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Cursos de cerâmica na Toscana 2014

novembro 28, 2013 by admin Nenhum comentário

Aqui vai a nova coleção de cursos de cerâmica na Toscana 2014 da nossa superescola no coração da Toscana. Excelentes profissionais, ambiente único e atmosfera descontraída te esperam no cenário toscano com seus ciprestes, colinas em tonalidades típicas e muito bom vinho. Para não falar nas noites com pizza do nosso forno a lenha!

 
PROGRAMA 2014  – 33ª ano de vida – cursos de cerâmica na Toscana 2014
index ita - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Maratona de torno
Pietro Maddalena
2 – 6 Janeiro 2014

Torno non-stop para quem sofre de crise de abstinência de argila.
nemeth cover - Cursos de cerâmica na Toscana 2014As maravilhas da técnica agate
Susan Nemeth
6 – 12 Abril 2014
Pintura e estratificação de tintas e porcelana para maravilhosos desenhos e superfícies matt
benzle5 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Porcelana: cores e luz 
Curtis Benzle
20 – 26 Abril 2014

Aprender a ampliar e desfrutar as peculiares qualidades de transparência da porcelana.
genders ws 18 14 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Cores & Colombino
Carolyn Genders
27 Abril – 3 Maio 2014

Estudar a relação natural entre forma, cor, superfície e conhecer uma técnica de queima única, muito versátil.
18 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Pelle
Luca Tripaldi
4 – 10 Maio 2014

Papel de argila e superfícies com sais e minerais.
20 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Intercâmbio na Itália – créditos reconhecidos em universidades americanas
Ken Shipley
16 Maio – 7 Junho 2014

Curso exclusivo para estudantes universitários.
24 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Construções arquitetônicas em cerâmica
Marcia Selsor
Stephani Stephenson
8 – 21 Junho 2014

Laboratório de cerâmica arquitetônica com um projeto final de fonte e queima em lenha.
26b - Cursos de cerâmica na Toscana 2014As cores da natureza
Michael Sherrill
22 Junho – 5 Julho 2014

Argilas e tintas colorridas sobre porcelana para desenvolver uma superfície orgânica.
index ita - Cursos de cerâmica na Toscana 2014“Paperclay” (papel de argila) com porcelana
Antonella Cimatti 
6 – 12 Julho 2014
walker1 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014La narrazione ceramica
Richard Notkin
Jason Walker
13 – 26 
Julho 2014
Incisão e ilustração com dois maestros com enfoque político na arte.
i
papadopoulou19 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Luz e sombra
Angeliki Papadopoulou
27 
Julho – 2 Agosto 2014
Esculturas, lâmpadas, objetos – incorporar a luz na cerâmica.
33a - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Relações perigosas: forma – esmalte – queima
John Colbeck
3 – 16 Agosto 2014

Um workshop de duas semanas com um ceramista e professor de longa experiência.
brown3 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Ao léo (A briglie sciolte) 
Sandy Brown
17 – 30 Agosto 2014

Experimentar a potência da criatividade livre.
toland 02 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014
A Figura
Tip Toland
Patti Warashina 
31 Agosto – 13 Setembro 2014

Dois pontos de vista para realizar uma figura, ensinados por duas escultoras extraordinárias. 
38 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014
Viajar a Chianti e escultura
Cathy Lawley
16 – 27 Setembro 2014
40 Grossmann 11 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Raku e as suas cores
Ute Grossmann
28 Setembro – 4 Outubro 2014A técnica de raku, aplicada à potência de cores extremas.
41 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014‘Modelar e sacudir’ na Toscana (Shape n’ Shake)
Ellen Shankin
5 – 18 Outubro 2014


36 2013 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014Escultura Raku
Lorri Acott
19 – 25 Outubro 2014

Escultura em Paperclay (papel de argila) para formas impossíveis de obter com outros materiais.
44 - Cursos de cerâmica na Toscana 2014O contexto da argila
Jeff Shapiro
27 Outubro – 3 Novembro 2014

Programa de estudo e de viagem ao redor da cerâmica.

Escreva para maiores informações para Roma em Português Palavras Chave: Cursos de cerâmica na Toscana 2014

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Exposição “Augusto” em Roma

novembro 26, 2013 by admin 2 Comentários

Até dia 9 de Fevereiro de 2014 , quem estiver em Roma poderá ver a explêndida ” Exposição Augusto ” organizada pelo bimilenário da morte do Imperador (19 de Agosto de 14 d.C.).

