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Museu do Palácio Barberini

março 17, 2016 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Parte da região de Roma que hoje é muito central, como por exemplo Praça Barberini, onde está o Museu do Palácio Barberini, era considerada “o campo” nos séculos XV e XVII – este fato pode ser verificado até no topônimo da rua “Capo Le Case” nas redondezas. E assim foi construída a “mansão” da família Barberini, fato quase comemorativo de uma família em ascensão ao poder. Estas mansões eram caracterizadas por uma função ambivalente de representação e lazer, como vimos no post da Villa Borghese. 
museu roma guia brasileira barberini - Museu do Palácio Barberini
 Museu do Palácio Barberini
Em 1625, depois de comprar um enorme terreno (que correspode à área dentro da Quattro Fontane e XX Settembre) com um pequeno edifício, iniciaram as reformas necessárias para transformá-lo em uma suntuosa mansão.
escada - Museu do Palácio Barberini
Museu do Palácio Barberini
O grande Bernini entra em jogo na ideação do palácio após a morte de Maderno e devemos a ele o grande salão central com o pé direito que ocupa dois andares, o salão ao lado com planta baixa elíptica, a maravilhosa varanda fechada com janelas, “loggia vetrata” que vemos hoje quando entramos sobre a varanda com arcos, também de sua autoria.
visita guiada portugues palacio barberini - Museu do Palácio Barberini
O palácio é digno de uma visita pela sua história e, particularmente, por elementos da sua construção e decoração, como a escada helicoidal de Borromini, que tinha trabalhado no primeiro edifício com seu tio, Maderno, e o afresco da “Divina Providência”, de Cortona. Neste caso, ao contrário do que aconteceu com a Villa Borghese (que conhecemos hoje como parque de Roma), os jardins desta maravilhosa mansão não chegaram até nós, mas sabemos que tinha sido desenvolvido com muita atenção aos detalhes, e que, entre outras plantas exóticas, tinha sido importada uma laranjeira de Lisboa e um jasmin amarelo da India. 
fonte palacio barberini visita guiada portugues - Museu do Palácio Barberini
 
A coleção inicia com obras do XII século, mas parte mais importante do Palácio Barberini é composta por pinturas dos séculos XVI e XVII e temos a sorte de poder ver obras importantes de cada pintor aqui representado.
caravaggio palacio barberini visita guiada - Museu do Palácio Barberini
É aqui que podemos ver a “Fornarina” de Raffaello, a “Judite” e o “Narciso” de Caravaggio, “Vênus e Adônis, de Ticiano, um “Davi” de Bernini, mas nomões são uma coisa comum nesta coleção, com pinturas atribuidas no passado a Simone Martini, além de Filippo Lippi, Antoniazzo Romano, Lorenzo da Viterbo, Guercino, Domenichino, Giulio Romano, Baciccia e Carracci.
Guia De Roma Barberini museu visita portugues - Museu do Palácio Barberini
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Museu Nacional Romano do Palácio Máximo

outubro 8, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Palazzo Massimo ou Museu Nacional Romano – Sim, é necessário ir embora de Roma totalmente apaixonado por mosaicos, achando o máximo esta técnica, tão difícil e tão bem dominada pelos antigos romanos – até hoje a Escola de Mosaico Vaticana é muito importante e ativa! Aqui é imprescindível apaixonar-se ou se re-apaixonar pela arte em geral através da enorme quantidade de escuturas e obras de arte que rodeavam e permeavam a vida quotidiana na Antiga Roma, pois tudo o que vemos nos museus foi encontrado em antigas mansões ou edifícios públicos.

Museu Nacional Romano (Palácio Máximo)

museu roma guia portugues - Museu Nacional Romano do Palácio Máximo
Atirador de discos Lancelotti, II d.C. – Museu Nacional Romano
principe helenico bronze turismo roma - Museu Nacional Romano do Palácio Máximo
Príncipe Seleucida, II a.C.
 
Roma é uma aula de beleza, e você pode começar por museus onde não tem que ser feita uma reserva ou compra de tickets com antecedência.
 
afrescos casa livia turismo roma - Museu Nacional Romano do Palácio Máximo
Eu, sentada na maravilhosa sala dos 
Afrescos da Casa de Lívia de Prima Porta
 
O Palácio Máximo, ou Palazzo Massimo, é um museu que hospeda uma super coleção arqueológica de muita coisa que foi descoberta a partir de 1870 – ano em que Roma se transforma na capital da Itália e fundou-se a Superintendência das escavações e monumentos de Roma, com sede na colina do Palatino. É uma verdadeira câmera de tesouros que surpreendem, uma ala depois da outra.
 
mosaico palacio massimo turismo roma portugues - Museu Nacional Romano do Palácio Máximo
Mosaicos do período imperial
 
Neste museu realmente enorme destacam-se os mosaicos romanos, esculturas gregas em bronze dos séculos V e IV a.C., os afrescos da casa de Lívia de Prima Porta, esculturas romanas em mármore, retratos do período imperial, e uma cópia do famoso Hermafrodita Adormecido, do II séc a.C..
 
 
 pugilista bronze lisipo turismo portugues - Museu Nacional Romano do Palácio Máximo
O famoso pugilista em bronze, II ou III a.C.
 
hermafrodita marmore turismo portugues - Museu Nacional Romano do Palácio Máximo
Hermafrodita – no Museu Nacional Romano
 
Horário de abertura do Palazzo Massimo:
Das9hàs19.45h.
Fecho: segundas, 1 Janeiro, 25 Dezembro.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho (como na maioria dos monumentos)
Tickets:
Ticket único válido para: Palazzo Massimo, Palazzo Altemps,
Crypta Balbi, Terme di Diocleziano

Custo€ 7,00

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Museus em Roma:

Museus Vaticanos
Palácio Altemps
Museu do Palatino
Museus Capitolinos
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Galleria Borghese
Museu Barraco
Palácio Máximo
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Museu Etrusco com guia de turismo em português

abril 29, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Nesta matéria relaciono algumas dicas para quem deseja conhecer o Museu Etrusco com guia em português. Fico muito feliz com a quatidade de viajantes que retornam à Roma, querendo conhecer mais profundamente a cidade, “além do Coliseu e da CapelaSistina”, pois esta cidade realmente oferece uma infinidade de atrações.

