos, que eram naturalmente ligados às religiões pagãs, e é isso que eu adoro ir apreciar nestes fantásticos lugares: a transformação do simbolismo pagão no simbolismo da nova religião!

P1040009light - As Catacumbas de Domitilla
O “bom pastor”
Durante os séculos VIII e IX, as catacumbas foram abandonadas e a memória da sua existência ficou perdida na noite dos tempos, até o século XVI, quando foram casualmente re-descobertas!

 

P1040012light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Em particular, as catacumbas de Domitilla, perteciam à Flavia Domitilla, que era parente do Imperador Domiziano (81-96), que por sua vez não era “nem um pouco cristão”, aliás ele foi responsável por cruéis perseguições aos cristãos durante o seu reinado, e Flávia foi exilada na Ilha de Ventotene!
Relembro aqui, que as piores perseguições aos cristãos ocorreram sob Nero, Décio, Valeriano e Diocleciano.

 

P1040015light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla
Papa Damásio (305 – 384) mandou construir uma basílica no ano de 366 nas Catacumbas de Domitilla, que é o que vemos hoje quando descemos ao primeiro andar da estrutura hipogea. Depois do abandono do IX século, ela foi descoberta somente em 1902-1903, pelo Monsenhor Wilpert.
Interessante observar as incisões nas colunas na frente do altar, que formavam um cibório que continha no seu interior os espólios dos santos mártires soldados Nereu e Aquileu.

 

P1040019light - As Catacumbas de Domitilla
Basílica, Catacumbas de Domitilla

A estrutura da basílica foi reconstruída após a sua descoberta no século XX, e possui pequenas janelas no alto; entretanto, os arqueólogos que estudam estas catacumbas afirmam que a estrutura original possuía grandes janelas que iluminavam o seu interior.

O Hipogeu dos Flávios foi construído entre os anos de 390 e 395, remodelando (para não dizer “destruindo”) antigas estruturas existentes no interior destas catacumbas.

P1040026light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla
O hipogeu dos Flávios possui uma planta retangular em um dos corredores, onde acredita-se que na parte interna às catacumbas foram depostos os corpos de seus escravos; os loculi maiores, deveriam conter os espólios dos integrantes da família.

 

P1040083light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

Um dos afrescos mais interessantes que encontramos aqui é o de “Amor e Psiquê“, que são um ótimo exemplo de ponte iconográfica entre o mundo pagão e a aurora do mundo cristão: a alma se salva depois de provas árduas superadas durante a vida.

P1040090light - As Catacumbas de Domitilla
Hipogeu dos Flávios, Catacumbas de Domitilla

A vasta simbologia que encontramos nos afrescos e a história que estas paredes nos contam se tornam legíveis quando uma guia nos acompanha durante o emocionante percurso; estas linhas não são nada além de uma pincelada que tenta incentivar a visita às catacumbas, como parte fundamental de uma visita à Roma.

P1040128light - As Catacumbas de Domitilla
Pomba, afresco

 

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Pomba, afresco

 

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Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

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Basílica, Catacumbas de Domitilla

 

P1040155light - As Catacumbas de Domitilla
Detalhe de túmulo, Catacumbas de Domitilla

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

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Entrada: € 8,00 ou € 5,50 (crianças)
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O Jardim das Peônias

março 15, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

O Centro Botânico Moutan (Jardim das Peônias) é um jardim que possui a coleção mais rica e mais completa do mundo de peônias chinesas herbáceas, fora da China.

moutan 01 - O Jardim das Peônias

 

Tundra Ice combined - O Jardim das Peônias
 Foto de Tundra Ice

O jardim nasceu de uma paixão que dura há vinte anos por esta flor e representa um verdadeiro cantinho chinês no coração da zona rural do Lazio.

A história da maior coleção do mundo de peônias chinesas começou em 1990, quando um engenheiro quis projetar o jardim de sua própria casa e começou a procurar uma ideia original.

Intrigado com a peônia, ele plantou os primeiros exemplares, que para o olho destreinado pareciam arbustos pequenos e sem graça. Na Primavera os arbustos começaram a crescer e os pequenos botões cresceram mais e mais; a primeira flor foi uma surpresa totalmente inesperada.