 

“Recebi uma cidade de tijolos, vos devolvo uma de mármore.”

(citado em Svetonio, Vida dos Césares, Aug., XXVIII,3)

augusti ausstellung - Exposição "Augusto" em Roma
” Exposição Augusto ”  fotos de MMarftrejo
 


A expo apresenta etapas da deslumbrante história pessoal de Augusto, que representou também o nascimento de uma nova época histórica. Sobrinho e filho adotivo de César, Augusto foi um personagem de um carisma excepcional e grande intuição política. Este grande homem conseguiu colocar fim nos longos anos de lutas civis que estavam consumindo a República romana e inaugurar uma nova estação política: o Império.

O seu principado (termo que os historiadores utilizam para designar o Império Romano a partir de 27 a.C.) durou mais de quarenta anos e é o mais longo na história de Roma. A extensão dos territórios dominados por Roma iam de todo o Mar Mediterrâneo: Da Espanha à Turquia, ao Magreb, à Grécia e à atual Alemanha.

 
Impero sotto augusto+copy - Exposição "Augusto" em Roma


O final das guerras civis levou a um período de paz, prosperidade e abundância. É nesta época em que conceitos como paz, piedade e concórdia foram cantadas por grandes poetas como Virgílio e Horácio, bem como por todos os intelectuais do grupo de Mecenas.

A expo na Scuderie del Quirinale  conta com uma seleção de obras de arte de imenso valor artístico e propõe um percurso que entrelaça  a vida e a carreira do principe com o nascimento de uma nova cultura e uma nova linguagem artística, que formou o húmus da sociedade ocidental.

Várias estátuas de Augusto foram colocadas pela primeira vez lado a lado, como o Augusto Pontifício Máximo de Via Labicana (do acervo do Museo Nazionale Romano), e o Augusto di Prima Porta (do acervo dos Museus Vaticanos). Esta última foi posicionada ao lado do famoso modelo clássico Doríforo (Policleto, ~450 a.C.), do acervo do Museo Archeologico de Nápoles.
Pela primeira vez na Itália, poderemos admirar uma estátua equestre do Imperador em bronze, devolvida pelo mar Egeu em 1979. Nós ficamos sempre muito felizes em ver estátuas em bronze, pois a maior parte delas não sobreviveu à sede de metais durante a Idade Média!

Além destas preciosidades, estão também presentes nesta exposição os rilievi Grimani: uma série de alto relevos com tema animais e seus filhotes, representações típicas da idade augústea, com o significado de paz, serenidade, prosperidade e renovamento.


Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

rilievo grimani - Exposição "Augusto" em Roma

” Exposição Augusto ”
Scuderie del Quirinale 
Via XXIV Maggio 16
Dom-5as feiras das 10h às 20h
Sextas e Sábados, das 10h às 22.30h
Tickets € 12 inteiro / € 9,50 meio

até dia 9 de Fevereiro de 2014

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Villa Farnesina – afrescos

julho 14, 2013 by admin Nenhum comentário

A Villa Farnesina em Roma, no bairro de Trastevere, é uma das mais nobres e armoniosas realizações do Renascimento italiano.

« Leitor, presta atenção: te divertirás » 
Apuleio, As metamorfoses, I
 

– Bairro de Trastevere (artigo inteiro)

Esta típica mansão foi comissionada no início do séc XVI pelo banqueiro de Siena, Agostino Chigi, ao arquiteto Baldassare Peruzzi. Em seguida, foram realizados afrescos por Raffaello, Sebastiano del Piombo, Sodoma e pelo proprio Peruzzi. No final do séc XVI, o cardeal Alessandro Farnese a comprou (dai o batismo como Villa Farnesina, para diferencia-la do Palácio Farnese, do outro lado do Tevere). 


Villa Farnesina - Villa Farnesina - afrescos
Villa Farnesina, entrada com jardim renascentista


Hoje, a maravilhosa mansão é a sede de representação da Accademia Nazionale dei Lincei: instituição italiana fundada em 1603, que teve como um dos primeiros sócios Galileo Galilei, tem como objetivo “promover, coordenar, integrar e difundir o conhecimento cientifico às suas mais elevadas expressões no interior do quadro da unidade e da universalidade”, do site http://www.lincei.it/.