Museu Etrusco guia de roma 10 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Eu com minha amiga dos tempos pré-históricos da PUC, com a sua família

Museu Etrusco da Villa Giulia

Parada “quase obrigatória” para a segunda vez de quem vem à Roma é o Museu Etrusco da Villa Giulia – como toda a Itália, uma guia de turismo que fale português é extremamente importante para ajudar na leitura de um material tão denso e pouco legível aos olhos do viajante curioso.

Museu Etrusco guia de roma 6 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Afresco da necrópoles de Tarquínia, completamente remontado no
interior do Museu Etrusco de Villa Giulia
A “Villa Giulia” é uma mansão renascentista que passou pelas mãos dos mais geniais arquitetos, com partecipação pouco importante do Vasari, “correção” de Michelangelo, mas esta maravilhosa mansão tem a assinatura do Vignola, exatamente na metade do século XVI. Papa Júlio III, que mandou construí-la, investiu tanta dedicação e dinheiro neste projeto, mas infelizmente morreu quase imediatamente depois da finalização da monumental construção, sem poder aproveitá-la. Mas vamos ver o que nos espera!

Este terreno tinha pertencido ao Cardeal Del Monte, o famoso mecenas de Caravaggio,depois à famosa família Borgia, e na época era tão longe de tudo que era um terreno cultivado.

Museu Etrusco guia de roma 7 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Cerâmica grega encontrada nas tumbas etruscas, símbolo do
poder dos príncipes etruscos
A típica mansão, ou villa, era divida em uma parte privativa, com arquitetura refinadíssima para recebimentos, e outra com cultivação da terra.
Assim que entramos, a primeira coisa que vemos além do pátio central, são os afrescosdo deambulatório, ou seja, do corredor com teto abobadado com grotescas, isto é, figuras fantásticas e arabescos.

Mas vamos logo pegar o corredor da esquerda e entrar no museu, que em primeiro lugar nos propõe um mapa para nos esclarecer onde ficava a Etrúria. E se olharmos com atenção este mapinha tão inocente, vamos logo perceber a fantástica posição geográfica de Roma em relação à antiga “piscina” chamada Mar Mediterrâneo.

Museu Etrusco guia de roma - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Mapa da ocupação etrusca
Podemos acompanhar o desenvolvimento do que nos resta como testemunhas desta civilização quase exclusivamente através das suas sepulturas. O povo vilanoviano desta região, através do contato com os gregos, da sua habilidade em trabalhar o ferro e, impossível não presumir uma natural engenhosidade, teve uma rápida ascenção como monarquia tassalocrática do Mediterrâneo e que conhecemos hoje como etruscos.
A coleção do museu nos mostra as maravilhosas urnas funerárias “bicônicas”, ânforas e em “forma

de caixa”, típicas do povo vilanoviano, população autóctona do final da Idade do Bronze e que ocupava as zonas que se desenvolveram posteriormente nas cidades da confederação etrusca.

Museu Etrusco guia de roma 9 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Urna “bicônica” em cerâmica
O famoso “bucchero”, vasos realizados em cerâmica com um procedimento especial de queima, são abundantes na coleção. Interessante também poder observar a quantidade de vasos de importantes artistas gregos encontrados na Etrúria, verdadeira loucura que demonstra a riqueza dos príncipes e nobreza etruscas do ápice do seu desenvolvimento, no VI séc a.C.. Imprescindíveis os esclarecimentos de uma guia de turismo sobre o misterioso alfabeto dos etruscos, para fazer com que o quebra-cabeça deste povo começe a se tornar legível na nossa cabeça!

 

Museu Etrusco Museus Vaticanos - Museu Etrusco com guia de turismo em português
Pequeno vaso em bucchero no Museu Etrusco

 

Imperdível o “Sarcófago dos Esposos” peça em enormes proporções em cerâmica do ano 520 a.C., encontrada literalmente despedaçada em 400 partes e pacientemente remontada por mãos de hábeis restauradores que nos conta mais do que como eram os etruscos, mas de como “queriam ser vistos” pelos outros, além da especial relação homem-mulher deste povo.

 

Museu Etrusco guia de roma 5 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
O famoso sarcófago dos esposos
(difícil de fotografar por causa do reflexo da vetrine!)

 

A reconstrução da sepultura de Tarquínia, descoberta em 1873, é também uma das principais atrações deste museu. Maravilhosos afrescos nos contam sobre a visão da vida após a morte dos etruscos, a simbologia da escolha dos animais e das cores representadas têm uma função importante, que como todo o resto pode ser melhor explicado com uma boa guia de turismo que fale português e acompanhe você nesta aventura de contato com uma civilização distante de nós 2.700 anos.

Fascinante o que sobrou do Santuário de Pyrgi, no porto que se extendia por uma área de dez hectares e que deu trabalho por 50 anos aos arqueólogos da “Universidade La Sapienza”!

Museu Etrusco guia de roma4 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
As lâminas de ouro, tratado assinado entre etruscos e fenícios

A coleção nos mostra uma série de objetos utilizados pelos povos antigos, como vasos, jarras, copos e instrumentos de limpeza corporal que nos permitem finalmente descobrir a função de curiosas manufaturas que vemos não só neste museu.