Dancesmith - O Jardim das Peônias
Foto de Dancesmith

Em seguida, ele começou a estudar e logo iniciou uma busca frenética de todas as espécies e variedades de peônias conhecidas e cultivadas na China.

RLA+at+Phillips+Garden2 - O Jardim das Peônias
Foto de RLA at Phillips Garden

O jardim das peônias reúne mais de 150 mil plantas de 600 variedades diferentes, pertencentes a quase todas as espécies conhecidas, e também a maioria dos híbridos naturais cultivados. A coleção tem também uma variedade muito rara, que cresce na natureza nas mais remotas regiões do continente asiático; aqui, estas peônias vivem em um habitat ideal e coexistem em uma extensão de 15 hectares.

broken thoughts2 - O Jardim das Peônias
Foto de Mark Lindner

Durante a floração, o jardim das peônias é um espetáculo incomparável pelo seu charme, beleza e perfume: milhares de flores em diferentes formas desabrocham em toda a escala cromática do branco puro ao púrpura, quase preto, passando pelos tons mais delicadas e incomuns de rosa, em infinitas combinações de formas, perfumes e cores.

anita - O Jardim das Peônias
Foto de Anita

Se você visitar o Centro das Peônias na Primavera, vai poder seguir caminhos destinados a observar as melhores cores, aromas e efeitos visuais sob diferentes perspectiva – e vai tirar uma foto com o nariz cheio de pólen, como eu fiz na primeira vez, depois de tanto cheirar peônias!

 

Samantha+Forsberg - O Jardim das Peônias
Foto de Samantha Forsberg

Desde 1996 ele plantou em um terreno de 15 hectares de cultivo plantas matrizes de diferentes regiões da Ásia, que representa a maior coleção do mundo de peônias, fora do território chinês.

stormbirdstudio - O Jardim das Peônias
Foto de  stormbirdstudio

O Centro Botânico Moutan de Peônias é o único jardim temático no mundo e é aberto a qualquer pessoa que deseje visitá-lo.

vanhookc - O Jardim das Peônias
Foto de vanhookc

Endereço e Horário:
O Centro Botânico Moutan de Peônias está localizado na Vitorchiano (Viterbo), na SS Ortana 46 Loc A Bola.

Posso organizar um passeio com motorista ao Jardim, com parada para almoço típico em restaurante na cidade dos papas.  Escreva um email para Roma em Português

Para chegar lá: a partir da auto-estrada A1, saída Orte. Orte-Viterbo, direção Viterbo, até a saída Vitorchiano. Em seguida, siga as instruções. O centro fica a 500m.

Para mais informações: tel +39.0761.300490

Março: Seg a Sáb 9:30-13:00 / 14:30-17:30

Abril, Maio:  9:30-13:00 / 14:30 – 18:00

Junho a Setembro: Seg a Sex 9:30-13:00 / 14:30-16:30

Outubro a Fevereiro: Seg, Ter: 9:30-13:00 / 14:30-16:30 – Qua, Qui, Sex: 9:30-13:00

Site oficial do Jardim das Peônias: http://www.centrobotanicomoutan.it/

Sarah's+Yard - O Jardim das Peônias
Foto de Sarah’s Yard

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Basílica de Santa Maria Maior

março 7, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

No ano de 452 foi construída a maior basílica dedicada à Virgem: Santa Maria Maggiore ou Santa Maria Maior em português (Basílica de Nossa Senhora das Neves, ou Basílica Liberiana – Basílica de Santa Maria Maior) que é hoje uma das quatro Basílicas Patriarcais.

 Basílica de Santa Maria Maior: história e arquitetura

 
Santa Maria Maior City Tour portugues - Basílica de Santa Maria Maior

Em 432, logo após o Concílio de Êfeso (que reconheceu a divina natureza de Cristo), o Papa Sisto III, comportando-se como um monarca, mandou construir essa basílica, consagrada no ano de 440.

Diz a lenda que a própria Virgem apareceu num sonho ao Papa Libério (segundo a tradição, o primeiro fundador desta igreja) e a um patrício chamado João, mandando construir uma basílica dedicada à ela. Tal basílica deveria ser construída “no lugar onde amanhecesse uma colina com neve”. Ora, era dia 4 de Agosto, um calorão, seria impossível que caísse neve em Roma naquele período. No dia seguinte, foi vista a neve sobre a colina onde vimos hoje a maravilhosa e imponente basílica de Santa Maria Maggiore.