A vila é toda decorada, cada janela, cada canto, cada persiana é decorado com arte.


P1000568light - Villa Farnesina - afrescos
Primeiro andar da Villa Farnesina, grotescas na persiana
 
P1000572light - Villa Farnesina - afrescos
Grotescas na persiana
 

Vamos às pinturas:

– “La loggia di Galatea” (A varanda de Galatea) – A varanda foi afrescada por diversos artistas. Raffaello fez a Galatea. Peruzzi, por sua vez, afrescou em 1511 o horóscopo de Agostino Chigi no teto. No inverno de 1511-1512, Sebastiano del Piombo pintou cenas mitológicas e o Polifemo das lunetas. As outras representações sao paisagens pintadas no séc XVII, de escola romana

IMG 20160502 133417 - Villa Farnesina - afrescos
Casamento de Alexandre o Grande e Roxana, do Sodoma


– “La loggia di Amore e Psiche” (A varanda de Amor e Psiquê) – Esta varanda tem o nome das representações de seus afrescos, os quais representam episódios do mito de Psique, inspirados pelo “Asno de ouro”, de Apuléio. A narração, intercalada por festões de flores e frutas, saiu das mãos de Giovanni da Udine e se desenvolve nos penacho e se conclui ao centro com o casamento de Amor e Psique e o Conselho dos Deuses.

Villa Farnesina loggia amore psique - Villa Farnesina - afrescos
 Loggia de Amore e Psiquê do Rafael
amor psique rafael roma villa farnesina guia brasileira roma - Villa Farnesina - afrescos
Closeup do maravilhoso, esplêndido e único afresco de Rafael

 – “La stanza del Fregio” (O salão do friso) – O salão é assim chamado pelos frisos no alto das paredes. O autor foi o Peruzzi, que o pintou em torno ao ano de 1508, representando os esforços de Hércules no lado norte e parte do lado leste, além de outras cenas mitológicas das outras paredes.

Primeiro andar

– O salão das perspectivas – o enorme salão do primeiro andar tem a origem de seu nome na decoração de Peruzzi, que em 1519 afrescou sobre as paredes vistas com perspectivas urbanas e campestres entre falsas colunas. Abaixo do teto a caixotões corre um friso com cenas mitológicas também do mesmo autor e seus alunos; sobre a grande lareira, a representação da oficina do deus Vulcão:

villa farnesina afresco  - Villa Farnesina - afrescos
Afresco do deus Vulcão

 

villa farnesina afresco - Villa Farnesina - afrescos
Salão do casamento de Alexandre Magno

–
 O salão do casamento de Alexandre Magno e Roxane – salão assim conhecido pelo seu afresco principal, que ocupa toda a parede do lado norte, o salão era originalmente o quarto de Agostino Chigi, que mandou executar os afrescos a Sodoma, em 1519. O teto a caixotões foi decorado com pinturas grotescas e temas mitológicos.

Horário de abertura da Villa Farnesina em Trastevere:
– de 2a à sábado, das 09h às 14h.
Tickets:
– Inteiro € 6
– Meio €5

Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.

Site Oficial: http://www.villafarnesina.it    

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Percurso para o Domingo

maio 5, 2013 by admin 4 Comentários
Aqui um percurso para o Domingo para quem está com poucos dias em Roma e quer aproveitar bem o final de semana.
Não perca tempo perdendo-se em Roma, reserve seu tour com a gente!
P1040612 - Percurso para o Domingo

 

24 - Percurso para o Domingo
Nós aconselhamos de inciar cedinho com o Coliseu, e ver Roma Antiga.  Depois segue-se para a benedição do Papa na Praça São Pedro, e depois mergulhamos no centro histórico por ruazinhas e becos até a Ponte Sant’Angelo, passando pelo Pantheon, Fontana di Trevi e Piazza Navona, para acabar na maravilhosa Piazza di Spagna.
2 - Percurso para o Domingo
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Basílica de São Lourenço, Milão

maio 4, 2013 by admin 2 Comentários

Aqui vai um pouco de Milão, já que tenho tido muitos viajantes para esta destinação, que vão passear com a nossa guia em português, Anna. Vamos abordar nesta matéria assuntos relacionados à Basílica de São Lourenço.