Museu Etrusco guia de roma 8 - Museu Etrusco com guia de turismo em português
O fantástico Apolo de Vulca, artista do VI séc a.C.
Outras preciosidades que cobrem aspectos da importante vida religiosa dos etruscos serão desvendadas aqui com a gente.

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Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

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Palácio Massimo, Museu de Roma

abril 8, 2015 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

No dia do aniversário de Roma, dia 21 de Abril, decidimos fazer um passeio maravilhoso pela cidade para comemorar a nossa diva eterna! Escolhemos ir ao Palazzo Massimo (Palácio Massimo), um museu que tem uma explêndida coleção de arte clássica, sobretuudo algumas esculturas em bronze, tão difíceis de ver!

museu roma palacio massimo - Palácio Massimo, Museu de Roma
Aqui você vê o famoso pugilista repousando, escultura espetacular do IV século antes de Cristo!
pugilista museu roma1 - Palácio Massimo, Museu de Roma
Rosto do “Repouso do pugilista“, atribuída ao escultor Lisipo no Palácio Massimo

 

pugilista museu roma2 - Palácio Massimo, Museu de Roma
Detalhe do torso do pugilista, atribuída ao escultor Lisipo no Palácio Massimo
No último andar, temos os famosos afrescos da Villa di Livia, encontrados nos subterrâneos da sua casa de campo, num lugar que se chama “Prima Porta”, em 1863. Os restauradores italianos são muito feras, e desenvolveram uma técnica para destacar o afresco inteirinho e levar ao museu, de modo que  ficasse no interior de uma estrutura protegida. E aqui desenvolveram uma iluminação impressionante, que imita a luz do dia em 24h, com uma velocidade acelerada.
É realmente emocionante sentar nesta sala e observar estes afrescos com a mudança da iluminação da sala!

 

museu roma sala afrescos livia - Palácio Massimo, Museu de Roma
Olha eu lá, hipnotizada por tanta beleza!

Este museu é bem grande, reserve pelo menos duas horas e meia para passar aqui dentro, pois têm também esculturas originais gregas que foram encontradas em Roma, sarcófagos romanos, muitos outros afrescos de mansões de famílias nobres, além de mosaicos incríveis, também provenientes das mansões.

mosaico romano museu palacio massimo - Palácio Massimo, Museu de Roma
Mosaico do Museu Palazzo Massimo de Roma

Depois de nos carregar de tanta beleza, fomos numa doceria ali pertinho para encher o tanque de energia com as delícias sicilianas e um cafezinho!

cafezinho roma - Palácio Massimo, Museu de Roma
Cafezinho necessário depois de tanta beleza!

 

delicia siciliana roma - Palácio Massimo, Museu de Roma
Doces sicilianos em Roma.

 

doceria siciliana roma - Palácio Massimo, Museu de Roma
Nós três, super-amigas que amam Roma que
não perdem a oportunidade de descobrir novas maravilhas da cidade eterna!
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Palazzo Massimo
Largo di Villa Peretti, 1, 00187 Roma
Aberto todos os dias das 09h às 19.45h.
Fechado segundas-feiras, 1° janeiro e  25 dezembro.
Tickets: Inteiro € 7,00 – Meio € 3,50
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A Via Appia Antiga

novembro 6, 2014 by Patricia Carmo Baltazar 1 comentário

Um museu a céu aberto. A famosa Via Appia Antiga já foi chamada assim, com esta expressão moderníssima em 1850, por Luigi Canina, responsável pelas “Antiguidades de Roma” do governo pontifício dessa época.

“Todos os caminhos levam a Roma”

Appia Antiga Guia de Roma portugues2 - A Via Appia Antiga
Adoro fazer picnics com as amigas e explorar a Via Appia Antiga!
A construção desta estrada foi iniciada no ano de 312 a.C, por ordem do censor Appio Claudio Ceco. No ano de 268 a.C., a sua extensão chegava a Benevento (277km de Roma) e em 191 a.C., a Brindisi (520 km de Roma), onde existia o porto através do qual se comerciava com a Grécia e com o oriente.

 

Via Appia antiga - A Via Appia Antiga
Basalto da Via Appia Antiga

O início desta estrada é uma viagem no tempo, pois nos leva ao período dos reis (753 a.C. – 509 a.C.): a tradição diz que aqui existia um bosque sagrado onde Numa Pompilio pedia conselhos à Ninfa Egéria a respeito das leis sagradas de Roma, e, mais para frente, durante o período republicano (509 a.C – 44 a.C.), os sacerdotes do culto da Magna Mater lavavam a estátua da deusa no antigo rio Almone, que passava por aqui.

Appia Antiga Guia de Roma portugues - A Via Appia Antiga
Para “viciados em Arte e História” a Via Appia Antiga é um paraíso terrestre!
Nós percorreremos a Via Appia Antiga a partir da Porta Sebastiana, onde tem o “Museu delle Mura”, em direção ao sul, às colinas albanesas (região dos lagos), para mencionar alguns dos monumentos que chegaram até nós através de mais de dois mil anos de história. Vamos lá!
passeio via appia guia portugues vista Aerea - A Via Appia Antiga
Não se espante com a quantidade de monumentos funerários que encontraremos no nosso caminho, pois uma das antigas leis romanas, as doze tábuas (ano 450 a.C.), proibía a construção de sepulturas no interior dos muros de proteção da cidade (que coincidia quase 100% com o limite sagrado da cidade, que se chama “pomério”). Appio Claudio foi o primeiro que desejou ter a sua sepultura na “sua” estrada, e com isso lançou uma moda entre as famílias abastadas. A coisa divertida é que os monumentos funerários eram de tamanha beleza, que muitos nobres daquele tempo sentiaram-se inspirados a construir grandes mansões perto deles.
monumentos appia antiga - A Via Appia Antiga
Monumentos sobre a Appia Antica, linda foto de Luana Bungaro
Tumba de Geta
No número 41 da Via Appia Antica (lado esquerdo com as costas para os muros aurelianos) existe o monumento funerário de Geta, filho do imperador Setímio Severo. A construção original era realizada em calcestruzzo (o cemento romano cuja “receita” ainda hoje não foi desvendada) e era composta por uma base quadrada sobre a qual se apoiavam diversos andares com superfícies que diminuiam a medida que se elevavam. Naturalmente esta estrutura era completamente revestida de travertino (o mármore branco aqui do Lácio).
A contrução que encontramos hoje aqui é muito curiosa, pois além de ter sido completamente desnudadado revestimento marmóreo, no topo desta espécie de estrutura piramidal encontra- se uma estrutura com caráter de habitação, construída nos primeiros anos do século XVI.
Infelizmente este monumento só pode ser observado do exterior, pois ele ainda é propriedade privada; este fato não constitui uma exceção que dificulta o trabalho do Ministério dos Bens Culturais de Roma.
Igreja “Domini, quo vadis?” (“Senhor, para onde vais?”) ou Santa Maria in Palmis

