A igreja Santa Maria del Popolo (ou Santa Maria do Povo, em português), de padres agostinianos, está no centro de Roma, colada nos muros aurelianos, ao lado da mais importante entrada da cidade até a construção da ferrovia. Esta igreja foi construida em 1099 por Papa Pasqual II para “banir” os espíritos malignos da família Domizi (do Imperador Nero).
A “Bocca della Verità” é uma grande máscara de mármore pavonazzetto (mármore branco com estrias de cor violácea escura, como na cauda dos pavões), em exposição no pronaos (termo utilizado para designar a antecâmera do templo grego, podemos aqui simplificar, dizendo que seria a área retangular logo antes da entrada da igreja) da Igreja de Santa Maria em Cosmedin, desde 1632.
(Se você gostar de mármores, leia o artigo sobre os mármores antigos!)
Bocca della verità
A famosa máscara da Bocca della Verità
A “mascarona” representa um rosto masculino com barba; olhos, nariz e boca são cavidades na placa de mármore. O rosto foi interpretado ao longo dos anos com representação de diferentes personagens: Júpiter-Amon, o deus Oceano, um oráculo ou um fauno.
O fantástico interior da Igreja de Santa Maria in Cosmedin, com o pavimento Cosmatesco
Na Roma Antiga, a máscara era uma espécie de ralo, que naquela época tinham comumente a forma de uma divindade pluvial.
Durante a Idade Média, a máscara atingiu uma fama legendária: acredita-se que seja este o objeto mencionado no século XI nos primeiros Mirabilia Urbis Romae (uma guia medieval para pelegrinos!), onde à Bocca foi atribuido o poder de pronunciar oráculos. Nesta guia estava escrito: Ad sanctam Mariam in Fontana, templum Fauni; quod simulacrum locutum est Iuliano et decepit eum (“Na Igreja de Santa Maria em Fontana encontra-se o templo do Fauno. Esta máscara si pronunciou a Juliano e o enganou”).
Um texto alemão do século XII conta de um mito sobre o Imperador Juliano, que se declarou pagão apesar de sua fé católica, descrevendo detalhadamente como o diabo, através daquela boca tivesse segurado longamente a sua mão, que por sua vez teria engando uma mulher e na frente da máscara teria que jurar a sua boa fé, prometendo-lhe de recuperar a sua reputação e de dar-lhe muita proteção se ele voltasse a instituir o culto pagão no Império Romano.
Ainda na Idade Media, uma legenda contava como Virgilio mago (um mago de uma lenda desenvolvida no norte da Europa) construiu a Bocca della Verità para que os maridos e esposas pusessem à prova a fidelidade do cônjuge.
No século XV, viajantes italianos e alemães se lembram, bastante convencidos, que esta pedra “chamada lápide da verdade tinha antigamente o poder de mostrar se uma mulher tivesse traído seu marido”.
Em uma outra lenda alemã do XV século, encontramos uma estória sobre a máscara que não ousou morder a mão de uma imperatriz romana que, mesmo que tivesse de fato traído o seu marido imperial, a engana com a sua lógica. Legenda ou fato? Mistérios de Roma…
Boatos populares conhecidos falavam de uma mulher infiel que tinha sido levada à Bocca della Verità pelo marido que suspeitava da sua esposa, para colocá-la à prova, mas que tinha conseguido salvar a sua mão com a sua inteligência: pediu ao amante que no dia em que fosse levada pelo marido para a prova de fogo se apresentar no local, fingir-se de louco e abraçá-la na frente de todos.
Assim, a mulher pode jurar tranquilamente ao inserir a mão na Bocca, que tinha sido abraçada somente por seu marido e por aquele homem que todos tinham visto, mesmo sendo culpada de adultério.
O nome Bocca della Verità apareceu em 1485 e a escultura tem sido desde então mencionada entre as curiosidades romanas, tendo sido reproduzida em desenhos e estampas. Daí podemos dizer que originalmente a escultura estava posicionada fora do pórtico da igreja e foi colocada dentro do pórtico no restauro feito pelo Papa Urbano VIII, Barberini, em 1631.
Os turistas ainda hoje formam enormes filas para serem fotografados com a mão dentro da “boca mágica”, o que nos faz pensar que esta curiosidade esteja inserida em diversas guias e até nos passeios mais curtos por Roma! Nós preferiríamos entrar na igreja, que é linda e cheia de pavimentos cosmatescos!