242349171 eb8682f0f2 b - Basílica de São Lourenço, Milão
Basílica de S. Lourenço, foto de Ciccio Pizzettaro

É um importante edifício da Igreja Católica em Milão, primeiramente construído na época dos romanos e modificado muitas vezes no decorrer dos séculos. Esta basílica é uma das mais antigas de Milão e foi construída fora dos muros da cidade, na Via Ticinese, uma estrada que ligava Milão à Pavia.

A basílica foi construída sobre uma colina artificial para evitar  de inserir os alicerces em terreno pantanoso, perto da principal entrada da cidade, a Via Ticinensis, perto do palácio imperial e do anfiteatro, de onde foram retirados parte dos materiais para a construção do templo. O complexo era circundado por vários cursos de água que se uniam para formar a Vettabbia, que é um canal para o qual afluem as águas piovanas milaneses, com direção às zonas agrícolas, ao sul da cidade.

A construção original foi feita entre o fim do IV séc. e início do V séc. e ainda têm-se muitas dúvidas a respeito de quem mandou construí-la. Alguns historiadores atribuem a sua construção ao imperador Valentiniano I (321 d. C.- 375 d. C.- ) ou Valentiniano II (371 d. C.-392 d. C.), através do Bispo Aussêncio (355 d. C.- – 372 d. C.). Outros historiadores datam a fundação desta igreja a um período posterior, entre 390 e 402, e atribuem a comissão a Teodosio I ou a Stilicone. Em todo o caso, no seu tempo, esta igreja era a maior com planta centralizada do seu tempo (planta baixa simétrica) no ocidente. A dedicação do templo a São Lourenço é atribuída no ano de 590, quando Milão já era dominada pelos longobardos.

colonne - Basílica de São Lourenço, Milão
Basílica de São Lourenço: Colunas de S. Lourenço, foto de Ciccio Pizzettaro

Nos séculos seguintes inicou-se uma grande decadência em Milão e na Itália, em geral. Apesar disso, a Basílica de São Lourenço continuou sendo frequntada pelos milaneses: como foi construída numa pequena colina artificial, adquiria o valor simbólico do Monte das Oliveiras e no Domingo de Ramos o bispo benzia os ramos e oliveiras e guiava uma procissão que ia da basílica ao centro da cidade, até a Basílica de Santa Tecla.
Os séculos XI e XII foram cenários de várias calamidades, como incêndios (sobretudo o terrível fuoco della Cicogna de 1071, que devastou a basílica) e terremotos, que abalaram as suas estruturas ao ponto de ser necessário iniciar os trabalhos de restauro entre os séculos XII e XIII. Na metade do séc XI, o espaço nas costas da basílica, chamado Vetra, foi escolhido para execuções capitais, costume que durou até o ano de 1840 e doi descrito pelo escritor Alessandro Manzoni na sua “História das colunas infames”.
Os novos muros da cidade medieval abraçaram a basílica em 1167, ao lado do novo “Porta Ticinesa”.

Por toda a idade média a Basílica de São Lourenço foi um símbolo de herança do império romano, particularmente depois da destruição dos outros resquícios romanos por Barbarossa. No Renascimento, o templo transformou-se num símbolo de cânone clássico perdido, procurado pelos humanistas, e foi estudado por Bramante, Leonardo e Juliano de Sangalo. São encontradas diversas referências em pinturas da época.
Dia 5 de Junho de 1573, a cúpola da basílica caiu repentinamente, graças a Deus, sem causar vítimas! Os trabalhos para a reconstrução foram concluídos em 1619.
Dutante o restauro aconteceu um milagre predito pelo arcebispo Carlo Borromeo: um ano antes da sua morte, em 1585, uma mulher doente foi curada na frente do quadro da “Madona do leite”, que ficava esposto na Praça da Vetra. A partir daí, as oferendas se multiplicaram e o trabalho de restauro foi acelerado. Em 1626, quando todos os trabalhos de restauro foram completados, o quadro da “Madonna do leite” foi transferido ao altar maior, onde se encontra até hoje.
Nos anos ’30 do século XX, o governo austríaco iniciou um desenvolvimento da Vetra (praça atrás da basílica): casas onde moravam curtidores de couro foram demolidas, o canal foi coberto e as execuções, abolidas. Depois dos bombardamentos de 1944-1945, as casas destruídas não foram reconstruídas e foi criado o Parque das Basílicas, do qual se tem uma linda vista do complexo.