A bifurcação com a Via Ardeatina, é um lugar importante, pois diz a lenda que neste lugar Pedro encontrou Cristo quando estava indo embora de Roma para fugir às perseguições aos cristãos do período do Imperador Nero (~68 d.C.). Exatamente neste ponto, Pedro teria perguntado a Cristo: “Senhor, para onde vais?”; e Cristo respondeu “Vou à Roma, para ser crucificado pela segunda vez”. Quando Pedro ouviu esta resposta, envergonhou- se de estar fugindo da morte na cruz, retornou à Roma, e de fato, foi crucificado no Circo do Nero – e como bem sabemos, de cabeça para baixo!

Domini Quo Vadis guiaderoma - A Via Appia Antiga
A igreja de Domini Quo Vadis, na Via Appia Antiga

 

A denominação da igreja “in Palmis” ou “do Passo” se refere à uma tradição medieval de venerar uma pedra com duas impressões de pés que se encontra nesta igreja, que acredita-se serem dos pés de Cristo.

Domini Quo Vadis guiaderoma  - A Via Appia Antiga
As impressões dos pés de Cristo, dentro da igreja Quo Vadis
Seguindo pela Via della Caffarella, passa-se por longos muros para chegar à uma outra propriedade privada com uma casinha colonial e com o chamado

Templo do deus Redícolo , dedicado à divindade que fez com que Aníbal retrocedesse com seu exército (XXX ano). Na verdade trata-se do Monumento funerário de Annia Regilla, esposa de Heródes Ático (século II d.C.). Esta é uma construção de beleza singela, onde notamos duas tonalidades diferentes de tijolos que compõem a base retangular com tímpano.

Via Appia Annia Regilla - A Via Appia Antiga
Monumento funerário de Annia Regilla
Retornando à nossa Appia Antica, nos aproximamos das famosas Catacumbas de San Callisto (São Calixto).
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 Eu, no Circo de Maxêncio
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 Circo de Maxêncio
Vale a pena relembrar a origem da palavra catacumba, que vem do grego “kata´”, “nas” e “kymbas”, “cavidade”.

 

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Via Appia Antiga

 

Iniciadas no II séc. d.C., estas catacumbas foram construídas em terrenos doados por famílias abastadas que tinham se convertido ao cristianismo, de modo que os adeptos desta nova religião pudessem ser enterrados, pois o novo conceito de morte previa uma cela para o defunto, que não era mais cremado, como no culto pagão, pois a morte era vista como um sono onde a alma acordava sucessivamente para o Juízo Final, e em seguida, para a vida eterna.
Aqui foram enterrados 16 papas e mais de 50 mártires nas galerias subterrâneas, que chegam a ter uma extensão de quase 20km nos 15 hectares de terreno!

Santa Cecília também foi enterrada nestas catacumbas, mas as suas relíquias foram levadas para dentro dos muros aurelianos no ano de 821, pelo papa Pasqual I, e se encontram hoje na Basílica de Santa Cecília, em Trastevere. É interessante o afresco do IX século, com a santa que reza, um busto do Cristo e papa mártire São Urbano.

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De maneira geral, os afrescos das catacumbas, apresentam-se como uma interessantíssima iconografia da passagem do culto pagão ao cristianismo; eu, particularmente, adoro todo o tipo de representação deste período: desde os afrescos, passando pelas diferentes inscrições sobre o defunto, os símbolos das corporações a qual ele pertencia, os desenhos de cestos de pães, até os “rabiscos” do bom pastor sobre mármore; a escrita “ICTUS”, que significa “peixe” em grego e cujas iniciais estão para: “Jesus Cristo, filho de Deus, salvador” – acho tudo isso emocionante demais! Aliás, é aqui mesmo que se acredita que foi pintado o afresco mais antigo com a representação do bom pastor e de figuras que rezam, os “oranti”, do final do século II, início do III século.

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O próximo monumento importante que encontramos é a Basílica de São Sebastião,para onde acredita-se que foram trazidos os restos mortais dos santos Pedro e Paulo durante as perseguições do ano de 258. Após o Edito de Constantino de 313, isto é, o documento através do qual os cristãos obtinham finalmente liberdade de culto, as relíquias dos dois santos votaram ao lugar onde eles tinham sido enterrados logo após o martírio, e nestes dois lugares foram contruídas as grandes basílicas de São Pedro e São Paulo Fora dos Muros.
A fachada desta basílica como a vemos hoje é o resultado da modernização feita pelo cardeal Scipione Borghese entre os anos de 1608 – 1613, iniciada pelo arquiteto Flamínio Ponzio e finalizada peor Giovanni Vasanzio.
Aqui mesmo, temos acesso à entrada das Catacumbas de São Sebastião,um dos poucos cemitérios cristãos que ficaram abertos desde o seu início ininterruptamente, o que infelizmente contribuiu para a sua deterioração.