Monumentos importantes aqui perto:
Templo de Portunus: https://www.romaemportugues.com.br/templo-de-portunus/
São Nicolau em Cárcere: https://www.romaemportugues.com.br/basilica-de-sao-nicolau-em-carcere/
Teatro Marcelo: https://www.romaemportugues.com.br/teatro-marcelo/
Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.
Uma das primeiras coisas que quis ver em Roma quando cheguei pela primeira vez, foi a Basílica de San Pietro in Vincoli (São Pedro Acorrentado, em português).
Foto de Leví Pereira
O interesse de Freud pela figura esculpida de Moisés sempre me causou muito interesse quando era uma jovem e entusiasmada estudante de Psicologia na Puc de São Paulo. ”Visito diariamente o Moisés e acho que poderia escrever umas poucas palavras sobre ele”, escreveu à sua esposa. Freud estudou a posição das mãos e interpretou os “chifres” de Moisés. Naquele período a curiosidade se sedimentou dentro de mim e fiquei esperando o momento em que eu poderia ver com os meus próprios olhos esta importante escultura que tinha marcado uma mente tão brilhante como a sua.
Michelângelo escolheu a passagem Ex 32, 1-24 (O bezerro de ouro) para representar este grande personagem bíblico. Seu trabalho tinha sido comissionado pelo Papa Júlio II (Giuliano della Rovere), para a sua monumental sepultura na Basílica de S. Pedro – mas no final das contas, o plano megalomaníaco da sepultura não deu certo e a parte que tinha ficado pronta foi parar em S. Pietro in Vincoli. O desenho original da sepultura era constituido por mais de 40 estátuas, tarefa que implicou em uma estadia de oito meses de Michelangelo em Carrara, escolhendo peças de mármore na pedreira.
Moisés, foto minha
Quando Papa morreu em 1513, Michelângelo tinha terminado somente o Moisés e alguns Escravos moribundos, que se encontram hoje em Florença e em Paris.
Os chifres do patriarca judeu que sempre causaram perplexidade, se devem a um erro de tradução do aramaico, onde a palavra „qāran“ (קָרַן) foi traduzida na Vulgata (primeira tradução da Bíblia para o Latim) como “chifrudo” e não como “coroado” ou “iluminado” – foi essa a razão para esta tão original representação!
Alguns alunos de Michelângelo terminaram a sepultura, mas o corpo do Papa só chegou nesta Basilica em 1610.
A igreja foi construida em 442, por ordem de Licina Eudóxia, filha do Imperador Teodosio, para conter as famosas correntes que mantiveram São Pedro em cativério na prisao Marmetina; a Basílica é também chamada por esta razão de “Eudoxiana“. O prédio que vemos ao lado era um convento, hoje Faculdade de Engenharia.
A entrada com o pórtico de cinco arcadas, foi um trabalho feito pelo Papa Julio II ( papado entre 1503-1513).
Interior da igreja
Basílica de San Pietro in Vincoli – Foto de Leví Pereira
A navada central possui colunas dóricas.
Logo à esquerda depois da entrada, tem a sepultura dos irmãos Antonio di Jacopo Benci, chamados “Antonio Pollaiolo”, famosos escultores e pintores florentinos. Seguem várias sepulturas ricamente decoradas com esculturas alegóricas de importantes personagens da Igreja.
À metade da navada, note o mosaico com a única representação de S. Sebastião já ancião.
A igreja possui três ábsides: no altar à direita, tem um Santo Agostinho de Guercino e um retrato do Cardeal Margotti de Domenichino.
O afresco no teto é de Giovanni Battista Parodi e representa o “Milagre das correntes do apóstolo Pedro”.
No altar da sacristia, você vê a corrente que dá o nome à igreja em uma caixa realizada em 1477 por Cristoforo Foppa (também chamado de “Caradosso”).
Basílica de San Pietro in Vincoli – Foto de Leví Pereira
Nesta matéria documentamos uma experiência de visita à Igreja de Santo Estevão Redondo
“Ah Roma! meu país! cidade da alma!”Lord Byron (1788-1824)
Afresco de Pomarancio da igreja de Santo Estevão Redondo
Domingo estive passeando com a Kaká e família. A pedido dela, tinha praparado um tour pelas 7 colinas de Roma.
Esta igreja, como muitas aqui na Itália, tem uma fachada tão discreta que é difícil imaginar os tesouros que ela contém!
Fachada da igreja de Santo Estevão
O interior de Santo Estevão Redondo
No lugar onde no II século d.C. existia um Mitreu, foi consagrada pelo Papa Simplício (468 – 483) a basílica com um plano arquitetônico do Santo Sepulcro de Jerusalém.