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Ele se chama Franciso – parte II

abril 21, 2013 by admin Nenhum comentário

Ele se chama Francisco parte II – Como prometido, aqui mais um poco da história de Francisco, a partir de seu importante encontro com o Papa Inocêncio III.

Para quem perdeu a primeira parte, basta clicar aqui: (Ele se chama Francisco parte I https://www.romaemportugues.com.br/ele-se-chama-francisco/.)

SFrancisco by Conlawprof - Ele se chama Franciso - parte II
Ele se chama Francisco – Basílica de São Francisco de Assis em Assis, por Conlaprof

A aprovação do Papa
Em 1209, quando Francesco tinha 12 companheiros consigo, foi à Roma para obter a autorização da regra de vida para sí e para ses frades, pelo Papa Inocêncio III. Depois de algumas hesitações iniciais, o Papa concedeu a Francisco a sua aprovação oral para a sua Ordem dos Frades Menores: Francisco não contestava a Igreja, ao contrário de outras ordens que pregavam o pauperismo (sistema de pensamento medieval, através do qual os seguidores pregavam o altruísmo e uma vida modesta, dando preferência às riquezas espirituais sobre às materiais), mas a considerava como “mãe” e lhe oferecia sincera obediência. Francisco era a personalidade idal para Inocêncio, que podia finalmente oferecer uma oportunidade às pessoas mais humildes de partecipar ativamente no interior da Igreja, sem obrigá-las a transformarem-se em antagonistas à ela, e consequentemente, em herético.
O texto que foi apresentado ao Papa, desapareceu completamente. Os estudiosos pensam que nele continham sobretudo passagens do Evangelho, e que com o passar dos anos, junto à algumas modificações, formaram a “Regra” de 1221.

Fundação dos primeiros monastérios
Retornados à Roma, os frades se instalaram em uma pequena casa perto de Rivotorto, na estrada de Foligno. Este lugar foi escolhido por que era perto de um hospital de leprosos. Mas a acomodação era húmida e perigoso para a saúde, por isso os frades não puderam passar mais do que um ano lá. Foi então que eles foram para um pequeno mosteiro, o Santa Maria dos Anjos, na planície do Tescio, perto de Assisi. No meio do bosque e abandonado, o mosteiro foi cedido a São Francisco e aos seus frades.
Esta nova “forma de vida” atraiu também mulheres: a primeira foi  Clara Scifi, filha de um nobre de Assis. No Domingo de Ramos de 1211, no mosteiro de Santa Maria dos Anjos, Clara pediu a Francisco se poderia entrar na sua Ordem e na mesma noite ela recebeu os trajes do Santo. Franciso lhe acomodou no monastério beneditino de Bastia Umbra, e depois em Assis. Depois de Clara, outras garotas seguiram o seu exemplo (como Agnes, irmã de Clara) e se juntaram na Igreja de São Damião e iniciaram o que seria chamado no futuro de “as clarissas”, entre as quais se distuinguem Caterina de Bologna, Camilla de Varano e Eustoquia de Messina. Nestes mesmos anos, no convento de Montecasale, iniciou-se uma pequena comunidade de seguidores.

Crescimento da Ordem e viagem ao Egito
Com o tempo, a fama de Francisco cresceu imensamente e com isso também o número de frades franciscanos. Em 1217, Francisco presidiu o primeiro dos capitolos gerais do Oriente, que viria a acontecer a cada dois anos, ali mesmo no mosteiro. Este evento ocorreu com a exigência de estabelecer a vida comunitária e de organizar as orações, reforçar a unidade interna e externa, de decidir novas missões.
Depois do primeiro, foram organizadas grande expansões da Ordem na Itália, missões foram enviadas à Alemanha, França e Espanha.
Em 1219, Francisco foi à Ancona para embarcar para o Egito e Palestina, onde há dois anos acontecia a quinta Cruzada. Durante esta viagem, no assédio à cidade egípcia de Damietta, junto ao frade Illuminato, obteve a permissão do Cardeal Pelagio Galvão para encontrar desarmado o sultão al-Malik al-Kāmil, sobrinho de Saladino. O objetivo do encontro era de poder proclamar o evangelho e converter o sultão e seus soldados,pondo um fim à guerra.
A interpretação da relação de Francisco com o Islã e as cruzadas ainda hoje não é fácil, constituindo um assunto discutido dadas às controvérsias entre quem o vê como um sustentador das cruzadas e quem considera as suas ações como um repúdio à elas. A narração do encontro chegou até nós, além das biógrafos do Santo, mas testemunhas de época, cristãos e árabes. A versão fornecida através de São Boaventura cita maltratamentos que os soldados sofreram pelos árabes e a defesa de Franciso das Cruzadas, bem como a justificação da guerra aos muçulmanos infiéis. Na história contada por Tomás de Celão, Francisco causou uma profunda admiração da parte do sultão, que lhe ofereceu com muito respeito inúmeras riquezas. Segundo a narração hagiográfica, Francisco passou pela prova do fogo, representada em várias séries de afrescos.
A revolução pacífica que a nova Ordem estava realizando começou a ser evidente aos olhos de todos. Logo iniciaram os primeiros problemas, e Francisco temia que a sua irmandade perdesse seus propósitos iniciais.