Podemos ver alguns afrescos e as eventuais sepulturas temporâneas dos apóstolos Pedro e Paulo.

Villa Maxencio guiaderoma - A Via Appia Antiga
Villa de Massêncio – Via Appia Antiga, foto de Christina Heger
Continuamos o nosso caminho e, a mais ou menos 150m do lado esquerdo, mais precisamente no nº153, temos a Mansão (Villa) de Maxêncio, grande complexo arqueológico composto pelo Mausoléu de Rômulo, Circo de Maxêncio e o Palácio Imperial, cuja maior parte ainda deve ser escavado.
Quanto ao Circo, 513m x 90m, podemos dizer que é um dos exemplares deste tipo de construção que chegou até nós em “excelente” estado: da arquitetura podemos ver algumas torres e os “estábulos”, estrutura de onde partiam as carroças para a competição. A spina, estrutura que dividia o circo longitudinalmente, era decorada com esculturas, edículas e com o obelisco que hoje vemos na Praça Navona (transportado pelo grande Lorenzo Bernini para adornar a famosíssima Fonte dos Quatro Rios).

A capacidade deste circo era de 10.000 pessoas, e infelizmente da arquibancada não sobrou muita coisa.

passeios roma via appia mausoleu romolo - A Via Appia Antiga

Passamos por um quadripórtico, que serve de entrada ao Mausoléu de Rômulo, estrutura realizada para o filho de Maxêncio, morto prematuramente, e que depois serviu também para outros membros da família imperial. Esta curiosa estrutura de forma redonda tem 33m de diâmetro e originalmente possuia nichos ao longo do seu perímetro e era coberta por uma cúpula com olho central.

Saímos deste curioso e rico complexo arqueológico para encontrar a 200m, do mesmo lado, a famosíssima Tumba de Cecilia Metella, um verdadeiro emblema da Via Appia Antica! Este mausoléu realizado aproximadamente no ano de 50a.C. foi contruído sobre uma base quadrada e revestida de placas de mármores travertino, sobre a qual se eleva um corpo cilíndrico de 29,5m de diâmetro e 11m de altura.
Uma grande lápide de mármore no exterior da construção nos informa a quem foi dedicada esta construção: Cecilia, filha de Metello Crético (que conquistou a ilha de Creta) e esposa de Crasso, general de Júlio César na Gália.
Os “merlos” medievais foram inseridos pelos Caetani, família que ocupou o monumento durante o século XIV, transformando-o em forte e castelo. Muitos elementos marmóreos que foram encontrados durante as escavações da Via Appia foram recolhidos e se encontram no interior deste monumento, que é um curioso museu, pois é utilizado pelo Ministério dos Bens Culturais assim como chegou até nós: sem teto.
Interessante as janelas bíforas (veja exemplo abaixo) da única parede que ainda está de pé, da Alta Idade Média, a cela sepulcral no interior do cilindro, que é considerado uma das construções mais antigas com o uso de tijolos!
IMG 20141019 181650 - A Via Appia Antiga
Cecilia Metella, com os dois pares de janelas bíforas na Via Appia Antiga
Na frente da Tumba de Cecilia Metella, temos as paredes perimetrais da antiga igreja gótica de São Nicola em Capo di Bove, uma das raras testemunhas deste período em Roma.
passeios roma via appia igreja sao nicolau - A Via Appia Antiga
Igreja de São Nicolau, na frente de Cecilia Metella Via Appia Antiga
A 300m deste monumento à direita, tem uma lojinha onde fazem excelentes sanduíches, para matar a fome se a longa caminhada tiver aberto o seu apetite!
Depois do lanche, estamos prontos para entrar no chamado V milho*  e ver monumentos do final do período republicano misturados com outros do auge do império, todos de personagens desconhecidos (ou meno de pouca relevância histórica); alguns monumentos possuem retratos e inscrições sobre os defuntos.
À esquerda notaremos uma estrutura monumental em forma de pirâmide e à direita túmulos atribuídos aos Horácios e Curiácios, no trecho conhecido como Cluiliae,onde teria acontecido a luta mítica entre representantes das cidades rivais de Roma e Alba Longa, depois da qual Roma assumiu definitivamente a supremacia da Liga Latina.

Nós, pobres mortais, continuamos a caminhar sobre os milenares paralelepípedos de silício sem ter acesso a inúmeros outros monumentos que ainda se encontram em propriedades particulares, atrás de muros altos que impedem a contemplação do viajante.

circo maxencio guia brasileira - A Via Appia Antiga
Via Appia Antiga

Vamos finalizar daqui a 400m a nossa longa visita à rua mais antiga e linda do mundo ocidental tendo à esquerda a Villa deiQuintilli: a maior, mais rica e bonita mansão (villa) dos arredores de Roma, que pertenceu aos irmãos Quintilli e que desde o século XIV nos presenteia com inúmeras obras de arte durante as escavações. Os refinados irmãos tinham morado na Ásia Menor e, quando retornaram à Roma, trouxeram inúmeras obras de arte, com as quais adornavam a majestosa mansão. A inveja do imperador Cômodo fez com que ele os condenasse e confiscasse os seus bens, passando a ser o dono da esplêndida villa!
Durante a alta idade média a mansão foi englobada num ninfeo, que é o que vemos do lado da Appia Antica. Este sítio arqueológico pode ser explorado em um outro dia. Para mais informações leia o post: Villa dei Quintilli.

 

Este é um dos passeios mais especiais de Roma, pois uma das maiores expressões do gênio romano foram os aquedutos e as famosas estradas, as “vie consolari”, que permitiam com que os homens se deslocassem por longas distâncias via terra, o que até então acontecia somente por viagens de navios através de rios ou mares. A enorme rede de estradas romanas deu origem ao famoso ditado “todas os caminhos levam à Roma“.