Por mero caso, naquela manhã ia ter um casamento mais tarde, a igreja estava toda decorada com flores brancas e tinha duas músicas ensaiando a “Ave Maria” de Schubert: uma tocava harpa e a outra flauta transversal. Foi um momento mágico.
O curioso edifício é formado por dois círculos concêntricos. O diâmetro do círculo central é de 22m, sobre o qual se apoia um tambor de 22m de altura. Um corredor circular separa o anel perimetral do terrapleno central. Os capitéis iônicos do anel exterior foram realizados exclusivamente para esta igreja.
Entre os anos de 430 e 460, a arquitetura paleocristã atingiu a sua maior expressão artística e vemos isto neste edifício, assim como no batistério de São João em Latrão , Santa Sabina e no Mausoléu de Santa Constança. A planta redonda é uma característica de construções dedicadas a santos mártires, já realizados durante o período constantiniano (segundo quarto do IV século).
Os papas João I e Félix IV contribuíram à decoração desta igreja com mosaicos e mármores preciosos, dos quais infelizmente não temos mais resquícios!
Gregório Magno (590 – 604) rezou missa nesta igreja e o trono em mármore do período romano pensa-se ter pertencido a este papa.
Santo Estevão Redondo – Santo Stefano Rotondo
No ano de 601, padres do monastério de São Bento em Subiaco vieram viver aqui para se proteger dos ataques dos lombardos.
O papa Teodoro I (642-649) transferiu as relíquias dos irmãos santos mártires Primo e Félix para o interior desta igreja, onde mandou construir uma pequena ábside no lado noroeste, bem como um painel de prata para adornar o novo altar.
A calota da ábside foi decorada então com um mosaico com fundo de ouro, sobre o qual foram representados os santos aos lados de uma cruz central, por sua vez decorada por pedras preciosas. Acredita-se que este trabalho tenha sido realizado por um artista bizantino e é uma das poucas obras de arte conservadas em Roma do VII século!
O altar com o mosaico do VII século
No XI século a capela dos santos irmãos foi fechada com faixas de madeira para ser utilizada como sacristia e um segundo coro.
Afrescos de Santo Stefano Rotondo, antes do restauro
A basílica não teve uma comunidade de padres vivendo aqui continuamente, o que causou o seu abandono nas centenas de anos que seguiram.
Papa Niccolau V (1447-1455) realizou o segundo restauro com o florentino Bernardo Rossellino, que refez o teto e o pavimento, elevando-o ao nível atual, e mandou murar o perímetro do círculo central e deu a igeja à Ordem dos Padres e Irmãos Paulinos.
Gregorio XIII Buoncompagni (1572-1585) mandou afrescar as paredes pelos pintores Antonio Tempesta e Pomarancio (Niccolò Circignani, 1520-1597), com cenas de martírio, que compõem a obra do Martirológio, em 34 cenas cruéis. A igreja passou aos jesuítas do Colégio Húngaro, que é responsável por ela até hoje.
Santo Stefano Rotondo ou Santo Estevão Redondo, em português
O altar atual é uma obra de 1736, de Filippo Barigoni.
Do momento em que escrevi este post até agora, Outubro de 2013, ela só ficou mais maravilhosa, pois finalizaram o restauro dos afrescos. Fui à um Festival de Música e tive o prazer de presenciar as seguintes cenas:
Concerto para cravo, tiorba e voz
Altar na capela dos santos Primo e Félix, iluminado por todos os lados com a luz da manhã
Tambor: O teto circular da igreja
Afrescos restaurados de Santo Estevão
Afrescos restaurados de Santo Estevão
Afrescos restaurados de Santo Estevão
Endereço e horário de abertura:
Via San Nicola da Tolentino, 13
00187 – Roma
Horário durante o inverno:
A igreja fica aberta do último domingo de Outubro ao último sábado de Março com o seguinte horário(hora solar):
De 2a a Domingo:
9:30 – 12:30 e 14:00 – 17:00
Horário durante o verão:
De 2a a Domingo:
9:30 – 12:30 e 15:00 – 18:00
Site:
http://www.santo-stefano-rotondo.it/
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Quem eram os Cosmatas?
Os Cosmatas (em italiano, Cosmati) eram os integrantes de uma família romana que teve 7 escultores, especialistas marmoristas, que atuaram por 4 gerações e viveram entre os séculos XII e XIV.
Quem eram os Cosmatas?
“Um viajante sem poder de observação é como um pássaro sem asas”
Muṣliḥ Eddin Saadi, poeta persa (1184 – 1283/1291)
São conhecidos pelos trabalhos arquitetônicos, pelas esculturas e decorações, mas sobretudo pelos mosaicos pavimentais polícromos com temas abstratos no interior das igrejas.