Êta vida de paixão e cheia de acontecimentos! Logo mais, a terceira e última parte da série Ele se chama Francisco!

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Personalized itineraries in Europe

abril 11, 2013 by admin Nenhum comentário

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Ele se chama Francisco!

março 23, 2013 by admin 1 comentário

Sempre me perguntei por que nenhum Papa tinha desejado ter o nome de Francisco.
Chegamos, finalmente ao dia em que o Papa sulamericano recentemente escolhido quis ser chamado assim!

Este é um breve post que tenta contar um pouquinho da vida do San Francesco. Logo mais, postarei sobre como sua vida mudou ao entrar na Igreja e como ele se aplicou para obter o reconhecimento da sua nova ordem, junto ao Vaticano.

Para quem passa em Roma perto da Basílica de São João em Latrão, faça atenção ao monumento dedicado à vinda de São Francisco à Roma para pedir ao Papa Innocenzo III o reconhecimento da sua ordem!

nicola albertini assisi - Ele se chama Francisco!
Foto Basílica S.Francesco d’Assisi, de Nicola Albertini

Também conhecido como “São Francisco de Assis”, o túmulo deste santo é um destino de peregrinação de dezenas de milhares de devotos todos os anos. “Guia de Roma Blogspot” realizava uma excursão com Saulo e seus parentes à Assis e Cascia, no mesmo dia em que o Cardeal Bergoglio foi eleito Papa e decidiu assumir o nome pontifical de Francesco, em honra a San Francesco de Assis.
A cidade de Assis, em razão do seu mais famoso cidadão, tornou-se um símbolo de paz.  S. Francisco é o padroeiro da Itália, além de ser um dos santos mais populares e reverenciados do mundo.
Graças ao “Cântico do Sol”, Francesco é reconhecido como um dos fundadores da tradição literária italiana.

Francisco nasceu em 1182 , filho de Pedro Bernardone de Moriconi e da nobre Bourlemont Pica, de origem francesa. A família da classe média emergente, viveva entre a cidade de Assis, e Provence (França), por causa do comércio de tecidos de Pedro Bernardone, através do qual tinha alcançado riqueza e bem-estar. Francisco foi batizado com o nome de João (em honra ao apóstolo João) na igreja construída em homenagem ao santo padroeiro na Catedral de 1036. Entretanto, o pai decidiu mudar seu nome para Francisco, incomum para a época, em honra da França, onde tinha feito a sua fortuna.

A casa da família Bernardone era localizada no centro da cidade, dividida em depósito de para os tecidos e comercialização dos mesmos. Pedro Bernardone vendia sua valiosa mercadoria  em todo o território do Ducado de Spoleto, que na época incluia a cidade de Assis.
As hagiografias várias do santo não falam muito sobre sua infância e sua juventude, mas tende-se acreditar que ele foi educado para tomar o lugar de seu pai nos negócios da família.
Depois da escola elementar na igreja de São Jorge (onde, a partir de 1257 foi construída a atual igreja de Santa Clara), Francisco tinha 14 anos e inicou a se dedicar totalmente ao comércio. Ele passou sua juventude entre os aristocratas e nas brigadas de Assis e os cuidados dos negócios de seu pai.