 

P1010398light - A Via Appia Antiga
Por que os aperitivos nunca são suficientes!

* O “milho” é uma medida de distâncias antigas e que varia entre 1 e 2 metros, dependendo do período histórico. A palavra miglio vem da expressão latina  milia passuum, que era equivalente a mille passus, isto é, mil passos, que correspondia a 1,48m na antiguidade.

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Villa di Massenzio
Via Appia Antica, 153, 00179 Roma
Horário de abertura:
Ter-Dom: 10.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio
 
Cecilia Metella
Horário de abertura:
Ter-Dom: 09.00-16.00h
24 e 31 Dezembro 10.00-14.00h.
A bilheteria fecha uma hora antes do fecho.
Dias de fecho:
Segundas-feiras, 25 Dezembro, 1° Janeiro, 1° Maio
 
– do último domingo de outubro a 15 de fevereiro: última entrada às 15.30h e fecho às 16.30h;
– de 16 de fevereiro ao dia 15 de março: última entrada às 16.00 e fecho às 17.00;
– de 16 de março ao último sabado de março: última entrada às 16.30 e fecho às 17.30;
– do último domingo de março ao 31 agosto: última entrada às 18.15 e fecho às 19.15;
– dal 1° settembre al 30 settembre: última entrada às 18.00 e fecho às 19.00;
– dal 1° outubro ao último sabado de outobre: última entrada às 17.30 e fecho às 18.30.
Tickets:  
Ticket combinado para três monumentos,  válido por 7 dias para 3 sítios arqueológicos: Termas de Caracalla, 
Villa dei Quintili, Mausoleo di Cecilia Metella.
Inteiro:€ 6,00 e Meio: € 3,00 para cidadãos da União Européia entre os 18 e os 25 anos e docentes 
da União Européia .  
Gratuito: visitantes menores de 18.
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23 Monumentos do Fórum Romano

junho 2, 2014 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário
Monumentos do Fórum Romano

Este artigo dará uma noção básica de 23 monumentos do Fórum Romano, de modo que você adquira uma ideia do que te espera aqui em Roma. A grande maioria das pessoas diz “Nossa, eu não imaginava que a área arqueológca fosse tão grande!”. De fato esta cidade é única por causa da herança do Império Romano. Neste artigo podem ter termos não utilizados no nosso quotidiano, mas não se preocupe. Aqui com a nossa guia, você vai adquirir uma boa base para compreender o Fórum Romano e o significado dos monumentos que chegaram até nós.

Monumentos do Fórum Romano – e Coliseu

arco const colosseo - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano e Coliseu em Roma

Muita gente nem imagina que esta preciosa área arqueológica possui a beleza de 12 hectares!

A área visitável é tão vasta, que o ticket nos permite de ver o Coliseu (onde você não passará menos do que uma hora) em um dia e o Foro (e Palatino!), no outro. Se vier sem guia, aproveite este tempo para visitá-lo com calma, pois é sem dúvida, uma tarefa árdua!

Este pequeno post tenta esclarecer algumas dúvidas e dar uma orientação superficial sobre o que espera por você nesta preciosa área arqueológica que é o Fórum Romano.
foro romano2+copy - 23 Monumentos do Fórum Romano
Mapa do Fórum Romano

1) Coliseu

Anfiteatro Flavio, construção finalizada em 80d.C. pelos Flavios. Lugar para um número de espectadores entre 55.000 e 73.000, a maior arena da sua época. Veja post completo na  página https://www.romaemportugues.com.br/o-coliseu-para-brasileiros/

Colosseo - 23 Monumentos do Fórum Romano

2) Arco de Constantino

entre 315 e 325 d.C., esta maciça construção erguida pelo senado comemorou os 10 ou 20 anos do imperador Constantino no poder. A sua construção, com elementos de outros monumentos de diferentes épocas do império contém os relevos redondos de Adriano e retangulares de Marco Aurélio, com cenas de sacrifícios típicas da cultura pagã, é de extraordinária importância histórica.

A escrita polêmica “instinctu divinitatis” (por inspiração divina) da inscrição nos surpreende, pois no ano de 313d.C. Constantino havia dado liberdade de culto aos cristãos e à nós chegou a lenda que o imperador realizou este importante passo na história do mundo ocidental por causa de um sonho que teve antes da famosa batalha de Ponte Milvio, onde ele mudava os estandartes do seu exército por cruzes e vencia o imperador Maxêncio. Ainda segundo a lenda, Constantino de fato trocou os estandartes do seu exército um dia antes da batalha e venceu a batalha, passando à história como o primeiro imperador cristão.

arco constantino - 23 Monumentos do Fórum Romano
Arco de Constantino (315-325 d.C.)
tondi adrianei2 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Relevos do período do imperador Adriano (117 – 138d.C)
retangulo marcoaurelio - 23 Monumentos do Fórum Romano
Relevos do período do imperador Marco Aurélio  (161 – 180 d.C.)

Em 325, Constantino organizou o Conselho de Nicéia (na atual Turquia), onde foram estabelecidas algumas importantes questões relativas à nova religião, além de organizar o calendário, oficializando a data da Pásqua e a promulgação da lei canônica.

Deve ter sido impressionante ver o etíope Abebe Bikila vencer a maratona dos Jogos Olímpicos de 1960 de Roma, passando descalço pelo Arco de Constantino!

3) Templo de Vênus e Roma

135 d.C., gigantesca estrutura dedicada às deusas Vênus e Roma, realizada pelo imperador Adriano (117-138). A área ocupada era de 100m x 145m. Parte deste templo foi englobado na construção da Igreja de Francesca Romana, o que permitiu a conservação da rica decoração interior.