A habilidade manual desta família de artistas foi tão especial e marcante no seu tempo, que hoje se fala em um estilo “cosmatesco“, para indicar o estilo e ténicas desenvolvidos por eles e imitados em seguida por tantos.
Camillo Boito (arquiteto e escritor, 1836 – 1914) foi quem usou pela primeira vez, em 1860, o adjetivo ‘cosmatesco’.
Santa Maria in Cosmedin, interior
Os seus trabalhos podem ser vistos em decorações de claustros, pavimentos, altares e ambões (espécie de mesa de presbitérios), que eram constituídos por um trabalho de pequenos azulejos muito sutis (“tasselli”, em italiano) de mármore e outras pedras muito rígidas, pasta de vidro e ouro formando temas geométrico-abstratos.
Santa Maria in Cosmedin, interior, close-up do pavimento
Guglielmo Matthiae, em Componenti del gusto decorativo cosmatesco (1952), afirma que todos os elementos desenvolvidos pelos cosmatas já se encontravam na decoração marmórea da Roma Imperial, defendendo a sua tese da origem romana (e não bizantina) da arte cosmatesca, com vários exemplos presentes nas seguintes basílicas: Basílica Inferior de São Clemente e Capela de S. Zenone, na Basílica de Santa Prassede (Via di Santa Prassede, 9, 00184 Roma), onde esta segunda representa um claro exemplo de decoração pré-cosmatesca, com o amplo disco de pórfido circundado por triângulos e o motivo xadrez entre estes e as faixas brancas de mármore que decoram o perímetro da igreja.
Santa Maria in Cosmedin, interior com vista do cibório
A tendência a diminuir o tamanho das peças com os anos pode ter sido o resultado da dificuldade em encontrar lastras grandes inteiras ou simplesmente a pura maestria dos artesãos.
Santa Maria in Cosmedin, pavimento
Outro fator que se soma à tese do desenvolvimento puramente romano da decoração cosmatesca segundo Matthiae, são os afrescos da apside da basílica paleocristã de São Crisógono (século IV, Piazza Sidney Sonnino), que os indica como linhas diretrizes seguidas pelos artistas marmoristas.
Afresco da Basílica de São Crisógono (parte subterrânea da basílica)
Internacionalmente conhecidos já no seu tempo, estes artistas foram chamados ao exterior e obras deles se encontram hoje na Abadia de Westminster, na Inglaterra e na Igreja românica de Gurk, na Áustria (Kärnten).
Santa Maria in Cosmedin, close-up lastra de pórfido vermelho
Os nomes dos marmoreiros da família dos Cosmatas
Aqui os nomes e as datas do período em que viveram:
Paulo (primeiro artista do qual temos notícia. Trabalhos entre 1100-1118), plúteos da Catedral de Ferentino
Lorenzo di Tebaldo (trabalhos entre 1162-1190)
Jacopo di Lorenzo (trabalhos entre 1185 e 1210)
Cosma di Iacopo (1210-1231)
Luca di Cosma (1234-1255)
Jacopo alter o di Cosma (1231)
Da família de Cosma di Pietro Mellini, os filhos de Cosma:
Deodato di Cosma (1290-1332)
Giovanni di Cosma (1293 e 1299)
O estilo cosmatesco foi também realizado por outras famílias artesãs, como os Vassalletto, dei Mellini, di magister Paulus e os di Rainerius.
Santa Maria in Cosmedin, Candelabro
Para compreender Roma são necesessários anos de estudo de arte, arquitetura e arqueologia e outros tantos anos para aprofundar este conhecimento e escrever artigos como este. Escolha uma guia profissional pois ela fará uma grande diferença na sua estadia.
Onde ver os trabalhos dos Cosmatas em Roma
– Basílica de Santa Maria Maggiore
– Santa Maria in Cosmedin
– Basílica di San Clemente
– Igreja de San Benedetto em Piscinula
– Basilica di San Crisogono
– Basilica di Santa Croce in Gerusalemme
– Basilica dei Santi Quattro Coronati
– Basilica di Santa Maria in Aracoeli
– Basílica de São João em Latrão
– Basílica de São Paulo fora dos muros
– Capela Sistina
Santa Maria in Cosmedin, pavimento com lastra grande de pórfido vermelho
Em Tivoli:
– Santa Maria Maggiore
– San Pietro alla Carità.