Em 1154 houve uma guerra entre Assis e Perugia. As duas cidades mantinham uma rivalidade irredutível que durou séculos. O ódio cresceu com o fato que  Perugia se aliou aos guelfinos, e Assis, aos guibelinos. Essa escolha levou a cidade de Assis a sofrer uma derrota esmagadora em Collestrada, perto de Perugia, no ano de 1202. Francisco  participou do conflito, foi capturado e preso. A experiência da guerra e cativeiro o chocaram de tal forma que o levaram a um completo repensamento da sua vida, que a partir daí começou um caminho de conversão,  levando-o a “viver na alegria de ser capaz de preservar a intimidade de Jesus Cristo em seu coração”.
A guerra terminou em 1203 e Francisco, gravemente doente, depois de um ano de prisão foi libertado quando seu pai pagou uma fiança. Voltando para a casa, ele recuperou gradualmente sua saúde, godendo do conforto material que a sua família lhe oferecia. De acordo com seu biógrafo mais famoso, Tomás de Celano, eram esses lugares isolados da propriedade de seu pai, que contribuiram ao despertar em Francisco de um amor absoluto e total para a natureza, que ele passou a ver sempre com mais intensidade como uma obra maravilhosa de Deus.

Do ponto de vista histórico, as circunstâncias da conversão de São Francisco não foram esclarecidas e temos informações apenas através dos hagiografias (biografia de santos feita pela Igreja). Aos poucos ao desejo frustrado de se transformar em cavalheiro que partia para as cruzadas (considerado uma das maiores honras para os cristãos do ocidente), crescia em Francisco também o sentimento de profunda compaixão pelos fracos, pelos doentes e marginalizados: esta compaixão, mais tarde se intensificou, transformando-se em um “febre de amor” real para com o próximo.

Em 1203-1204 Francisco estava partindo com outros cavaleiros para Jerusalém, quando adoeceu e teve um profundo arrependimento. Mais tarde ele iria dizer que foi persuadido por revelações feitas a ele através de sonhos, em duas noites: no primeiro sonho, ele viu um castelo cheio de armas e ouviu uma voz que prometia que tudo o que ele desejasse, obteria. Na segunda noite, ele ouviu a mesma voz novamente perguntá-lo se ele pensava “ser mais útil seguir o servo ou ao  mestre “. “O mestre “, ele respondeu: “Então por que você abandonou o Senhor, para seguir o servo? ‘
Francisco renunciou ao seu projeto e retornou a Assis. Desde então, ele já não era o mesmo homem. Muitas vezes, retirava-se para lugares desertos para orar.

Mais tarde, em Roma, onde ele tinha sido enviado pelo pai para vender um lote de tecidos. Com o dinheiro da venda, não só distribuiu o dinheiro entre os pobres, mas trocou suas roupas com um mendigo e começou a mendigar na porta da Basílica de São Pedro.
Sua atitude em relação às outras pessoas mudou radicalmente. Um dia ele encontrou um leproso e, além de dar-lhe uma esmola, abraçou-o e beijou-o. Ele mesmo afirmou posteriormente que não poderia suportar nem mesmo a visão de um leproso até aquele momento, mas depois desse episódio, ele escreveu que “O que me parecia amargo, foi transformado em doçura da alma e do corpo” (Testamento de São Francisco, 1226).

Mas é em 1205 que acontece o episódio mais importante da sua conversão: ele estava rezando na igreja de São Damião, e disse ter ouvido o Crucifixo falar as seguintes palavras três vezes: “Francisco, vai e conserta a minha casa que, como você vê, está em ruínas. ”

Depois disso, as ações “estranhas” do jovem tornaram-se ainda mais freqüentes: Francesco pegou uma parte do estoque de tecidos na loja de seu pai e foi para Foligno para vender, vendeu também seu cavalo e voltou para casa a pé, e ofereceu o dinheiro das vendas ao padre São Damião, para que restaurasse a sua igreja. Ao saber disto, Pedro Bernardone ficou furioso, e muitos em Assis ficaram do lado de seu pai, que via desaparecer as expectativas em ver seu filho como seu sucessor nos negócios: Francisco, com sua generosidade excessiva, começava a ser interpretado por seu pai como uma pessoa que dava sintomas de doença mental.

A partir deste fato, seu pai tentou escondê-lo das pessoas. Mas Francisco era teimoso, até que seu pai se sentiu obrigado a denunciá-lo ao cônsul pelos danos materiais que tinha sofrido, para pressionar seu filho a mudar seu estranho comportamento. Francisco, por sua vez, apelou à uma outra autoridade: ao bispo da cidade. O processo teve início no início do ano de 1206 no palácio do bispo e toda a cidade estava presente para assistir.