VEnere ROma - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: Templo de Vênus e Roma

4) Arco de Tito

81 d.C., comemora a massiva repressão da revolta na Judéia, no ano de 71 d.C. Interessante o relevo interior do arco, que mostra o castiçal de sete braços e as trombas de prata sendo trazidas como espólios desta conquista. Este monumento foi massiçamente restruturado por Valadier, no século XIX. Aqui se nota como parte do foro escavado no passado não levou em consideração as camadas
medievais (este arco foi propriedade da família Frangipane, que ocupou o coliseu desde que os jogos cessaram em Roma, no VI século d.C.).

5) Igreja de Francesca Romana

fundada no século IX sobre um antigo oratório e re-batizada como Santa Maria Nova no X século, esta baasílica englobou um pedaço do Templo de Vênus e Roma. Durante o século XII foi construído o campanário que vemos ainda hoje e decorada a ábside.
A igreja mudou de nome para Francesca Romana com a translação da relíquia da Santa para este lugar no século XV.
Importante no seu interior (acessível pelo lado da rua Fori Imperiali) os afrescos da primeira capela à direita, atribuídos a Melozzo da Forlí, que representam alguns doutores da igreja.

6) Basílica de Maxêncio

308 – 312  d.C. – Basílica iniciada por Maxêncio e terminada por Constantino, foi a última basílica nestas proporções construída no antigo Foro. Nesta basílica supõe-se que era utilizada pelo prefeito de Roma. Este gigantesco edifício possuía uma planta baixa de 100m x 60m, com uma nave central de ~35m.
O nicho central abrigava uma estátua do imperador Massênxio (depois adaptada às feições do imperador Constantino), cuja cabeça media 2,60m e que se encontra hoje nos Museus Capitolinos.

basi massen - 23 Monumentos do Fórum Romano
As imponentes arcadas da basílica de Massênxio – desde sempre emocionaram
especialmente os arquitetos e engenheiros!

7) Templo de Rômulo

306-312 d.C., templo iniciado pelo Imperador Maxêncio e dedicado a seu filho, Rômolo, morto prematuramente.
Depois da batalha de Maxêncio e Constantino, o templo foi restruturado entre os anos de 312-337 e eventualmente dedicado a Júpiter Stator.

P1040305light - 23 Monumentos do Fórum Romano
Templo de Rômulo, com o impressionante portão de entrada em bronze do IV século
e com as colunas em pórfido vermelho

8) Casa das sacerdotisas Vestais

restauro depois de vários incêndios atribuído à Júlia Domna, esposa de Setímio Severo (193-211 d.C.). Imagina-se que fosse uma grande casa com dois andares, que abrigava aproximandamente 30 sacerdotisas de origem nobre – 6 eram responsáveis pelo “fogo do estado” – que entravam para a vida religiosa quando tinham aproximadamente 9 anos, passavam por 10 anos de formação, para executar a importante função por 30 anos.

Vesta casa - 23 Monumentos do Fórum Romano
Casa das Vestais

9) Templo das Vestais

O rei sabino Numa Pompílio (754 a.C. – 673 a.C.), é o tradicional fundador deste culto em Roma. As três colunas do templo redondo que vemos hoje são o resultado de um restauro realizado por Júlia Domna (fim do III século, início do IV).

Vesta - 23 Monumentos do Fórum Romano
Templo de Vesta

10) Templo do Divo Júlio

(aedes Divi Iulii) – A decisão deste templo foi realizada em 42 a.C. por iniciativa do senado depois da morte dos assassino s de Júlio César.  A realização do templo foi feita por Otaviano, filho adotivo de César, em 18 de Agosto de 29 a.C..

ara divus iulius - 23 Monumentos do Fórum Romano
Flores e moedas sobre o resto do altar de Júlio César

11) Basílica Emília

179 a.C., Lépido e Nobiliore. Restaurada durante os anos, destruída pelo feroz incêndio causado por Alarico, em 410 d.C.. Segundo o Prof. Coarelli, este edifício coberto exercia diversas funções civis (bolsa de valores, tribunal), servia como praça pública para o povo durante os dias de muito sol ou chuva.

12) Templo de Cástor e Pólux

484 a.C. – As três colunas que vemos hoje são o que sobraram do restauro do ano VI d.C. O edifício foi realizado como um voto pela vitória dos romanos contra os latinos.

Castor Pollux - 23 Monumentos do Fórum Romano
As três colunas que sobreviveram o tempo: Templo de Cástor e Pólux

13) Basílica Júlia

54a.C., iniciada por Júlio César, mais um projeto finalizado por Augusto. Esta basílica com 5 naves e 3 andares tinha como função principal a atividade jurídica . O espaço interior era dividido por tecidos, que permitiam a discussão de diversos julgamentos contemporaneamente.

P1040390 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: Os restos dos degraus da Basílica Júlia

14) Coluna de Foca

Erguida pelo imperador bizantino Foca em 608 d.C., esta coluna comemora a doação do Pantheon ao Papa Bonifácio IV.

Foca - 23 Monumentos do Fórum Romano
Coluna de Foca com a Cúria de Júlio César no fundo

15) Curia de Júlio César

iniciada por Júlio César em 54 a.C., foi acabada por Augusto em 29 a.C.. O fato deste edifício ter chegado até nós sem grandes danos se deve ao fato da sua transformação na igreja San Adriano pelo papa Honório I (625-638).

16) Templo de Saturno

498 a.C., iniciado durante o período dos antigos reis e finalizado já durante o período republicano, é um dos mais antigos do Foro (junto com Vesta e Pólux). Originalmente abrigava o tesouro do Estado (Saturno é ligado à agricultura). Aqui eram celebradas as Saturnalia, as festas de fim-de-ano.

5 - 23 Monumentos do Fórum Romano
As imponentes 8 colunas que ficaram em pé do Templo de Saturno!

17) Miliarium Aureum

Coluna erguida por Augusto com as medidas das principais estradas romanas do império.