Aqui um percurso lento e detalhado dentro dos mais de 20.000m² da Basílica de São Pedro. Não perco aqui a oportunidade de relembrar mais uma vez o quanto seja importante pegar uma guia que dê uma ideia da história de Roma, de modo que esta lista não pareça um amontoado de nomes sem sentido! Com muita humildade, lembro que Roma “não é para principiantes”, parafraseando Tom Jobim.
Basílica de S. Pedro no Natal de 2009
Basílica de São Pedro – São Paulo à entrada da Basílica
1 Mosaico da Navicela de Giotto (estava na Basílica Constantina). Este tema deriva da passagem do Evangelho em que Jesus caminha sobre as águas.
10 Estátua equestre do Imperador Constantino, (obra-prima) Bernini 1670
Foto tirada bem em cima desta placa redonda de porfido vermelho
Basílica de São Pedro – Monumento aos Stuart, de Canova
20 Capela do Coro, de Maderno, Bianchi, Borromini séc XVII
30 Altar da Mentira, (mosaico, 1725-1727 de pintura) de Roncalli (Pomarancio) 1599-1604
32 Estátua de Bronze de S. Pedro, de Arnolfo di Cambio, c.1300 (pés gastos pelo público!)
S. Pedro, por Arnolfo de Cambio
Os pés de S. Pedro “gastos”, no trabalho de Arnolfo de Cambio
40 Altar da Crucifissão de S. Pedro, mosaico segundo pintura de Guido Reni (1575-1642). Uma antiga tradição afirma que exatamente no lugar deste altar é que S. Pedro foi crucificado.
50 A Tribuna (Abside – parede circular ao fundo do altar) – Altar da Cátedra de São Pedro com monumentos à Paulo III (esq.) e Urbano VIII (dir.). No alto, inscrição em latim na faixa dourada: “Ó pastor da Igreja, tu alimentas todas as ovelhas e os cordeiros de Cristo”
60 Transepto direito (orientação Norte). Onde acontecem as confissões (em várias línguas). O primeiro Concílio Vaticano teve-se nesta área, em 1869.
70 Monumento a Gregório XIV, Prospero da Brescia 1590
Sepultura de Cristina da Suécia
80 Capela da Pietà de Michelangelo. Realizada em marmore de Carrara por um Michelangelo com apenas 23 anos, esse foi o único trabalho que assinou. Observe a mão da Virgem como graciosamente, de um lado apoia o corpo pesado e sem vida de Cristo, do outro é como se aceitasse o seu destino imposto por Deus. Diz-se que o fato da Virgem parecer tão jovem se deve à morte prematura da mãe do artista.
Michelangelo fez uma outra Pietà que gosto muito, a chamada “Pietà Rondanini“, que esta’ em Milão, e pode ser visitada no Castelo Sforzesco. Trata-se de um trabalho iniciado em 1550 no qual ele trabalhou até o final da sua vida.
S. Pedro com a chave na mão, na saída da Basílica
O ingresso na Basílica é gratuito; e temos sorte, pois na Toscana precisa-se pagar para entrar em muitas igrejas!
OBS.: A BASÍLICA de S. Pedro NÃO é uma Catedral. Uma Catedral é onde tem sede um bispo; o bispo de Roma, que é neste momento o Papa Francesco, que tem sua sede na Basílica de S. João em Latrão!
Horário de abertura:
Inverno ( de 1° de Outubro à 31 de Março): 07-18.30h
Verão ( de 1° de Outubro à 31 de Março): 07-19h
Como se vestir para ir às igrejas de Roma: joelhos e ombros têm que estar cobertos! Se estiver calor, saias e bermudas abaixo dos joelhos; se tiver camiseta regata, leve um xale de seda na bolsa.
Para subir na cúpola da Basílica de São Pedro:
Inverno ( de 1° de Outubro à 31 de Março): 08-17h
Verão ( de 1° de Outubro à 31 de Março): 08-18h
Tarifas:
a) elevador até o terraço e a pé 320 degraus: €7
b) a pé 551 degraus: €5
Sobre mim
Olá, eu sou a Patricia e me apaixonei por Roma em 1994, quando ainda era uma estudante de Artes Plásticas em Hamburgo. Desde então fiz várias viagens para estudar a Cidade Eterna e em 1998 me mudei para cá. No Turismo estou desde 2007, quando comecei a trabalhar com alemães. Sou guia credenciada em Florença e Roma e este blog é um elogio muito pessoal sobre a minha paixão pela cultura Clássica. Na minha equipe trabalham as melhores guias que falam português nas principais capitais italianas, escolhidas a dedo por mim ao longo dos anos.Busca no Blog
setembro 13, 2011
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