Assim que o pai de Francisco acabou de falar, Francisco imediatamente se despiu e devolveu ao pai todos os seus vestidos, dizendo: “Até agora te chamei de meu pai na Terra; a partir de hoje posso dizer com toda a certeza que o Pai nosso está o céu, por que nele depositei todos os meus tesouros, minha confiança e esperança.” O bispo imediatamente tentou cobri-lo dos olhares do público, sem entender exatamente o que estava acontecendo.

Depois deste evento Francisco deu início a um novo percurso na sua vida e o gesto do bispo foi interpretado como a disposição da Igreja em acolhê-lo.

Leia a segunda parte desse post clicando aqui.

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Um Papa brasileiro?

março 13, 2013 by admin Nenhum comentário

Um dos top candidatos à eleição deste momento no Vaticano é o brasileiro arcebispo do estado de São Paulo, Dom Odilo Scherer, quem é ele? Teremos a chance de ter um papa brasileiro?!

Neto do Cardel Alfredo Vicente Scherer, Odilo Pedro Scherer, também conhecido como Dom Odilo, (* 21. Setembro 1949 em Cerro Largo, RS) é o arcebispo da cidade de São Paulo, com 5,2 milhões de fiéis na sua diocese, que é a terceira maior do mundo.

Scherer foto - Um Papa brasileiro?
Don Odilo Scherer, o homem que tem a chance de se transformar em um papa brasileiro foto do  Album di Arquidiocese de São Paulo – Brasil

Com descendência alemã por parte de mãe e pai, a família alemã imigrou para o Brasil no final do século XIX.

Don Odilo Scherer estudou  Teologia Católica e Filosofia no Seminário São José de Curitiba. Entre 1970 e 1975, aprofondiu seus estudos de Filosofia na Universidade de Passo fundo, Paraná. Em 1996, ele obteve o doutorado em Teologia na Universidade Gregoriana de Roma. As qualidades linguísticas de Scherer também são papais, sendo que ele domina perfeitamente o inglês, italiano, francês e alemão. O candidato brasileiro, além de ter fama de ser simpático, tem uma formação perfeita para o cargo ao qual está concorrendo.

Vendo o percurso admirável de Scherer, o seu amor pelo povo, ética e música, além da capacidade de liderança,  temos a impressão que ele seja muito parecido com os exs-Papas, Joseph Ratzinger e Karol Wojtyła: uma mistura as melhores qualidades de ambos os ex Papas!

Talvez Scherer pudesse realmente reanimar a Igreja Católica de modo geral, além de naturalmente refrescar o compromisso da Igreja com os fiéis brasileiros, que há muito demonstram uma necessidade de mudança em certos aspectos da Igreja, migrando para outras que se demonstram mais “jovens” e vigorosas, mas obscuras no que se refere à verdadeira fé.

Seria o nosso brasileiro o personagem ideal para reconsolidar os infinitos assuntos no interior da Cidade do Vaticano?

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Decidiram: o Conclave começa dia 12 de Março.

março 9, 2013 by admin Nenhum comentário

Caros leitores do blog Guia de Roma (e não só Roma!),
Um supersistema de segurança com controle do staff (não para os cardeais) e tecnologia que silencia os celulares protegerá o acontecimento!
A oitava Congregação Geral do Colégio dos Cardeais decidiu que o Conclave para as eleições do Papa vai ter início terça-feira, dia 12 de Março de 2013. Esta é uma comunicação oficial da sala de imprensa da Santa Sede.

Pela manhã, na Basílica de São Pedro, vai ser celebrada a Missa pro eligendo Pontifice pelo cardeal decano Angelo Sodano. Durante a tarde, os cardeais entrarão em Conclave, guiados pelo cardeal Giovanni Battista Re, prefeiro emérito da Congragação dos Bispos, que vai assumir as funções de decano do Colégio Cardinalício.

Os cardeais, explica Lombardi, portavoz da Sala Imprensa do Vaticano, “não serão controlados nos dias do Conclave enquanto se movem de uma parte à outra, mas o staff que partecipa ajudando nas várias funções vai ser controlado com o metal detector”. Além disso, nós utilizaremos uma tecnologia que impedirá a comunicação de dentro e para fora do Conclave”.

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Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.

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