MIliarium - 23 Monumentos do Fórum Romano
Miliário Áureo, a base que restou

18) Vulcanal

pequeno monumento (12 m²) em pedra de tufo e em parte construído diretamente na rocha, de idade arcaica, do período de rei Tito Tácio (? 750 – ~745 a.C.), considerada a ara (altar) dedicado por este rei ao deus Vulcano (deus romano do fogo, filho de Júpiter e Juno; correspondente ao deus Hefesto da mitologia grega). As novas interpretações o identificam com restos do antigo altar de Saturno, cujo templo do início do século V se encontra muito perto.

19) Arco de Setímio Severo

203 a.C., arco triunfal com três arcadas que homenageia Settimio Severo e o filho Caracalla pela vitória em Parti (na maior parte corresponde ao que é hoje a antiga Pérsia).

settimio severo - 23 Monumentos do Fórum Romano
Arco de Setímio Severo

20) Templo de Vespasiano

As três colunas é o que vemos hoje do antigo templo dedicado ao imperador Vespasiano, divinizado depois da sua morte, no ano de 79 d.C.
Segundo uma fonte do período de Ghirlandaio (metade do século XVI), estas colunas se encontravam como as vemos hoje; no início do século XIX, com os escavos de Valadier de 1811 os capitéis estavam quase cobertos de terra!

vespasiano - 23 Monumentos do Fórum Romano
Três coluas que sobreviveram ao tempo, Templo de Vespasiano
Giove Tonante Piranesi 1 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Aqui uma incisão de Piranesi (1720 – 1778), onde vemos o que aconteceu com o abandono do foro em 1300 anos!

21) Templo da Concórdia

iniciado por Lúcio Furio Camilo (filho do grande Marco Fúrio Camilo que entre outras coisas foi o responsável pela conquista dos  etruscos na batalha de Veio, em 396 a.C.) em 367 a.C., este templo foi construído para comemorar a reconciliação entre patrícios e plebeus. Alguns capitéis de encontram no Antiquário do Palatino; um pedaço de arquitrave se encontra nos Museus Capitolinos.

22) Tabulário

edifício construído em 78 a.C. pelo arquiteto Lúcio Cornélio, por ordem de Catulo (magistrado que viveu de 123 a.C. a 61 a.C..) que continha os arquivos do estado.

vespasiano 2 - 23 Monumentos do Fórum Romano
À esquerda o Templo de Saturno, no meio as três colunas do Templo de Vespasiano, ao fundo o Tabulário e embaixo à direita, restos da coluna do Miliário Áureo

23) Prisão Marmetina

é a prisão mais antiga de Roma, constituída de grutas que foram cavadas na própria rocha, as mais antigas entre os séculos VIII e VII a.C. Hoje vemos a Igreja de São José dos Marceneiros, do século  XVI.

P1040632 - 23 Monumentos do Fórum Romano
Fórum Romano: A cúpola de Santa Martina e Luca, atrás da Cúria de Júlio César
Por incrível que pareça, esta breve descrição de como se orientar no Foro é realmente muito pouco; a intenção deste post é simplesmente mostrar o quanto é rica, grande e complexa esta área arqueológica e que para desfrutá-la ao máximo, nada melhor do que uma guia com experiência para pode desvendá-lo e entendê-lo. De brasileiros para brasileiros na Itália: reserve aqui a sua guia de turismo profissional que fale português.
Como pular a fila para comprar os tickets para o Coliseu e área arqueológica? Compre no novo site oficial responsável pelos tickets: http://www.coopculture.it/colosseo-e-shop.cfm – imprima o comprovante e vá diretamente à retirar os bilhetes quando chegar lá!
O ticket para o Coliseu é válido também para a visita do Foro Romano, que é uma das preciosidades de Roma: uma área arqueológica de extrema importância para a história do mundo ocidental que, ao mesmo tempo que nos dá tantas informações sobre o maior império do Ocidente, nos abre um leque de dúvidas onde arqueólogos trabalham incansavelmente desde o século XVIII.
Considere pegar uma guia para explicar o contexto do Fórum Romano, os monumentos, a arquitetura e os materiais de construção, além de mil curiosidades importantes para realmente fazer a sua excursão render!  O que acontece com o pessoal que chega aqui sem guia, é que assim que ouve português, começa a serguir a guia e o grupo, mas  naturalmente temos sempre que dizer que os tours que organizamos são privativos e não podemos aceitar pessoas de última hora, num grupo que reservou com antecedência uma guia privativa!

Para agendar uma visita com uma guia, nos ajude a te ajudar rapidamente, preenchendo os dados da sua viagem nesta página.

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28 de Dezembro 2013: Museus Grátis em Roma

dezembro 18, 2013 by Patricia Carmo Baltazar Nenhum comentário

Sábado, dia 28 de Dezembro, recebemos um maravilhoso presente de Natal do Ministro dos Bens Culturais e Atividades de Turismo, Massimo Bray, para comemorar as Jornadas Européias do Patrimônio 2013: revivendo mais uma vez a Virada Cultural romana, 38 museus e sítios arqueológicos de propriedade do Estado Italiano vão ter entrada gratuita para todos os visitantes das  20h às 24h! Isso mesmo, museus grátis em Roma!

santangelo1 - 28 de Dezembro 2013: Museus Grátis em Roma
Grupo do Rodnei em cima do Castel Sant’Angelo!

Segue a lista de alguns museus que parteciparão à iniciativa em Roma: Galleria Borghese, Palazzo Altemps, Terme di Diocleziano, Crypta Balbi, Palazzo Massimo, Galleria d’Arte Antica, Palazzo Barberini, Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea e o Museo Nazionale Etrusco di Villa Giulia.

Os Museus Capitolinos vão ter neste dia o ingresso reduzido a € 3,50.

Quem estiver por aqui não pode perder este evento!

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Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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