A planta é original do V século (com 80m de comprimento por 35m de largura), mas a fachada, a decoração interna e as capelas foram constantemente ampliadas e restruturadas nos anos.

Decoração interior

Dividida em 3 naves e com uma dupla série de colunas iônicas. Entre 1288 e 1292, Nicolau IV empurrou a abside de alguns metros para trás, para dar espaço ao coro. As naves laterais foram remodeladas durante o renascimento pelo arcebispo da basílica, Cardeal Guillaume d’Estouteville na metade do século XV.

P1000221light - Basílica de Santa Maria Maior
Interior da Basílica de Santa Maria Maggiore, decoração enriquecida ao longo dos anos
P1000222LIGHT - Basílica de Santa Maria Maior
Detalhe de nós do pavimento cosmatesco

Mosaicos do interior da basílica

Estes mosaicos são considerados o primeiro ciclo de representações narrativas realizado no interior de uma igreja romana: sombras, degradês e representação fiel dos espaços e volumes, além da clara diferença entre o trabalho de figura e fundo nos mostram como a antiga pintura romana influenciou este trabalho.

Mosaicos do arco do triunfo – V século

O mosaico do arco do triunfo é também original do V século, já com uma grande influência bizantina. Representam cenas da infância de Cristo Redentor.

P1000224light - Basílica de Santa Maria Maior
Arco do triunfo na Basílica de Santa Maria Maior, foto minha

 

Mosaicos da abside – Jacopo Torriti

No mosaico da abside podemos apreciar uma obra-prima do grande maestro. Em ocasião do deslocamento da abside, no século XIII, ordenado pelo Papa Nicolau IV.

Baldaquino

Imponente baldaquino com colunas de pórfido vermelho, decoradas por motivos floreais em bronze de Fernando Fuga. É tão grande que esconde uma parte do mosaico da abside!

P1000214light - Basílica de Santa Maria Maior
Baldaquino, visto da parte inferior do altar, Santa Maria Maggiore
deco anjo abside - Basílica de Santa Maria Maior
Anjo, decoração na frente do baldaquino, Santa Maria Maggiore
P1000213light - Basílica de Santa Maria Maior
Imagem em mármore de Pio IX, aos pés do baldaquino
PioIX - Basílica de Santa Maria Maior
 Pio IX em seu mantô ricamente decorado por rendas, em mármore. Aos pés do baldaquino.
Embaixo do baldaquino, podemos ver a relíquia da igreja: um pedaço do comedouro onde Jesus foi depositado quando nasceu. Está numa caixa de vidro, com a estrutura em prata:
P1000209light - Basílica de Santa Maria Maior
Relíquia da Basílica de Santa Maria Maggiore

 

Piso

O pavimento cosmatesco é o original do século XII, das mãos de Ferdinando Fuga. Foi restaurado no século XVIII.

pavimento maggiore - Basílica de Santa Maria Maior
Detalhe do pavimento cosmatesco

 

Capela de Sisto V Peretti (1585-1591) – também chamada de Capela Sistina

Capela leva o nome do Papa que realizou inúmeros trabalhos de restauro em Roma durante o seu breve pontificado, transformando Roma em um grande canteiro de obras.

Batistério

O batistério é majestoso, um trabalho de Flaminio Ponzio durante o período barroco.

teto fondo fontebattesimale - Basílica de Santa Maria Maior

Basílica de Santa Maria Maior

Nave esquerda

Na nave esquerda, são duas as capelas que merecem ser vistas atentamente:
– Capela Sforza, planta de Giacomo della Porta, talvez originalmente um desenho de Michelangelo

– Capela Paolina.

Relíquias

Nesta basílica encontramos importantes relíquias: os espólios de São Mateus e São Jerônimo.

Santa Maria Maggiore pianta PT - Basílica de Santa Maria Maior
Planta baixa aproximativa da Basílica de Santa Maria Maggiore

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Endereço Basílica de Santa Maria Maggiore: Piazza di S. Maria Maggiore, 42

Horário de abertura: 07h – 19h

Como chegar na Basílica: A basílica fica a poucos minutos da estação Termini (metrô A e B). Os ônibus 16, 70, 71, 360, 649 e 714 passam aqui perto.

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Sobre mim

Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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